Author Archives: Kooka

About Kooka

Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#280.86}

O Amor também é isto.

{#279.87}

Sonhei com a minha gravidez novamente. Há muito tempo que não sonhava com isso. Não quero repetir……… Mesmo sabendo que não posso impedir os sonhos, não quero voltar a repetir.

{#278.88}

Fico quieta no meu canto. Os dias vão passando e já é Outono outra vez.

Um dia digo(-te) tudo. De preferência antes do Inverno.

{#277.89}

Vontade enorme de (te) dizer tudo.

Guardo comigo mais uma vez. Um dia, quem sabe………

{#276.90}

Sou ingénua. Sou incapaz de ver em muitas situações qualquer gravidade em acções rotineiras e sem segundas intenções. Assim como sou incapaz de tomar atitudes que possam prejudicar outros simplesmente por poder fazê-lo.

Sou ingénua ao ponto de acreditar que estamos todos no mesmo barco para o mesmo fim. Quando, afinal, nesse mesmo barco há quem seja capaz de tentar atirar o outro borda fora. Eu não seria capaz de o fazer e ingenuamente acho que os outros são como eu.

Não são.

A ingénua, no meio disto tudo, sou eu. Mas não tenho tempo para chibos que só me fazem perder tempo. Aquele que eu não tenho Tempo para perder.

Demasiado ingénua. Um dia cresço e perco o que tenho de melhor: a capacidade de acreditar no outro enquanto pessoa de bem.

Ingénua. É o que eu sou. Pois que seja. Não sei ser de outra forma.

{#275.91}

Apetece-me partilhar coisas bonitas.

Contigo…

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Para ti. Sei que também olhas para ele.

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{………}

{#272.94}

{………}

{#271.95}

Das coisas pequeninas que me fazem feliz.

“Fui eu que fiz sozinho, tia!”, e também foi de tua iniciativa, Pipoca, eu sei.

{#270.96}

Medo. É isso mesmo, medo. Dou por mim a lembrar-me de como foi o primeiro ano no meu emprego. E o que senti durante meses a fio. Era medo. Sentia-me, sei-o hoje, como um animal assustado. Com tanto medo de tudo. De todos. De mim.

Se calhar o que me falta hoje é sentir novamente esse medo. Porque durante esse primeiro ano foi o medo que me fez mexer. E hoje não mexo como há um ano.

É impressionante como o medo nos pode paralisar ou então nos faz agir. Como fez comigo. Agora sinto-me paralisada sem saber muito bem porquê ou como fazer para voltar a agir.

Mantenho algum medo. Mas já não me sinto um animal assustado como há um ano. E se calhar devia.

{#269.97}

Todos os dias, mais um bocadinho. De coisas boas, coisas simples. Com mais ou menos dores, todos os dias um bocadinho mais.

Não posso esquecer-me que sou feliz. E fico feliz com pouco. Como quando me chega mais um postal à caixa de correio, por exemplo. Até chegar o próximo aguardo e vou contando coisas pequenas com que me cruzo por aí.

Mas sim, sou feliz com pouco. E sabe bem ser assim.

{#268.98}

{………}

{#267.99}

Deixar fluir. O bom para ser melhor, o menos bom também.

Deixo fluir, deixo sentir. Assim, apenas.

{#266.100}

Tenho saudades de trabalhar com os tecidos. Sem pressões nem horários. Mas também sem rotina. Não pode ser.

Dizem que as rotinas fazem falta. Seja então.

E a brincar faltam 100 dias para terminar o ano. E o Outono chegou…

Ficam as saudades de trabalhar com os tecidos. Amanhã é dia de trabalho.

{#265.101}

Gosto de ti. Fazer o quê?

{#264.102}

Sem história este dia. Mais um.

Faltam-me histórias para registar.

{#263.103}

Há coisas que não entendo. Outras há que me lembram outros tempos, de outras senhoras. Mas é o silêncio que me faz mais confusão.

Seja. Cumpram-se as regras então. Não me vou esconder.

Novamente: há dias de trabalho complicados.

{#262.104}

Há quantas noites não sonho contigo? Eu sei, ainda há dias registava que sonhava contigo quase todas as noites. Agora registo a falta desses sonhos. Que queres?, uma pessoa habitua-se… E depois sente a falta, claro.

Podes voltar aos meus sonhos, mesmo que não digas nada, mesmo que não faças nada, mesmo que apenas lá estejas. A sorrir.

Prometo registar sempre o que é bom. Assim como o são as tuas visitas aos meus sonhos.

Há quantas noites não sonho contigo…?

{#261.105}

Dias sem registo. Não gosto. Tenho vontade de registar coisas boas. Tenho vontade de viver coisas boas.