Author Archives: Kooka

About Kooka

Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#100.266}

Rotina, consulta de.

Mais do mesmo. E derrubada por uma constipação.

{#99.267}

{………}

{#98.268}

Às voltas com a ansiedade, mais calma hoje do que ontem. Mas presente na mesma.

Ansiedade não sobre o que pode vir, ansiedade sim de expectativa de quando será que vem.

Já tenho idade para saber que não vale a pena a ansiedade e que criar expectativas nunca é uma boa opção. Mas, apesar da idade, continua o meu constante perfil adolescente.

Não é uma boa opção. Mas eu teimo em não medir os riscos das expectativas.

{#97.269}

Há duas formas de lidar com a ansiedade: fazer de conta que não existe, que não está lá e suportar todos os sintomas que moem e chegam a doer ou olhá-la de frente e desconstrui-la até encontrar o ponto de origem.

Opto pela segunda hipótese. Desconstruo a ansiedade até lhe encontrar a origem. E aí lido com o desconforto dos sintomas de outra forma. Não que passem completamente mas o mal estar torna-se mais leve e mais fácil de gerir. Ao ponto de ser possível ocupar as mãos para ocupar a cabeça com outras coisas.

Encontrando o ponto de origem da ansiedade é possível, quando está ao meu alcance, terminar com ela. Mas na maior parte das vezes não é isso que acontece.

Como agora.

Ansiedade instalada. Sei exactamente porquê. Mas não depende de mim terminar com ela. Por isso resta-me olhá-la de frente e lidar com os sintomas que incomodam e moem e doem. E que se misturam com as borboletas na barriga e me deixam inquieta e impaciente.

A ansiedade vai passar. E sei exactamente quando isso vai acontecer. Para, uns dias depois, voltar até se concretizar aquilo que me deixa neste estado.

Até lá? Até lá vou esperando. Porque, como dizia ontem, vai correr tudo bem.

{#96.270}

Vês que, afinal, nem sempre os filmes que fazes na tua cabeça têm razão de ser?

Pensamento positivo, menina. Desconstruir a imagem distorcida que tens da realidade, largar os teus medos, olhar para cima antes de desistires. Mas, por outro lado, ainda bem que tentas sempre mais uma vez antes de desistires de vez. Como hoje. Tinhas optado por desistir para acalmar a ansiedade, mas decidiste por um last shot. E valeu a pena. Ou não? A ansiedade agora é outra, mas é daquela boa, de borboletas na barriga.

Andavam adormecidas, não andavam? Quase esquecidas porque ultrapassadas pelo medo. Mas é tão bom senti-las, não é?

Vai correr tudo bem. Vais ver que sim! Está lá tudo. E por muito que tantas vezes tenhas uma visão distorcida de tanta coisa, se calhar nem tudo está distorcido. E também isso é tão bom.

Já viste como há tanta coisa bonita à tua volta? Nem tudo é mau e cinzento e feio.

Agora descansa e acredita que sim, que está tudo lá e vai correr tudo como desejas. Porque também mereces coisas boas a acontecer contigo.

Acredita. Sempre. Olha em frente. Olha para cima. Vês como o sol está de volta e os dias são bonitos novamente mesmo depois de tanta chuva?

Acredita. Sempre.

Vai correr tudo bem. E vai ser bom. Porque também tu mereces.

{#95.271}

Porque também olho para cima. Porque já tinha saudades de sentir o Sol na pele. Porque são as pequenas coisas que me fazem parar e simplesmente senti-las.

Sim, são as pequenas coisas que contam. Porque sei que não é só a mim que o Sol aquece a pele.

{#94.272}

Se me chamares, atendo. Até lá, não incomodo. Porque primeiro tenho que me proteger a mim.

Em tudo, se me chamarem atendo. Mas preciso de aprender a proteger-me primeiro.

E teimo em não aprender.

{#93.273}

Misfit = desajustada

Eu.

{#92.274}

Um bocadinho como o tempo: a aparvalhar. E a perder cor. A cor.

……não quero voltar para trás. Não posso. Mas só posso depender de mim própria.

{#91.275}

……escondida como um ovo de Páscoa. À vista de todos.

{#90.276}

“Sê o amor que nunca recebeste.”

Mesmo que insistentemente te pisem, te façam sentir uma pedra no caminho ou algo que está a mais, sê amor. Daquele que ainda hoje te negam o direito por te fazerem sentir uma intrusa, alguém que não pertence ali mesmo que ali seja o teu lugar desde sempre.

Sê amor.

Não sei ser outra coisa. Não sei ter outra coisa para dar.

Também sei ser pedra mas sou acima de tudo amor.

Ainda que não o queiram receber, é o que sou.

Sou aquilo que nunca recebi.

Sou amor.

{#89.277}

Quantas vezes já prometi não falhar?

Tantas que já lhes perdi a conta.

Então porque é que teimo em não cumprir?

{#88.278}

Numa espécie de faz de conta…

(e não, não é saudável…)

{#87.279}

“Não podes deixar de chorar. Também não podes forçar, mas precisas de deixar sair. E não tenhas medo de voltar a cair porque, se acontecer, eu vou estar cá sempre para ti.”

E às vezes é preciso deixar sair e simplesmente chorar.

Não vou cair novamente, não posso cair. Mas sei que não estarei sozinha se acontecer.

A primeira data que é um marco na roda do ano já passou. Mais dorida do que esperava, se é que esperava alguma coisa. Dorida e inquieta. Demoraram as lágrimas mas hoje finalmente soltei-as. Porque há quem me permita sentir e chorar e ainda me ajude a aliviar essa pressão do choro contido sabendo como fazê-lo.

Não tenho vergonha de chorar nem de dizer que choro. Mais ninguém precisa de entender porque o faço, porque o sinto ainda. Porque esquecer não é possível, pelo menos para mim mesmo que a outra metade desta história já tenha apagado da memória.

Dizem que o tempo ajuda. Talvez a tristeza ganhe outro nome, não sei. Sei, apenas, que não se esquece. Que não se apaga da memória quem se ama desta maneira. Talvez um dia eu faça anos sem me lembrar que tu também farias. Talvez aí me sinta culpada por me esquecer ou em paz por te deixar ir. Não sei. Sei apenas que desta vez não me esqueci como não me esqueço nos outros dias.

Tenho saudades tuas, mas sei que te trago em mim. E é bonita a forma como alguém me fala de ti relembrando-me isso mesmo, que estás sempre comigo e que esta é a forma que encontraste de estarmos sempre juntos.

Ainda dói. Sei-o a cada nova lágrima. São cada vez menos as lágrimas mas não a falta que me fazes.

Não, não posso reprimir o que sinto, tenho que deixar sair. E, aos poucos, vou deixando sair. Com a ajuda que me é preciosa.

E prometo não voltar a cair. Por ti. Por nós.

{#86.280}

O vazio…

{#85.281}

41. Meus.

3. Que seriam teus.

Não me esqueço de ti. Mesmo que não te veja, não te toque, não te sinta, não te cheire.

Este dia seria para sempre teu. Hoje é, para sempre, nosso. Ainda que só eu saiba. Ainda que só eu me lembre.

Tenho saudades tuas. Amo-te muito.

Meu filho.

{#84.282}

O último dia dos 40. Típico domingo de moleza, o primeiro da Primavera.

{#83.283}

Mimos e brincadeiras.

Se eu podia dar mais do que dei hoje? Podia. Mas não consigo.

{#82.284}

A par do cansaço, as dores. Que roçam o insuportável.

{#81.285}

E depois há todo um cansaço que não se explica, apenas se sente.