Author Archives: Kooka

About Kooka

Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

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Em contagem decrescente………

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P
r
i
m
a
v
e
r
a
!

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Ainda é possível viver sem telemóvel? Às vezes parece que não.

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Por vezes também me escondo… Normalmente aos fins de semana.

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Cansada de não ver mudanças… Existem, claro. Mas procuro mais. E não as vejo.

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Para manter o equilíbrio é necessário continuar a olhar para a frente. Ainda que o que esteja para a frente seja uma incógnita, é para a frente que me esforço por olhar. Porque, seja o que for que lá esteja, será bom.

Também por isso acredito na magia das coisas pequeninas que me são grandes. Quase uma espécie de pó de fadas.

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“Às vezes, um aconchego faz falta.”

E às vezes chega-nos em forma de palavras. Mesmo quando não sabem o que nos dizer.

São as tais coisas pequeninas que são grandes. Pelo menos para mim.

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Às vezes a saudade dói. Outras, como agora, apenas se faz mais presente.

Tenho saudades do filho que não me chegou a ser. Mas que me é tudo, que é meu. O meu filho.

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E hoje, ao chegar, as cigarras cantavam. Já era de noite, mas continuavam a cantar de forma quase ensurdecedora.

A Primavera está mesmo quase aí.

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Domingo preguiçoso…

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Às vezes ainda me pergunto o que ando aqui a fazer.

E continuo sem saber a resposta…

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Lá fora o vento e a chuva. Cá dentro aquilo que ainda me assusta por me ser estranho: uma espécie de calmaria.

Conheço os sítios mais negros onde a minha cabeça me pode levar. E assusta-me a possibilidade de lá voltar. Não reconheço tão facilmente os lugares de calmaria e quase tranquilidade onde estou agora. Porque estou sempre à espera de cair novamente no negrume.

Mas aproveito ainda assim essa calmaria. Ponho ideias em ordem. Vejo o lado positivo de uma noite de vento e chuva, sozinha em casa e em silêncio. Oiço o vento lá fora. O som dos carros a passar na água que cobre a estrada. E aqueço o corpo em mantas e edredons.

Amanhã será um novo dia de chuva e vento. Amanhã será um novo dia de desejada calmaria. Até lá saboreio o momento.

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{#66.300}

“Estás num processo de reconhecimento da mudança, devias escrever sobre isso, é importante.”

Vou escrevendo e reconhecendo a mudança. Mas não me alongo demasiado. Por medo de regredir e voltar àquele lugar escuro e feio.

Por agora respiro, não me afogo nem tenho necessidade extrema de me manter à tona. Estou bem. Ou, pelo menos, melhor. Curada? Dificilmente. Ainda há muito que trabalhar e marcos a ultrapassar.

Mas sim, reconheço a mudança.

E aceito-a tal como é: positiva.

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Há dias em que parece que a paciência é pouca. Liga-se a cassete automática e vai-se repetindo a mensagem chamada atrás de chamada quando a vontade de estar ali é pouca ou mesmo nenhuma.

Hoje sei que foi ali que consegui sobreviver ao ano passado. Foi a cassete automática que ligava todos os dias que me permitiu não me perder ainda mais do que já me tinha perdido. Foi ali que me escondi do mundo e acabei por me encontrar.

Hoje sei que foi ali que consegui sobreviver e olho para trás e ainda me pergunto como é que o consegui. Porque hoje já não estou tão perdida e a paciência para a cassete automática é pouca. Mas aquele lugar, aquela cassete, farão sempre parte da minha vitória.

Hoje? A paciência é pouca. Talvez amanhã seja melhor. Porque sei que já saio ainda durante o dia, já consigo chegar a casa ainda com um resto de luz do Sol e o frio já não se entranha. Ainda há nuvens, vento, chuva. Mas o inverno está a chegar ao fim. E mais uma vez vou poder dizer que também a este inverno consegui sobreviver.

O resto? A paciência é pouca, mas os dias são cada vez maiores.

{#64.302}

Bocadinhos de cor aqui e ali. Ou um “bom dia” quase fora de contexto. São as coisas pequeninas que mais contam e mudam o cinzento do dia lá fora e o fazem terminar com a luz do Sol.

“Bom dia”.

Bom dia e um sorriso.

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Sono… De ambas.

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Porque também há dias assim…