Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

#day338 out of 365plus1 

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#day337 out of 365plus1 

A espiral do carrossel comboio fantasma montanha russa que não precisa de moedas assusta-me. 

Hoje lá em cima, numa subida rápida em poucos dias ao topo do Mundo. E o medo da descida porque não se sobe para sempre e o lá em cima tem um limite. 

Vai correr bem. Vai correr tudo bem mesmo com cruzamentos inesperados que se confundem com atropelos e que me levam a tranquilidade, que ainda estava a conquistar passo a passo, para longe. 

Não vou dar parte fraca. 

Não vou desistir de acreditar que é possível manter-me lá em cima durante muito tempo. 

Não vou desistir de acreditar que é possível descer devagar e não tão fundo. 

Não vou desistir de acreditar na Luz e nas cores. 

Não vou desistir de me afastar da Sombra e do cinzento escuro. 

Assusta-me a espiral do carrossel comboio fantasma montanha russa que não precisa de moedas. Mas não posso esquecer-me que é isto que também sou. E o caminho para ser melhor ainda agora começou. Ainda está tão longe do fim. E preciso que me dês a mão nesta viagem de carrossel comboio fantasma montanha russa que não precisa de moedas. 

{sometimes I miss you} 

Às vezes tenho saudades tuas. Mas depois lembro-me que, se fui eu quem precisou de distância que sempre te disse temporária, não fui eu quem fechou a porta quando regressei.

Às vezes tenho saudades tuas. Mas depois lembro-me que o tempo de dar parte fraca já passou. Já acabou ali atrás algures neste tempo que todos os dias passa um dia atrás do outro atrás do um. Lembro-me que prometi a mesma manter a distância que em tempos precisei por mim e que hoje queres por ti.

Nunca percebi o porquê “por ti e por mim”. Talvez nunca venha a perceber além do que interpreto, do que sinto, do que vi e não esqueço por tão intenso, tão real, tão absolutamente inesperado. Talvez nunca venha a perceber porque, sei-o, nunca mo irás explicar. Ou revelar. Assim como tudo o resto que te vejo esconder. Não só de mim, mas especialmente de ti.

Às vezes tenho saudades tuas. De conversar sem pressas, de saber de ti, dos teus, do que está bem e do que não está. De conversar sobre tudo e sobre nada. De quando me falavas de vinho, dos vinhos. Os tintos, os brancos, os verdes que são só uma região.

Às vezes tenho saudades tuas. Mas depois lembro-me que prometi a mim mesma que não voltaria a dar um passo em frente no vazio, no nada. Prometi a mim mesma que não seria eu a dar esse passo. A fazer-me presente. Não quero. Porque quem quer saber pergunta. Porque quem quer saber telefona. E prometi a mim mesma que não serei eu a perguntar, a telefonar, a querer saber por muito que queira.

Às vezes tenho saudades tuas. Mas depois lembro-me que estou zangada contigo. Tão zangada contigo. Dizem que faz parte do processo. E ao longo deste processo ainda não me tinha zangado contigo. E hoje estou zangada contigo. Muito. Tanto. Pela distância que é só tua. Pelo silêncio que é apenas teu. E porque, apesar da distância e do silêncio, que são apenas teus, não permites que corte de vez. Que corte o quê se na verdade não há nada para cortar? O que houve, porque existiu, não chegou a ser. E é isso o que me tem mantido ligada a um nada, tal como o que houve e hoje não existe.

Sim. Às vezes tenho saudades tuas. Mas depois lembro-me que um dia atrás do outro atrás do um é um caminho a percorrer sozinha. Mesmo que tenhas dito o contrário.

Sim. Às vezes tenho. Saudades tuas.

Mais do que as que gostaria de admitir. A mim mas especialmente a ti.

Sim. Às vezes tenho.

Saudades tuas.

#day336 out of 365plus1 

Existem sempre 3 caminhos: o certo, o errado e o nosso. 

É por aí que sigo, pelo meu caminho. Sempre. Mesmo que doa. 

#day335 out of 365plus1 

Pode uma tempestade ser bonita? Pode. E é, sempre. 

Mesmo que seja uma tempestade interna que, como todas as tempestades, acaba por passar. Mais depressa umas vezes. Mais demorada outras tantas, com muito trabalho de reforço e resistência. 

Acaba sempre por passar, a tempestade. Seja interna ou a da chuva e vento lá de fora. E tudo o que vem depois da tempestade é bonito. Como a própria tempestade, ainda que tantas vezes assustadora. 

Pode uma tempestade ser bonita? Pode. E é. Sempre. Mesmo que assuste e magoe e destrua. 

#day334 out of 365plus1 

“Just when the caterpillar thought it was over, she became a butterfly.”

Observar as pequenas coisas. Relembrar o que importa. Tudo são ciclos. 

#day333 out of 365plus1 

Tirar os olhos do chão e começar a olhar para cima. Procurar novas perspectivas, enquadramentos. Azul sobre azul para afastar o cinzento. Começar, recomeçar, a ver um bocadinho mais de cor, de cores. 

A rede de segurança, que é também uma luz de presença, continua por perto, mantém-se firme. Afinal, o caminho ainda está no início. Ainda existirão quedas, feridas a serem mexidas para poderem, finalmente, cicatrizar de forma saudável e com a cicatriz o mais pequena possível. 

Mas olha-se para cima. Sobretudo para a frente, sem esquecer de focar para cima. Mudam-se as rotinas. Criam-se novas rotinas, novos objectivos. Foco para cima, foco em mim. Agora eu. Primeiro eu. 

Vai correr tudo bem. Especialmente se não deixar de olhar para cima. 

#day332 out of 365plus1 

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#day331 out of 365plus1 

Uma espécie de regresso a uma espécie de normalidade. 

#day330 out of 365plus1 

Fazer acontecer. 

Tentar, pelo menos. 

Faça-se o melhor que se souber e conseguir não sabendo. 

#day329 out of 365plus1 

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#day328 out of 365plus1 

…e a vontade de gritar! 

Por tudo. 

Por nada. 

#day327 out of 365plus1 

Quem quer saber, pergunta. 

Quem quer perguntar, telefona. 

Logo, quem quer saber telefona. 

Ou: quem quer arranja maneira. 

Quem não quer escusa de vir com desculpas sem nexo. 

#day326 out of 365plus1 

“Mereces tanto isso. E mais. Não duvides.”

“Não deixes de acreditar. Não deixes, mesmo quando é difícil.” 

“De onde vem essa agressividade toda?”

“Hoje noto que estás muito irritada. Muito mais do que das outras vezes.”

“Tens que tratar de ti, tomar conta de ti.”

“E porquê essa ansiedade agora?”

“Vai correr tudo bem.”

“Não podes querer apressar este processo. E tens que estar melhor para podermos avançar nele.”

“Tenta descansar esta tarde.”

“Precisas de repousar.”

“E se chegares àquele ponto em que precisas mesmo da medicação que estás a recusar para conseguires fazer as coisas mais básicas?” 

“Qualquer dia estás melhor.”

“Mas não podes ficar sem medicação.”

“Vais ter forças para vencer isso.”

“Estás mais centrada, menos aflita. Menos perdida.”

“Se precisares, liga. Seja a que horas for. Sabes isso, não sabes?”

……………………tudo isto e o seu contrário.

Perdi-me algures por aí. E não me encontro. Nem nas palavras dos outros. 

#day325 out of 365plus1 

……um dia atrás do outro atrás do um. É isso, não é…? Que seja, então. Que continue a ser. 

#day324 out of 365plus1 

A poda é importante para o crescimento saudável e seguro de uma árvore. 

O corte de ramos desnecessários não enfraquece a árvore. Pelo contrário, fortalece. E, onde foram cortados esses ramos desnecessários, novos ramos irão crescer. 

É na raiz que está a força vital de uma árvore. É no tronco que está a estabilidade de uma árvore. Os ramos, embora importantes, são muitas vezes acessórios. Sinais de crescimento, é certo. Mas nem sempre saudável, nem sempre seguro. 

Está na altura de podar a minha árvore, a árvore que sou. Cortar os ramos danificados, doentes, que provocam instabilidade e criam insegurança. O tronco precisa de estabilidade para se manter em crescimento. A raiz expande-se, mas não pode mais alimentar o que é acessório, desperdiçando dessa forma a energia que lhe é vital. 

Está na hora de podar a minha árvore. Reenergizar a raiz, fortalecer e estabilizar o tronco, dar espaço a novos ramos. 

Está na hora de podar a minha árvore. A árvore que sou. 

#day323 out of 365plus1 

Respirar. 

O ar que não entra. Novamente. Não quer entrar. 

Respirar. 

A mudança que tem que vir de dentro. Que começa por fora. 

Respirar. 

Medo. Da mudança. Da de dentro e, o ar que não entra, da de fora. 

Respirar. 

Presentes que surgem do aparente nada. Ajudas. Facilitadores de caminhos. Não do caminho certo ou errado. Apenas do meu. 

Respirar. 

Vai correr tudo bem. Mas o medo, a mudança, o desconhecido. Vai correr tudo bem. 

Respirar. 

Respirar… 

#day322 out of 365plus1 

Mudar de perspectiva. Olhar para cima. 

………… 

#day321 out of 365plus1 

Teimo em esquecer-me: ninguém se cruza connosco por acaso, nada acontece por acaso ou fora de Tempo.

Hoje, mais uma vez, a certeza que não estou sozinha ainda que, de certa forma, possa estar.

Hoje, mais uma vez, a certeza que há tanta coisa que não se explica, sente-se. E, quando assim, é deixar fluir. Mesmo que me sinto cansada “disto”, farta “disto”, já chega “disto”.

Mas, afinal, tudo “isto” faz parte de um longo caminho a percorrer. E há que percorrê-lo até ao fim. Mesmo que pelo meio as emoções transbordem. Como hoje, vindo do nada.

Não, ninguém se cruza connosco por acaso. E também por isso sou grata. Tanto.

Namasté.

#day320 out of 365plus1 

Céu azul no meio da tempestade. 

Temperatura amena no meio do gelo. 

Tanto em nada. 

Nada em tanto. 

Cansaço de quem não descansa por não se esconder. Cansaço do corpo. Cansaço da mente. 

Querer esconder-me, mesmo do azul mas sobretudo do Mundo. Esconder-me, simplesmente, debaixo das mantas onde ninguém vai espreitar, onde ninguém ousa aproximar-se para levantar uma ponta e garantir que “vai passar”. 

Esconder-me. Isolar-me. Para regressar um dia. Talvez.