Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

#day368

Gosto de cor. Mas também gosto do preto e branco. Em modo preto no branco, branco no preto.

Gosto das variantes do cinzento, também.

Mas hoje, por hoje, fico-me pelo preto no branco, branco no preto. Porque as coisas são como são. Não adianta procurar variantes de cinzento onde não existem. E as cores, essas, não é ali que as vou encontrar.

…ou então estou só cansada. Muito. Tanto. Cansaço no corpo moído e dorido. Cansaço na mente que procura ver o que na verdade não está lá para ser visto.

Mas é mesmo assim. Eu sou mesmo assim. Gosto de pessoas. Gosto de gostar de pessoas. E gosto de cores. E gosto de ti, onde vejo cores que, afinal, são preto no branco, branco no preto.

…se calhar devia ir dormir…

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#day367

Adormecer muito para lá das 2 da manhã.

Despertador a tocar desde as 4 e ouvi-lo só às 4h45m.

Sair de casa às 5h40m.

Estacionar em Cacilhas às 6h05m.

Barco às 6h37m, sair do táxi em Santa Apolónia às 6h58m.

O nascer do Sol.

Desembarque das 7h às 10h: 740 pessoas.

Briefing e subida a bordo às 11h.

Almoço com vista para Alfama às 11h30m.

Embarque a iniciar às 12h.

Passaportes: 1024.

Etiquetas.

Scan.

Ordenação numérica.

Regressar à Terra de Ninguém às 19h05m.

Cacilheiro às 20h.

O pôr do Sol.

Atracar em Casa às 21h15m.

Cama agora. Sono zero.

São números. Apenas isso. Mas eu gosto quando as coisas são assim tão simples como números.

Just smile and look pretty. Thank you. Bye bye.

Fosse tudo assim. Simples.
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#day366

Há sempre quem nunca me falte: Ela. Mesmo quando anda, como eu, em horários trocados. Ou em fim/início de ciclo.

Está lá sempre. Ela. Minha. Para mim. Por mim.

{eu: em manutenção. Volto um dia destes. Ou não. Logo se vê. Ou também não.}

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#day365

Há um ano: um murro na mesa e um “reage, porra!”. E eu reagi.
Sei que te disse “obrigada” por esse murro na mesa algum tempo depois. Nunca te disse, no entanto, que {te} sou muito grata por ele. E também por me dares a conhecer os #100happydays que são já 365 e que continuo a contar.

E esse “reage, porra!” ressoa na minha cabeça todos os dias. Especialmente naqueles em que o cinzento teima em querer sobrepôr-se ao cor de rosa ou qualquer outra cor.

E, desde há um ano, há abraços que recebi e palavras que ouvi e mãos que agarrei e sorrisos que acolhi e perguntas que respondi mas que, provavelmente, nunca soube agradecer, a tanta gente, à altura do tamanho destes gestos. Enormes para mim. E que me ajudaram na contagem dos dias.

Mais um ciclo que se encerra. Terminaram as datas de memória de calendário neste {primeiro} ciclo.

Se vou continuar a contar os dias? Não sei. Se faz sentido? Não sei.

Sei, isso sim, que é difícil mas é possível sobreviver às vozes que nos sussurram ao ouvido. À dor física que queima a pele quando a dor emocional se torna impossível de suportar. Ao vazio que nos preenche.

Sim, é possível tudo isso. Muito graças a essas perguntas e esses sorrisos e essas mãos e esses abraços e esses murros na mesa. E especialmente a esse “reage, porra!”.

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#day364

Sempre fui mais de letras do que rabiscos. Embora tenha rabiscado muito por aí, é nas letras, com as letras, que me encontro. Que me escondo e me revelo. Que entrego e me refreio.

Contam-se, hoje, 364 dias de um “desafio” programado para 100. E percebo que, sim, ainda {me} é preciso contar os dias. Por muito que repita de mim para mim que estou bem, os olhos ainda se humedecem demasiado facilmente.

{“podia não estar cá”}

Desenhar, pintar, colorir, rabiscar. Acalma-me. Atenua-me a neura. Faz-me desligar. Mas as letras, as frases, os textos, é com eles que páro todos os dias para pensar. Reflectir. Respirar. Digerir. E perceber.

{“podia não estar cá”}

Perceber onde ainda me dói. Perceber que me dói, já, uma dor diferente. Que é dor ainda assim.

{“podia não estar cá”}

Perceber, olhando para trás, que já percorri um longo caminho. E é também por isso, para me recordar do caminho, que de vez em quando me releio. Palavras cruas, algumas. Doridas, muitas. Serenas, já tantas. Mas curadas, nenhuma.

{“podia não estar cá”}

Faltam-me, ainda, tantas palavras, tantas letras. Que resumem Tempo. Aquele Tempo que eu não tenho Tempo para perder Tempo.

Leio-me. Releio-me. Não me arrependo de nenhuma das palavras que soltei no éter. Que solto e vou continuar a soltar.

{“podia não estar cá”}

Escrevo, continuo a escrever, de mim para mim. Mas escrevo, acima de tudo, para me exorcizar de mim mesma. E releio-me para me recordar de onde já estive e onde não quero, não vou, voltar.

{“podia não estar cá”}

Um dia de cada vez. Mesmo que sejam, já, 364 quando eram para ser 100 e que eu sempre achei que nunca chegaria, sequer, aos 10.

{“podia não estar cá”}

{mas estou}

………e com vontade de ouvir “ainda bem” mesmo sabendo que não vou ouvir………

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#day363

Funny how life works.

Nunca gostei da frase “ninguém é insubstituível”. Cruzei-me muitas vezes com ela em ambiente de trabalho, essencialmente, mas fora dele também.
Nunca a vi como verdadeira. Não me fazia sentido. Nunca me soou bem.
Porque, mesmo em ambiente de trabalho, cada pessoa é única. Como tal, não pode nunca ser substituída.

O Alexandre que {nos} chegou hoje nunca irá substituir o Alexandre que {nos} levaram naquela madrugada de Novembro. Mas traz, sem dúvida, um outro alento. A todos.

Não há substituições. Mas há um renovar de energias, um renovar de esperanças. Um renovar de coisas boas.

E um relembrar que, mesmo depois de tanto que foi tão mau, é possível haver tanto do que é tão bom.

Se naquele dia, naqueles meses, me doeu perder um Alexandre, hoje vibro e aplaudo e agradeço a chegada de um novo Alexandre.

Afinal, aquele portão vai voltar a abrir-se. E eu estou tão feliz por isso. Por todos.

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#day362

Há dias menos bons. Dias quase maus. Há dias como o de hoje. Em que não me reconheço em comparação com os últimos meses.

É normal, dizem, haver dias melhores e outros não tão bons. É normal, dizem-me.

Mas, para mim, esta normalidade, ou será esta normalização?, para mim este estado é apenas a desestabilização de um percurso que é já longo. E hoje, hoje sou eu quem diz “só quero estabilidade”. Sei tão bem como voltar a estabilizar. Sei que basta cortar, de vez, com o que me faz mal. Sei que basta voltar a guardar o livro na prateleira onde, pensava eu, já o tinha depositado de vez. Mas um livro com dois autores só fica definitivamente fechado quando ambos assim o decidem. E por muito que eu já tenha escrito o meu último parágrafo, colocado o último ponto final, a outra parte insiste em não colocar o seu ponto final por muito que diga que sim e aja quase como tal. Mas toda a ausência da realidade só podia resultar nisto: entregar-me a pena para continuar a escrever ao sabor etílico de outrem.

Não quero nada disto. Quero apenas fechar este livro. Que foi o que foi. Não o que eu cheguei a julgar que era. Ou o que tu juravas que era. Não. Nunca foi. Foi, isso sim, mais uma fuga à realidade. De ambos os lados, admito a minha culpa. Eu, por carência. No meio de um turbilhão emocional. Deixei-me levar por palavras, muito mais do que por gestos, porque esses sempre foram, os teus, manipuladores e umbiguistas, movidos a um combustível cuja realidade já tinha ouvido falar mas que desconhecia na primeira pessoa. Que eras tu. Que és tu.

Quero, de uma vez, fechar esse livro e arrumá-lo na prateleira daqueles que não vou voltar a abrir. E já falta tão pouco…basta que o permitas. Mas a realidade, aquela que é, de facto, real, não é o teu forte e sei que vais continuar a deturpá-la e atirar para mim a continuação de capítulos que não fazem sentido. Deixa-me ir, por favor…

Deixa-me continuar com os outros livros que mantenho em aberto. Deixa-me continuar a escrever a minha história sem interrupções de realidades alternativas, ébrias, que nunca fiz questão de conhecer, muito menos acompanhar, menos ainda alimentar.

Existem outros livros por fechar. Um que mantenho em aberto e que, provavelmente, acabará por se fechar sozinho. Porque há histórias que se terminam assim, sozinhas. Sem darmos conta de quem colocou o último ponto final ou escreveu o último parágrafo. Mas, nessas histórias, não é importante saber quem escreveu o quê. Porque são histórias contadas, e vividas, na realidade dos dias sem deturpação.

Existe, também, um outro livro. Que é o meu. Que faço questão de continuar a escrever todos os dias. Onde vou recolhendo, apontando, partilhando, excertos de todos os outros livros que vou lendo, escrevendo, vivendo. Esse livro, o meu, tão cheio de capítulos. Abertos. Fechados. Em branco, ainda. E, ainda, um processo em curso. Um processo unicamente meu ainda em curso.

E dou por mim prestes a rebentar de novo. Porque tenho saudades tuas, mas tuas não tenho nenhumas e tuas terei sempre.

E dou por mim com o caminho livre para seguir em frente. Desde que não continues estacionado à porta.

Por favor, deixa-me ir.
Por favor, chama-me para ti.
Por favor, não te esqueças de mim como eu nunca me vou esquecer de ti.

3 capítulos tão distintos. 3 livros tão diferentes. E apenas um, aquele da realidade irreal, mantém-se estacionado à minha porta. Ainda que diga que não. Ainda que eu insista em querer arrumá-lo. De vez.

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#day361

Há um ano queria {ser} uma estrela do mar.
Há um ano deixava, aos poucos, de falar.
Afinal, as estrelas do mar não falam.

Há um ano era o vazio. Físico. A ausência. As ausências. Porque me faltava tanto mais do que o vazio que trazia comigo.

Também por isso as palavras se ausentaram.

Hoje. Hoje tenho vontade de falar. Falar o que ficou por falar deste dia de há um ano. Mas, também hoje, não falo. Não pela ausência das palavras. Simplesmente porque não. Porque já passou tanto tempo. Porque, se calhar, não faz sentido. Ou faz. Já não faz. Faria. Para mim faria. Mas não. Não falo. Não falarei. A menos…

A menos que nada. Um ano depois, o mesmo que há um ano. Nada. Vazio. Ausência.

Hoje. Lua Nova. Um silêncio gritante. Um primo quase a chegar. O fecho de um ciclo. O início de um novo. Out with the old. In with the new.

…e uma cabeça que não pára, não desliga. Não abranda, não sossega. Fora de foco, novamente. Focada no último ano que já é mais do que 365 dias. O que de bom aconteceu, mas sobretudo o menos bom. E, também, aquilo que inicialmente pareceu ser bom mas que se tornou numa espécie de dor de cabeça que podia ter sido um pesadelo por causa de abusos que não são meus. Dor de cabeça da qual quero, mais do que nunca, desligar-me de vez. Porque “o problema não és tu, sou eu” só que ao contrário. Porque o problema não sou, definitivamente, eu. És mesmo tu. E esse uso e abuso doentio da ausência da realidade.

Lua Nova. Repito. Para mim.

E sim, quero.
E não, não quero mais.

E quero falar. E não quero chorar. E quero soltar-me. E quero entregar-me. E quero libertar-me. E quero. Sim, quero. Um dia de cada vez. Um passo atrás do outro atrás do um. Devagar. Porque, digo-me tantas vezes, não tenho pressa. Nem tenho Tempo para perder Tempo.

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{ Recado ao meu primo que está para nascer}

Chavalito, eu sei, sabemos todos, que ainda te faltam 4 dias (3 dias e umas horitas, vá) para terminar o teu contrato de arrendamento aí na barriga da tua mãe. Mas, como deves calcular, estamos todos desejosos que chegues rapidamente.
Hoje é noite de Lua Nova, sabias? Dizem os entendidos que os bebés são fãs da Lua Nova. Deve ser por ainda serem um bocadinho tímidos e assim aproveitam que não há luar e chegam um bocadinho às escuras.
Dizem também, outros entendidos, que a Lua Nova é o fecho de um ciclo e início de novo. É aquela altura certa para deixar o que ficou para trás e começar algo novo. Seja um projecto de trabalho, seja um projecto de vida. Seja, também (e porque não?), uma vida nova.

Não te quero apressar. Não te queremos apressar. Embora a tua mãe já só peça que te despaches! Queremos, sim, que chegues bem. Quando quiseres chegar. E hoje, chavalito, hoje era um dia perfeito para te fazeres à estrada. Mas vem com cuidado. Queremos-te deste lado sem stresses, sim?

Assinado: a tua prima que é só mais uma das muitas pessoas que estão à tua espera há muito tempo.

<3

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#day360

360 dias que são uma espécie de 360 graus. Porque tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou, mas volto ao ponto de partida. Não literalmente por já não estar naquele lugar escuro de há um ano. Mas continuo a ser eu, igual ao que sempre fui, apenas eu.

Mas 360 dias, que na verdade são mais, são 360 mudanças diárias. Sempre para melhor ainda que algumas vezes tenha acontecido ser para um bocadinho menos bem. Mas as voltas, essas, tantas, tão grandes, acabam sempre por nos trazer ao mesmo lugar. A diferença? A estrutura. Mais forte em tanta coisa, ainda que demasiado frágil em alguns pontos. Mas uma fragilidade estável.

E o Verão, esse que o ano passado não tive, este ano está cá. Mesmo que quase a terminar.

{e a vontade de pensar e repensar e analisar e sentir e dizer e fazer e assumir e aceitar e cortar e desligar e aproximar……não. Porque não quero, porque não sei mas sei. Porque quero na realidade mas não quero novamente. Porque não e porque sim e porque já sei mesmo que não saiba sabendo…}

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#day359

Da memória: sem dúvida o meu pior inimigo. De duas faces.
A das boas recordações do que já foi e deixa saudades, quando basta uma música para me fazer viajar 21 anos no tempo e reviver tudo como se tivesse sido ontem. É tudo tão mais simples e fácil quando se tem 17 anos…

A face escura, cinzenta. Das memórias que pesam ainda. Que magoam. Que picam e rasgam por dentro. Recordações de há um ano. Onde revivo, novamente, tudo o que vivi, o que senti. As dores. As físicas e as outras. A culpa. A raiva. Sim. Ainda sinto isso tudo, o físico e o não físico. Mas já não vejo só problemas. Já vejo soluções. Mas sinto. E lembro-me.

Sinto e lembro-me de tudo de há um ano como de há 21. E o problema é exactamente esse: lembrar-me e sentir. Demasiado.

Mas…mas não fico presa ao que já foi aos 17 anos e que me deixou de sorriso no rosto. Mas não fico presa ao que já foi aos 37 anos e que me roubou o sorriso e a vontade de voltar a sorrir.

Fico presa a mim, apenas. Com alfinetes. Com alinhavos. A seguir o meu molde e o meu modo de sentir e {re}viver.

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#day358

Às vezes dou por mim a pensar. E se, há dois anos e meio, tivesse dito sim e simplesmente tivesse ido? Seriam apenas uns dias, é verdade. Mas teria ido com tudo o que isso implicasse. Por uns dias, apenas, é um facto.

E se, há 4 anos, tivesse dito não?

Ou, há um bocadinho mais para trás, tivesse dito não também? Ou, muito mais recentemente, tivesse dito sim?

Penso, também, que todas as respostas são da minha responsabilidade, é um facto. Como as “não respostas” a Londres, Paris, São Paulo.

Tudo poderia ser tão diferente, diferente fossem as respostas. Não me arrependo, no entanto, de nenhuma. Mesmo aquela que foi não quando cá por dentro, fruto do momento mas não só daquele, cá por dentro gritava sim. Hoje, provavelmente, repetiria o não, negando o sim que sempre foi, como sempre fiz.

Tanta coisa que poderia ser tão diferente. Mas, para isso, teria que ter dito não quando há, quê, 9? 10 anos? disse sim e virei à direita em vez de seguir em frente num percurso que, na verdade, não me levava a lado nenhum.

Voltemos ao aqui e agora. Não importam, já, as respostas de ontem ou de há uns anos. Importa apenas o momento.

“Breath.Trust. Let go and see what happens.”

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#day357

Focada, muito, no trabalho.

E à procura de soluções para dar a volta e conseguir arrancar. As soluções existem. Só preciso de as encontrar. Ou elas encontrarem-me a mim. Ou, melhor ainda, encontrarmo-nos a meio caminho.

Até lá, mantenho o foco e continuo a acreditar que tudo se resolve porque tudo é possível. Just have faith and trust the process.

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#day356

Busy busy making dreams come true.

Agora com licença, vou ali continuar a fazer o que me deixa feliz.

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#day355

Em modo “do what you love, love what you do”.

Porque sou uma sortuda. Faço o que gosto. E gosto cada vez mais do que faço. E desafios? Adoro. E, mesmo por isso, aceito-os de braços abertos. Não sem antes sentir aquele friozinho na barriga e respirar fundo 3 vezes antes de avançar.

Vamos em frente. No trabalho como no resto: se é para fazer, é para fazer bem feito.

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#day354

Eu, a criar moldes no chão desde 2007.

Manter a cabeça ocupada para silenciar aquelas vozes que me preenchem os silêncios e ocupam as ausências.

E a mergulhar de cabeça no trabalho numa nova parceria que, já percebi, me vai dar muito gozo.

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#day353

Dos silêncios e das ausências.

Há silêncios que me gritam. Há silêncios que me doem. Há silêncios que são apenas isso, silêncios.

Há ausências que me magoam. Há ausências que me pesam. Há ausências que são apenas não presenças.

Há tudo isto, silêncios e ausências, gritos, dores, mágoas e pesos.

Há dias melhores que meses, há dias piores que semanas.

Há todo um processo contínuo. Que teve data de início, que não tem prazo para terminar. “Precisas de tempo. Todo o tempo que for preciso. Nem mais, nem menos.” Palavras que trago em eco constante cá dentro. Tempo que me tem sido generoso. Tempo que não tenho para perder Tempo.

Há palavras que me faltam.
Há pessoas que me faltam.
Há palavras que me irão faltar sempre.
Há…não, já não há porque não chegou a ser, porque não era para ser, porque não podia ser, já não há quem me vá faltar sempre. Para sempre.

E no meio das ausências e dos silêncios, das dores, dos pesos e mágoas, um dia atrás do outro. Um pé atrás do outro atrás do um, mantendo, tentando manter, o equilíbrio.

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#day352

Cansada, muito.

Trabalho, tanto.

Tempo, a não perder.

E, também por isso, parar um bocadinho durante mais uma travessia do Tejo para, simplesmente, respirar e contemplar.

As pequeninas coisas, que por norma nem ligamos, estão lá sempre para nós. Nem que seja o pôr-do-sol a bordo do cacilheiro Lisbonense, e aproveitar a luz de Lisboa ao final do dia a banhar a Ponte.

Cansada? Muito. Trabalho? Tanto. Tempo? Não tenho Tempo para perder Tempo.

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#day351

“Good things are coming my way”.

E estão. Há muito trabalho pela frente, muita coisa para fazer. E, mais uma vez, aplico o único mote que {me} faz sentido: se é para fazer, é para fazer bem feito. Assim seja.

Vai correr bem. Vai ser bom. Mesmo que signifique não ter férias. But then again, férias dignas desse nome é coisa que já não conheço há vários anos.

Contente, muito. E grata. Tanto.

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#day350

Calmaria depois da tempestade.
Descanso depois do trabalho.
Vestido branco porque sim.

Cansada mas com um sorriso que teima em manter-se por cá e que eu faço questão que permaneça.

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