Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#037.330.2024}

Terça feira, segundo dia de internamento. Tranquilo, sem pressa nem pressão. Os exames e análises vão sendo feitos. E, à parte isso, vai-se dormindo. Acordo para recolha de sangue, para tomar a medicação, para medir a tensão e temperatura. Rapidamente volto a adormecer…

Este espaço, apesar de ser dedicado a internamento na área de neurologia, é tranquilo.

Que continuem os exames. Depois disso logo se vê. Até lá é um dia de cada vez…

{#036.331.2024}

Segunda feira, dia de consulta de neurologia, finalmente. Perto de uma hora de observação. Estão em falta análises específicas e exames adicionais com porque exemplo a punção lombar. Tudo isto tem que ser feito em contexto hospitalar. O médico sugere internamento para fazer os exames e análises. Pergunta-me se autorizo o internamento. Claro que sim. Eu quero é saber o que tenho realmente. “Vamos tentar que seja o mais rápido possível, se possível ainda hoje. Fique atenta ao seu telemóvel.”

A consulta termina perto das 11h30. Passo no centro de saúde, sigo para casa. Café antes de ir almoçar. Já em casa, o almoço. Tempo para almoçar nas calmas, sem pressa. Um cigarro depois de almoço sabe sempre bem. Quando, de repente, o meu telemóvel toca. Desconheço o número, claro. Mas assumi de imediato que o médico tinha conseguido vagamente para mim. E conseguiu.

Entrada no internamento às 16h. Um quarto só para mim. Pelo menos até ver não se espera mais ninguém. Um sexto andar com uma vista privilegiada. Fico finalmente sozinha. Quase a dormir…

Quero saber quanto tempo vou estar por cá para ter uma previsão. À chegada ao internamento ninguém me sabe informar. Até que perto das 22h nova visita da enfermeira. Pergunto. Vejo-a todos os dias. *Pelo menos uma semana…”

Agora é preparar-me mentalmente e continuar a ver o tempo passar…

{#035.332.2024}

Domingo. Dia muito estranho. Acordar antes das 5h, voltar a dormir perto das 7h para voltar a acordar às 10h para a consulta com o terapeuta fofinho às 11h.

Ter sempre muito frio. Terminar a consulta às 12h para, pouco depois, voltar para a cama com a almofada térmica bem quente, edredon duplo e manta para me aquecer. E, as 36 horas que faltavam ontem passaram, literalmente, sem dar por grande parte delas, pois foi dormir a tarde toda até depois das 18h.

Não houve passeio no paredão, não houve pôr do Sol, não houve nada. Houve o primeiro café do dia às 8h da noite e uma dor de cabeça que começou ontem, estava presente de manhã e continuou depois de acordar às 18h.

Amanhã será o dia da tão esperada consulta. Não nego que estou num misto de nervosa e assustada. Mas não ansiosa. Conheço demasiado bem os vários cenários da ansiedade. Não tenho nenhum deles.

Amanhã é acordar cedo, tentar ter tempo para um café antes do autocarro e aí seguir para a consulta hospitalar. Depois disso logo se vê.

Devia ter uma lista de perguntas. Não tenho nem uma pergunta. Porque não sei o que quero perguntar sabendo que quero saber tudo.

Pode não se fechar já o diagnóstico amanhã. Ainda há exames para fazer. Mas, pelo menos, já terei alguma orientação e o devido acompanhamento.

Assustada, nervosa, frustrada, revoltada. Cansada. Com dores. Com dificuldades cada vez maiores. Mas, já sei, é um dia de cada vez. E, amanhã, é só o primeiro dia de tantos…

{#034.333.2024}

Acordar cansada. Cedo para ir ao Yoga. Para lá com apoio o caminho foi mais ou menos tranquilo. Depois da aula, uma passagem pela vila para um café na esplanada ao Sol. E, a partir daí, o regresso que foi bem mais difícil.

E, a meio do caminho, o telefone a tocar com uma surpresa: vamos aí ter contigo. E vieram!

Só tive tempo para almoçar até chegarem. Aquele telefonema de quem está à distância de um clique foi mais curto do que se gostaria. Mas também o telefonema foi uma surpresa. Era desejado há alguns dias, ainda não tinha acontecido. Aconteceu hoje. Foram pouco mais de 15 minutos porque a visita surpresa já tinha chegado. Mas foi tão bom voltar a ouvir aquela voz.

Amanhã, correndo tudo bem, o telefone volta a tocar sem limite de tempo do meu lado. E, a acontecer, vai ser tão bom.

Sim, o dia de hoje foi bom. A aula de Yoga que correu bem, o Sol quentinho apesar do dia frio, as várias horas na esplanada com companhia, mas especialmente aqueles pouco mais de 15 minutos ao telefone.

Amanhã duvido que consiga ser melhor, mas vou poder dizer “a consulta é já amanhã”. E só isso importa agora.

{#033.334.2024}

Esta noite fui beber café depois do jantar com um dos homens da minha vida, o Meu Um, Metade do meu Tudo. Aceitou ir de braço dado com a tia e esforçou-se para andar ao mesmo ritmo: devagar, devagarinho.
Está à beira dos 14 anos, e continua a ser o cavalheiro que sempre foi.
Gosto muito deste sobrinho, sobrinho Miguel, Minhoca para a tia.
Estivemos no café uma boa meia hora. E conversámos muito. É tão bom conversar com ele. E poder contar com ele para me apoiar na marcha.
O Número Dois, a outra Metade do meu Tudo, não quis ir. Mas, assim que entrou, perguntou-me se eu estava melhor do andar. Disse-lhe que não e a conversa ficou por aí. Mas sei que posso contar com ele na mesma.

Estes meus meninos são, sem dúvida, os homenzinhos da minha vida. E eu gosto muito de ambos. Para sempre.

{#032.335.2024}

Acordar cedo. Sair de casa. Ir até à vila com apoio, claro. Análises. Pequeno almoço. Café. Supermercado. Arriscar parte do caminho sem apoio. Não foi fácil. Mas fez-se. Ver e ouvir o Mar. Desistir de caminhar sem apoio. O chão do paredão pode ser muito liso, mas a ligeira inclinação que apresenta não me permitiu continuar sem apoio.

Parque. Parar 50 vezes pelo caminho para respirar fundo e beber água. Chegar quase ao fim e parar para me sentar e recuperar. As pernas ameaçavam ceder . As dores da lombar para baixo, incluindo a bacia e as pernas a chatear. Nova paragem mais à frente para uma ida à mercearia. Que não fui. Sentei-me, a custo, nas escadas. Quase a chegar a casa e as dores insuportáveis nas pernas e pés. E, como sempre, a grande dificuldade dos últimos metros…

Chegar a casa, almoçar, descansar. Sair brevemente com o apoio habitual para um café. E a vontade de ver gente que não vem até cá e eu que não me atrevo a deslocar-me sozinha.

Todo o dia a frustração a aumentar. E o cansaço provocado pela frustração.

Abrir o coração em forma de palavras com quem está à distância de um clique e que me é tão importante. Que, desde o primeiro dia, não me deixa sozinha, não me larga a mão para eu não cair nem seguir sozinha.

Eu preciso dele. Ele precisa de mim. Eu o Tsunami. Ele o porto de abrigo. Alapados um no outro.

É o que é. É o que tem que ser.

É ele que me pede para não desistir. Porque ele sabe que eu sou mais do que isto. E não desisto. Nem de mim, nem dele, nem de nós.

O caminho não é fácil. Mas faz-se. Estando sozinha já teria desistido. De tudo. De mim.

Não vai acontecer. Desistir de mim não é opção. Quem me quiser acompanhar e dar a mão é bem vindo porque me aceita como estou e sabe que sou mais do que as dificuldades que atravesso. Quem não quiser, está bem. É porque nunca esteve realmente. E nunca entendeu a diferença entre ser e estar. E eu estou doente, mas não sou a doença.

Amanhã? Logo se vê. Mas vai correr bem. Porque eu quero que assim seja.

{#031.336.2024}

Não, não está fácil. Todos os dias sinto que as dificuldades aumentam. Ao ponto de já não ir sozinha a lado nenhum. Talvez até ao café…ainda não experimentei. Mas, admito, tenho medo.

Nunca estive tão desejosa que chegasse uma segunda feira como estou agora.

Amanhã? Análises de manhã, depois logo se vê. Hoje foi consulta com a médica de família e prolongamento óbvio da baixa.

Assustada, claro que sim. Mas, à distância de um clique, tenho quem não me deixe sozinha. E isso é tão bom e tão importante.

Continuo a querer chorar. A frustração aumenta todos os dias. E continuo a não conseguir chorar…

E já só faltam 5 dias para segunda feira…

Amanhã logo se vê como será. Mas quero que seja um dia bom.

{#030.337.2024}

Os dias vão passando e vou notando as dificuldades a aumentar. E hoje não foi excepção. Foram 4,5km a muito custo. Especialmente o último quilómetro quando as pernas começaram a querer ceder. Mas, mesmo sabendo das dificuldades, insisto em ir. E vou. E, se vou, também tenho que voltar. A custo, porque no regresso as pernas já estão muito cansadas, desobedecem e ameaçam ceder.

Mas já só faltam 6 dias para a consulta pedida, com carácter de urgência, a 10 de Agosto.

Não vou, obviamente, desistir da consulta, o único sítio onde vão realmente poder começar a ajudar-me. Mas também não vou desistir de ir ao paredão ver o Mar e passar pelo parque onde encontro sapos e rãs a caminho da praia e cães que, mesmo com os donos, vêm pedir mimos e festas. Porque, se desistir disto tudo, estarei a desistir de mim. E desistir não é opção. Muito menos desistir de mim.

Cada passo é incerto e inseguro. Mas tenho que dar cada um dos passos que dou. E se, hoje, foram 4,5km também foram 6656 passos. Cada um dado devagar, com cuidado, mas com a certeza que preciso de continuar a dá-los.

Dia 5 está quase aí. E aí vou poder pedir ajuda. Até lá? É um dia de cada vez. Sem pressa. Sem pressão. Mas com muita frustração. E também com ela preciso de aprender a lidar.

Mas amanhã vai ser um bom dia. Porquê? Porque, já sei, não estou sozinha. Há quem caminhe ao meu lado, de mão dada e disposto a continuar, mesmo sabendo que o meu caminho não é fácil…

{#029.338.2024}

Segunda feira. Ontem à noite voltei à dosagem da medicação aconselhada na consulta de urgência de psiquiatria para conseguir dormir a noite toda. Resultado? Adormeci com o telemóvel na mão enquanto actualizava o blog. Acordei à 1h da manhã e vi que o post de ontem não estava terminado e, claro, muito menos publicado. Ainda tentei terminar e publicar. Novamente adormeci com o telemóvel na mão. Acordei depois das 11h com uma tremenda dor de costas. Percebi que o telefone não tinha mais do que 1% de bateria. Terminei o post, publiquei, partilhei. Não me lembro do que escrevi. Mas também não importa.

A medicação é importante. Porque preciso de conseguir dormir a noite toda e, efectivamente, descansar. Mas durante todo o dia o sono esteve presente.

Mas obriguei-me a mexer-me. No final do dia voltei ao paredão para ver o pôr do Sol na praia. No caminho para lá fui vendo o Sol no parque. Ao chegar à praia as nuvens impediram o espectáculo. Não faz mal. Hei-de lá voltar noutro dia. O importante é obrigar-me a caminhar até lá. Mais ou menos a direito. Com mais ou menos desequilíbrios. Mas sempre acompanhada. Não me atrevo a fazer o caminho sozinha. Tenho medo, claro que tenho. O risco de queda é grande e real. Mas vou! Vou sempre onde tenho que ir.

Por outro, as palavras certas que gravei e enviei foram ouvidas. E muito bem recebidas. E saber isso é tão bom. E serão para repetir. E, um dia, a distância encurta-se. Não sei quando. Nem como. Mas não me vou preocupar com isso agora. Já é tão bom poder dizer o que trago comigo, o que trago cá dentro e saber-me correspondida.

E tudo isto sou eu. É parte de mim. As dificuldades são atenuadas quando temos quem caminhe do nosso lado. E eu tenho. E isso não só me dá força como também me faz sorrir por muito assustada que esteja.

A distância existe. Existe também um grande mas, é verdade. Mas termo-nos um ao outro desta forma não tem explicação. Nem precisa de ter. E nada mais importa. Ele está para mim assim como eu estou para ele. E esse é onde nos encontramos todos os dias. Nada mais importa…

Amanhã? Logo se vê. Mas acredito que vai ser um bom dia. Porque eu quero que assim seja. E porque ele vai estar comigo.

{#028.339.2024}

Domingo não é dia de acordar às 7h da manhã. Mas foi a essa hora que, do nada, acordei. Sempre deu para ir à rua beber café antes da consulta com o terapeuta fofinho.

Depois da consulta o dia foi muito longo. E, pela hora de almoço, uma conversa demorada sobre o que se passa comigo com quem consegue ter uma situação clínica bem mais grave e séria. Não dourou a pílula e agradeço por isso. Deu-me factos, partilhou experiências pelas quais também irei passar. Disse-me que tenho todo o direito a estar assustada, faz parte do processo. E quer saber o resultado da consulta.

Poder falar com alguém que me entende por ter passado por situação mais ou menos parecida, pelo menos na parte da busca por um diagnóstico, fez todo o sentido.

À tarde voltei a sair para um café, desta vez acompanhada, o passo sempre lento, inseguro e a sentir as alterações ao relevo do solo. E o desequilíbrio fácil sempre presente.

O dia não esteve bonito como ontem. Ontem o Sol e o céu azul, hoje céu completamente cinzento o dia todo. Mas, mesmo sem Sol, soube bem sair de casa. Sei se tenho que continuar a fazê-lo, mesmo que custe, mesmo que doa como dói tantas vezes. Deixar de o fazer é desistir de mim. E isso não pode acontecer.

Já de volta a casa, hora de gravar um vídeo para quem está longe. Dar uso às palavras certas que não tenho conseguido nomear. Está feito. As palavras certas foram ditas. E sentidas, cada uma delas.

Amanhã teremos a análise ao que foi dito. Tenho medo? Claro que sim. Mas é o que sinto e que tem que sair.

{#027.340.2024}

Sábado, dia de Yoga de manhã. Começou cedo. Saí de casa às 9h da manhã, voltei 7 horas depois. Com 4,5km na pernas. E o último quilómetro foi, de todos, o mais difícil ao ponto de incluir dores… E, cereja no topo do bolo, ouvir “cala-te que jamais não te posso ouvir, não podes estar sempre a queixar-te de estares assim ou assado”…

E eu, claro, calei-me. Magoada. Zangada. Se não posso dizer à minha mãe as dificuldades que estou a ter, digo a quem…?

Felizmente, a 135 km daqui alguém me ouviu e permitiu-me extravasar. Permitiu-me tentar chorar porque estava a precisar. Mas, mais uma vez, não consegui… Mas essa abertura, essa disponibilidade, essa aceitação dizem-me tanto…

Continuo magoada. Porque, como sempre, não se voltou a falar do assunto…

E hoje, para além dos desequilíbrios, vieram as dores…nos pés, nasceu pernas, na lombar…fortes, claro.

Estou cansada. Farta de estar assim. Eu não era assim. Não fiz nada para estar assim. E já não sei o que fazer para aguentar tudo isto…

Quero acreditar que amanhã será melhor. E sei que não estou sozinha. Agora é tempo de tentar ter uma noite tranquila para recuperar do dia de hoje. Amanhã logo se vê.

{#026.341.2024}

O caminho faz-se caminhando, dizem por aí. E hoje foi dia de caminhar sem me apoiar na minha mãe que me acompanha sem hesitar nesta nova aventura. De casa até à praia o caminho fez-se de forma mais ou menos tranquila. Do paredão à vila idem. Mas o caos instalou-se ao entrar no Auchan…loja relativamente recente, mas cujo chão não é direito. Não pode ser direito. Assim que entrei começaram os desequilíbrios em grande. E só pararam muito tempo depois de sair de lá.


Fala-se muito de empreendedorismo e eu já pensei em abrir uma nova actividade: perita avaliadora do nível do chão. Não preciso de ajuda de um nível de bolha de ar. Basta-me passar por cima de qualquer superfície, seja ela qual for, para perceber se o chão está direito ou não. Se me desequilibrar assim que lhe puser os pés em cima, é mau sinal.
Se souberem de alguém ou algum sítio a precisar de um serviço destes é só dizer.

Tenho que brincar com isto. Ou enlouqueço. Porque, ao contrário do que me foi dito nas urgências no fim de semana passado, não!, não está tudo na minha cabeça. Os desequilíbrios existem. E o risco de queda também. E caminhar pode ser uma aventura…

E se eu chorar? Peço-vos que me deixem fazê-lo. Não por ser piegas ou por buscar atenção, mas sim porque estou cansada, frustrada, assustada e revoltada. Ouvir de uma médica “está tudo na sua cabeça” doeu. Porque não está. Não estou a somatizar nada. E sinto-me frustrada por me atrapalhar a fazer coisas simples como ir do ponto A ao ponto B e ter que me agarrar a alguma coisa para evitar cair.


Não, não está tudo na minha cabeça. Por isso, se eu conseguir, deixem-me chorar. Há 6 meses que espero por uma resposta que ainda vai demorar a chegar. E a pressão e ansiedade são grandes. Por isso deixem-me chorar. E dêem-me a mão para saber que não estou sozinha. Quem der está comigo. Quem não der nunca esteve. Não faz mal. O importante agora sou eu. E preciso muito que me deixem chorar. Mesmo sabendo que não consigo fazê-lo…

{#025.342.2024}

Cansada. Com frio.

Se pudesse adjectivar este cansaço diria que é estúpido. Muito estúpido. Vem de lado nenhum. Mas existe. E consegue deixar-me de rastos, como se o dia tivesse sido muito ocupado e agitado. Nunca é. Mas o cansaço, esse, está cá sempre.

E o frio…sei que é natural ter frio em Janeiro. É o mês mais frio do ano, em pleno Inverno. Mas custa-me sentir frio, seja a que horas for, em que sítio for. Felizmente o frio irá desaparecer com a chegada da Primavera. Ainda faltam dois meses, eu sei. Mas ainda assim…vai ser duro manter a luta contra o frio. Mas esse irá terminar.

Agora é hora de enroscar e aninhar para aquecer e depois dormir as horas que forem. Hoje acordei cedo. Amanhã? Logo se vê. Só sei que não vou onde queria tanto ir e fazer acontecer… Mas esta noite é Lua Cheia. E é tão visível cá como lá. A mesma Lua. O mesmo brilho. A mesma força. A mesma magia…

Depois se vê como será amanhã.

{#024.343.2024}

Dia estranho, este. Acordar antes das 6h, voltar a pegar no sono depois das 7h para voltar a acordar tarde, muito tarde…

Almoçar à hora do lanche…

A única coisa que correu quando esperado foi a aula de Yoga ao final da tarde. Acompanhada no caminho para lá. Acompanhada no regresso. Pela única pessoa que nunca irá desistir de mim e que nunca me irá deixar cair: a minha mãe.

Continuo constipada. Muito constipada. E farta, muito farta, desta constipação, a segunda este mês. E ainda é dia 24…

E, noutro campo, a ausência. O silêncio…

É tarde, está frio. É hora de dar o dia por terminado. Amanhã será melhor.

{#023.344.2024}

Terça feira e continuam a chegar mensagens e telefonemas a perguntar se estou melhor ou o que se passou no sábado. E, logo pela manhã cedo, telefonema do professor de Yoga para saber o que se passou e como estou. E a reforçar que tenho que realizar os exercícios que me recomendou para fazer em casa para treinar o equilíbrio. Admito que esse exercício específico não fiz ainda. Mas dou-lhe razão quando me diz que é importante fazê-lo…

Amanhã é dia de aula de Yoga e irei conversar com ele novamente sobre o que se passou e o que devo fazer em casa. Mas quando implica poses de equilíbrio tenho sempre medo, mesmo nas aulas. Já caí várias vezes…

Entretanto o dia passou de certa forma rápido. E ainda de manhã percebi que me constipei. Mais uma vez. Tantos anos sem me constipar e em menos de um mês já vou na segunda. Também ninguém me mandou ontem à noite estar mal agasalhada naquelas três horas ao telefone. Foi difícil voltar a aquecer quando me deitei. Portanto a constipação não é surpresa. Agora é aguentar o desconforto e esperar que passe.

Hoje foi assim. O Sol brilhou o dia todo, não esteve frio e o céu sempre sem nuvens. E um pôr do Sol na praia com umas cores lindas. E, mesmo depois do Sol se despedir, o espectáculo de cores continuou na linha do horizonte já de noite. Não me lembro de alguma vez ter visto um espectáculo destes. Maravilhoso. Custou o caminho até lá, o regresso mais demorado também não foi fácil, mas valeu tanto a pena.

Amanhã não vou poder ver o pôr do Sol na praia. Mas só o de hoje foi muito bom. Sexta feira estou lá de novo.

Agora é tentar respirar por um nariz profundamente entupido, tentar evitar espirros e dormir cedo. Ou pelo menos mais cedo do que nas últimas noites.

Amanhã? Vai ser um bom dia.

{#022.345.2024}

De hoje: o Sol quentinho, o céu totalmente limpo, o pôr do Sol na praia, amizades com 30 anos numa chamada telefónica de 3 horas e 15 minutos.

Não foi um dia mau.

{#021.346.2024}

Depois de 14 horas nas urgências do Hospital, hoje foi dia de descansar e recuperar.

Melhor hoje do que ontem em que me assustei muito.

Foram muitas horas? Foram. Mas fui, mais uma vez, muito bem atendida. Bem examinada, bem observada.

Houve hipótese de internamento. Mas não sendo uma situação crítica e não havendo camas na enfermaria e com a consulta a acontecer dentro de duas semanas, optámos em conjunto não avançar.

Ainda vai demorar uns meses para fechar o diagnóstico. Ainda há exames para fazer. Ainda vai haver internamento para a realização de exames. Não sei quando, mas até lá é um dia de cada vez.

Sem desanimar, mantendo o espírito positivo. Foi esta a prescrição médica. Contrariar as contrariedades é a minha auto-medicação. Que foi aceite pela médica.

Perder o equilíbrio sem tonturas ou vertigens assusta. Muito. Agora é importante saber esperar. Depois? Logo se vê.

Amanhã acredito que será melhor. E desejo muito que o seja.

{#020.347.2024}

E hoje a falta de equilíbrio venceu-me. Não me atirou ao chão porque estive sempre acompanhada por quem nunca me deixa cair: a minha mãe.

Mas ambas percebemos o risco e a dimensão do susto. Por isso, ligar à Saúde24, expor a situação e, de imediato, ser encaminhada para o hospital.

Hora de entrada na triagem: 16h27. Já passa da meia noite, exames feitos e agora é esperar. Mas, diz-me a enfermeira, nunca iremos sair daqui antes das 4h da manhã. E a médica ainda está a pensar se sou vista por psiquiatria de manhã ou não. Eu queria ser vista por neurologia, mas já sei que ao fim de semana não há…

Está frio. Já tenho pouca comida e muito sono. Agora é esperar…depois logo se vê…

{#019.348.2024}

Dizem que hoje é sexta feira. Eu digo que foi mais um dia igual aos outros, em que voltei a testar o meu caminhar. E está difícil. Cada vez mais difícil. Se isso me vai fazer desistir? Não. Não posso. Isso seria desistir de mim. E não é opção.

Faltam 19 dias para a consulta que vai mudar muita coisa. Se estou assustada? Claro que sim. Especialmente por perceber que as dificuldades em andar a direito ou simplesmente estar parada a direito, são cada vez maiores.

Se eu quero estar dependente de terceiros para conseguir simplesmente caminhar? Não, não quero. Mas está difícil…

A vontade é chorar. Deitar a cabeça no colo de alguém e deixar sair tudo, toda a frustração e a revolta. Mas não acontece…

É aguentar. Mais 19 dias e tenho respostas. Soluções já sei que não há. Mas há caminhos a percorrer, se não para melhorar pelo menos para continuar a minha vida e a ser uma nova eu.

Desanimada? Muito. Cansada da frustração. Zangada com as dificuldades. Muito zangada. Mas é o que é. E o que eu aprendi, noutros tempos, a odiar esta frase…

Amanhã é dia de Yoga logo de manhã. O caminho até lá ainda é longo. Mas vai ser feito. E o caminho de regresso a casa também. Como é que vai correr? Logo se vê.

{#018.349.2024}

Dia muito estranho o de hoje… Acordar cedo porque as dores nas costas não me deixaram dormir. Sair de casa para beber café e aproveitar o Sol. Soube muito bem. Já tinha saudades de dias de Sol sem frio como esta manhã.

Voltar para casa muito tempo depois de ter saído e optar por repetir o exercício de Yoga que devo fazer todos os dias. Viparita karani asana. Deitada no chão e esticar as pernas na parede. Durante 10 minutos fazer respirações profundas e conscientes. Relaxar. E funciona.

É uma posição que ajuda a relaxar e ajuda a regular o sono de qualidade. A verdade é que, depois dos 10 minutos, foi difícil sair do estado de relaxamento em que me encontrava. Até almoçar foi difícil. Tudo muito devagar, devagarinho.

Depois do almoço, experenciar pela primeira vez dormir de olhos abertos. É muito estranho. Mas foi o que aconteceu…,até me esticar no sofá e, durante 4 horas, dormir profundamente…

Não sei de onde veio tanto sono. Mas ficou presente o resto do dia. E agora continua.