Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#017.350.2024}

Zangada. Muito zangada. Tão mas tão zangada. Comigo! Apenas comigo. Porque, aos 46 anos, preciso de ajuda da minha mãe para ir até ao Yoga. E para regressar a casa. Não é justo, nem para mim nem para ela. Mas os dias têm sido difíceis e hoje foi mais difícil ainda.

Não posso permitir que as dificuldades e os desequilíbrios me façam já dependente de ninguém.

Fiz o caminho para lá e de volta para casa sempre a resmungar. Porque estou muito zangada… E só me apetece chorar. Mas, mais uma vez, não consigo…

Faltam 19 dias para a consulta. E todos os dias um bocadinho pior. Não sei se é a isto que chamam surto. Ainda não estou informada. Mas é desesperante perceber a evolução das dificuldades…

Vou ter que aprender a aceitar o diagnóstico e lidar com a frustração e a revolta. Não está fácil…

E o tempo passa tão devagar. E a mim só me resta vê-lo passar…

Quero muito acreditar que amanhã vai ser melhor. Vamos ver… Só sei que não vou desistir de mim. Não posso. Venha o que vier. Farei sempre o que me for possível para contrariar as contrariedades que, já sei, irão surgir. Mesmo que não ache justo. Porquê eu? Porquê a mim? Porquê isto?

Amanhã logo se vê…

{#016.351.2024}

Não, os dias não estão fáceis. Mas não me posso esquecer que sou mais do que isto, melhor do que isto. Está difícil…mas vai ter que melhorar. Não sei quando nem como. Mas tenho que voltar a ser eu. Rapidamente…

A tendência começa a ser esconder-me. E pedir desculpa por estar como estou. Quando não tenho que me esconder nem pedir desculpa de nada…

{#015.352.2024}

Dia em que percebo que a nova dosagem da medicação também não me está a fazer bem…demasiado sono, adormecer no sofá ao primeiro encosto… Nada disto me está a fazer bem…

Reduzo a dosagem para como estava e amanhã logo se vê.

Ainda não são 22h e o caminho para a cama vai ser feito agora.

Não preciso que ninguém me salve. Só preciso que me acompanhe enquanto me salvo a mim mesma…

Um dia de cada vez. E, se preciso pedir ajuda novamente, é o que farei…

{#014.353.2024}

Estar sob efeito de medicação forte significa adormecer facilmente num qualquer momento em que não acontece nada… Acordei duas horas antes do despertador tocar, mas acabei por adormecer pouco antes da consulta. Teve que ser o terapeuta fofinho a ligar-me já depois da hora da consulta para eu acordar.

Depois da consulta voltei a adormecer. Acordei para almoçar. Arrastei-me, ou fui arrastada!, para ir à rua beber café. E o que é que aconteceu depois de voltar para casa? Adormeci outra vez. Sempre no sofá…

Agora que já passa das 23h15m é hora de enroscar e aninhar na cama. Não foi um dia nada produtivo. Mas tenho que me habituar à medicação e lugar contra ela durante o dia.

Não está fácil. Mas também sempre disse que não é fácil ser eu.

Amanhã não há despertador a tocar. Por isso logo se vê como será. Mas não posso continuar a permitir que a medicação me vença…

{#013.354.2024}

Sábado, aquele dia aborrecido da semana. Que hoje não teve tempo para aborrecer. Não porque tenha havido muita animação ou muita actividade. Yoga de manhã a custo porque a nova medicação é pesada e a de ontem à noite foi tomada muito tarde e hoje acordei muito cedo. Resultado: chegar do Yoga, almoçar e cama. Das 15h às 21h…

A medicação necessita de tempo para me habituar a ela. E essa habituação irá acontecer. Para já, preciso de dormir. Para recuperar daqueles meses de noites interrompidas. Por isso, sim. Durmo o que precisar quando precisar.

Amanhã? Logo se vê como será. De manhã consulta com o terapeuta fofinho e depois logo se vê.

Já é tarde para tomar a medicação. Mas vou tomá-la e vou para a cama. Tenho sono e acredito que vai ser mais uma noite tranquila e bem dormida.

{#012.355.2024}

É tão bom ter pessoas que gostam de nós, que se preocupam e que o demonstram. E é nestes momentos menos fáceis que sabe melhor esse carinho.

Não vou desistir de mim. Vou continuar a contrariar as contrariedades. Se vai ser fácil? Nem um bocadinho. Mas sei que há pessoas que não me vão deixar cair.

Hoje o dia foi tranquilo, só mais um dia igual aos outros. Uma noite bem dormida, também graças à alteração da medicação. E um sono persistente o dia todo. Até me habituar à medicação vai ser assim. Mas sei que preciso desta ajuda para conseguir tratar de mim.

Amanhã? Yoga pela manhã. Depois? Logo se vê.

{#011.356.2024}

Pedir ajuda não é vergonha nenhuma. Nem é dar parte fraca. E hoje foi dia de pedir ajuda na área da saúde mental. Há já algum tempo que não estava bem. Não me sentia bem, sem ânimo para nada, sempre com aquela vontade de chorar. Demorou até perceber que o problema deveria estar na medicação. E hoje fui ao hospital. Não há sinto mais indicado quando se precisa de ajuda.

Foi o dia inteiro. Mas valeu a pena. Fui vista e ouvida por quem me pode, de facto, ajudar. Medicação revista, alterada e reajustada. Acredito que agora vai melhorar.

Agora, muito cansada. Amanhã será melhor. Depois logo se vê…

{#010.357.2024}

Longe de estar bem. Muito longe. E o que mais me custa por não estar bem é arrastar a minha mãe para me ajudar em coisas básicas. Como hoje. Em que ela percebeu que eu não estava bem e fez questão de me levar ao Yoga e, no regresso, foi ter comigo a meio do caminho.

Custa-me estar assim, mais por ela do que por mim. Mas amanhã vou até à urgência do Hospital pedir ajuda. Acredito que a medicação não me está a fazer muito bem. E por isso preciso de ajuda…

{#009.358.2024}

Um dia demasiado longo. E pesado. E, mais uma vez, a ver o tempo passar. A sentir-me absolutamente inútil.

Preciso de ajuda. Preciso dar a volta a este desânimo. E acredito que a medicação está a influenciar o meu estado geral e não de forma positiva…

É querer chorar e não conseguir. É querer fazer coisas e não ter vontade de sair de baixo das mantas. O frio não ajuda, claro. Mas já é mais do que apenas o frio. Amanhã vou tentar ligar para o hospital para ver se consigo falar com a psiquiatra. Alguma coisa tem que mudar. E rapidamente. Porque eu não aguento muito mais…

E, entretanto, uma video chamada que valeu por tanto. Amizades com mais de 30 anos são raras e por isso é preciso conservá-las. E esta é daquelas que não se perderam no tempo nem na distância. E é tão bom poder ter 15 anos outra vez. Ambas crescemos mas quando falamos continuamos a ser as miúdas de antes.

Não, o dia não foi fácil. Os dias não têm sido fáceis. Mas estes momentos de viagem no tempo ajudam a suportar tudo.

E, à distância de um clique, a presença constante de quem puxa por mim e vê o melhor de mim mesmo em dias como o de hoje. Ou especialmente em dias como o de hoje.

Amanhã? Logo se vê…

{#008.359.2024}

Dizem por aí que hoje é segunda feira. Não duvido. Mas os meus dias são todos iguais, sem distinção entre dias úteis e fins de semana e feriados. Em casa desde Setembro, depois de ter estado em casa desde o final de Abril até Agosto. E a ver o tempo passar. Apenas isso…ver o tempo passar.

Sinto-me completamente inútil. Saio de casa para ir beber café e pouco mais. Vejo pouca gente. Interajo aí da menos.

Sei que não posso voltar ao trabalho tão depressa. Entendo as razões da psiquiatra para manter a baixa. E sei que, se me dissessem que não iriam prolongar a baixa, eu não estaria em condições de regressar. Porque não estou mesmo.

E depois há a espera pela consulta de Fevereiro que me deixa meio perdida. Porque ainda não aceitei sequer a suspeita, não faço ideia como será quando tiver a confirmação. Porque os sinais estão cá todos. Não há como fugir disso. E as dificuldades parece que aumentam todos os dias um bocadinho. Mas não posso desistir de mim.

Os dias não estão fáceis. Ver o tempo passar não era o que tinha previsto. Sentir-me inútil também não. E a vontade de chorar continua. Sem conseguir fazê-lo. E o desconforto no meu pescoço chega a ser desesperante. Os desequilíbrios constantes que não me deixam fazer coisas básicas como fazia nem há tanto tempo assim.

28 dias. À espera desde Agosto, acho que já posso dizer que faltam 28 dias. Serão 28 dias todos iguais. A ver o tempo passar, apenas isso.

Estou tão cansada disto…e não sei o que me espera, não sei com que contar. “Prognósticos só no final do jogo” e o final do jogo só vai acontecer em Fevereiro. Mas o real prognóstico actual não me traz nada de bom…e eu não sei como reagir.

Estou assustada? Claro que sim. Perdida. Ainda sem orientação. Sem saber o que tenho, o que me espera, com o que posso contar.

Eu não queria isto para mim. Mas isto não escolhe onde vai surgir…a aleatoriedade é tramada. E desta vez calhou-me a mim…

Só me apetece chorar…mas não consigo.

E, no meio de tudo isto, o frio. Mas nada como recorrer a mantas, edredon e almofadas térmica. Só assim se aguenta.

Amanhã dizem que é terça feira. Eu vou acreditar que sim. Mas para mim vai ser só mais um dia igual aos outros a ver o tempo passar. Apenas isso…

{#007.360.2024}

Domingo e o (muito) frio. E, novamente, a dor de cabeça. Intensa e persistente. Que não passa com medicação. E a vontade de chorar novamente. E, novamente, sem conseguir.

Ainda muito constipada, sem febre mas muito entupida. E farta de estar assim há (apenas) dois dias.

O bom deste dia 7 de Janeiro? Perceber que, às 18h15, ainda não é completamente noite. Janeiro pode ser muito frio, mas deixa-nos ver os dias em crescendo.

Amanhã? Espero estar menos entupida. E espero, também, que a dor de cabeça não volte. E, entretanto, já estou em contagem decrescente para a consulta de dia 5 de Fevereiro. Já só faltam 29 dias. Até lá é esperar tranquilamente. E viver um dia de cada vez.

{#006.361.2024}

Das palavras difíceis de pronunciar que 2023 me trouxe e que vieram para ficar:
Desmielinizante
Gadolínio

A primeira é a condição de uma doença do Sistema Nervoso Central. Auto-imune. Sem cura.

A segunda é um componente químico aplicado como contraste na Ressonância Magnética ao Craneo para se ver melhor lesões existentes.

São duas palavras quase trava línguas. Chegaram em 2023 e vieram para fazer parte do meu dia a dia de 2024 em diante.

Sábado. Um dia não tão aborrecido como é costume. Sair de casa às 9h da manhã, entrar em casa às 16h15. De manhã Yoga. Novamente não conseguir fazer posições básicas sem ter o professor a segurar-me para não cair… E, como sempre, a frustração.

Vir a casa deixar as coisas do Yoga e seguir para o Hospital. Não para uma urgência mas para uma Ressonância Magnética completa: Craneo Encefálica, Coluna Cervical e Coluna Dorsal. Os resultados, especialmente com contraste, irão mostrar a dimensão do estrago. Porque, já sei, as lesões existem…

Voltar ao ponto de partida, almoçar na esplanada, beber café, voltar para casa e são 16h15, hora de preparar o sofá com mantas e mais mantas e almofada térmica. E o sábado termina no sofá, com uso e abuso dos lenços de papel. Grande constipação instalada desde o início da noite de ontem. Que não desenvolva para infecção respiratória, é só o que peço.

23h00. Hora de desligar e enroscar para aquecer. Amanhã logo se vê. O dia de hoje não teve tempo para ser aborrecido.

{#005.362.2024}

Sexta feira e falta exactamente um mês para a consulta que me vai dizer como será daqui para a frente. Para já é apenas uma suspeita e o exame que vou fazer amanhã vai confirmar o que vários médicos suspeitam. Mas, para mim e apontando os vários sinais que tenho, é já uma certeza. Prefiro ir vendo já como sendo uma certeza e depois verificar que não é nada disso do que o contrário, pensar que não é nada e depois confirmar que, afinal, é o pior cenário.

Esta dúvida tem mexido comigo. E a ansiedade da espera não me tem feito bem nenhum. Mas já só faltam umas poucas horas para o exame e um mês para a consulta. Depois do resultado do exame logo se vê.

Hoje deito-me cedo. Dor de cabeça infernal como há muitos meses não tinha. Nariz entupido e a dúvida se é constipação ou alergia depois de uma sessão intensa de espirros. Não me sinto em grandes condições para ficar na sala muito mais tempo, especialmente se não consigo prestar atenção à televisão por não ter paciência para nada do que dá. E passar horas no cadeirão com o frio que está não me apetece. Pelo menos na cama estou quentinha e aconchegada. Agora é acreditar que o nariz vai desentupir e vou conseguir respirar normalmente.

Continuo com medo de usar as palavras certas para nomear o que sinto. Por isso hoje pedi palavras emprestadas para dizer exactamente o que eu quero dizer há tanto tempo. Tanto tempo que são 7 meses hoje. E nunca nenhum dos dois imaginou que ia ser assim como está a ser. E, só por isso, um dia perco o medo e dou uso às palavras certas. Porque, ao fim de 7 meses, já não devia haver motivo para ter medo. Mas tenho…

Hora de desligar e enroscar para aquecer. Aninhar numa conchinha de bichinho de conta. E amanhã logo se vê. Mas de uma coisa eu não duvido: vou fazer o exame, mas vou de mão dada com quem me garante que não estou sozinha em nada. E só isso já é muito bom.

{#004.363.2024}

Quando se tem, como eu tenho, dificuldades a caminhar porque se perde o equilíbrio facilmente e as pernas parecem não obedecer, o caminho mais fácil é desistir. Não ir, não fazer, não avançar. Mas eu nunca gostei de caminhos fáceis por isso insisto no ir, no fazer, no avançar.
Desistir de mim não é opção. Custa? Então vou mais devagar. O chão dos passeios não é direito por causa das raízes das árvores? Opta-se pelo passeio que não tem árvores.
Ir sozinha, seja para onde for, é um risco? É. Mas vou na mesma.
Enquanto puder, irei continuar a fazer o que sempre fiz. Mais devagar, com mais atenção e uma grande dose de frustração. Mas não irei deixar de fazer nada.
E já só falta 1 mês para o médico me confirmar o que já me foi indicado como suspeita. Este fim de semana faz-se o exame (ou um dos exames) e daqui a um mês deixo que, finalmente, me caia a ficha.

Na parede do meu quarto. Como uma cábula para não me esquecer. “Tu és capaz de tudo”… Mas…e quando não for capaz de tudo? Quando não for capaz de (quase) nada?

Os dias não têm sido fáceis. E a ansiedade aumenta todos os dias mais um bocadinho… Não estou preparada para a confirmação das suspeitas. Não estou mesmo…

E hoje é daqueles dias em que precisava tanto de colo e mimos…

{#003.364.2024}

Quando o caminho mais fácil é desistir, não fazer, não avançar eu lembro-me que nunca gostei de caminhos fáceis.

Desistir (de mim) não é opção. Por isso opto por contrariar as contrariedades. Um dia de cada vez.

{#002.365.2024}

Terça feira. Dia de profunda preguiça. Ou extrema falta de vontade de fazer seja o que for. Duas idas à rua para beber café foram o ponto alto deste dia.

Dores, muitas, num sítio que só sei identificar como o ponto de encaixe da cabeça no pescoço. Sem conseguir mexer a cabeça sem dores. E o desconforto desesperante que sinto com isto…

Hoje era dia de colo e mimos. Era disso que precisava. Porque este desconforto, estas dores, só me dão vontade de chorar…e continuo a não conseguir.

Amanhã será melhor. Ou pelo menos é isso que espero. Será dia de Yoga ao final da tarde. Não vou reduzir o meu dia a sofá e esplanada. Mas também não tenho muito para fazer…

Dou o dia por terminado. Amanhã logo se vê. Que venha sem dores, é só o que peço.

{#001.366.2024}

E começa 2024. Aquele ano de enfrentar desafios… Mas, para já, é preciso aprender a lidar com a frustração…

Frustração é querer caminhar a direito e não conseguir.

Frustração é querer estar em pé direita e sossegada e constantemente perder o equilíbrio.

Frustração é perder a noção se o chão está direito ou inclinado.

Frustração. É isso que trago de 2023. Onde o equilíbrio se degradou e caminhar se tornou uma aventura.

A vontade é atirar-me para o chão e chorar. Mas na verdade não me atiro para o chão apenas porque ainda não caí e não choro porque não consigo.

Em Fevereiro começamos a tentar perceber o que realmente se passa. Mas ainda falta tanto até Fevereiro. Até lá vai ser fazer todos os possíveis para não cair e aguentar a frustração. Ninguém disse que ia ser fácil. Mas também ninguém disse que ia ser tão difícil…

{#365.001.2023}

Último dia do ano. Altura para fazer balanço. Que não faço porque todos os dias vou fazendo o balanço diário. Seja como for, se tiver que descrever o ano que agora termina digo que foi o ano em que tropecei na ponta de um icebergue… Só saberei a verdadeira dimensão do icebergue algures no decorrer de 2024, mesmo que já tudo aponte numa direcção. Dificilmente será algo diferente…

2024 prevê-se que seja um ano de descoberta, de mudança e adaptação. Não se prevê que seja nada de bom, nada de positivo.

É o que for…

O dia passou lento, mas quando menos esperava o telefone tocou. E do outro lado estava quem está todos os dias à distância de um clique. E foi uma surpresa tão boa que me aconchegou num momento em que precisava tanto de colo.

Já não falta muito para a meia noite. 2023 está a dar as últimas. E eu não estou em casa, onde queria estar. Felizmente não estou longe. E quem me acompanha diariamente mantém-se presente mesmo que esteja a trabalhar.

Adeus 2023. 2024, sê simpático.

Amanhã será melhor.

{#364.002.2023}

“50 anos não são 50 dias”, disse o padre. E não são mesmo. Mas os meus tios estão cá para provar que é possível.

Hoje foi dia de regresso às origens e regresso ao ponto de fuga de 2014. Foi dia de família e amigos. Primos, muitos. Tios também. Foi um dia longo mas bom.

E, à distância de um clique, aquela presença de todos os dias que me sabe tão bem, que me faz tão bem.

Por hoje estou aconchegada. Amanhã fecha-se o ano e programa-se o próximo. Não faço planos, deixei de os fazer há muito tempo. Mas há uma ou outra coisa que quero alcançar.

Aconchegada, brilhozinho nos olhos, sorriso ao canto da boca. E assim segue para fechar o ano. Amanhã? Logo se vê.

{#363.003.2023}

Dizem que é sexta feira. Na minha cabeça, por algum motivo, foi Sábado…

Não me lembro de metade do dia. Da manhã não há registo. E é tão estranho não me lembrar… Sei que não aconteceu nada. Agora, ao fazer um esforço, lembro-me que fui à rua beber café e comprar tabaco já muito perto da hora de almoço…depois e até voltar a sair de casa para ir à vila não me lembro…

É muito estranho sentir a memória em branco. Mas também é verdade que nos meus dias não se passa nada…

À tarde sim, lembro-me. Fui à vila tratar de mim. Depois uma rápida passagem pelo supermercado. E o regresso a casa.

Mas depois há aquela presença à distância de um clique que, cada vez mais, me sabe tão bem, tão certo. Não há tempo certo ou errado, há tempo e o que se faz com ele. E, neste momento, é isto o mais importante: o que é sentido e vivido a dois, ainda que os kilometros que nos separam sejam 135…

Devagarinho vou-me rendendo a um amigo ou outra palavra certa…a medo, claro. A voz da experiência grita-me a recordar-me de experiências anteriores que não correram bem mesmo que não tenha dado uso às palavras certas. Sei que, desta vez, tem tudo para dar certo, para correr bem. E daí a vontade de dar uso às palavras…

O que está do outro lado, o que está à distância de um clique é o que mais sentido faz. É o que é certo. Mesmo com tanta coisa pelo meio. E há muito tempo que não me sentia assim…

Amanhã vai ser um dia longo. Mas vai ser um bom dia. Porque, à distância de um clique, está a pessoa certa que me acompanha sempre e para todo o lado. E que me aconchega só por estar lá.