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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#171.195.2023}

Dia de tratar de mim. De manhã, comprar e iniciar o antibiótico por causa de uma otite dolorosa, organizar e iniciar a toma das vitaminas em falta juntamente com o Ácido Fólico. À tarde, raio-X ao pescoço para perceber o (mau) estado da cervical e o porquê dos desequilíbrios durante a marcha e as vertigens ao deitar.

Outra coisa que também é tratar de mim: conversa de raparigas. Um café com uma amiga daquelas com quem a conversa é fácil e sem tabus.

Chegar ao dia muito cansada. E ainda ter que esperar até à meia noite para tomar a terceira dose diária do antibiótico.

Estou cansada de um dia longo. Mas que não foi um dia mau. Amanhã? Dia de Solstício de Verão e Yoga ao final da tarde. Vai ser também dia de ir ver o pôr do Sol na praia. Depois? Logo se vê. Por hoje está feito. Estou muito cansada, quero ir dormir, mas ainda falta meia hora para o antibiótico. É esperar só mais um bocadinho.

A única certeza? É que, em primeiro lugar, estou eu. O resto é só isso mesmo: o resto. E amanhã logo se vê…

{#170.196.2023}

Segunda feira e a junta médica para verificação da incapacidade para trabalhar. O receio da falta de empatia. O receio de não ser aceite aquilo que não se vê…

Mas, felizmente, a empatia ainda existe. E só isso já me fez perceber que até um dia difícil pode ser bom. A cereja no topo do bolo e que eu dispensava? A confirmação de uma otite que dói demasiado.

De resto? Vão-se trocando palavras a 200 km de distância. Palavras com sentido. E que sabem e fazem bem. E fazem, também, sorrir. E, ao final da noite, o aconchego que, também ele, faz sentido.

Esta troca de palavras, a partilha, a descoberta, sabem muito bem. E fazem muito bem também. Mas…

…há sempre um “mas”. Seja como for, enquanto for bom, será para manter.

Amanhã? Logo se vê. Para já está a ser muito bom. E o que importa é o aqui e agora. E é no aqui e agora que estou. O que tiver que ser, será. Se não for é porque não era para ser. Não me vou preocupar demasiado nem pensar demais.

Sim, amanhã logo se vê. Mas o dia será bom. Porque eu quero que assim seja. E o mais importante sou eu. O resto logo se vê…

{#169.197.2023}

Domingo e a única história é aquela que eu já desconfiava: síndrome vertiginoso está presente. Felizmente não tão intenso como aquele episódio há 11 anos em que um carrossel nada moínha cabeça me levou à urgência do Hospital na note de São João.

Ainda me lembro que, ao chegar ao Hospital, os arraiais das redondezas eram audíveis, mas o carrossel estava comigo.

Dessa vez atribuí as vertigens a um desequilíbrio dos cristais nos ouvidos. Eu e o médico. E fazia sentido. Uns dias antes, em viagem, ao subir e descer serra senti as alterações de pressão nos ouvidos e fez sentido esse desarranjo dos cristais. Hoje? Atribuo as vertigens à rigidez do meu pescoço e a problemas na cervical. E descubri que existe o Síndrome Vertiginoso Cervical. Neste caso, provocado por má postura. E sim, a mim faz-me todo o sentido.

Tirando as vertigens, a companhia que se manteve presente. Pelo menos a companhia a 200 km. A companhia do outro lado do Mundo, até ao momento, ainda não deu sinais. E, por um lado, ainda bem. Não me estava a apetecer…

Agora é parar para descansar. Não fiz nada o dia todo, é verdade, mas é cansada que me sinto. Apesar do aumento da medicação, as noites continuam interrompidas. Seja por causa da gata ou seja porque eu própria acordo sem motivo…

Amanhã? Logo se vê. Mas quero muito acreditar que vai ser bom e correr bem. Por hoje já está feito…

{#168.198.2023}

Sábado é, por norma, o dia mais aborrecido da semana. Ultimamente todos os dias são aborrecidos, pelo que fica difícil dizer qual deles é o mais aborrecido. Mas hoje nem foi muito mau.

…tirando a parte em que, do nada, acordei às 5h30 da manhã e não consegui voltar a dormir… O despertador só iria tocar às 8h para ter a aula de Yoga às 10h. Mas, por algum motivo, foi às 5h30 que decidi que já estava na altura de sair da cama…

Yoga no parque logo de manhã para começar bem o dia. Continuo zangada comigo por não conseguir fazer o que já consegui. Mas não me posso esquecer que há muito tempo que não fazia nada. É normal que agora, no início, custe um bocadinho a conseguir alcançar o que antes conseguia. E é urgente trabalhar o equilíbrio que está muito mau…

O resto do dia passado com aquela nova companhia, a meros 200 km de distância e no mesmo fuso horário. E tem sido uma muito boa companhia. E vai-se conhecendo todos os dias mais um bocadinho. E vai-se partilhando segredos e rabiscos. Em troca, empresto a minha voz. E o riso em escadinhas imortalizado num ficheiro áudio.

Não, o dia não foi aborrecido. Tendo boa companhia nunca é. A companhia no outro lado do Mundo, a 5.726 km de distância e num fuso horário com 5 horas de diferença, vai ter que esperar. Ou desistir…

Existe um grande “mas” nesta história. Mas também não sei que rumo esta história irá tomar, por isso não vou pensar demais no assunto. Vou vivendo o momento um dia de cada vez.

Amanhã? Espero não acordar à mesma hora porque o despertador só toca às 10h para a consulta com o terapeuta fofinho às 11h. Mas vamos ver. De resto, se a companhia se mantiver por perto já sei que será bom. Agora? Ainda vou ali emprestar a minha voz mais uma vez. E amanhã logo se vê.

{#167.199.2023}

Sexta feira e dia de tratar de mim. Consulta com a médica de família e exames para fazer e suplementos para repôr os níveis do que está em falta.

Um email inesperado seguido de um telefonema que me foi pedido para apalpar terreno. Se passo à fase seguinte? Não faço ideia. Mas não foi mau ter recebido este email seguido de telefonema.

Chegar a casa às 13h30m e perceber que não há água… São 22h25m e continuo sem água…

Receber, por mensagem, dicas de como chegar a bom porto. Agora cabe a mim seguir ou não o que me indicam.

Muito cansada. Acordar às 6h da manhã quando o despertador só ia tocar às 8h resulta em mal conseguir ter os olhos abertos.

Não foi um dia mau. Mas amanhã será melhor.

{#166.200.2023}

Dia de sair de casa a horas impróprias. Como se fosse trabalhar, mas sem ir. Dia de consulta com a psiquiatra. Reforçar a medicação para conseguir dormir a noite toda, de preferência sem interrupções, especialmente agora que a gata tem o acesso vedado ao meu quarto durante a noite. Vamos ver como corre.

Rever pessoas de outros tempos, daquela altura em que andava de casa às costas a montar banca por aí. Foi bom. Quase duas horas de conversa que correu sem travões, como se a última vez tivesse sido ontem.

Voltar para casa no meio do calor medonho que esteve, sabendo que nos próximos dias a tendência é para piorar. E eu não gosto de demasiado calor…

E enquanto o dia correu andei dividida em distâncias tão díspares. Num caso ou no outro, não sei onde é que isto vai parar. Mas, seja um caso ou o outro, ou até os dois, algum dia tem que parar…antes de fugir ao meu (pouco) controlo…

Entretanto, estou muito cansada. Depois de uma noite mal dormida, interrompida sem motivo depois de adormecer muito mais tarde do que era suposto, depois do dia preenchido e corrido que tive, é perfeitamente normal estar cansada como estou.

Já não falta muito para ir descansar. E preciso muito de descansar e dormir como deve ser. Por hoje está feito. Amanhã, dia de consulta com a médica de família, logo se vê como será.

Seja como for, não me queixo do dia de hoje. E amanhã, não podendo ser melhor, será bom também. Porque eu quero que assim seja.

{#165.201.2023}

Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Embora, no estado actual, seja só mais um dia praticamente igual aos outros. Só não foi inteiramente igual porque houve Yoga ao final do dia. Por generosidade do professor, porque supostamente só deveria ir ao sábado de manhã.

E até no Yoga entro em conflito comigo mesma. Sem razão. Porque é perfeitamente normal não conseguir fazer alguns exercícios que, em 2016, conseguia… Dou por mim a discutir comigo mesma na minha cabeça. E sem razão…

Exijo demasiado de mim. Sem razão. Sem justificação. Porque não!, não sou perfeita nem tenho que ser! Mas exijo de mim mesma aquilo que não consigo dar…

Amanhã é dia de consulta com a psiquiatra. E vou ter que falar sobre o que me incomoda neste momento. Porque não estou bem. Estou longe de estar bem. E preciso de voltar a ser eu…mas bem.

Agora sinto-me muito cansada. E com razão para isso. 23h30 e amanhã o despertador volta a tocar de madrugada…mas não quero ir para a cama. Não sei porquê, sei apenas que não quero…

Vai doer amanhã? Vai…mas não quero saber. Amanhã logo se vê…só não posso continuar a exigir de mim mesma aquilo que não consigo dar.

{#164.202.2023}

Terça feira e mais um dia igual aos outros. Hoje não houve passeio até à praia, apenas uma ida à mercearia mais longe e a ida à esplanada do costume. Nada de novo, portanto…

Não, nada de novo também não é inteiramente verdade. Há uma nova descoberta desde há uns dias. Que tem sido interessante, não nego. Mas tem tudo para correr mal. Ou, no mínimo, tornar-se em algo complicado. E eu não sei se quero coisas complicadas. É verdade que 200 km se mantêm no mesmo fuso horário e são mais perto do que 5.726 km. Mas…e há um enorme mas. Por enquanto, a brincadeira não passa disso, uma brincadeira. Mas receio que possa tomar outras proporções.

Não digo que não estou a gostar. É uma espécie de massagem ao ego. E isso calha sempre bem. E claro que acho piada quando apontam a minha voz e a minha gargalhada – ou o meu riso em escadinhas – como algo bonito. Fico sem jeito, claro. Dá-me para rir por tudo e por nada. E, do outro lado, há quem goste do que ouve, mesmo que eu não diga nada de jeito.

Já estive num filme parecido. Durou o que teve que durar. Manteve-se a amizade, tantos anos depois. Neste caso, ainda não existe essa coisa de amizade. Mas, seja lá o que isto for, não deixa de existir um enorme mas

Não me vou preocupar para já. Continuo a ir a jogo enquanto for saudável e agradável. Não digo enquanto for inocente porque acho que já passou dessa fase. Mas não deixa de ser uma espécie de massagem ao ego. E eu estou a precisar disso. Faz-me bem. Sei que do outro lado do Mundo, a 5.726 km de distância e num fuso horário com 5 horas de diferença, também há massagens ao ego. Mas aí a brincadeira já começa a ficar desconfortável… E enquanto a 200 km a brincadeira for suave e sem risco de problemas, eu estarei presente.

Não vou pensar muito mais nisso por hoje. Amanhã? Logo se vê. O importante, não me posso esquecer, sou eu. O ficar bem. Recuperar disto que não sei explicar. Organizar as ideias. Acalmar a confusão que vai na minha cabeça. E viver um dia de cada vez… Sem pressa e sem pressão. Muito menos auto-imposta. O resto? O que tiver que ser, será. Mesmo que não seja nada.

{#163.203.2023}

Começo uma nova semana. Os dias continuam iguais. A única diferença? Uma nova companhia para conversar sobre tudo um pouco. 200 km no mesmo fuso horário, embora do outro lado do Mundo e num fuso horário com 5 horas de diferença também haja alguma companhia. Hoje mais ausente, provavelmente devido a trabalho. Who knows? Logo se vê.

A cabeça num turbilhão há vários dias, hoje com um ouvido a ressoar o mínimo som aumentando significativamente a confusão… Ainda assim, ainda foi possível aproveitar o bom tempo de manhã para ver e ouvir o Mar antes do ouvido começar a ressoar.

A dor de cabeça continua presente, claro. E o cansaço. E o sono. Amanhã será melhor. Ou assim espero que seja. Desde que passe o ressoar do ouvido que aumenta a confusão na minha cabeça…

É esperar para ver como será o dia amanhã. Hoje? Foi só mais um dia a juntar a tantos outros desde 27 de Abril: todos iguais e sem História ou histórias além da tentativa de recuperação disto que nem eu entendo.

Por isso, amanhã logo se vê…

{#162.204.2023}

Domingo. Manhã de consulta com o terapeuta fofinho e o pedido de ajuda. Porque preciso, de facto, de ajuda para sair disto…não aguento muito mais esta coisa que não é nada mas que, ao mesmo tempo, é tudo. Tudo de menos bom, claro. A ver vamos como será esta semana…

Dia de almoço de e em família, aquela família que adoptámos e nos adoptou. Soube bem, mas a dor de cabeça e a confusão de ideias e a actual intolerância ao ruído e agitação obrigaram-me a sair mais cedo. Não gosto de o fazer…mas não estava em condições para lá estar depois do almoço. Neste momento, só procuro a minha concha para me recolher. E assim o fiz. Claro que acabei por aninhar no sofá. E, obviamente, apaguei por completo durante um bocado…

Ainda não foi hoje que fui ver o Mar. Vai ter que esperar mais um bocadinho… Por agora, 23h30, começo a pensar em recolher. Já devia estar na cama há algum tempo. E preferencialmente a dormir. Porque o sono não me larga… Dizem que dormir faz parte do processo de recuperação. Mas não tenho dormido como preciso e tudo o que preciso.

Amanhã começa mais uma semana. Logo se vê o que a semana me irá trazer. Não espero nada. A não ser tempo. Um dia de cada vez. Sem pressa. Sem pressão. Muito menos auto-imposta. E tenho imposto essa pressão em mim mesma. Não posso continuar a fazê-lo. Amanhã irei simplesmente deixar o tempo passar e fazer o que tenho que fazer para encontrar alternativas. De resto, é o que for. Logo se vê…

Amanhã? Será melhor. Porque eu quero que assim seja. E depois logo se vê…

{#161.205.2023}

Sábado que começou cedo e Yoga para acordar. Não para relaxar, como era suposto, porque não consigo relaxar…

O resto do dia? A preguiça. E uma coisa que não sai da minha cabeça: estou a exigir de mim mesma aquilo que não consigo dar… Estou a exigir de mim estar bem o mais depressa possível. Não posso. Preciso de tempo e ajuda. Já estou nisto há algum tempo. E a ajuda vai aparecendo de várias formas distintas. De vários sítios. De várias pessoas. E sim, sabe muito bem saber que não estou sozinha. Que posso sussurrar baixinho um pedido de socorro e, mesmo assim, será ouvido.

Não, ainda não estou bem. Longe disso. Ainda estou a encaixar na minha cabeça todas as peças deste puzzle complicado. Não tenho nenhum mapa ou desenho que me diga qual a imagem final que devo completar. Sei apenas que as peças são muito mais do que pensava inicialmente. E são demasiado complexas. Demasiado confusas…

Estou a exigir de mim completar o puzzle o quanto antes e a esquecer-me de tratar cada uma das peças antes de encaixar…

Estou cansada…física e mentalmente. Tanta coisa a acontecer nos últimos meses… Que, se for a ver friamente, não aconteceu nada. Nada!

Não, hoje não consigo desenvolver o que vai cá dentro. Vai ter que ficar comigo. A ser, como sempre, sentido. Moído até à exaustão. Porque até eu me perco em mim mesma com o que sinto e que não sei processar de outra forma.

Enfim…por hoje não consigo. Amanhã? Logo se vê…

{#160.206.2023}

Sexta feira. Ou mais um dia igual aos outros. Ontem foi feriado? O calendário assim o diz. Se dei por isso? No, not really, no.

Estou cansada de dias iguais uns aos outros, mas não consigo fazer do momento presente algo diferente ou melhor. Hoje, por exemplo, tinha programado fazer o que tenho que fazer para encontrar alternativas. Queria também pegar na loja online e tratar da página de stand-by. Não consegui fazer nem uma coisa nem outra. Toda a semana tive exercícios de Yoga para fazer. Não fui capaz. Simplesmente porque tenho estado a procrastinar tudo. Seja o que for. Vou adiando. Porque não consigo concentrar-me em rigorosamente nada…

Sei que preciso de ajuda para sair disto. E tenho procurado quem me estenda a mão para lá da medicação e das consultas com o terapeuta fofinho. Mas não tem sido suficiente. Nada disto tem sido suficiente. Sei que a recuperação começa, passa e termina em mim. Mas também sei que me sinto perdida no percurso.

Continuo a não conseguir chorar. Continuo a sentir a pressão em cima de mim. Continuo a sentir que, de todos os lados, todos me exigem tudo. E a minha vontade é perguntar “e eu?”…

Não, não dei pelo feriado de ontem, não fiz de hoje um dia diferente e amanhã, com excepção da aula de Yoga logo pela manhã, será mais um dia igual aos outros. E eu estou cansada disso…

Mas, não me posso esquecer, um dia de cada vez, baby steps, sentir tudo o que tiver que sentir, e em primeiro lugar estou eu. Parece simples? Parece pouco? Não é. Nem simples nem pouco. Estou cansada. E apetece-me gritar isso mesmo! Estou CANSADA! Larguem-me por um bocadinho. Mas, ao mesmo tempo, não me deixem cair…por favor, não me exijam demasiado, mas não me deixem cair.

Não sei até quando vou aguentar isto tudo. E, já percebi, quem coloca mais pressão em cima de mim para ultrapassar isto…sou eu… E não posso. Mas sou. Porque quero ser mais do que isto. Porque quero estar mais do que isto. E novamente a diferença entre o ser e o estar… Não me posso esquecer que estou assim, não sou assim. Sou tão mais do que isso… Mas não posso, não posso, não posso!, pôr esta pressão em cima de mim. Mas ponho…

Não, não sei até quando vou aguentar isto. Isto que nem sei bem o que é ou, sequer, como definir. Só sei que não o quero para mim e estou cansada. Tanto. Queria acordar um dia e estar tudo bem outra vez. Como se andasse para trás no tempo. Mas não é possível. Por isso agora tenho que me concentrar apenas e só em mim. Sem pressa. Sem pressão. Muito menos auto-imposta. E essa pressão auto-imposta existe. E não pode…

Estou tão cansada… E farta disto. Quero, muito, sentir a diferença entre os dias. Que há muito tempo, demasiado tempo!, não sinto. Não sei como vou sair daqui. Disto. Toda a gente me diz que vai passar. Mas ninguém me diz como é que passa. This too shall pass. It may pass like a kidney stone, but this too shall pass.

Do outro lado do Mundo, num fuso horário com 5 horas de diferença, neste momento esperam por mim. E, por muito que me esteja a saber bem, hoje não me apetece…

Amanhã. Amanhã logo se vê. De manhã cedo Yoga. Depois? É o que o dia me trouxer. Por hoje fica a vontade de chorar e o não conseguir pôr essa vontade em prática… Amanhã será melhor. E logo se vê…

{#159.207.2023}

Não, acordar cedo quando não há necessidade não tem piada. Menos ainda quando se acorda às 6h da manhã depois de uma noite mal dormida com tosse provocada pelo calor no quarto.

O tempo vai passando, vou contando os dias e vou-me lembrando que, um dia, vou ter que voltar ao trabalho. E não me sinto, ainda, com coragem para isso. Mas, para já, tenho que me focar em mim. Só em mim. Fazer o que tenho que fazer para encontrar alternativas. E ir vivendo um dia de cada vez.

Quinta feira e feriado. Lá fora tempo cinzento, ventoso e quase frio. Desagradável, portanto. Com momentos de chuva. Nenhum Sol. E sem fazer nada que se veja o dia todo. Podia (ou devia…) aproveitar estes dias para, por exemplo, ler o livro que espera por mim desde o Natal. Mas a verdade é que não consigo concentrar-me e manter-me focada em seja o que for por muito tempo. Por isso, o livro continua por abrir.

Entretanto, daqui até ao outro lado do Mundo é um instantinho, mesmo com um fuso horário com 5 horas de diferença. Mas, todos os dias, o outro lado do Mundo está presente.

O cansaço dá-me sono. Dormir mal também. E a medicação que tomo à noite completa o ramalhete ensonado. Por isso, mesmo sendo só 22h30, dou o dia por terminado. Amanhã? Logo se vê. Mas irei, de novo, procurar alternativas e fazer o que tenho que fazer. Que é uma espécie de me colocar em bicos de pés para ser vista. Mas é o que tem que ser feito agora. Porque eu mereço melhor.

Sim, amanhã logo se vê. Agora volto a focar-me em mim e vou em busca de uma boa noite de sono.

{#158.208.2023}

Pode uma quarta feira em que não se fez nada ser tão extremamente cansativo? Se acordamos às 7h da manhã, ou se formos acordados às 7h da manhã sem necessidade (…!), sim, pode ser um dia tão extremamente cansativo.

O dia resume-se ao envio de CV e pouco ou nada mais. No entanto, há já alguns dias que não me sentia tão estupidamente cansada. É urgente repôr os níveis de Ferritina, Ácido Fólico e Vitamina D. Só assim os níveis de energia melhoram. Porque, estar de baixa, tem-me permitido recuperar do desgaste físico. Agora é importante também recuperar do desgaste mental e, acima de tudo, emocional.

Decidi que está na altura de começar a disparar em várias direcções. E já comecei. Primeiro por uma dica que me chegou. Depois por livre iniciativa para outros no mesmo campo de acção. Agora é acreditar que alguma coisa irá sair daqui e de forma positiva.

É esperar para ver. Amanhã é feriado. Sexta feira logo se vê. Agora é tentar recuperar o dia de hoje em que não fiz nada que justificasse tanto cansaço e tentar não acordar, ou ser acordada (…!), amanhã às 7h da manhã…

{#157.209.2023}

Dia longo, a começar cedo e com tanto a acontecer. Ou um tanto cheio de nadas ou quase nadas.

De manhã, esperar por uma chamada do Hospital para confirmar o prolongamento da baixa. Claro que não estava lá. Falar com quem consegue desbloquear situações não tem preço. E eu pude fazê-lo. Pouco tempo depois, a baixa estava pronta a ser levantada.

Ir a Lisboa, até ao hospital com o jardim mais bonito de Lisboa. Custou-me a ir, não nego. Mas soube bem voltar.

Mais 30 dias fora daquele que é, agora, o último sítio onde quero estar. Apesar de gostar muito do meu trabalho, as pessoas supostamente responsáveis são o que me está a fazer mal. Por isso, mais 30 dias e depois logo se vê…

Amanhã? Será melhor. Ou então logo se vê. A verdade é que são 23h15m e o sono está a deixar-me completamente KO. E, apesar de já não ter a companhia da minha gata durante a noite uma vez que tem o acesso vedado ao quarto à noite, continuo a acordar a meio da noite para depois acordar muito cedo. Demasiado cedo, para quem pode dormir um bocadinho mais. Enfim…

Sim, amanhã será melhor. Menos cansativo será de certeza. Agora é hora de recolher e enroscar para aninhar e apagar em menos de nada. O resto? Logo se vê…

{#156.210.2023}

Segunda feira. Mais um dia em casa, igual aos últimos muitos. Provavelmente 40 dias, talvez um bocadinho mais. Não sei. Não quero saber. Desta vez não conto dias de coisa nenhuma. Já lá vai o tempo em que contar os dias me ajudava no processo de cura.

Desta vez não conto dias. Sinto-me perdida no tempo, nos dias, no calendário. Mas, apesar de tudo, não tenho pressa. Tenho, antes de tudo, encontrar-me para poder encontrar a saída disto. Que nem sei bem o que é ou como é. Só sei que é.

Continuo muito cansada, mas já sinto algumas melhoras nesse campo. Mas um simples banho continua a ser desesperante de tão cansativo que é. Nunca pensei que tomar banho pudesse ser algo assim…mas é. Depois do banho só estou bem no sofá. A recuperar forças. Mas também isto está ligeiramente melhor.

O que não está melhor é a ideia de voltar ao trabalho…não consigo sequer pensar em trabalho. Em enfrentar a chefia, não o trabalho em si. Trabalho que adoro, que faço com qualidade, bem feito dentro do que posso fazer. Mas a chefia…da supervisão à coordenação. Não tenho coragem para enfrentar nenhum deles. E foram eles, mais exactamente ele, o supervisor, que me trouxe aqui.

Tenho que encontrar uma solução rapidamente. Uma alternativa. Não posso continuar a refugiar-me numa baixa médica que não é nada mais do que uma forma de fugir.

Amanhã será dia de renovar a baixa. Já sei que vai ser renovada, só não sei por quanto tempo. Amanhã saberei. E depois logo se vê…

Espero, só, que obter o papel da baixa seja mais tranquilo do que foi a tentativa de contacto com o Hospital na semana passada. Logo se vê…

Mas, seja como for, amanhã será melhor. Todos os dias tendem a melhorar um bocadinho mais. Não me tenho esquecido de me colocar em primeiro lugar. Mas sei que ainda há muito trabalho a fazer para estar bem. Já não peço estar bem a 100%, já me contento com 90%. Mas, para isso, tem que continuar a ser um dia de cada vez. Sem pressa e sem pressão. Muito menos auto-imposta…

Sim, amanhã será um dia bom. Por hoje mantenho-me a olhar para cima e a pensar em mim. E tenho que começar também a tratar de mim estando em casa. Tenho exercícios de Yoga para fazer e já devia ter começado hoje. E, como em tudo o resto, se quero ver resultados tenho que fazer por isso.

Amanhã. Será um dia bom. Porque eu quero que assim seja. Nada mais do que isso.

{#155.211.2023}

Domingo estupidamente longo e preguiçoso. Acordar às 7h da manhã sem necessidade? Ninguém merece. Mas foi o que aconteceu depois de adormecer para lá da meia noite.

Manhã longa até à consulta com o terapeuta fofinho. Consulta tranquila. Pós consulta? Nada… Voltar para a cama por um bocadinho antes do almoço. Depois do almoço, enroscar no sofá. E decidir que iria sair à tarde, andar um bocadinho, esticar e mexer as pernas, apanhar ar, espairecer um bocadinho. Mas, por causa do calor, nunca seria antes das 18h. Mas a preguiça trocou-me as voltas. Enroscar no sofá depois de acordar cedo é o mesmo que garantir duas horas de sono. Como aconteceu.

Acordei como adormeci: preguiçosa. E sempre com a sensação de já ser segunda feira. Mas não, hoje ainda é Domingo. O dia está estupidamente longo, é verdade. Não aconteceu nada o dia todo. Só ao fim da tarde saí. Para beber um café. E, em cima da hora, decidi ir ao encontro das cores de final de dia no sítio do costume. Só para perceber que o Sol já não se põe ali. No Verão é um bocadinho mais à direita. Não interessa. Estiquei as pernas, andei, espaireci, apanhei ar antes de voltar para casa.

Amanhã começa uma nova semana. Que, para mim, vai ser igual às últimas, sem grandes novidades. Por agora, que é quase meia noite, dou o dia por terminado. O sono, que estava perdido, está a começar a chegar. O corpo está moído da Yoga de ontem e é preciso, aos poucos, recuperar os músculos que há muito tempo não sentia como sinto hoje.

Sim, dou o dia por terminado. Do outro lado do Mundo ainda é cedo e lidar com um fuso horário com 5 horas de diferença nem sempre é fácil. Mas é possível. E lá ainda vai ser hoje por mais 5 horas. Mas eu já não vou fazer parte desse dia. Porque o Hoje termina daqui a poucos minutos e eu vou dormir. O dia foi preguiçoso, mas também foi longo.

Amanhã? Logo se vê. Não vou pensar muito nisso. Que venha o que tiver que vir. Que seja o que tiver que ser. Mas, seja o que for e como for, vai ser bom. Porque eu quero que assim seja. O resto? É só isso mesmo: o resto…

{#154.212.2023}

Sábado, dia de tomar conta de mim. Regresso à prática de Yoga depois de vários anos. Foi duro, mas foi tão bom.

Percebi que existe muito trabalho físico a fazer. E que tanto se reflecte também no campo espiritual. No campo mental já sabia que, sim, há muito trabalho a fazer. Mas tanto o campo físico como o espiritual têm sido negligenciados.

Foi uma hora com dores nos músculos que há muito tempo não trabalho, muitos desequilíbrios, tonturas ao mudar de posição, tanto a precisar disto, tão simples como isto: Yoga.

Sei que o lado espiritual acaba por ser influenciado por este trabalho, mas também sei que tenho que me disciplinar para fazer o que tenho que fazer. E que é tão simples de fazer. E que traz resultados, mesmo que sejam resultados que não se vêem, apenas se sentem. E, neste momento, eu apenas sinto a necessidade de trabalhar em mim, mas não o estou a fazer tanto como devia. Tenho que me disciplinar. Tenho que fazer o que é preciso ser feito e que me vai ajudar em tanto que está emaranhado num novelo por cima de mim.

Para já, o Yoga. Que me moeu o corpo mas acalmou o espírito. Amanhã? Não sei se o irei fazer, mas tenho mesmo que começar a fazer o que é preciso ser feito. E não me esquecer: baby steps. Um dia de cada vez. E aceitar as coisas como elas são, mesmo que o que é me faça chegar ao ponto a que cheguei.

Por hoje o dia já vai muito longo, mesmo com um intervalo de mais de duas horas em que morri um bocadinho no sofá. Estou moída e cansada. Mas sinto-me aconchegada. E isso sabe tão bem. Amanhã, dia de consulta com o terapeuta fofinho, já sei que me vai custar voltar a pegar no que me fez mal esta semana. Depois? Vou dedicar o dia a mim. O resto logo se vê.

{#153.213.2023}

Sexta feira e um dia mais tranquilo que o dia de ontem. Em que as coisas se mexeram como previsto, como se deviam ter mexido ontem.

Sexta feira e os resultados de Abril que chegam agora. Porque os meus resultados são fracos. Mas desde Dezembro que todos os meses atinjo prémio de produtividade. Go figure.

Sexta feira e almoçar fora, junto à praia. Almoço de mãe e filha. Porque também merecemos.

Sexta feira e uma tarde muito, muito, muito cansada. Um cansaço e um sono sem explicação…mas acho que faz parte, ainda faz parte.

Sexta feira e a inscrição no Yoga. Vai-me fazer bem. Já o fez antes. Fará agora novamente. Será só ao sábado de manhã porque o restante horário não é compatível com o meu regresso ao trabalho.

Ainda não há previsão para o regresso ao trabalho. Sei, sim, que a baixa que termina dia 6 vai ser prolongada. Não sei ainda até quando. Mas neste momento também não quero saber…

E, do outro lado do Mundo, naquele fuso horário com 5 horas de diferença, chegam sinais interessantes. Se são sinceros ou é apenas para passar o tempo? Não sei, mas mais facilmente aposto na segunda hipótese. Seja o que for, o tempo o dirá. Por agora, é um dia de cada vez e saborear o que me sabe bem.

Amanhã, dia de acordar cedo e iniciar a prática do Yoga num sítio novo para mim. Vai ser bom estar com novas pessoas, mesmo que não pense propriamente em socializar. A prioridade é relaxar e descomprimir, focando-me no que é mais importante: eu.

Agora? É continuar no fuso horário de 5 horas de diferença por mais um bocadinho até adormecer. Amanhã? Logo se vê. Mas será um bom dia. Porque eu quero que assim seja.

{#152.214.2023}

Não se brinca com a saúde de ninguém. Muito menos com a saúde mental! E hoje brincaram. Com a minha. E não posso aceitar que o tenham feito. Menos ainda da forma como o fizeram. Menos ainda quando se trata de um hospital de saúde mental que deveria zelar pelo bem estar dos doentes… Hoje falharam. Não os profissionais de saúde, mas aqueles que não estão preparados para lidar com a fragilidade de quem recorre a esse serviço.

Não. Não se brinca com a saúde de ninguém. Muito menos com a saúde mental. E hoje brincaram. Com a minha…