Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#191.175.2023}

Se mais alguém, que pouco ou nada conhece o que escrevo só conhecendo o que vou debitando no Instagram, me volta a perguntar “já pensaste em escrever um livro?” eu prometo não me rir. Muito, pelo menos.

É que eu escrever até escrevo, todos os dias sem excepção, mas daí a achar que o que vou debitando no éter possa ter interesse para outros, é como costumo dizer: é encolher os ombros, sorrir e acenar. Para não me começar logo a rir, claro.

Mas, se calhar, tinha a sua piada…

{#190.176.2023}

Domingo e acordar 3 horas antes do despertador tocar não tem piada…e, quando tocou, a consulta semanal com o terapeuta fofinho foi desmarcada… Não tendo nada de extraordinário para trabalhar com ele, sinto-lhe a falta, claro. Mas, diz-me ele em consulta, não ter nada de extraordinário para trabalhar com ele também é bom. É um bom sinal. E é, de facto.

O resto do dia? Foi dedicado à preguiça como é sempre num bom Domingo. Pensei em ir até à praia, mas vento forte e praia não ligam… Aproveitei para recuperar do dia intenso de ontem. Mas chateia-me não aproveitar melhor o fim de semana, especialmente o Domingo. Ontem foi bom, foi diferente, num local diferente e com pessoas diferentes. E foi o que foi como tinha que ser. E quando tinha que ser.

Hoje foi como tinha que ser também. Dia de preguiça, dia de não fazer rigorosamente nada. Amanhã é dia de regresso ao trabalho. Vamos ver se corre como na sexta feira: tranquilo.

Depois logo se vê como será o resto da semana. Para já, 15 minutos depois das 22 horas, dou o dia por terminado quando já o devia ter feito uma hora antes. Há que regressar a estes horários rapidamente porque acordar às 6h para sair de casa às 6h40 dói…

Amanhã será um dia bom. Porque eu quero que assim seja. O resto é só isso mesmo: o resto…

{#189.177.2023}

Para memória futura. Porque ir até Sintra é sempre uma boa aposta. E hoje foi.

Se lá volto ou quando lá volto? Não faço ideia. Se e/ou quando tiver que ser, será o momento certo.

{#188.178.2023}

72 dias depois, foi dia de regresso ao trabalho. A medo, claro. Alguma ansiedade à mistura, outro tanto de apreensão.

Voltar à rotina nem sempre é fácil, especialmente depois de um processo de Burnout que nem percebi, ainda, se já está ultrapassado ou não. Mas foi um regresso pensado, ponderado e, até, desejado.

E foi um bom regresso. Ou, pelo menos, foi uma boa recepção por parte dos meus colegas. Palavras de apoio, de preocupação, de ânimo. Sorrisos sinceros e até abraços. Soube muito bem ser recebida desta forma 72 dias depois.

Claro que, da parte de quem manda, tinha que vir a pergunta em tom de sarcasmo “foi o médico que não prolongou a baixa, não foi?“. Não, não foi. Fui eu que quis voltar. No meu tempo, ao meu ritmo. E correu melhor do que esperava. Felizmente houve poucas chamadas a entrar como se até os segurados soubessem que é para regressar devagar.

Não foi um dia mau. E a recepção valeu por tudo. Segunda feira lá estaremos novamente para mais um dia ocupado. E que volte a ser tranquilo é só o que peço.

{#187.179.2023}

72 dias. O tempo que passou desde o último dia em que fui trabalhar. E amanhã é dia de regresso ao trabalho. Se estou preparada? Nem por isso…

Vamos ver como corre… Depois? Logo se vê…

{#186.180.2023}

Quarta feira e um dia sem História ou histórias… Yoga ao final do dia. Neste dia, a única coisa digna de nota: não me doeu a cabeça.

Amanhã, último dia de baixa. E eu acho que não estou preparada para voltar ao trabalho… Mas tenho que voltar. Mais dia menos dia tem que ser…

De resto, sábado ainda parece tão longe…

{#185.181.2023}

27 de Outubro de 2017. Se soubesse o que sei hoje, se calhar não teria ido a este Jardim. Mas fui. E por uns tempos foi bom ter ido.

Não que alguma vez tenha sido mau. Tirando, claro, aquele murro no estômago há um ano. Mas não gosto de coisas ditas só por dizer. Sete meses depois, ainda há quem acredite que “um dia destes” algo acontece. Esse alguém não sou eu. Desde o primeiro dia.

Independentemente disso, volto a este Jardim as vezes que me apetecer. Porque, mesmo não sendo, também é um bocadinho meu. De resto, deixei de acreditar em promessas há muito tempo. E dizer as coisas só por dizer, porque fica bem, porque cala o outro lado, não é para mim. Mereço mais e melhor do que isso. Por isso, sim, volto a este Jardim sempre que me apetecer. E porque gosto muito dele.

27 de Outubro de 2017? Uma data como outra qualquer. Agora é. Mas já foi mais do que isso. Já foi. Já não é.

{#184.182.2023}

Segunda feira que, no final do dia, me parece ainda fim de semana…

De manhã, Ressonância Magnética ao Craneo. Almoço sozinha. Uma ida à praia que não aconteceu. Um regresso ao Jardim onde disse a mim mesma “já foste” naquela voz que só eu oiço, aquela voz dentro da minha cabeça.

Voltar ao caos do trânsito no regresso a casa. E pensar que sexta feira regresso ao trabalho. Não sei em que condições. Não sei com que coragem. Só sei que volto…

E a caixa de mensagens que vai desenrolando surpresas…

Amanhã? Será melhor. Ou logo se vê como será. O importante hoje foi ter feito o exame. Está feito. Agora é esperar pelos resultados e acreditar que não é nada de especial. E se for logo se vê.

{#183.183.2023}

Domingo. Que também é dia do meio. Pelo menos, dia do meio do ano que corre depressa. Ontem, último dia da primeira metade, amanhã primeiro dia da segunda metade. Hoje, aquele dia que não pertence nem a um lado nem a outro. O verdadeiro dia do meio. Que não deixa de ser, também, o verdadeiro dia do meio.

Mas, acima de tudo, o dia da preguiça. Descansar do dia puxado de ontem. E receber as dores de barriga e o brutal enjôo mensal. Há muito tempo que não corria como hoje, especialmente no que diz respeito ao enjôo. Mas nada como adormecer a meio da tarde para segurar a comida no estômago e o comprido para as dores fazer o seu efeito. E fez.

Não ter feito nada e sentir-me cansada, faz sentido? Pelos vistos faz. Porque hoje, para além da habitual consulta com o terapeuta fofinho, não se passou rigorosamente mais nada.

Amanhã? Ressonância Magnética à hora de almoço. Depois, uma visita a Sintra se, naquele microclima especial, o tempo estiver de feição para uma visita a uma praia. Veremos como acorda Sintra amanhã. Mas, se não houver meteorologia condizente com praia, há disponibilidade para café.

De resto, a preguiça do dia de hoje mantém-se forte, por isso não tarda muito e estou a dormir. Amanhã? Será melhor. E, acima de tudo, mais mexido. E isso também é importante.

{#182.184.2023}

Diz que hoje foi uma espécie de reunião de família. E foi bom. Soube bem.

Agora? É descansar. Desde as 9h30 de um lado para o outro e faltam apenas 15 minutos para a meia noite. É normal que esteja cansada. Amanhã? Logo se vê.

{#181.185.2023}

Sexta feira e sempre a sensação de ser sábado. Mas uma sexta feira ocupada: de manhã dentista, depois de almoço cabeleireiro. Dia de tratar de mim, portanto. E valeu a pena. Muito contente com o resultado final do cabeleireiro. Do dentista é só mais do mesmo…

Amanhã, sábado, prevê-se mais um dia ocupado. E, correndo tudo bem, Domingo também.

Por hoje chega. Amanhã? Logo se vê. Manhã de Yoga, tarde de feira em família. Vai ser um bom dia.

{#180.186.2023}

Um bocadinho perdida no calendário, parei agora para perceber que é quinta feira. Que começou estupidamente cedo por causa da dor de cabeça, como já se tornou hábito. De resto, nada do que tinha para fazer foi feito.

Mas, à parte isso, há palavras que me tocam, seja qual for a distância a que se encontra o seu autor. Sejam 5726, 200 ou simplesmente 10 quilómetros, de repente o que me chega é mais do que esperava. Para uma distância eu sou perfeita, nunca menos do que isso. Para outra distância é a minha paz que faz a diferença, mesmo que eu diga que sou um furacão de emoções. Para outra distância, sou genuína. Seja o que for que está a acontecer, o Universo saberá o que faz. É um pouco estranho, claro que sim. Mas não deixa, também, de me saber bem.

Levo tudo um dia de cada vez. Não tenho, como habitualmente, pressa de nada apesar de não ter tempo para perder Tempo. Por isso, se amanhã as palavras se mantiverem independentemente da distância, tudo bem. Se não, tudo bem na mesma.

Mas não deixa de ser curioso o timing… Logo se vê. Não é o que costumo dizer? E amanhã vai ser um bom dia. Só porque sim e porque eu quero que assim seja.

{#179.187.2023}

Quarta feira e muito calor. E duas viagens à vila a pé que, agora posso confirmar, deixaram-me de rastos logo na primeira viagem. A segunda teve como destino uma aula de Yoga. E como cada viagem implica ir e voltar, também voltei depois do Yoga, claro.

6675 passos, 4,890 km, dois banhos. É este o resumo do meu dia. Agora? É ir dormir antes que adormeça aqui. Amanhã? Logo se vê…

{#178.188.2023}

Terça feira e hipocondríaca devia ser o meu nome do meio… Porque a dor de cabeça repete-se todos os dias, seja a que horas for. E eu, como sempre, alerta a eventuais sintomas seja lá do que for.

Claro que estou preocupada. Assustada. Sem saber o que pensar. Ou sentir. Ou o que for. Quero muito acreditar que não é nada de especial e que é de fácil tratamento. Mas, como overthinker que sou, nunca nada é simples. E é sempre visto o lado mais negro seja de que situação for. E eu estou cansada de ser assim…

A vontade é de baixar os braços e chorar. Mais, como sempre, as lágrimas não caem…

É nestas alturas, em que me sinto particularmente sensível, que me sinto profundamente sozinha. Sei que não estou sozinha, no fundo. Há muita gente a olhar por mim. Mas, tirando a minha mãe, está toda a gente à distância de uma ligação de Internet. Aqui ao meu lado, agora que me deitei, a cama está vazia. E isso custa. Muito. Tanto…

Pode até, neste momento, ser apenas TPM. Mas o desalento é enorme. Vai melhorar, eu sei. Mas, até lá, vai continuar a ser duro. Porque o estar sozinha dói. Muito. Tanto…

Amanhã? Será melhor. E, claro, logo se vê . Por hoje já chega…

{#177.189.2023}

Dia de ressaca pós noite de hospital. Se aconteceu alguma coisa digna de nota? A mim não.

Agora é enroscar e aninhar. Amanhã logo se vê.

{#176.190.2023}

Domingo e a dor de cabeça intensa e persistente que me deixou à beira do desespero.

Uma chamada para a Linha Saúde24 e consequente encaminhamento para a urgência do Hospital. Mas hoje, ao contrário de Maio, estou a ser (bem) atendida. A noite promete ser longa. Mas, pelo menos, está a mexer.

Amanhã? Logo se vê o que diz o exame que ainda vou fazer: nova TAC Craneo Encefálica, feita aqui na urgência. Sabe-se lá quando, mas nas próximas horas…

{#175.191.2023}

Dia de muito calor a começar logo cedo com Yoga pela manhã. E a dor de cabeça. Aliviou ligeiramente durante a aula…

Umas conversa com o professor Pedro e a certeza de que irá continuar a acompanhar e vai encaminhar o meu caso. E a dor de cabeça intensa presente.

A tarde toda em casa para fugir ao calor. E aguentar melhor a dor de cabeça.

Adormecer no sofá na esperança de que a dor de cabeça intensa fosse só sono. Não era. Acordei e lá estava ela, intensa e persistente, sempre presente.

Sair de casa um bocadinho ao final da tarde, mas a grande custo porque a dor de cabeça intensa e persistente se mantinha. Como agora, quase meia noite, ainda presente, intensa e persistente. E que não passa com a única medicação que posso tomar para já: Brufen 600.

Queria muito um dia inteiro sem dores de cabeça. Mas já sei que não vai acontecer tão cedo. Se estou farta disto? Tão farta que ninguém tem noção do quanto…

Se alguém souber como fazer isto parar ou simplesmente melhorar, agradeço dicas. Já que ninguém a quer quando a ofereço, aceito dicas.

E, claro, só me apetece chorar. Mas não consigo… De certeza que ninguém quer uma dor de cabeça…? Eu não me importo de partilhar…

{#174.192.2023}

E depois há aqueles dias, como hoje, em que apetece (muito) chorar. Mas não choro. Porque não consigo…

Desde 2017 que deixei de chorar. E se, no início do processo de Burnout, já me apetecia chorar e não consegui fazê-lo, agora depois de um verdadeiro abanão de realidade continuo a não conseguir.

Falta-me um abraço, um colo, um carinho, um mimo. Provavelmente iria continuar a não conseguir chorar. Mas ia encontrar aquilo que preciso agora: força e segurança.

Não peço muito. Mas, ao mesmo tempo, parece que estou a pedir o impossível…e não estou…

Mas sim, apetece-me muito chorar. Porque estou preocupada e, até, assustada. E não posso. Não posso, mas estou. Muito…

{#173.193.2023}

Quinta feira e a consulta de especialidade para avaliar o exame já realizado. “Não, não é nada bom”, foi a primeira reacção do médico… “Estes resultados não são normais numa pessoa da sua idade…” e o chão por baixo dos meus pés estremeceu. Não perdi o chão, não perdi completamente o Norte. Mas estremeci, claro.

“Não vou fazer o diagnóstico já, só depois da Ressonância Magnética para perceber melhor o que se passa.” Mas, já sei, a dor de cabeça intensa e persistente, os desequilíbrios, até os esquecimentos de coisas simples, tudo vem dali. Seja o “dali” o que for. Que ainda não sei o que é para além da desoxigenação cerebral…

Há lesões. Há cicatrizes. Há necessidade de estudo. E é nisso que tenho que me focar agora, sem stressar nem fazer filmes. Mas, como boa overthinker, não é fácil não pensar no que é ou pode ser…

Se disser que não estou preocupada ou até assustada, estarei a mentir… Exame marcado, é esperar por dia 3 de Julho e depois pelo resultado e depois disso por nova consulta para diagnóstico e tratamento.

Um dia de cada vez. Vai ser fácil esperar? Não. Mas vai ter que ser. Até lá, é tentar esquecer e manter a filosofia de um dia de cada vez… Não vai ser nada de extraordinário. E vai ter tratamento. É só isso que desejo, mais nada.

Amanhã? Será melhor. E logo se vê… Por hoje só queria colo. E sentir-me protegida e segura. De resto, será o que tiver que ser… Logo se vê…

{#172.194.2023}

Quarta feira, dia do meio. Dia nim, nem não nem sim. Ao mesmo tempo, aquela sensação de ser quinta feira. Que não é.

Não se passou nada de especial durante o dia com a excepção do Yoga ao fim da tarde seguida do pôr do Sol na praia em dia de Solstício. E que pôr do Sol fabuloso! Por pouco não o perdia. Mas cheguei até ele a tempo.

E o Yoga…uma bela aula de relaxamento. E no final uma conversa com o professor, que é daquelas pessoas que olha para nós e vê para lá do que é visível. “Você está melhor”, disse-me ele, “já tem outro brilho”. A verdade é que já me sinto melhor. E isso é tão importante.

Amanhã é dia de consulta numa especialidade para a qual ainda não estou preparada: neurologia. Para análise de um relatório que menciona palavras que não acho piada: isquémia.

Vamos ver como corre a consulta e o que tem o médico da especialidade a dizer. Tirando isso, vai ser um dia bom. E por hoje já chega. Já é muito tarde, mas é dia de Solstício de Verão. E, sabendo que já estamos no Verão, sinto-me mais aconchegada. Agora é aproveitar cada momento que surge sem necessidade de casaco.

O cansaço, neste momento, aperta. Mal consigo manter os olhos abertos, também pôr causa do ajuste mediação, por isso encerro este dia nim. Amanhã? Vai ser bom. Seja qual qual for o ritmo e o resultado da TAC