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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#111.255.2023}

Sexta feira começa a ser uma espécie de meta que, tantas vezes, parece inalcançável. Todas as semanas me arrasto, cansada, e torço para que o final de dia de sexta feira chegue. Para mais nada que não focar-me no dia seguinte, o único dia da semana em que o despertador não toca.

Entristece-me, claro, que os meus dias se resumam a trabalhar. E perder horas em deslocações. São dias vazios. E o fim de semana não é aproveitado para mais nada que não seja descansar. A adormecer facilmente no sofá e ficar por ali, a recuperar o corpo moído, durante horas a fio. É raro acontecer alguma coisa diferente disto ao fim de semana. E, quando o fim de semana termina, começar novamente uma semana de dias vazios onde o cansaço volta a acumular e o trabalho preenche todos os dias de forma igual. Vazios, sempre.

Estou cansada. Muito cansada. Abuso das noites de sono a correr. Não posso… Sei que não me faz bem nenhum este abuso. Preciso, com urgência, de voltar a entrar nos eixos no que diz respeito à hora de desligar e enroscar.

O cansaço físico, quando em excesso como agora, começa a afectar também o cansaço mental, que cada vez se faz mais presente. E também isso não é bom. Perco os filtros, disparo a palavra escrita pelo éter fora. Às vezes sem pensar muito. E percebo que a quantidade de coisas que vou escrevendo por aqui e ali não são um bom sinal.

Tenho que parar um bocadinho e voltar a tratar de mim. Organizar as ideias. E, acima de tudo, deixar-me parar para descansar cedo. E não o tenho feito…

Amanhã é Sábado, aquele dia aborrecido da semana. Mas também é o único dia em que o despertador não toca. E, mesmo sabendo que preciso de fazer o que tenho que fazer e que também é tratar de mim, não vai ser feito já amanhã. Posso adiar mais uma semana. É tratar de mim, mas não é o mais urgente.

Agora é hora de recolher e enroscar. O que o dia me reserva para amanhã, além de adormecer no sofá? Não sei. Tenho vontade de fazer acontecer. Talvez o tente, talvez tente que aconteça. Porque isso é viver. E eu a única coisa que tenho feito é sobreviver. Mas quero mais do que isso. E preciso de mais do que isso. E mereço mais do que isso. Por isso, amanhã logo se vê. Mas sim, a vontade de fazer acontecer é muito grande. Logo se vê. Para já, o mais importante e mais urgente é descansar…

{#110.256.2023}

Quinta feira. 22h45m. E ainda não sei como vou conseguir chegar a sexta feira… É já amanhã? É. Já me deitei? Já. Mas of cansaço acumulado faz-se sentir com demasiada intensidade…

Tenho que, urgentemente, retomar o hábito de me deitar cedo. Ou isto ainda corre mal…

{#109.257.2023}

Às vezes, aquilo de que sinto mais falta, é de ter alguém com quem conversar. Simplesmente conversar. E quem diz às vezes diz todos os dias.

Conversar. Simplesmente conversar. Com sushi ou sem sushi a acompanhar. Com vinho ou sem vivo. Com café ou sem café. Conversar. Simplesmente conversar… De viva voz. Ao vivo e a cores. O telefone já não me é suficiente. Até porque passo 8 horas por dia ao telefone e cansa-me não ver quem está do outro lado.

Sim, todos os dias sinto falta de ter com quem simplesmente conversar. Afinal, tenho tanto para dizer. Importante ou não, não interessa. O que interessa é que sim, tenho tanto para dizer. Também por isso é que vou escrevendo. Cada vez mais. A palavra escrita, depositada no éter, não me leva a lado nenhum. Porque, lá está, falta-me ver quem está do outro lado.

E faz-me falta conversar. Simplesmente conversar. Sem mais. E, de preferência, sem pressa e sem horário. Deixar a conversa fluir. Sobre seja que assunto for. Desde assuntos mais sérios até aos assuntos parvos que podem, eventualmente, acabar em piadas.

São demasiadas horas comigo mesma. Só comigo mesma. E na minha cabeça a conversa não pára. Mas não está lá mais ninguém que não eu.

É importante conversar. Simplesmente conversar. Falar. E ouvir o outro, vendo-o ali tão perto. E sentir a conversa. E eu sou de sentir. Tudo. Até a conversa.

Sim, do que tenho sentido mais falta é de ter alguém com quem conversar. Simplesmente conversar…

{#108.258.2023}

É-me cada vez mais necessário escrever. Desta vez não para exorcizar fantasmas como até há uns tempos, mas simplesmente para comunicar. Para me sentir viva como se, ao escrever, ao comunicar, provasse a mim mesma que sim, existo. Que sou real. Que faço parte. Do quê, não sei. Mas de alguma coisa…

Nem sempre é bom sinal quando dedico demasiado tempo às palavras escritas que vou deixando aqui e ali. Mas também não posso dizer que seja um sinal de alarme. Não é. Porque of que escrevo hoje já não é sofrido, doído como há uns tempos. É apenas algo que sai de mim. Que faz parte de mim. Do que vivo mas, acima de tudo, do que sinto. Como sinto. Intensamente, como sempre.

Escrever faz parte de mim. Já não o faço em papel há muito tempo. Vou soltando palavras no éter. Que ficam por lá para quem as quiser ler. Nunca procurei leitores e vou continuar a não procurar. Não é isso que me interessa. Interessa-me, apenas, deitar cá para fora o que vai cá dentro.

Começo a dispersar a escrita quando, em tempos, aceitei que este seria o meu local de reflexão ao final do dia. Continua a ser. Mas a verdade é que vou tendo, ao longo do dia, vários momentos desses. Não sei se é bom. Se calhar é apenas um reflexo do muito tempo que passo sozinha com a minha cabeça. Mas, recentemente, percebi que páro muitas vezes para escrever (muito) sobre o que trago comigo.

Não é um sinal de alarme. Não estou mal, muito pelo contrário. Mas nem por isso deixo de perceber o quanto me tenho dedicado à palavra escrita…

…e a palavra escrita sabe-me tão bem, tão certo… Será, claro, para continuar. No éter, sempre no éter. Lê quem quiser e eu não preciso de saber se alguém lê. Basta-me escrever. Para mim é o suficiente.

{#107.259.2023}

Não sei que idade tem. Nem tento adivinhar. Quase diria que tem idade para ser minha avó. Mas depois lembro-me da minha idade: 27 anos com 19 de experiência. Talvez ainda seja possível ter idade para ser minha avó, não faço mesmo ideia.

Apoia-se numa bengala a grande custo. E acredito que entrar e sair do autocarro seja, para ela, uma daquelas aventuras penosas, tal é a dificuldade notória que tem em mover-se.

Sentou-se ao meu lado. Mas, para se sentar, perguntou se se podia apoiar em mim. Disse-lhe que sim, claro. Deixou-se escorregar para o banco ao meu lado, aquele que fica do lado do corredor sem protecção ou braço de apoio. E, nas curvas, bem que era necessário.

Deixou-se ficar apoiada a mim. Perguntou-me se me importava que levasse a sua mão na minha perna. “É para não cair”, disse-me meio envergonhada. Claro que não me importo, disse-lhe. E assim vamos da Praça de Espanha até à Costa, com algum trânsito no caminho e algumas curvas apertadas que a fazem apertar-me o joelho num aperto que não me incomoda.

Já não tenho nenhuma avó. Mas tenho saudades. Porque, tenho a certeza, se fosse hoje os nossos passeios de avó e neta também seriam assim.

E, de repente, lembrei-me da D. Carlota que ajudei em 2016 a percorrer 100 metros em mais de 60 minutos. Que me agradeceu quando a deixei no banco e pediu-me um beijinho. Em troca pedi-lhe um abraço e que não voltasse a sair sozinha de casa.

E agora, no autocarro, esta avó que não é minha quis dar-me a pregadeira que trazia com ela como agradecimento. Recusei. Ela insistiu. Voltei a recusar. E disse-lhe que se me desse um beijinho eu aceitava e ficava feliz. E assim foi. Deu-me um beijinho e eu dei-lhe um sorriso. Ainda não chegámos à minha paragem e ela continua agarrada à minha perna. Mas eu vou sair já na próxima paragem…

Rita. A senhora que veio ao meu lado hoje no autocarro chama-se Rita. Porque eu gosto de saber o nome das pessoas. Assim como soube o nome da D. Carlota que ajudei em 2016 e que, na altura, me fez ganhar o dia simplesmente porque confiou em mim para a ajudar a percorrer aqueles longos 100 metros que demoraram mais de uma hora a serem percorridos devido à extrema dificuldade daquela senhora em deslocar-se (e que, mesmo assim, arriscou ir à rua sozinha para ir ao banco).

A D. Rita. Só o facto de se ter sentado ao meu lado e ter confiado em mim durante toda a viagem para não cair, fez-me ganhar o dia.

Gosto de saber o nome das pessoas. E gosto de momentos como aquele de 2016 em que me cruzei com a D. Carlota ou a viagem de hoje ao lado da D. Rita. Nenhuma delas sabe, mas fizeram-me ganhar o dia. E não duvido que, tenha sido em 2016 ou tenha sido hoje, fiz a diferença no dia de alguém.
E isso é tão bom.

{#106.260.2023}

Domingo. Extremamente preguiçoso, claro.

Ainda de ontem: o Universo continua a deixar cair-me no colo várias surpresas. Coisas que não estou à procura, ainda que tenha aberto a porta ao que pudesse vir. No fundo, coisas que não estou à espera. Porque sempre achei que não as merecia. Mas, de há uns meses para cá, decidi que estou eu em primeiro lugar e que sim!, mereço coisas boas a acontecer. E nas últimas semanas elas têm surgido. Uma atrás da outra. Uma de cada vez. Para poder gerir o que vou recebendo.

Amanhã, dia de regresso à rotina depois de um fim de semana muito preguiçoso e em que dormir e descansar foram a prioridade, é também dia de voltar a esperar que o telefone toque. Continuo a acreditar que sim, vai tocar e trazer boas notícias. Só precisa de tocar…

Continuo a sentir-me muito cansada. Precisava de mais uns dias de fim de semana. Mas, não sendo possível, repito a mim mesma que tenho que voltar a entrar nos eixos no que diz respeito à hora de recolher e enroscar. Ainda não vai ser hoje que isso vai acontecer. Mas vou mesmo ter que voltar a organizar-me para conseguir dormir cedo.

Seja como for, amanhã será um dia bom. Porque eu quero que assim seja. E porque mereço que o seja.

{#105.261.2023}

Sábado extremamente preguiçoso. Acordar muito tarde, sair de casa para tomar o pequeno almoço na esplanada do costume, voltar para casa, aninhar-me no sofá e apagar em menos de nada.

Também isto é tratar de mim. Dormir quando é preciso. Descansar quando o corpo o exige.

Agora, depois de jantar, vai haver café e filme por aí. Mas até isso é tratar de mim.

O mais chato deste Sábado preguiçoso? As alergias que estão de volta e em força. Numa relação intensa com os lenços de papel. E sem voz. Falar é algo que faço a custo. Mas, pelo menos, hoje não é dia de trabalho em que a voz é ferramenta essencial. Até segunda feira isto melhora. Ou assim espero.

Agora é esperar mais um bocadinho para que me venham buscar. E depois sigo por aí para quebrar a rotina.

Amanhã? Também é dia de descanso.

{#104.262.2023}

Estou muito cansada. De ser tratada como uma máquina de trabalho, que não sou. De ser vista como um número, sou muito mais que isso. Que me exijam quantidade quando eu aposto na qualidade.

Sim, estou muito cansada. Quando tudo o que fazem é exigir sem dar nada em troca.
Soube-me bem ser cumprimentada pela responsável da qualidade do projecto depois daqueles 97%? Soube, não nego. Deixaram de me tratar como um número ou uma máquina de trabalho? Não.

Gosto do que faço, sem dúvida. Mas também gosto e, (oh espanto!,) preciso de respirar. Respirar entre chamadas. Se, quando iniciei ali há 19 meses ainda tínhamos 15 segundos entre chamadas que entravam, agora não temos nem um segundo. E, tantas vezes!, respirar é preciso. Ainda não acabei uma chamada e já está a entrar outra. Porque, lá está, é preciso atender o cliente o mais depressa possível. Porque está há algum tempo à espera que o telefone seja atendido. Porque somos muitos, mas não somos os suficientes para o volume de chamadas que nos chegam. Porque, para quem manda, para quem tem o diploma, nós, que somos quem põe a máquina a funcionar, não precisamos de respirar entre chamadas. Nem podemos parar um bocadinho para recuperar de uma chamada mais difícil. Não podemos nada. Mas tudo nos é exigido. Sem dar nada em troca.

Sim, estou cansada. Muito cansada. De ser tratada como uma máquina de trabalho, que não sou! De ser vista como um número. Quando sou muito mais do que isso.
Estou muito cansada. Gosto do que faço? Muito. Gosto das condições em que o faço? Nem um bocadinho…

E sim, estou muito cansada. Demasiado cansada. E o telefone ainda não tocou…

{#103.263.2023}

Quinta feira. E o telefone continua sem tocar…

Toda esta espera está a revelar-se uma verdadeira prova de resistência à minha ansiedade. E, desta vez, apesar de estar sempre à espera que o telefone toque depois das 18h, a ansiedade não passa de uma moínha que incomoda, claro, mas não faz mossa. A verdade é que não se trata de uma situação urgente e absolutamente necessária. Trata-se de algo que, de facto, me caiu no colo numa fase em que estou mais incomodada e chateada. E uma mudança para melhor é sempre bem vinda.

Resta-me esperar. Seja qual for o desfecho, já valeu a pena o reconhecimento. Mas acredito que sim!, vai acontecer. E amanhã terei uma resposta.

Entretanto, vou gerindo a ansiedade e o cansaço acumulado. Um dia volto a entrar nos eixos no que diz respeito à hora de desligar do Mundo e descansar. Hoje ainda não foi o dia…

Para amanhã, não me posso esquecer: um dia de cada vez. Baby steps. E o que tiver que ser, será. Nada acontece por acaso nem fora do momento certo. E daqui até às 18h de amanhã já só faltam 18 horas e 39 minutos.

De resto, o importante sou eu. O estar bem. O ser eu. O resto é apenas o resto. E amanhã vai ser um bom dia. Porque eu quero que assim seja.

{#102.264.2023}

Quarta feira. E o telefone ainda não tocou. Mas nem por isso o dia deixou de ser bom. Começou muito cedo, como começa sempre em trabalho presencial. Mas esta manhã, ainda sem trânsito por causa das férias da Páscoa, foi fácil chegar muito cedo a todo o lado.

Quem trabalha em call center sabe que as chamadas são auditadas e avaliadas. Já tive boas avaliações, também já tive menos boas. E depois tive o resultado de uma chamada recebida ontem e que foi auditada hoje.

O resultado? O resultado fez com que uma alta responsável pelo projecto se levantasse do lugar dela para me vir conhecer, para me cumprimentar e me dar os parabéns. Pela simpatia. E pelo profissionalismo. Lembro-me perfeitamente da chamada em questão.

Um corretor. Onde, no ano 2000, dei os primeiros passos na área seguradora. Comentei esse facto com o rapaz. “O mundo é mesmo muito pequenino”, disse-me ele. E terminou a chamada a agradecer-me a simpatia e a dar-me os parabéns pelo profissionalismo. Coisa que foi notada e referida por quem me auditou a chamada.

Ri-me e só consegui agradecer e dizer o que me dizem: “eu sou uma fofinha”. E sou. Fazer o quê, né? Nota da avaliação? 97%. Na mesma casa onde, há 13 anos, me disseram “não podes ser tão simpática com os mediadores!”.
Tá bem.

97%? É muito bom. E ver um alto responsável a atravessar aquele espaço imenso para me conhecer e dar os parabéns não tem preço.

É assim que faço o meu trabalho. E por isso mesmo digo, tantas vezes, que a qualidade do meu trabalho eu garanto. E o meu trabalho fala por si. E sim, eu dou mais valor à qualidade do que à quantidade.

Por isso, siga enquanto o telefone não toca!
Estou muito contente, não nego. Porque esta também sou eu.

{#101.265.2023}

Terça feira e o telefone ainda não tocou. Ainda é cedo, eu sei. A semana ainda ontem começou. E hoje houve jogo do Benfica que, já sei, interfere com rotinas. Amanhã é um novo dia em que, depois das 18h, tudo pode acontecer.

Continuo a acreditar que sim, é possível. E sei que não estou sozinha nesta espera e nesta ansiedade. Quem me pôs isto no colo também está a torcer para que a resposta chegue rápido. E, acredito, amanhã vai chegar.

A verdade é que não procurei nada, não pedi nada. Lancei para o Universo a minha frustração das últimas semanas. E o Universo ouviu-me. E foi o Universo que encontrou quem me colocar isto no colo.

Aceito, entrego e confio. Só por hoje. Todos os dias, só por hoje. E sei que, se o Universo me tem posto algumas coisas no meu caminho, é porque as mereço. E porque sou capaz de lidar com elas. Tenho valor para isso. Mesmo que, de um dia para o outro, alguém que não me conhece, não conhece o meu trabalho, me faça sentir como um mero número. Que não sou. O meu valor está cá. Existe. É real. E eu sei o valor que tenho. Cada vez sei mais, cada vez sei melhor. E decido apostar em mim em primeiro lugar. Seja no trabalho, seja no que for. Quem não me vê na totalidade, quem não vê tudo o que sou, não me terá por perto.

Sim, foco-me em mim. Em primeiro lugar estou eu. Há meses que o digo. Há meses que faço por consegui-lo. E agora, quando começo a perder o medo, o Universo abre-me portas que pareciam fechadas. Não estão. E eu não tenho medo de passar para lá dessas portas e aproveitar essas novas oportunidades. Porque ainda acredito que sim, o telefone vai tocar e vai trazer-lhe boas notícias. Tem tudo para correr bem. Mesmo tendo noção que possa correr mal, continuo a pensar positivo. Porque não pode ser de outra forma. Porque acredito em mim. Porque sei o valor que tenho.

Ainda há bloqueios? Há. Ontem comecei o trabalho que tenho andado a adiar. Hoje irei repetir o que tenho que fazer neste novo ciclo iniciado ontem. Serão, ao todo, 28 dias de trabalho em mim. E que me irão ajudar a desbloquear o que há a desbloquear. Que me irão ajudar a seguir aquele que se ser o meu caminho.

Não vou dizer que não tenho medo. Claro que tenho. Mas, tal como me disseram ontem, o medo não faz parte do meu propósito. E, se der medo, vou com medo na mesma.

Agradeço ao Universo e a quem me acompanha. Claro que agradeço. Tanto! Mas não me posso esquecer: um dia de cada vez. Baby steps. Sem pressa. Porque tudo acontece quando tem que acontecer. Nunca antes, nunca depois. É no momento certo. E acredito, muito!, que este é o momento certo.

Amanhã o telefone vai tocar. E vai trazer boas notícias. O momento é este. E as notícias não podem ser outras.

{#100.266.2023}

Segunda feira e o telefone (ainda) não tocou. Mas sei que, muito em breve, vai tocar. E vai ser (muito) bom.

Há bloqueios? Há. E estão a partir todos de mim. E só eu posso quebrar esse ciclo de medo e bloqueios auto-impostos. Ela vai fazendo o que pode, como pode. Mas cabe-me a mim a tarefa de limpar o que é de limpar. Desbloquear o que é de desbloquear. Dizer não ao medo. E aceitar o que, nos últimos dias, o Universo me tem mostrado que sim, é para mim.

A minha sorte? É ter à minha volta quem me para além do que escrevo, que me para além do que mostro, que me guia e me dá o empurrão que tantas vezes preciso. São Luz no meu caminho. E o meu caminho já não permite Sombra, apenas Luz.

Hoje, centésimo dia do ano, é um bom dia para me voltar a dedicar ao que me faz bem. E a tratar de mim daquela forma que ninguém vê mas que todos notam. É o início de um novo ciclo. E um novo ciclo que se quer livre de medos e bloqueios auto-impostos.

Tratar de mim. E abrir a porta ao que de bom o Universo tem para me dar. E, só na última semana e meia, os sinais são mais que muitos. Por isso, só por hoje aceito, entrego e confio.

{#099.267.2023}

Sim, o dia de ontem foi longo, mas terminou muito depois do que eu pensava que ia terminar. E tudo por causa de uma mensagem que chegou já o relógio ia longe na noite.

Uma mensagem que não esperava, de alguém que já não esperava. Já tinha aceite o que achava ser o desfecho daquilo que nunca foi. Ou que foi o que tinha que ser quando teve que ser.

Li a mensagem. Reli. Respondi. Conversámos. Foi bom ter lido o que li. Foi bom termos conversado sobre o que foi dito nessa mensagem, sobre o que foi sem nunca ter sido, que foi quando teve que ser.

A porta ficou aberta. Se se vai desenvolver alguma coisa? Alguma nova conversa tão aberta como a de ontem? Não faço ideia. Mas a porta ficou aberta. E o que a vida me trouxer, eu recebo. E só depois de receber posso decidir se quero ou não o que a vida me trouxer. Sem saber antes o que é, sem ter a porta aberta a novidades, aí é que não posso decidir nada.

Não esperava, de todo, ler o que li, o que me foi transmitido. Se foi sincero? Quero acreditar que sim. Talvez seja demasiado crédula, não sei. Mas vou dar tempo ao tempo e tentar perceber se palavras e actos estão em sintonia. E aí tiro as minhas conclusões.

Mas soube bem, não nego. Não sei ainda o que o Universo me está a querer dizer com mais isto que me cai no colo. Mas, com tempo, hei-de entender.

De resto, o Domingo foi só mais um Domingo. De, finalmente, acordar tarde porque este Domingo não teve horários. A consulta semanal com o terapeuta fofinho foi adiada para amanhã, o que me permitiu simplesmente desligar o despertador e dormir até acordar espontaneamente quando me apeteceu: tarde.

O corpo continua a pedir descanso e o fim de semana, mesmo contando com três dias e meio, ainda não foi suficiente para recuperar. Amanhã volta a rotina do trabalho, ainda a partir de casa. E inicia-se a contagem do tempo até às 18h, hora a partir da qual posso vir a ter notícias. Esta semana terei. Não sei se já amanhã. Nem sei se as notícias serão as que quero. Mas sei que vou contar as horas até chegar ao fim do dia. Depois será o que tiver que ser. Mas quero muito que seja um “sim” a algo que eu não procurei mas que me encontrou. Vamos ver…

Amanhã, nova semana. Regresso à rotina de trabalho mesmo que ainda em casa. Vai ser um bom dia. Porque eu quero que assim seja.

{#098.268.2023}

Sábado. Hoje, sim, é Sábado. Não foi ontem, como tantas vezes me pareceu ontem. Sábado que é, por norma, o dia mais aborrecido da semana. Hoje foi só longo. Muito longo.

Acordar às 5h da manhã com dores de barriga nunca é bom. É, no entanto, normal que aconteça todos os meses. Faz parte de ser mulher. Um comprimido, voltar para a cama, esperar pelo efeito do comprimido, voltar a dormir.

Acordar para lá do meio da manhã. Ainda o desconforto na barriga. Enroscar-me no sofá. Deixar-me ficar assim, quieta e sossegada. Não só pelas dores de barriga mas também pelo cansaço ainda.

O dia de ontem foi puxado. Intenso. E não páro de pensar nela. Ela-que-sou-eu. E sei que tem ainda tanto para me dizer. Ontem não quis falar. Não a censuro. Afinal, eu-que-sou-ela também só falo quando me sinto confortável, mas acima de tudo quando me sinto segura. E ela-que-sou-eu não se sentiu assim. Eu-que-sou-ela também não. Ela-que-sou-eu teve medo que eu-que-sou-ela a magoasse novamente, como fiz tantas vezes antes. E entendo. E aceito. Porque ela-que-sou-eu tem razão. Eu-que-sou-ela magoei-a demasiado e demasiadas vezes. Acho, até, que continuo a fazê-lo. Não de forma intencional. Mas, talvez para me proteger do Mundo lá fora, eu-que-sou-ela acabo por a magoar a ela-que-sou-eu.

Não me esqueço, não há como!, do que senti ontem quando me encontrei com ela-que-sou-eu. A vontade foi protegê-la. Mimá-la. Amá-la. Porque ela-que-sou-eu não é mais do que amor. E, ao perceber isso, ambas quisemos chorar. Nenhuma conseguiu fazê-lo. Ou, pelo menos, as lágrimas não caíram. Chorámos como choramos sempre: por dentro. Mas as lágrimas, essas, teimaram em não cair.

É um bloqueio. É uma forma de nos protegermos. Mas é importante que essas lágrimas, um dia, caiam. E, no dia em que isso acontecer, é sinal que ela-que-sou-eu confia em mim, eu-que-sou-ela. Mas, para que isso aconteça, é preciso que eu-que-sou-ela primeiro lhe peça perdão. Por tudo. E mostrar-lhe que a amo. Porque amo, de facto. E ninguém pode voltar a fazer-me acreditar que eu-que-sou-ela e ela-que-sou-eu não merecemos ser amadas. Merecemos!

Não, ainda não deixei de processar o que se passou ontem. Vai levar demasiado tempo até ser esquecido, se é que algum dia o vou esquecer. Se quero repetir? Se quero voltar a vê-la? A dar-lhe a mão? Quero! Muito! Porque ela sou eu. E eu sou ela. E o meu caminho também passa por me reencontrar. E sei que ela-que-sou-eu é parte fundamental nesse reencontro. Mas primeiro eu-que-sou-ela tenho que lhe pedir perdão por tudo a ela-que-sou-eu.

Se o caminho é fácil? Não, nem por isso. Mas é possível de ser feito. Especialmente sabendo que não estou, de todo, sozinha.

Um dia de cada vez. Em primeiro lugar estou eu. Depois? Logo se vê. Mas amanhã será um dia bom. Porque ela-que-sou-eu está comigo, sempre. E eu-que-sou-ela estou sempre lá também, mesmo que já a tenha magoado muito.

{#097.269.2023}

Dia de sair da zona de conforto e explorar outra parte de mim. Literalmente sair de mim. Para me encontrar comigo. Pode não parecer, mas sim, faz sentido. Porque eu não sou só o momento presente. Sou muito mais do que isso. Sou também quem já fui e que nunca deixarei de ser. E que, já tendo sido, estou sempre presente em quem agora sou. É confuso? Para quem está de fora talvez. Não tem que fazer sentido para mais ninguém que não eu. Para ela-que-sou-eu, para eu-que-sou-ela. Somos duas, mas na verdade somos só uma. E ela-que-sou-eu está cá sempre para mim, eu-que-sou-ela.

Fui visitá-la. Vê-la. Tentar falar com ela. Ela não quis falar. Não a critico. Durante tanto tempo não a tratei como devia. Não a protegi como devia. Não a amei como devia. Porque sempre me ensinaram que não merecia esse amor. Mas hoje, ao vê-la percebi que me ensinaram de forma errada. Porque sim!, ela merece esse amor que me disseram que não. E porque ela-que-sou-eu não é mais do que apenas amor. E senti esse amor nela e por ela. Mas senti-a triste também. Abracei-a, pedi-lhe perdão, mas ela continuou triste. Sei que tenho que lhe dizer mais vezes que a amo, como eu sei, porque o senti, que ela me ama a mim. Ela-que-sou-eu é amor. Apenas isso. Eu-que-sou-ela também. Mas desencontrámo-nos algures por aí. E eu, admito, esqueci-me dela. Não lhe dei a atenção que ela-que-sou-eu precisava. Não lhe dei nada, na realidade. Quando lhe devia ter dado tudo. Porque ela sou eu.

Entendo que ela não tenha querido falar comigo. Mas não foi preciso dizer nada para eu-que-sou-ela perceber o amor que não lhe dei mas que, no fundo, ambas somos. Porque ela-que-sou-eu e eu-que-sou-ela somos uma só. E não somos mais do que amor.

Vou continuar a pedir-lhe que me perdoe. Vou continuar a agradecer-lhe tudo o que sempre me deu, o que continua a dar e, também, o que ainda dará. E sei que assim, eu sentir o meu pedido de perdão, ela me vai falar. E vai-me dizer o que preciso saber. Mas, parecendo pouco, mesmo ela-que-sou-eu não tendo falado, não tendo dito nada, disse-me tanto. Deu-me tanto.

Ter ido ter com ela foi uma experiência única. Tê-la visto, sentido, dado-lhe a mão, vê-la correr e saltaricar, foi uma experiência que não tem descrição possível. Mas não me esqueço que, apesar de tudo isso, ela estava triste. E também eu fiquei triste por senti-la dessa forma. Não quero que ela-que-sou-eu continue assim. Tenho que lhe repetir que a amo. Tenho que lhe agradecer por tudo o que me dá. E tenho que lhe pedir que me perdoe.

Espero voltar a vê-la. Quero muito. Mas antes disso tenho que aprender o perdão. Para que, quando nos virmos novamente, o sorriso dela-que-é-o-meu já não seja tão triste. Não duvido que ela me vá perdoar. Mas sei que, antes dela me perdoar, tenho que a amar. Proteger. Respeitar. Dar-lhe o que não dei durante tanto tempo porque me ensinaram que não o merecia. Não. Não é verdade! Ela-que-sou-eu sempre mereceu esse amor que eu-que-sou-ela lhe neguei. Mas não é tarde demais para começar a trabalhar nesse amor, a fazer-lhe chegar esse amor. E pedir-lhe perdão por tudo aquilo que falhei com ela. Ela que, na realidade, sou eu.

Sim, visitá-la foi uma experiência única. Sem descrição possível. Que só quem já passou por isso entende. Foi uma viagem em estado alfa. Que, já não me lembrava, me é muito fácil de atingir. Mas de onde voltar pode ser muito difícil. Se quero voltar lá? Muito. Seja esse “lá” onde for. Só sei que é um “lá” muito bom. Muito bonito. Onde já tinha estado uma vez. E de onde nunca quero sair. Tenho que ser puxada de volta. E demoro a reencontrar-me. A recentrar-me. Mas sim, quero muito voltar lá. Porque sei que lá, seja “lá” onde for ou o que for, ela-que-sou-eu vai lá estar, como está sempre mesmo eu-que-sou-ela me esqueça… E, esquecer-me dela, é esquecer-me de mim. E não posso continuar a fazê-lo.

Já há uns meses que o digo: o mais importante sou eu. Agora, só preciso de me lembrar disso todos os dias.

{#096.270.2023}

Quinta feira. Daquelas em que só se trabalha de manhã. O dia de trabalho começou às 8h30, terminou às 13h. E o sono e o cansaço sempre muito presentes.

Terminar o trabalho, almoçar, beber café. Sem pressa porque já não havia horário a cumprir. A única coisa a cumprir, uma promessa que fiz a mim mesma: descansar. Aconchegar-me no sofá deixar-me ir. Ainda dei pela chegada das 3 da tarde. Só voltei a dar pelo Mundo lá fora poucos minutos antes das 7… Foram quase 4 horas em que simplesmente apaguei. O sono e o cansaço assim o ditaram. Assim o exigiram. E eu, claro, obedeci.

Tinha pensado em, amanhã, fazer o mesmo: descansar. Não vai acontecer. Mas vai valer a pena. Vai ser bom. Vai ser mais um passo naquele que sei ser o meu caminho. Não sei exactamente ao que vou. Mas entrego e confio. Porque sei que faz parte do meu caminho.

Amanhã ainda não é sábado. Por momentos convenci-me que sim. Esqueci-me que ainda é feriado. O que quer dizer que ainda vou ter tempo para descansar e recuperar. E é disso que preciso. Tanto. Mas amanhã, mesmo com horários de transportes públicos que tenho que respeitar porque a distância assim o dita, vai ser bom e vai valer a pena.

Por hoje? Está feito. Amanhã é um novo dia. E o meu caminho chama por mim.

{#095.271.2023}

Quando as oportunidades aparecem, especialmente quando nem sequer estamos à procura delas, há que aproveitá-las. E se nos caem no colo temos mesmo que agarrá-las. Dar o primeiro passo às vezes é o mais difícil. Mas temos que o dar.

E hoje dei. Não foi bem o primeiro, na verdade. O primeiro foi dizer sim. Hoje foi o passo de quem quer seguir este caminho que simplesmente surgiu. Que me caiu no colo. Ou será que caiu do céu? Não sei. Sei que tinha que acontecer, apenas. E este é o momento. Porque tudo acontece quando tem que acontecer. Nunca antes, nunca depois.

Uma conversa, que era obviamente necessária, que fluiu com grande naturalidade. Diversos pontos de ligação. Pessoas e sítios em comum. Muito boa energia ali. Senti-me bem ali. Bem recebida. Quase acolhida. E isso é tão bom quando acontece.

O resultado dessa conversa? Ainda não sei. Terei que esperar até à próxima semana. E ainda falta tanto tempo… Sei que tem tudo para correr bem. Mas também sei que pode não correr. Está tudo em aberto. Se o resultado for negativo, não é problema. Afinal, não estava (nem estou) à procura de nada. Mas claro que, se for positivo, tudo muda. Para melhor. E põe fim a um cenário que me tem incomodado nos últimos tempos.

Tudo isto que está a acontecer serve também para me recordar do meu valor. Que às vezes me esqueço. Umas vezes porque sou mesmo assim, de me desvalorizar. Outras vezes porque há quem me tente desvalorizar. E, nos últimos tempos, tem sido esta segunda opção que mais me tem incomodado. Mas, esta semana, com tudo o que está a acontecer, vejo, ou relembro!, que essa segunda opção não é uma opção válida. Porque eu sou muito mais e muito melhor do que me tentam fazer acreditar.

Sim, tem sido uma semana intensa de emoções. Das boas! E as emoções também cansam. E, se já andava cansada, agora sinto-me esgotada. Desejosa que o fim de semana chegue para poder recuperar. E este fim de semana conta com três dias e meio. Portanto, amanhã a partir das 13h entro em modo descanso. E que bem preciso e mereço.

Sei que, antes de segunda feira, não vou saber se o resultado da conversa desta manhã é o que se pretende ou não. Portanto isso vou tentar esquecer um bocadinho e gerir a ansiedade e as expectativas. Sem nunca esquecer que o resultado também pode ser um não.

Vamos ver. Será o que tiver que ser. Por agora acalmo a ansiedade e descanso. Amanhã? Logo se vê.

{#094.272.2023}

Dia muito longo e difícil por causa de uma mega crise de alergia que me espirrar o dia todo. Fazer atendimento telefónico é muito giro, e é!, mas quando o nariz nos faz espirrar sem parar mesmo que estejamos em linha com um cliente, não tem piada. Crise de alergia que se traduziu numa só palavra: desespero. Foi isso que senti todo o dia. O anti-histamínico ainda não fez efeito totalmente. Mas já está a ajudar. Agora é urgente melhorar. Porque amanhã é um dia importante. Não procurei por ele. Mas ele veio ter comigo. Talvez porque está na hora certa.

Se tenho medo? Claro que sim. Mas mesmo com medo aposto na vitória. Porque tem tudo para correr bem. E vai correr bem! Quem mo garante? Ela, quando me encontrou no caminho de regresso a casa depois do café de final de dia na esplanada do costume.

Sim, vai correr tudo bem. Tem tudo para correr bem. E por agora é só nisso que tenho que pensar. Porque o “Não” está garantido. Mas, se vier um “Sim” para algo que eu nem procurei, não tenho nada a perder.

Sim, amanhã vai correr bem. E, seja qual for o resultado, já estou a ganhar. E só isso importa.

{#093.273.2023}

Acordar, ou ser acordada!, às 5h30 da manhã por uma gata que quer companhia para comer a essa hora sabendo que o dia de trabalho ia começar mais cedo para acabar mais tarde. Perceber, pelo canto do olho, uma luz brilhante à janela. Olhar e vê-la. A minha Lua. Quase cheia e linda como só ela sabe ser. Magnífica no brilho àquela hora. Só podia trazer coisas boas para este dia.

O dia de trabalho começou mais cedo. Mas foi tranquilo. A meio da tarde, receber uma mensagem. “Quero falar contigo”, dizia-me alguém com quem trabalhei há 13 anos e com quem não falo há vários anos. Tantos que não me lembro quantos.

Ir à esplanada do costume depois de sair do trabalho uma hora mais tarde do que o habitual. E o telemóvel toca. Era ela. E veio com tudo. Mas, ao contrário do que eu costumo pensar, veio com tudo de bom.

Não estava à espera, admito. Mas o que veio, veio na hora certa. Não procurei nada, nem pensava nisso. Mas a oportunidade surgiu e ela lembrou-se de mim. E, por incrível que pareça, lembrou-se, lembra-se!, do meu trabalho naquele tempo, há 13 anos.

Sim, soube muito bem. E sim, é o momento certo. Porque não? Deixou-me, claro, num estado de ansiedade grande. Mas daquela ansiedade boa. Agora é ir com muita calma porque nada está garantido. Mas só o ela ter apostado em mim já vale por tudo.

Amanhã? É dia de dar o primeiro passo. Depois? Logo se vê. É o que tiver que ser. E, acredito, vai ser. Em bom!

{#092.274.2023}

Domingo. Um dia extremamente preguiçoso. Daqueles em que tudo aconteceu devagar, devagarinho. Não houve a consulta habitual com o terapeuta fofinho que foi adiada para terça feira ao fim do dia. Mas não foi por isso que dediquei a manhã a descansar.

Acordei pouco depois da hora habitual de Domingo. Tomei o pequeno almoço. Cheguei a beber café. Mas não serviu de nada. O cansaço venceu. Pouco depois voltei para a cama. E fiz o que precisava e o meu corpo me exigia: dormir.

O fim de semana foi aquilo a que vulgarmente chamo de desperdício porque não fiz absolutamente nada. E tenho coisas para fazer. Para tratar de mim. Mas, quando o corpo exige que páres, só podes parar. Por isso, apesar de parecer desperdício de tempo, sei que não foi. Foi, acima de tudo, tratar de mim.

Não vai ser hoje, ainda, que vou iniciar um novo ciclo dedicado a mim. Mas não me posso esquecer de mim. Sei que não só tenho que o fazer como preciso.

Amanhã é dia de regressar ao teletrabalho. Eu só isso já me vai ajudar a recuperar o corpo. Vou poder dormir mais um bocadinho. Mas também é preciso voltar a entrar nos eixos no que diz respeito a horários. Como agora. Passa das 23h50 e ainda aqui estou… Não posso. Tenho que voltar a desligar cedo. Só assim o corpo aguenta. E, o corpo estando bem, tudo o resto melhora.

Por hoje já chega. O fim de semana passou a correr? Passou. Mas o próximo vai-me trazer três dias e meio para tratar exclusivamente de mim. E é isso que me interessa agora: tratar de mim. O resto? Vem depois. E logo se vê.