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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#071.295.2023}

Domingo depois de uma noite em que dormir foi uma tarefa difícil… Inquietação instalada, ainda muito zangada…

Acordar carrancuda, ainda a sentir a inquietação e irritação. Consulta com o terapeuta fofinho onde percebi que estou para lá do limite que imponho a mim mesma. Desabafei, reclamei, extravasei. Se fiquei melhor? Não. Nem por isso. E rapidamente percebi que o dia não iria ser fácil. E não foi…

Impaciente, intolerante, azeda, Impossível de me aturar a mim mesma. E, na minha cabeça, sempre os números e os resultados que não correspondem ao que me foi transmitido. E, como sempre, a não fazer sentido…

Sair para almoçar, chegar a casa ao final da tarde e ir reler o que me foi transmitido. Andei o dia de ontem inteiro para o fazer. Fui adiando porque precisava de desligar de algo que me está a fazer mal.

Ler. Para ter a certeza que não estava errada no que tinha pensado. Reler. E ler novamente. E quanto mais lia, menos sentido me fazia. E quanto mais leio, menos sentido me faz! Nada daquilo faz sentido! E não sou eu que o digo, são os números! Que são gerados pelo sistema, portanto números que não podem ser alterados. Que a mim me dizem A mas que a quem deviam dizer o mesmo dizem B. E mais uma vez li o que me foi transmitido e a justificação que me dão é que os meus resultados são maus mas os números dizem o oposto. Não entendo… E sim, preciso que me expliquem!

Já me têm dito que estou a complicar. E provavelmente amanhã será o que me vão dizer também. Mas porra! Não estou! Qual é a parte de simplesmente querer entender que não estão a perceber?!

Sim, isto agarrou-se a mim com força e não estava a querer soltar. Está a consumir-me e a fazer-me muito mal. Como há muito tempo algo não me fazia tão mal. E não está a ser fácil. Nada fácil lidar com isto. Desde sexta feira que digo que só me apetece chorar. Porque, de facto, é só o que me apetece! E há muito tempo que nada me fazia ter vontade de chorar!

Isto vai ter que melhorar. A palavra de ordem agora é serenar. Se é fácil? Não. Nem um bocadinho. Mas tenho que serenar. Ou não vou, mais uma vez, conseguir dormir. E amanhã o despertador toca às 6h. Já passa da meia noite e eu aqui estou inquieta, irritada, zangada. E com vontade de chorar.

Não vou chorar. Não posso permitir que isto me consuma a esse ponto. Nada disto me faz bem nenhum. E tem que melhorar rapidamente.

Amanhã, no trabalho, espero conseguir obter respostas. Depois de as ter sei que a inquietação acalma. Porque eu só quero que me expliquem aquilo que, depois do que li e reli, não faz sentido nenhum!

Não, não estou a complicar porra nenhuma. Mas estou a ser consumida por uma estupidez que não faz sentido! E não posso.

Amanhã? Logo se vê. Mas esta coisa que me consome vai ter que melhorar…

{#070.296.2023}

Sábado. Dia de recuperar depois do estado de zanga de ontem. Percebi, no entanto, que ainda não desliguei o chip. Continuo zangada e muito focada em segunda feira.

Foi dia de procrastinar. Não fazer nada. Acordar tarde. Adormecer no sofá ao final da tarde. Ir à rua beber café já tarde e deixar-me ficar por lá. Ao mesmo tempo, do outro lado das mensagens, um convite. Que tenho vontade de aceitar. Mas que não sei…

A descoberta pode ser boa. Mas, claro, precisa de tempo. E tem que começar por me descobrir a mim. Ainda é um percurso longo. Ainda muito caminho por desbravar. Mas não desgosto de mim e do que vou descobrindo, redescobrindo e confirmando.

Tenho, ainda, muito trabalho a fazer. Em mim. Por mim. Para mim.

Amanhã é dia de consulta com o terapeuta fofinho. E, depois de ontem, é tudo o que estou a precisar. Vai-me ajudar a desacelerar, a recentrar as ideias. E, talvez, a encontrar um caminho para lidar com a injustiça.

Sim, amanhã será melhor. E será, também, para descansar o corpo e preparar o regresso às rotinas de horários absurdos e impróprios impostas pelo trabalho presencial.

Sem dúvida, amanhã será melhor. E será um dia bom. Porque eu quero que assim seja. E só isso importa.

{#069.297.2023}

Sexta feira e mais um dia em que trago as chatices do trabalho comigo depois do horário de saída.

Nunca gostei de ser tratada como máquina de trabalho. Porque não é isso que sou. Sou, antes de mais e acima de tudo, um ser humano. E, como ser humano que sou, também não gosto que tentem fazer de mim parva. Porque também não o sou. E pegarem em supostos resultados do mês de Janeiro que não correspondem à verdade para decidirem algo tão simples como manter ou não o teletrabalho é quererem atirar-me areia para os olhos.

Dizerem-me que os meus resultados de Janeiro são maus porque em quatro parâmetros falhei três, é não saber ler um ficheiro de Excel que diz que em quatro falhei UM. Saber ler esses resultados não é tarefa minha. Mas vou ter que ser eu a ensinar quem supostamente devia saber o que está a fazer…

Estou muito zangada. Tão zangada. Como há muito tempo não estava. Há tanto tempo que não me lembro da última vez.

Ainda não aprendi a desligar quando o horário de trabalho termina. E hoje não está fácil mesmo… Já percebi que segunda feira de manhã me vou chatear. Mas há coisas que não entendo. E, quando não entendo, questiono. E, se sei que algo está errado, aponto o erro.

Logo se vê como vai correr. Mas, e percebi no primeiro dia, dali não vem nada de bom.

Agora é tentar desligar mesmo. Continuo zangada e espero que o fim de semana ajude a passar esta coisa. Segunda feira logo se vê… É continuar a encolher os ombros, sorrir e acenar. Desta vez não tenho dúvidas: não sou eu que estou errada.

{#068.298.2023}

Decididamente, não sou de Letras. Mas sou das letras. E por isso escrevo. Aqui e ali, vou escrevendo. Porque tenho sempre alguma coisa a dizer. Com mais ou menos importância ou até sem importância nenhuma. Mas preciso de dizer alguma coisa. No fundo, comunicar. Só isso. Tão isso.

E quem quer ler, lê. Quem não quer, está bem.

Não, ainda não é hoje que deixo de escrever… Porque preciso. E porque, sem escrever, não sou eu…

{#067.299.2023}

Hoje é daqueles dias em que não me apetece fazer a reflexão diária de todos os dias dos últimos oito anos e meio. Apenas porque, durante todo o dia, fui tendo momentos de reflexão. É Dia da Mulher? É. E nunca este dia me incomodou tanto como hoje. Não sei explicar porquê. Não foi o dia em si. Reconheço-lhe a importância e a necessidade de existência. Mas a ignorância à volta deste dia é enorme. E acho que é isso que me incomoda. Ouvi, vezes sem conta ao longo do dia, aquela frase vazia “Feliz Dia da Mulher”. Nem sempre pude responder como queria porque muitas vezes, tantas vezes, eram clientes a quem só podia agradecer. Mas a quem podia, de facto, responder, disse sempre o mesmo: “Obrigada, mas ainda há muito trabalho para fazer”. Porque há, de facto.

Tenho noção de que sou uma privilegiada por não ter sido, ainda, discriminada por ser Mulher. Ou, se o fui, nunca o fui numa situação de maior dimensão. A verdade é que não me recordo de alguma vez ter acontecido. Mas sei que não é assim em todo o lado. Sei que há muitas, demasiadas!, Mulheres que são discriminadas simplesmente por serem Mulheres. Às vezes até mais perto do que se possa pensar.

Ingenuamente digo que não peço muito quando peço igualdade, respeito e justiça. Mas, lá está, ainda há muito trabalho pela frente.

Não somos mais do que os homens, mas decididamente também não somos menos. Por isso, não me felicitem [só] por ser Mulher. Não foi uma conquista minha. Sei que devo a muitas mulheres a liberdade que tenho hoje. As regalias? Sim, chamemos de regalias coisas tão simples como, por exemplo, poder vestir o que quiser. Poder conduzir. Poder votar! Poder sair de casa quando quiser. Sim, chamo-lhes regalias. Porque se, para mim, são direitos adquiridos, para tantas outras ainda não passam de sonhos, de realidades que não conhecem porque alguém não lhes reconhece esses direitos, essa igualdade.

Sim, este dia hoje está a mexer comigo. Não me lembro de alguma vez o ter sentido desta forma. Mas a ignorância é uma das coisas que mais me incomoda. E dizerem que “este dia é nosso porque somos lindas e maravilhosas” é um sinal demasiado grande de ignorância. E isso incomoda-me…

Amanhã já toda a gente se esqueceu e riscou mais um dia no calendário. Mas o trabalho continua a ter que ser feito…

{#066.300.2023}

Faltam 300 dias para terminar o ano. Ainda vamos mais do que a tempo de fazer algo de significativo este ano…

Terça feira e o dia que passou devagar. Depois de uma noitada de conversa até às 2h da manhã e que eu estava tanto a precisar e me fez muito bem, o trabalho a um ritmo anormalmente lento. Manter a porta da descoberta aberta pode trazer coisas interessantes.

Amanhã, dia do meio, dia nim, nem não nem sim,logo se vê como será. Esta noite continua-se a conversa que vem desde ontem, mas que não pode, ou não deve, terminar à mesma hora.

De resto, nada de novo a registar… Mais um dia igual aos outros, sem História ou histórias. E é assim todos os dias… É continuar a encolher os ombros, sorrir e acenar. Amanhã será melhor. Seja esse amanhã quando for.

{#065.301.2023}

Há dias mais fáceis que outros. E hoje não tem sido um desses dias fáceis. Ainda não percebi porquê, mas o final do dia tem tido uma qualquer carga pesada que não sei explicar.

Impaciente. Com vontade de espingardar com tudo. E, desde há uma hora, vontade de chorar sem uma razão aparente…

Sinto-me muito sozinha. Sem conversar com ninguém. Sem ver ninguém. O teletrabalho ajuda a isolar-me ainda mais. Mas mesmo com o trabalho presencial não converso com muita gente para além do básico bom dia e até amanhã. Não há tempo para muito mais do que isso.

Desisti de ligar seja para quem for. As últimas vezes que o fiz ou a chamada foi rejeitada ou simplesmente não foi atendida. E, em qualquer dos casos, não houve retorno…

Os canais de comunicação funcionam nos dois sentidos. Por isso, desisti. Porque quem quiser saber, pergunta…

Tenho, também, vontade de dizer olá a quem já provou não merecer o que para mim é o meu bem mais precioso: o meu tempo. Não vou dizer nada, claro. Posso esperar por alguma coisa durante três dias, mas definitivamente não espero por nada três meses. Nem corro atrás de ninguém. Muito menos de alguém que descartou tão facilmente cinco anos de uma suposta amizade que, afinal, não o era.

Estou cansada. Desalentada. Desiludida, até. Magoada? Também. Hoje sinto tudo isto em simultâneo. E há muito tempo que não me sentia assim. Não é bom…

Mas sei que vai melhorar…só pode melhorar. Agora tento desligar o chip, tento esquecer e não sentir. Amanhã? Logo se vê…

{#064.302.2023}

Domingo. Aquele dia em que, mesmo sendo fim de semana, o despertador toca. Consulta com o terapeuta fofinho às 11h implica despertador para as 10h. Tem sido recorrente nos últimos tempos, no entanto, acordar sozinha por volta das 8h30. É chato, porque podia aproveitar para dormir mais um pouco até o despertador tocar. Hoje não acordei sozinha às 8h30. Hoje, como ontem, fui acordada às 7h pela gata que agora decidiu que tomar o pequeno almoço obriga a ter companhia… A comida está lá, sempre disponível seja a que horas for. Mas tomar o pequeno almoço obriga a que alguém esteja ali, de pé, ao pé dela, à espera… Ninguém merece. São só uns breves minutos, é verdade, mas a hora que ela escolhe…ninguém merece!

Acompanhar a gata enquanto come, voltar para a cama. O nariz já dava alguns sinais, mas ainda nada de especial. Até que o despertador tocou às 10h…e começou a tortura!

Domingo que se pode resumir com dois simples verbos: espirrar e dormir! Até ao anti-histamínico começar a fazer efeito passaram-se algumas horas. Até adormecer depois de terminada a consulta não demorou nada. Tinha coisas para fazer? Tinha. Mas, acima de tudo e mais importante, tinha que tratar de mim. E foi isso exactamente que fiz.

Dormir. Pode parecer uma perda de tempo, mas não é. Quando o cansaço nos verga, é preciso parar para recuperar. E hoje o dia foi, todo ele, dedicado a isso. Queria ter saído de casa, queria ter ido ver o mar, queria ter feito tanta coisa. Mas isso seria esquecer-me de mim. E não posso.

Sim, o sofá foi o meu melhor amigo o dia todo. Sofá, mantas e televisão. Nem podia ter sido de outra forma. Agora é hora de recolher e enroscar e voltar a dormir, sabendo que, amanhã, o despertador toca cedo mas não a horas impróprias porque, mais uma vez, fico a trabalhar em casa, a entrar mais tarde. São mais três horas de sono. E três horas fazem uma grande diferença.

Foi, portanto, mais um dia igual aos outros, sem História ou histórias. Sem nada a apontar, sem nada para reflectir, sem nada de nada. Foi o que foi. E foi como tinha que ser, nem podia ter sido de outra forma.

Amanhã? Dia de trabalho a partir de casa. Logo se vê como será. Mas vai ser um dia bom. Porque eu quero que assim seja.

{#063.303.2023}

Sábado, aquele dia que estava difícil de chegar mas que finalmente está aqui! Deu para ser acordada a horas impróprias pela gata que há muito tempo não me acordava, voltar para a cama ainda a uma hora demasiado cedo, dormir mais três horas que me estavam em falta, receber os meus sobrinhos para o almoço, aguentar as dores e o sono durante grande parte da tarde para, quando eles se foram embora, adormecer no sofá em menos de nada.

Sim, os Sábados continuam a ser aborrecidos. Mas hoje, por muito que quisesse fazer diferente, não estava em condições para nada. Ainda não estou, na verdade. Felizmente amanhã ainda é possível descansar e tentar recuperar. Segunda feira é dia de regresso ao trabalho mas, ao contrário do que estava previsto, vou continuar em casa e a entrar mais tarde, o que me vai permitir dormir mais um pouco.

Parece fútil, mas estou mesmo a precisar de dormir. Há muito tempo que não me sentia tão cansada como agora. E as dores não ajudam. Especialmente as dores nas costas. Mas a verdade é que tudo me dói. Costumo dizer, meio a brincar, que a idade não perdoa. E não perdoa mesmo…

Amanhã, dia de consulta com o terapeuta fofinho, vou finalmente poder falar sobre a pergunta que me fizeram sobre o trabalho. Pergunta à qual respondi de imediato de forma negativa, mas que não me saiu da cabeça. Não me arrependo da resposta que dei, mesmo sem pensar e sem levar a sério. Mas a pergunta levantou aquela onde de questões que conheço tão bem e que se podem reduzir a apenas uma: porquê?

Não, hoje não vou pensar mais em trabalho. Aliás, não vou pensar em nada. Sinto-me demasiado cansada para isso. Vou dedicar-me àquilo que tenho em demasia: sono.

Amanhã, depois da consulta, o mais certo será voltar para a cama. E é disso que estou a precisar tanto. As férias estão quase aí, mas tenho que lá chegar o melhor possível…

Sim, amanhã será melhor. Será um dia para mim, para descansar. Se vou sair de casa? Logo se vê. O mais importante agora é recuperar deste cansaço estúpido que me envolve e me pesa. O resto? Logo se vê…

{#062.304.2023}

Sexta feira e a semana que chega ao fim, finalmente. Estava a precisar do fim de semana. Mesmo que três dias da semana tenham sido a trabalhar em casa e a dormir mais três horas, o cansaço acumulado faz-se sentir presente.

Ainda assim, acordar mais cedo do que o previsto é deixar-me confusa quando entro mais tarde no trabalho. Durante muito tempo com a sensação de ser Sábado. Quando não é…

Que venha o fim de semana com tudo o que está previsto, incluindo tempo para descansar.

Amanhã será um dia bom. E isso é que importa.

{#061.305.2023}

Segundo dia em modo teletrabalho temporário. Mais três horas dormidas. E não foi há tanto tempo assim que disse que precisava de mais tempo para dormir…

Eram apenas dois dias, seria de regressar amanhã ao trabalho presencial. Ao confirmar logo de manhã, fiquei a saber que, afinal, mantemos o resto da semana. Se me chateia? Nem um pouco. É mais um dia que ganho em casa, são mais três horas de sono que ganho. Amanhã logo se vê o que me espera na próxima semana. Mas o mais certo é voltar ao trabalho presencial. Seja. Estes três dias já foram muito bem vindos.

Estou farta de ter frio. Todos os Invernos me queixo, eu sei. Mas este está a ser particularmente difícil…

Há 7 anos escrevia sobre ser diferente. Porque o sou, de facto. Não sou uma rapariga igual às outras. E se na altura me incomodava a diferença, ou apenas o facto de me apontarem essa característica, hoje vivo bem com ela. Gosto de ser diferente. Tenho orgulho em ser diferente. Faz de mim única. Como somos todos, na verdade. 1 em mais de 8 mil milhões de pessoas no Mundo. Como não ser única? Como não ser diferente? Sou o que sou. Sou aquela miúda que fica feliz por ter mais um dia em teletrabalho, sou aquela miúda que se repete até à exaustão porque já não aguenta o frio, sou aquela miúda que se sente orgulhosa por ser diferente. Sou aquela miúda que se apaixona facilmente e a valer e mantém essa paixão anos a fio mas que também sabe como se desligar de um dia para o outro porque decidiu ir em busca de si própria. Sou tudo isso e muito mais. Não sou para todos. Nem toda a gente sabe como lidar comigo. Mas quem não sabe é porque de facto não me conhece nem faz um esforço para conhecer. E para esse peditório já dei. Também por isso é que facilmente desligo de alguém. Perceber que alguém não me conhece nem se esforça por conhecer, talvez por não ter interesse nisso mesmo ao fim de 5 anos de interacção diária, faz-me alguma confusão. Ou fazia. Já não faz. Decidi que eu estou em primeiro lugar. Fui em busca de mim mesma. Quem não me conhece nem nunca fez um esforço para me conhecer não me vai acompanhar nessa busca. Porque, agora, quem não quer sou eu.

Esta cabeça hoje está uma confusão. Estou a querer pegar em vários pontos ao mesmo tempo. Não vai correr bem. Por mais nada que não seja simplesmente baralhar tudo e não conseguir desenvolver um pouco que seja com pés e cabeça…

Mas também é isto que eu sou. Com mil coisas na cabeça em simultâneo, que não me largam enquanto nãos lhes dedicar o tempo que for necessário. Como está a acontecer com aquela pergunta que me fizeram na segunda feira, ligada ao trabalho, que me encheu de dúvidas e inseguranças, à qual respondi a quente sem lhe ter dado o tempo necessário para pensar nela e ponderar. Hoje a resposta seria outra. Amanhã tento nova abordagem. A ver como corre. Provavelmente irá deixar-me novamente cheia de dúvidas e inseguranças. E novamente a pensar demasiado como boa overthinker que sou. Mas esta também sou eu…

Preciso de falar sobre tudo isto com alguém. Conversar sobre cada um dos pontos que me incomodam. Porque, na realidade, quando se alojam no pensamento e não me largam acabam por incomodar… Felizmente o fim de semana está a chegar e já falta pouco tempo para mais uma consulta com o terapeuta fofinho, onde posso expôr todas as minhas questões e dúvidas e ouvir quem está de fora e que me ajuda sempre a pôr as coisas em perspectiva…

Sim, preciso de conversar sempre sobre tudo. Não só preciso como gosto de o fazer. Gosto de conversar e desconstruir o que tenho enrolado na minha cabeça. E preciso tanto de o fazer…só assim consigo algum equilíbrio.

Quinta feira. E o frio para o qual já não há pachorra. É hora de recolher, enroscar para aquecer e preparar-me para mais um dia de trabalho em casa. Amanhã? Só por estar em casa e ser sexta feira vai ser um bom dia. O resto? É o resto. E logo se vê…

{#060.306.2023}

Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Dia de trabalho a partir de casa. Aquele dia em que o despertador tocou 3 horas mais tarde do que o habitual. E que diferença! Entrar mais tarde e a partir de casa tem tudo para correr bem. A manhã pode ser um bocadinho confusa porque estou habituada ao horário certo de entrada às 9h. Fico ali um bocadinho perdida até às 10h com a sensação de estar a falhar. Mas não estou. Saio mais tarde uma hora, claro. Às 19h. Mas quando desligo o computador já estou em casa. Não há corrida para o autocarro, não há engarrafamento. Já estou onde devia estar.

É uma situação temporária? É. Apenas dois dias, hoje e amanhã. Mas que valem tanto.

É importante, não nego, o trabalho presencial. Não pelo trabalho em si, que se faz da mesma forma em casa ou presencial. Mas pela rotina de sair, ver e estar com outras pessoas. Faz bem. E, admito, sabe bem. Mas trabalhar em casa, especialmente nesta altura em que ainda está tanto frio, é outro conforto.

Sair de casa todos os dias um bocadinho também se aplica quando saio mais tarde e quando está muito frio, como hoje. Sair de casa e olhar para cima e registar aquele momento em que Vénus e Júpiter aparecem no céu tão próximos. Conjunção, chamam-lhe. Não passa, na verdade, de uma ilusão. Tão perto no céu, tão distantes no Espaço. É um fenómeno que também se pode aplicar a pessoas. Que, à primeira vista, parecem tão próximas mas que, na realidade, estão tão distantes. Conheço, na primeira pessoa, uma ou outra história assim…

Trabalho, trabalho e mais trabalho. Falta aqui um bocadinho mais de mim para além do trabalho e daquele momento breve na esplanada ao final do dia para desligar o chip. Mas e tempo para isso? Resta-me o fim de semana para ter um bocadinho mais de mim no resumo do dia. Um bocadinho de História ou histórias. Tenho que começar a organizar os fins de semana e fazer deles algo de útil…

Entretanto chegou Março, o melhor de todos os meses. O meu mês de renovação. O meu mês de fecho de um ciclo e início do seguinte. Mês, também, de aniversário. Este ano com um número que já me assusta, que impõe respeito, mas que não reconheço como meu. O Cartão de Cidadão diz que sim. Mas eu continuo a achar que a minha idade ficou lá atrás, nos 27. Aí reconheço-me. Aí aceito-me. Aí sou eu. Mas tenho que aprender a aceitar o número que o Cartão de Cidadão me dita. E, apesar de tudo, não me esqueço que chegar até aqui é uma bênção. Nem toda a gente cá chega…

Não vou pensar demasiado no dia em que o número vai aumentar. Ainda falta algum tempo. Gostava de fazer alguma coisa diferente, claro que sim, mas nem sei o quê… Muito provavelmente não irei fazer nada, como sempre. Mas gostava mesmo de fazer alguma coisa diferente…

Logo se vê! Agora é hora de começar a pensar em desligar por hoje. Enroscar para aquecer. E dar o dia por terminado. Amanhã? Será, de novo, um dia longo e frio. Falta muito para a Primavera? Estou cansada do frio… Mas, pelo menos, amanhã ainda estou em casa. E, só por isso, será um dia bom. Assim como foi o de hoje.

O resto que continua a vaguear pela minha cabeça é só mesmo isso, o resto. E não me apetece trazer restos para aqui. Amanhã? Logo se vê. Por hoje chega…

{#059.307.2023}

Terça feira e a semana que ainda agora começou parece nunca mais acabar… Não sei se esta frase faz sentido, mas é exactamente isso que sinto. Parece que já passou muito tempo depois do fim de semana, mas não… E parece uma eternidade até ao próximo fim de semana.

Cansada. Muito cansada. É isso que estou. E a precisar, tanto, de poder dormir sem despertador para o dia seguinte. E só o fim de semana não é suficiente. Felizmente já falta pouco tempo para ter uma semana inteira para repôr energia. Não vou fazer nada essa semana, não vou a lado nenhum, mas vou ter tempo para mim.

E enquanto faço por aguentar o cansaço, vou trabalhando. A dar o melhor que sei, o melhor que posso, o melhor que consigo. E, desde ontem, uma questão que foi plantada na minha cabeça não me larga. Não consegui, hoje, procurar uma resposta. Mas hoje voltou a surgir a mesma questão e, se já me despertava curiosidade, a reincidência só tornou a questão mais importante…

Se calhar não é nada. Ou, se calhar, é a minha insegurança a falar mais alto. Não sei. Não sei mesmo. E amanhã, sem falta, vou em busca de respostas. Tenho que ir. Não posso deixar passar o que, sabe-se lá porquê, parece ser uma aposta em mim… Vamos ver…

De volta ao teletrabalho, ainda que seja apenas por dois dias. Com rotação de horário para entrar mais tarde e sair mais tarde. Sei que, não há muito tempo, disse que deixava de estar disponível para o que me pedissem. Mas pediram. Apresentei as minhas condições, que já eram conhecidas. Aceitaram. Volto a trabalhar em casa, dois dias. Dois dias em que, por entrar mais tarde, me vai permitir dormir até mais três horas. E para o estado de cansaço que me acompanha vai fazer uma grande diferença.

Os meus dias têm-se resumido a trabalho, trabalho, trabalho e mais trabalho. Não pode ser… Mas também não tenho muito tempo para muito mais.

Enfim… Amanhã, dia do meio, dia nim, nem não nem sim, vou à procura das respostas que preciso. Vou voltar a fazer o meu trabalho da melhor forma que sei, da melhor forma que consigo, da melhor forma que posso. Vai correr bem. E vai valer a pena. Vai ser um bom dia. Nem que seja só porque sim…

{#058.308.2023}

Dia estranho. Daqueles em que quase acreditas que as coisas acontecem de forma sequencial porque existe algum propósito nisso. Desde a falta de noção de um supervisor que ainda não percebemos bem o que anda ali a fazer, a encontro por acaso com alguém que não não conheces mas que conhece na pele como é o teu trabalho porque faz o mesmo há demasiado tempo e, por conhecer a realidade por dentro, luta por todos, terminando numa pergunta que surge do nada mas que planta aquela semente da dúvida, de um misto de orgulho com tremenda insegurança.

Foi um dia estranho. Demasiado complexo em cada um dos pontos que, parecendo que não, se encaixam perfeitamente. Porque estão todos ligados por um fio condutor chamado trabalho.

Não quero, nem posso!, trazer trabalho para casa. Mas, nas últimas semanas, tenho trazido demasiado. Não o trabalho em si, mas tudo o que o envolve. Todos os pontos que me incomodam neste momento estão ali. E não, não me faz bem nenhum.

Ainda não passei da idade dos porquês. Gosto sempre de perceber o porquê de tudo. E, quando não percebo, pergunto. Seja a nível pessoal, seja a nível profissional. E não aceito, quando estou a tentar genuinamente perceber alguma coisa, que me digam que estou a complicar. Lamento. Não estou. Estou, sim, a tentar processar para entender. E não, não faço perguntas descabidas, sem sentido. Não sei? Pergunto. Não entendo? Questiono. É tão simples quanto isso.

Faço o melhor que sei. O melhor que consigo. Mas não sei as respostas a todas as questões. E por isso pergunto. Se isso é estar a complicar? Não me parece que o seja…

Amanhã logo se vê. Irei, claro, perguntar o porquê da pergunta que me fizeram hoje. Porque a semente ficou cá. Sei que a questão não tem importância real, não vai mudar nada. Mas ter essa questão na minha cabeça não me vai ajudar. Porque, como boa overthinker que sou, vou andar a remoer nela até entender o porquê.

{#057.309.2023}

Domingo e dia de aniversário da melhor Mãe do Mundo, a minha.

Sei que não sou uma filha fácil. Ou, pelo menos, não o fui enquanto cresci. E, mesmo já depois de adulta, dei algumas preocupações e dores de cabeça. Mas é o melhor que se consegue arranjar. Ela diz que, mesmo assim, é um bom arranjo. Seja. Não sei se algum dia vou chegar aos calcanhares dela, mas quero acreditar que estou no bom caminho. Se eu for metade do que ela é, do que sempre foi, do que sempre será, já posso dizer que aprendi com a melhor e que tenho muito orgulho em sair a ela.

Sei, também, que gostava de lhe dar mais daquilo que ela merece. E às vezes não dou…

São já muitos anos, mas espero continuar a tê-la por perto ainda muitos mais. Porque, sem ela, não sou nada.

Domingo e dia de aniversário da melhor Mãe do Mundo, a minha. Gostava que o dia tivesse sido diferente, com os netos por perto, mas não foi possível. Gostava de eu própria ter estado um bocadinho mais presente. Não estive tanto quanto queria. Mas ela sabe como é importante e bom poder estar com ela todos os dias.

Amanhã regressa-se ao ritmo de trabalho, para mais uma semana longa e fria. E estou muito cansada do frio…

Mas, com ou sem frio, amanhã também será um bom dia. Porque eu quero que assim seja. E só isso já é suficiente para que o dia seja bom. E vai ser.

{#056.310.2023}

Sábado, aquele dia aborrecido da semana em que nada acontece. Ando há muito, demasiado, tempo a dizer que tenho que começar a fazer alguma que dê sentido aos Sábados inúteis. Sei até o que gostaria de fazer. Mas não depende (só) de mim.

Já tive uma conversa sobre isso. Em Novembro. Disseram-me na altura “ok, em Março falamos novamente para apontarmos Setembro como o início”. Na altura pareceu-me bem.

Era Novembro. Mas de 2021. Veio Março. De 2022. Nada foi falado como combinado. Passou Setembro. De 2022. As actividades retomaram o seu curso normal depois das férias. E os meus Sábados permaneceram inúteis e aborrecidos.

Ou seja, o “falamos em Março para iniciares em Setembro” foi só mais uma coisa que foi dita por dizer. Sem intenção de concretizar. Março de 2023 está aí à porta. E esse “falamos em Março” não vai, mais uma vez, acontecer. É encolher os ombros, sorrir e acenar.

Estou cansada de frases ditas por dizer, daquelas sem intenção de concretizar. Isso e proclamadas to-do lists. Mais uma coisa dita por dizer, concluo eu três meses depois. Quando na realidade soube no primeiro momento que não era mais do que dizer por dizer.

Não façam isso. É preferível não dizerem nada…

Os meus Sábados continuam aborrecidos. Mas não dependem da (boa) vontade de ninguém quando, afinal, não há vontade sequer.

Foi mais um dia aborrecido? Foi. Mas deu para descansar. E só isso já foi bom. Ao final do dia, sair em busca das cores de final de dia. E depois café na esplanada.

O resto? É só mesmo isso: resto. E nesse campo eu sou melhor: não digo nada só por dizer. Se não estou confortável, prefiro manter o silêncio. E há muita gente a precisar de aprender a ficar em silêncio em vez de ser apanhado em falso com o que diz sem intenção de concretizar.

{#055.311.2023}

Dia de mixed feelings. Celebrar a Vida, sentir a Morte.

13 anos de sobrinho Maravilha. Que me encanta desde o primeiro dia. Que é das melhores pessoas que posso ter por perto. De quem gosto muito. De quem me orgulho tanto pelo ser humano que se está a revelar.

53 anos ainda é cedo. Muito cedo. Demasiado cedo. Conhecemo-nos no mundo das feiras. Não éramos próximas, mas não éramos estranhas. Uma pessoa que valia a pena. Doce. Suave. E com umas mãos que faziam magia com quadradinhos de papel. Partiu nas asas de um tsuru. E deixou-nos a todos em choque. Tristes.

Mixed feelings. E um cansaço estúpido. Mas é sexta feira. Está, outra vez, frio. Muito. O fim de semana prevê-se que seja, de novo, dedicado ao descanso com mantas e sofá para escapar ao frio. Dizem que é provável que chova. Perfeito para descansar. Pouca coisa me vai tirar de casa amanhã. Claro que, se houver um desafio para um café, não direi que não. Mas o mais certo é não haver.

Agora tento desligar e enroscar. Amanhã será melhor. Ou, pelo menos, mais sereno e tranquilo. Depois? Logo se vê.

{#054.312.2023}

Quinta feira e a semana a chegar ao fim. Semana de calendário confuso, emoções várias, preocupações muitas.

Dia longo no trabalho, a sair muito depois da hora para chegar a casa demasiado tarde.

Estou cansada. Não só fisicamente, mas acima de tudo cansada de não aproveitar a vida. Os meus dias resumem-se de forma muito simples: trabalho/casa, casa/trabalho. Dizem-me, em conversa de descoberta, para aproveitar. E eu sei que sim, devia aproveitar mais. Mas também não sei muito bem por onde começar ou como fazê-lo.

Preciso de dar um rumo à minha vida, procurar uma ocupação para lá do trabalho, ter um objectivo para o tempo livre. Que, durante a semana, não é muito, mas ao fim de semana é demasiado.

Sim, quero aproveitar. E, se tiver uma orientação, irei fazê-lo. Só preciso de encontrar essa orientação.

Mas, a esta hora, já muito para lá do que era suposto, não tenho como me organizar. Tenho sono, tenho frio, estou cansada. E, por isso mesmo, não vou sequer tentar ter ideias ou pensar demasiado sobre esse tema que há muito me incomoda. Vou, sim, tentar descansar. Amanhã ainda é dia de madrugar antes do fim de semana.

Amanhã será melhor. Nem que seja porque é sexta feira.

{#053.313.2023}

Quarta feira com sensação de segunda. O dia terminou há horas, mas ainda não assimilei completamente que hoje é, na verdade, o dia do meio. Aquele dia nim, nem não nem sim. Não gosto desta confusão que sinto na minha cabeça. Parece que me falta o Norte. Não consigo explicar. Porque simplesmente também não consigo entender.

Trabalho feito de forma tranquila. Mais um dia que passou e ainda sem perceber muito bem as alterações dos últimos dias. Mas não deve ser para entender… Continuo a fazer o que me compete. Como sempre, da melhor forma que sei, da melhor forma que consigo.

O dia todo tão perto do meu sobrinho e sem poder ir ter com ele, mas com boas notícias. Está bem e continua de bom humor. Soube muito bem vê-lo numa video chamada assim que saí do trabalho. Bem disposto, animado. Giro como sempre. Mas só vou estar bem quando ele estiver de volta a casa. E quando, finalmente, o tiver por perto.

Por agora, tento desligar a cabeça, enroscar e convencer-me de que amanhã já é quinta feira. Continuo confusa. E continuo a não gostar. Pode ser que, quando o fim de semana chegar, a confusão passe…

{#052.314.2023}

Terça feira de Carnaval, dia em que não se trabalha. Dia de ficar em casa e pôr o descanso em dia.

Ainda de ontem: manter a porta aberta a novas descobertas pode ser interessante. Já encontrei caminhos que não quero seguir porque não interessam nem trazem nada de bom. Mas também já encontrei aquilo que, à partida, parece valer a pena o esforço de conhecer. Pelo menos isso, ir conhecendo e dar-me a conhecer também. Como ontem em que a conversa se desenrolou muito facilmente até depois das 2h da manhã. Conversa pela conversa, sem objectivos duvidosos. E perceber que sim, é possível conversar sem que esses objectivos duvidosos se façam presentes. Posso estar enganada, claro. Mas, enquanto for possível manter uma conversa normal, será esse o caminho.

Já tenho encontrado várias descobertas. A grande maioria ficou pelo caminho. E não vou andar a correr atrás de nada nem ninguém. Vou deixando fluir. Como sempre, um dia de cada vez. Mantém-me a cabeça ocupada e ajuda-me a pôr as coisas em perspectiva. Ou a vê-las de uma nova perspectiva.

Ao mesmo tempo, vou vivendo os dias um de cada vez com tudo o que me vai chegando. Com as preocupações habituais. Com aquela ansiedade que o medo provoca. Como quando o que está em jogo são as minhas pessoas. Como, desde ontem, a ansiedade pelo meu sobrinho mais velho.

Se ontem não passava de suspeita, hoje confirmou-se a apendicite. Internado desde ontem para observação, transferido hoje para outro hospital e cirurgia ao final do dia. Correu bem. Mas eu só vou conseguir diminuir a ansiedade quando conseguir falar com ele amanhã…

O dia, porque não ter trabalhado e ainda estarmos no início da semana, teve um sabor estranho. Não foi mau, a conversa que ontem se estendeu até de madrugada continuou hoje todo o dia. Foi possível descansar e também ir até à praia para ver o pôr do Sol. Deu para tanta coisa que parece tão pouca. Mas não deixou de ser um dia estranho.

Amanhã regressa-se ao ritmo normal dos dias de semana. Regressa-se ao trabalho. E, a mim, faz-me falta o ritmo certo da rotina. Mas também me fazem falta as férias e essas estão quase aí. Daqui até às férias vai ser rápido. E estou a precisar delas.

Por agora, que já é mais tarde do que tinha programado para quem sai de casa de madrugada, é hora de recolher e enroscar. Hoje não há conversa até de madrugada, nem poderia haver porque o despertador toca demasiado cedo. É mesmo enroscar e desligar.

Amanhã será melhor. Nem que seja porque será um novo dia. E vai ser o dia do meio, dia nim, nem não nem sim. E só isso já é bom. Sim, amanhã será melhor. Amanhã será um dia bom. Porque eu quero que assim seja.