Sábado. E dou por mim a fazer planos para breve. Já sei que não devo fazer planos, mas a descoberta leva-me a ter vontade de os fazer…
Let’s wait and see…

Sábado. E dou por mim a fazer planos para breve. Já sei que não devo fazer planos, mas a descoberta leva-me a ter vontade de os fazer…
Let’s wait and see…

Equilíbrio. Dar e receber. Dar horas extra de trabalho e receber a saída duas horas mais cedo. Soube bem. Não só por sair mais cedo mas pela oferta em si.
Equilíbrio. Descobrir e ser descoberta aos poucos.
Equilíbrio. Ritual matinal com retorno tardio mas de partilha.
Equilíbrio. Cada vez o procuro mais em tudo. E cada vez o encontro mais em tudo.
Sexta feira. Finalmente. Amanhã o despertador não toca. E vai saber tão bem, mesmo sabendo que é o dia mais aborrecido da semana.

Há pedaços de mau caminho que são isso mesmo: mau caminho. E eu não sei se quero seguir esse caminho…
Dar uma oportunidade à vida, disseram-me. E eu estou a dar.
Mas ainda não sei bem onde me meti…

Cansada. Claro. A idade não perdoa mesmo e já se demora mais tempo a recuperar de noites mal dormidas.
Hoje não há condições para conversas. Hoje tenta-se dormir mais cedo, depois de mais um dia de trabalho cheio e intenso, trabalhado para lá da hora.
Cansada. E com saudades de quem nunca tive, mas que queria, quero!, meu. O outro lado. O retorno. O porto de abrigo.
Mas não hoje. Hoje quero apenas tratar de mim. Preciso de mim em melhores condições do que as dos últimos dias. Por isso desligo cedo, não sem antes passar pelo ritual nocturno. Porque faz parte, faz sentido até quando não tenho retorno imediato porque o trabalho do outro lado assim o exige. Porque sim, porque quero. Porque me faz bem.
Tão cansada. Com tanto sono. Desligo. Mas não esqueço. Não me esqueço. Não posso esquecer-me de mim…

Terça feira depois de uma segunda intensa. Muito trabalho, mais horas do que o habitual e uma conversa de descoberta até tarde. Já devia saber que a idade pesa e não perdoa. E hoje não perdoou. Pesou demais, com mais uma noite interrompida e o corpo a dar sinais de cansaço. Como sempre, não gostei dos sinais. Mas parece que não aprendo…
Não sei porque mantenho a descoberta por perto quando sei que nada de bom vai sair dali. Mas a conversa é, de certo modo, interessante. Não leva a nada de novo. Não traz nada de novo. Não é um bom caminho, eu sei. Mas eu insisto em manter-me nele. Porquê? Não sei…
Especialmente quando o que realmente queria era o porto de abrigo, seguro, do retorno do outro lado.
Queria? Quero. Mas a descoberta…

Segunda feira a começar intensa e pesada no trabalho, de tal forma que pesa como sexta…
O retorno logo cedo. Sabe tão bem.
E a descoberta à noite, em partilhas que me dão algum gozo, mesmo sabendo que não vai acontecer nada.
É a vida a acontecer, I guess.

Domingo com sabor a Domingo. Com excepção da consulta, que não houve. Por um motivo mais que válido. Mas que me fez falta. Não que tivesse novidades para contar, porque não tenho. Mas há um assunto que está prometido falar: a perda. Ou o medo da perda. Que me consome todos os dias um bocadinho. E não pode. Mas esse medo existe e tem que ser trabalhado.
É verdade que desde o início da descoberta, esse medo anda mais tranquilo. Porque estou mais distraída. Mas não estou esquecida. E agora que o outro lado tem horários mais preenchidos, mais intensos, a noite e o regresso a casa tarde e com cansaço acumulado assustam-me.
Esse medo é real. Porque a minha história já me fez saber que a perda é extremamente dolorosa. E eu não quero passar por ela novamente, pela perda e pela dor em simultâneo.
A consulta será remarcada. Sem carácter de urgência porque, felizmente, já não estou nesse ponto. E a conversa irá acontecer. E o trabalho será feito.
Até lá vou tentando não alimentar o medo. Vou vivendo um dia atrás do outro. E vou tendo saudades da presença física. Que também ela, a saudade, existe. E está difícil de acontecer esse café prometido. Sei que nas próximas semanas vai ser impossível de acontecer, mas quem sabe depois dessa experiência de horários alargados se não é possível mesa para dois…
Enfim. É o que é. E eu sou o que sou. E só por isso não posso pedir muito mais.
Mas foi um Domingo tranquilo. Com sabor a Domingo. E isso é o mais importante. Amanhã, dia de regressar à rotina dos dias de trabalho.
Por hoje já chega…

Sábado, aquele dia aborrecido da semana. Hoje não houve tempo para aborrecimentos. Houve, sim, tempo para descansar. E bem que estava a precisar. Muito.
Mas a vontade de ir e fazer acontecer esteve sempre presente. Não vai acontecer, eu sei. Mas a vontade…
É a vontade de um porto de abrigo. E tenho uma tempestade perfeita à espera…
Mas é sábado. Dia de não pensar em nada. Dia de não me preocupar com nada. Hoje estou em modo “não quero saber”.
Amanhã? Domingo? Logo se vê como será.

Muito cansada. Semana longa e cansativa.
Mas confortável com a minha escolha. Porto de abrigo? Sempre.

Ainda da descoberta vs retorno. A descoberta é a tempestade perfeita. O retorno é o porto de abrigo seguro.
E eu estou cansada de tempestades. Procurei um porto de abrigo. E encontrei.

Ainda da descoberta e do retorno. Não tenho dúvidas quanto à escolha óbvia. Escolho o retorno. Porque me faz sentido. Porque me faz bem. Porque é seguro. Porque é tranquilo. Porque é bonito o que trago cá dentro, comigo, em mim.
A descoberta será só isso mesmo, uma descoberta do outro e de mim mesma. E de um caminho que sei ser possível mas que não quero seguir. Porque não me trará nada de bom. E não é um caminho bonito.
Mereço mais, seja relativo à descoberta ou até mesmo ao retorno. Que no fundo é o que é, ou seja nada ou muito pouco. Mas que me faz sentir segura. Mereço mais. Mas o que o retorno me dá, mesmo que seja apenas um conjunto de pequenos nadas, é mais importante do que a brincadeira da descoberta.
Escolho o retorno. Sem precisar de pensar duas vezes. Porque continuo com o gut feeling de que um dia as coisas ainda vão mudar. E porque prefiro a segurança ao risco.

A brincadeira da descoberta pode, rapidamente, tornar-se perigosa. Mas vou permitindo descobrir e descobrir-me. Por caminhos que não conheço. Mas que me deixam curiosa, como sempre deixaram. Desde sempre. Se gostava de desbravar esses caminhos? Sem dúvida. Se o farei? Não sei. Não sei até que ponto seria capaz de o fazer. Mas sei que a vontade sempre existiu… Mas tem tudo para correr mal.
Por outro lado, o retorno. Que, depois de uma curta ausência, se fez presente. E que acusa o meu distanciamento. E é bom sentir isso. E é no retorno que eu quero continuar a apostar. Porque ainda há coisas para descobrir, mesmo ao fim de 4 anos e meio. E é um porto seguro. E tem tudo para correr bem.
E é isto aquela coisa de dar uma oportunidade à vida… Vamos ver até quando e até onde.

Cada vez mais a olhar para cima. Mas nem por isso cabeça no ar.
Talvez só um bocadinho. Pelo menos enquanto o jogo dura.
Let’s see…

Domingo e o horário de Verão. Um dia que deu para descansar um pouco, mas ainda não tudo o que queria descansar. Esse dia irá chegar, se possível no próximo fim de semana…
A descoberta. Onde me vou descobrindo a mim própria também. Se tem tudo para correr mal? Tem. Mas se está a saber-me bem? Muito.
O retorno…bem, hoje ainda não houve retorno, porque ao Domingo é mesmo assim…
Um dia atrás do outro atrás do um. Novamente. Vamos ver o que sai daqui. Se é que sai alguma coisa. Se é que tem que sair alguma coisa. É um jogo perigoso, mas não deixa de ser interessante. Amanhã? Logo se vê. E sei que esta frase já me deixou em sarilhos antes. Mas tem mesmo que ser assim: logo se vê.

45. Não sei como, não sei onde. Mas são 45.
Continuo a dizer que sou uma miúda. De 27 anos com 18 de experiência. A experiência atingiu a maioridade e isso é bom. Mas continuo a não me ver com a idade que, pelos vistos, tenho.
Foi um dia tranquilo, com o Meu Um e o Meu Dois, os Meus Tudo. Presentes. Que me lembraram que a melhor prenda é estar presente. E tive vários presentes durante o dia, mesmo que não fisicamente. Afinal, são as pequenas coisas que contam e foi assim que tive presentes comigo.
O retorno esteve e disse presente. E soube bem. A descoberta também esteve e disse presente. E também soube bem. E a confusão na minha cabeça está instalada.
Já tenho idade para não me confundir. Já tenho idade para ter juízo, essa é que é essa. Mas vou deixar que o tempo me guie e resolva.
Amanhã é dia de consulta. Finalmente. Porque tenho muita coisa para contar. E preciso de falar sobre isto para me ajudar a esclarecer a confusão que aqui vai. Que na realidade não é assim tão grande, porque sei exactamente o que quero e sei também a dimensão da diferença entre o retorno e a descoberta. Mas que me está a deixar baralhada sobre o caminho a seguir.
A ver vamos. Amanhã será melhor? Provavelmente. Embora o dia de hoje tenha sido bom. Mas amanhã vai dar para descansar. E estou tão a precisar disso. Dormir e descansar.
Parabéns também ao meu filho que faria hoje 7 anos. Não o tenho fisicamente comigo, mas está comigo sempre. E sempre estará.

Os últimos dias têm sido uma viagem. Interessante, no mínimo. E estou a gostar do jogo.
Mas ao mesmo tempo estou algo confusa…porque existe um outro lado. Que já devia ter largado, é um facto. E que me tem feito bem, ainda assim. Mas este novo jogo tem o seu quê de interessante e faz-me uma espécie de massagem ao ego. E por isso estou a gostar.
O tempo irá ajudar-me. E o que vier, vem. Desde que venha por bem.
Mas continuo a dizer: tem tudo para correr mal…

Semana a passar ligeira, quinta feira no fim. Muito cansada. Sem nada de novo para além do processo de descoberta e em simultâneo uma espécie de retorno. Duas coisas tão diferentes, que podiam ter algo mais em comum para além de mim.
Não têm. Nada. Uma coisa é o que eu sei que não é, a outra é o que não vai ser.
Confuso? Também estou… Mas apesar de estar confusa sei que não estou perdida. Sei o que quero (e não posso ter), sei o que não quero (e só preciso de dizer sim).
Dar uma oportunidade à vida. É o que estou a fazer.
Amanhã? É sexta feira. Depois logo se vê.

Ainda na fase de descoberta. E propostas curiosas e tentadoras. Mas que dificilmente terão bom resultado. Porque, já o disse, tem tudo para correr mal.
E porque existe um outro lado. Em mim existe, mesmo que na prática não exista nada. Mas existe em mim…
Dar uma oportunidade à vida. É o que me aconselharam a fazer. É o que estou a fazer. Não sei até quando nem até onde. Mas, se por um lado sei que é para parar, também sei que é bom o jogo da descoberta. Descobrir o outro, descobrir-me a mim, ser descoberta.
Tenho que encarar isto como um jogo. Daqueles em que ninguém ganha. Mas que sabe bem enquanto dura.
Ninguém vai ganhar. Mas também ninguém vai perder. E, enquanto for assim, mantenho a descoberta. Até ver. Até um dia.

A dar uma oportunidade à vida. E a vontade de dizer ao outro lado habitual “não me deixes fazer isto”…
Não o vou fazer, claro. Porque mesmo que o dissesse não ia servir de nada.
Falta muito para a consulta com o terapeuta fofinho? Tenho tanto para lhe contar. E tanto para ouvir sobre isto… Sei que isto é perfeito para me queimar em vários níveis. Mas estou a achar alguma piada, confesso. Só não me posso esquecer de ter os pés na terra e não ser absolutamente cabeça no ar. Tem tudo para correr mal. On so many levels.
Vamos ver até onde isto vai. E até quando tem pernas para andar. Se é que tem, de facto.
Mas já sabemos que não tem, não sabemos?

Semana que chega com chuva. E a confusão a instalar-se na minha cabeça.
Desde ontem, a descoberta. As partilhas. Tem sido giro. E de certa forma interessante. Mas sigo a medo. Não me quero queimar. Só estou a dar uma oportunidade à vida, como me recomendaram há pouco tempo. Mas vou a medo, claro.
Seja o que for que daí venha, que seja bom.
