Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#79.287.2022}

Domingo, dia de consulta. Acordar cedo para voltar para a cama depois de mais uma conversa terapêutica que hoje foi ligeira e que já se programou que a próxima não o seja. Vamos ver como corre…

Dia de descobertas também. Pessoas novas são sempre bem vindas. E se forem interessantes melhor ainda. Estava a precisar de novidades nesse campo. Vamos também ver como corre…

De resto, Domingo com sabor a Domingo em formato mais reduzido no tempo de descanso. Promete ser uma longa semana…

Hoje sem muito para dizer ou reflectir. É o que é. Amanhã será melhor.

{#78.288.2022}

Dia do Pai. E eu, órfã de pai vivo, tentei esquecer. Como tento todos os dias.

Adiante…

Sábado que não teve muito tempo para ser aborrecido. Almoço de e com vizinhos. Algumas horas de conversa. E o cansaço a pesar. Muito.

Ainda tive tempo para me enroscar no sofá. Mas sem conseguir descansar o que e como precisava. E amanhã também não terei grande oportunidade de me dedicar a isso. Enfim…Vai ser uma longa semana.

Houve tempo também para o retorno habitual. E isso é, para mim, muito importante. Ao fim de semana, por decisão minha praticamente desde o início, não é muito habitual haver rituais. Mas hoje, também por ser dia do Pai, fiz questão de dizer algo. E houve retorno. E foi tão bom poder, a esse retorno, dizer o que disse. E perceber que do outro lado foi bem recebido.

Enfim. O fim de semana está a passar demasiado rápido. E não gosto de sentir isso. Claro que foi bom sair e conviver, tornar o Sábado menos aborrecido, aproveitar o dia que esteve bonito. Mas estou cansada de sentir o tempo a passar tão rápido e eu sem fazer desse tempo algo de útil.

Seja como for, amanhã ainda é fim de semana. Domingo com despertador marcado para acordar, consulta de manhã, uma saída programada para depois de almoço e o compromisso semanal à tarde. Se vou ter tempo de enroscar no sofá? Duvido. Mas é o que é. E é de aproveitar.

Será um Domingo preenchido. E será bom. E haverá retorno. E presença, mesmo que só à distância. E só por isso já vale a pena.

{#77.289.2022}

Sexta feira e mesa para um. Muito, muito, muito cansada.

Mas sempre presente e com retorno ao ritmo que pode ser, mas que existe.

Dia difícil por pouco trabalho e muito sono. Difícil conciliar os dois. Difícil aguentar sem bocejar a cada 30 segundos. E vontade de me deixar dormir mesmo ali. Mas, claro, sem demonstrar e sem dar parte fraca.

Perceber que misturei informação e troquei horários. Nada de grave, nada que fosse realmente importante. Mas que me levou a fazer um pedido que há muito queria fazer. E fiz. Sem resposta, mas lido. E que de alguma forma fica registado.

Fim de semana. E eu a sonhar acordada, com tantas ideias que sei que não se vão concretizar nem têm como acontecer. Mas uma vontade doida de as realizar. Um dia… Acredito que um dia será possível e irá de facto acontecer. Até lá vou desfiando sonhos de adolescente à beira dos 45.

Gosto tanto disto. Dele. De nós, mesmo sabendo que é um nós que não existe. Mas gosto mesmo muito. E por isso sonho. Acordada, mas sonho.

Muito, muito, muito cansada. Fisicamente, apenas. Mas cansada. E por isso recolho cedo. Amanhã? Será melhor. E será bom. E será Sábado, o dia mais aborrecido da semana. Mas vai dar para descansar. E estou tão a precisar de descansar. A semana foi dura, depois de alguns dias em casa. Quebrei o ritmo, ainda que recente, de quem acorda cedo e sai de casa de madrugada para chegar tarde. Quebrei o ritmo e vai demorar até o recuperar. Por isso amanhã descanso e tento recuperar.

Por hoje chega, não dá mais. Vou ao ritual nocturno e não vou esperar, como aprendi a não esperar, por retorno. Por muito que goste dessa forma de presença, aprendi, há muito tempo, a não ficar à espera.

Sexta feira à noite. E eu demasiado cansada. Seja para o que for. Amanhã também é dia e, como já disse, vai ser bom também.

{#76.290.2022}

Quinta feira e a luz boa a querer voltar devagarinho. Hoje muito melhor que ontem. Menos deprimente, menos opressiva.

E cá dentro o mesmo de sempre. A presença, o retorno, os pequenos nadas que vou guardando.

Cansada, claro. Mas de bem com tudo. Sem pressa, como sempre. E sem tempo para perder Tempo.

E hoje, ainda, o ritual nocturno e um pedido que vou fazer. Porque me preocupo e porque tenho medo. E esse medo não é bom. Mas faz-me mexer na direcção certa. E por isso mesmo faço hoje um pedido. Que sei que será atendido porque não é nada de extraordinário ou impossível de concretizar.

A semana a chegar ao fim. Foi um começo duro, ainda a recuperar dos dias de cama forçada. Mas a compôr-se a seu tempo.

Mais uma vez sem planos para o fim de semana. Mas, claro, uma vontade grande de fazer acontecer. Sei que nas próximas semanas vai ser impossível, por causa de uma agenda que não é minha mas que está preenchida e apertada. Mas ainda assim haverá presença, rituais e retorno.

Agora é descansar. Amanhã será bom novamente. E enquanto houver retorno será bom sempre.

{#75.291.2022}

Quarta feira e a poeira no céu. Um dia de luz estranha em tons laranja. Deprimente de manhã, à hora de almoço, ao final do dia. Pior do que dias de nuvens cinzentas, a luz laranja para além de deprimente chega a ser opressiva. E ainda será assim mais um ou dois dias. E eu sinto falta do céu azul e dos dias claros e luminosos.

Ontem, o retorno. Ainda e até tarde. Já quando achava que a agenda preenchida não ia permitir grande troca de palavras, ainda houve tempo para um bocadinho de conversa. Para saber mais sobre as novidades do momento. Mais um pequeno nada, portanto. Mas são estes momentos pequeninos no tempo que me aconchegam. É tempo que é meu, para mim. E é tempo que não se perde, ganha-se. E em 4 anos e meio tem sido sempre a ganhar, nunca a perder.

Todos os dias invisto mais um bocadinho de tempo. E todos os dias ganho mais um bocadinho. Porque, já o disse várias vezes e digo há alguns anos: eu não tenho tempo para perder Tempo. Uma frase que se tornou uma referência para mim, mas também para o outro lado que também a adoptou e faz chegar a outros.

Enfim, mais uma quarta feira, mais um dia do meio, mais um dia nim, que foi precisamente isso: nim, nem não nem sim.

E a semana vai passando e a vontade de uma mesa para dois continua cá em crescendo. Mas está difícil de conseguir alcançar…Sei, no entanto, que um dia irá acontecer. Nem que eu tenha que fazer acontecer. E será isso que vai acontecer, mais dia menos dia. Afinal, já tenho saudades da presença física. Porque a outra presença, felizmente, acontece todos os dias.

E hoje dificilmente haverá muito tempo para conversar. Mas há tempo para o ritual nocturno. Porque já não passo sem esse ritual. É uma forma de terminar o dia. E termino em bem, mesmo nos dias mais difíceis. E é, também, uma forma bonita de terminar o dia. E sei que, se faltar esse ritual nocturno, o outro lado também sentirá a ausência. Porque sei que faz sentido e não só a mim.

Não me vou alongar muito mais. Escrevo muito para não dizer nada, na verdade. Mas tenho em mim esta vontade imensa de partilhar algo que é bom, que é bonito, puro e desinteressado. E só aqui tenho espaço para bater sempre na mesma tecla. Mas até a mim me cansa, por vezes, estar sempre a escrever sobre o mesmo. But then again, ninguém lê.

Por hoje chega. Amanhã será melhor. E de preferência com menos poeira no ar. E com sorte um bocadinho mais de presença e tempo para retorno. Embora saiba já que a agenda preenchida amanhã será apertada novamente. Mas havendo retorno quando a agenda aperta é bom sinal. Lá está, mais um pequeno nada que guardo. Guardo-os todos, mas estes em tempo contado são especiais por existirem quando se espera não haver tempo.

Enfim. Amanhã será melhor. E será mais um dia a contar no meu investimento de Tempo, e será mais um ganho de Tempo. Nunca uma perda. Porque, desde o primeiro dia, nunca o foi.

E uma perda de Tempo nunca será.

{#74.292.2022}

Terça feira e a monumental dor de cabeça que se instalou de manhã e teima em não ir embora.

E a certeza de que, por vezes, um resultado negativo é o que de mais positivo pode acontecer. Como hoje.

O outro lado que ontem me acompanhou quase até adormecer. E, cada vez mais, a vontade de adormecer a dois. Assim, sem mais. Apenas partilhar o espaço, acompanhar a respiração e simplesmente adormecer.

Ainda acredito que um dia irá acontecer. Se calhar estou apenas a sonhar acordada, but then again that goddamn gut feeling…

E mais uma vez digo: fico de facto feliz pelo sucesso dos outros. E enche-me de orgulho perceber a evolução do caminho que leva à concretização de objectivos com sucesso. Cá estarei para aplaudir o sucesso. Mas também estarei para apoiar se, por algum motivo, as coisas não corram tão bem.

Enfim. Mais um dia, menos um dia. Trabalho, claro, num dia difícil por causa da dor de cabeça. E aquela vontade de estar lá em mais um passo para a concretização.

Não me movo por interesses, ou por outros interesses além do que trago comigo, cá dentro, em mim. Movo-me apenas pelo que sinto e por me sentir bem em mover-me desse modo. E por isso mantenho os passos que dou todos os dias, com rituais definidos em horários estabelecidos, mesmo que por vezes não haja retorno ou tempo/disponibilidade/vontade do outro lado para muito mais. Sei o que me move. E não duvido que sigo o caminho certo. E isso faz-me bem. E há muito tempo que não me sentia tão bem.

Amanhã? Dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Será melhor do que hoje desde que não haja dor de cabeça que teima em não abrandar. Agora é descansar. Sei que a disponibilidade do outro lado hoje está mais reduzida e não haverá retorno ao ritual nocturno, não haverá a recomendação de descansar. Mas sei que amanhã esse retorno vai acontecer. E saber essas pequenas coisas é importante. Por isso, desligo, enrosco e descanso. Amanhã terei notícias de mais um passo para a concretização do sucesso.

{#73.293.2022}

Segunda feira. E o regresso ao trabalho mesmo não estando a 100%. Não foi fácil. Mas foi um dia ligeiro, sem demasiado stress.

E ao final do dia, do outro lado, a demonstração de preocupação, carinho, o que for. Nada de especial, apenas a recomendação de descansar e ficar bem. Mesmo sendo um pequeno nada, é só mais um que me aconchega. E eu recolho e valorizo todos os pequenos nadas.

Agora é hora de seguir a recomendação. E ir descansar para tratar de mim.

Amanhã? Será melhor. De hoje guardo os pequenos nadas e as cores do final de dia ao chegar a casa. Amanhã haverá mais.

{#72.294.2022}

Domingo, novo dia de consulta. Implica ter hora para acordar, dar uso ao despertador naquele dia em que toda a gente o tem desligado. Mas vale a pena. Como sempre, correu bem e foi bom. É sempre bom conversar com alguém que, de facto, nos ouve. Mesmo que esse ouvir seja profissional, que devolva respostas terapêuticas. O momento da consulta é, provavelmente, o melhor momento da semana. Porque dá para tudo, dá para falar, dá para ouvir também porque todas as semanas há momento de partilha, dá para rir, rir muito, dá também para chorar se for caso disso. E há muito, muito, muito tempo que não choro, nem em consulta nem fora dela. E isso é tão importante para mim. Porque ainda me lembro daquele tempo em que chorava todos os dias. Ou, não chorando, tinha sempre o nó na garganta.

Não choro há muito, muito, muito tempo. Nem tenho saudades. Nem vontade ou necessidade de o fazer. E isso é tão importante…saber que ultrapassei aquela fase que julguei que não conseguiria ultrapassar. Foi preciso muito trabalho. Meu, é certo, mas não exclusivamente meu. Tive, e tenho, ao meu lado, do meu lado, o profissional certo. Que se tornou em mais do que apenas o profissional que é. Tornou-se um amigo também. Alguém em que confio plenamente. Curiosamente desde o primeiro dia. E ainda me lembro desse primeiro dia. Em que lhe cheguei em pedaços, disse directa e abertamente o que me levava até ele, contei tudo de uma vez, chorei muito como chorava tanto naquele tempo e no final recebi um abraço. Que não esperava mas que me fez voltar para casa um bocadinho menos despedaçada.

Já lá vão 5 anos e meio. Em que todas as semanas conversamos. Porque não é só falar. É, de facto, conversar. Já passámos muito, porque ele passou comigo e não acredito que nos meus piores momentos ele não tenha sofrido também pelo que tinha à frente. E foi também com ele que consegui ir bem fundo ao que me doía para conseguir deitar tudo cá para fora para exorcizar o que me consumia.

Domingo…e com ele já não choro. Mas sei que, se um dia precisar, ele está lá. Como está mesmo agora que já não choro.

Sim, foi o ponto alto do meu Domingo, a hora da consulta. Ainda que tenha saído de casa à tarde, depois de tantos dias de cama. Ainda que me tenha sentido perdida ao abrir o ficheiro de trabalho de Domingo por ver o trabalho perdido por ter sido mexido por alguém novo na equipa. Mas que será para manter e continuar.

Enfim, foi quase um Domingo com sabor a Domingo. Não houve tempo para mantas, sofá e televisão, mas soube bem ter um dia que não foi mau. Amanhã? Dia de regresso ao trabalho depois de estar doente. Dia de madrugar e avançar. Por hoje chega. Ainda vou ao ritual nocturno, claro, mas é preciso dormir. Sem sono…

Amanhã será melhor. E hoje não foi mau.

{#71.295.2022}

Sábado. Dia aborrecido. A chover. Dia perfeito para fazer uma coisa: nada. E foi isso exactamente que foi feito. Nada.

Se gosto dos meus sábados assim? Não. Nem um bocadinho. Mas é o que é. E depois de três dias doente, de cama, soube bem um dia sem grande agitação para me ir habituando devagarinho à ideia de que segunda feira volto à rotina dos horários da madrugada.

Entretanto, a consulta habitual dos sábados passou para domingo. Será já amanhã que vou ter que acordar cedo com o despertador. Mas vai ser bom. Porque a consulta faz-me falta. Continua a fazer. Por muito que já possa dizer que estou bem, sei que não posso prescindir desse acompanhamento, dessa conversa terapêutica para pôr as coisas em perspectiva. Não ainda. Porque ainda me é muito fácil dar um passo atrás. Ainda me é muito fácil cair. E não quero. Nem posso.

Do outro lado, nova ausência programada, debaixo das estrelas. Ou será debaixo da chuva? Seja como for, esta é uma ausência mais breve. Mas seja mais ou menos breve, é algo que não me incomoda e que apoio. Porque conheço. Porque entendo. Porque aceito.

Amanhã? Será um dia bom. Com ou sem chuva, será um dia bom.

{#70.296.2022}

Mais um dia em casa. De molho. Cansada disto. E não é nada de mais. Não é o vírus do momento. É só uma gastroenterite. Aliada a um forte cansaço. Derrubou-me mais tempo do que eu gostaria.

O lado positivo? Deu para descansar. E dormir.

Amanhã? É fim de semana. Sábado, o dia mais aborrecido da semana. Logo se vê como vai ser.

{#69.297.2022}

Mais um dia. Menos um dia.

Dormir o dia todo também é um processo de cura. E hoje dediquei-me a ele. Ainda não estou a 100%, mas descansar e dormir ajuda.

Amanhã? Ainda não devo estar bem. Mas já estarei melhor.

{#68.298.2022}

Em casa, de molho, porque doente.

O lado positivo? Conseguir descansar e dormir.

Amanhã? Ainda vai ser em casa. Mas espero que seja melhor que hoje.

Logo se vê.

{#67.299.2022}

Terça feira ou aquele momento em que, já à noite, não sei bem que dia é.

E o corpo a dar sinais de cansaço. Descarto, porque testei, a pior das hipóteses. Menos mal. Terá sido apenas alguma coisa que caiu menos bem num corpo notoriamente exausto.

Podia ser tudo junto uma mistura explosiva para algo que me assusta. Muito. Não é, felizmente.

Seja como for, o dia não foi mau. Foi longo e difícil, mas começou como gosto, mesmo que não tão cedo como noutros dias. Mas foi cedo e foi o começo do dia. E foi bom por ser como é.

Recolho agora. Mais tarde do que ontem que a esta hora já estava a dormir. Mas ainda vou a tempo de desligar e enroscar para aquecer e descansar.

Amanhã? Espero estar melhor. Estando melhor ou não, vai ser um dia bom. E só isso importa.

{#66.300.2022}

Segunda feira. E outra vez, pela segunda vez hoje, a ideia de ser terça. Não é.

É só o resultado de estar muito, muito, muito cansada. E ainda agora a semana começou.

Não foi um dia fácil. Porque muito longo e eu muito cansada. Mas começou com uma mensagem matinal cedo. E cada vez gosto mais desses momentos de bom dia a horas estranhas. Mas que me sabem muito bem.

Hoje encerro o dia mais cedo. Não aguento muito mais. Ainda irei ao ritual nocturno, mas não vou ficar à espera de retorno. Pode chegar amanhã de manhã, não faz mal. E sempre é uma forma de começar bem o dia.

Por hoje? Já chega. Venha o amanhã. Será melhor que hoje.

{#65.301.2022}

Domingo com sabor a Domingo.

Continuo cansada. Claro que sim. Mas hoje foi possível dormir mais um bocadinho de manhã.

À tarde uma ida à vila. Sem grande vontade ou coragem para o fazer. Mas é importante sair de casa todos os dias um bocadinho. E também por isso fui.

Amanhã de manhã não vou ter boleia para Lisboa. Significa o regresso aos transportes públicos de madrugada. E a vontade é zero. Mas vai ter que ser. E vai correr bem.

Por agora recolho para enroscar e aquecer. Amanhã é dia de madrugar novamente. E começa mais um ciclo de cansaço sem estar completamente descansada.

Vai correr bem. E o retorno vai acontecer normalmente. E isso é, para mim, o mais importante.

Ainda da consulta de ontem: perceber que durante algum tempo eu apenas queria não estar mal. Foi preciso a chegada do outro lado para querer estar bem. E hoje percebo a diferença entre esses dois estados. E posso dizer que estou bem, não apenas melhor. E é assim que quero continuar: bem.

Sei, também, que é muito fácil deixar de o estar. É um trabalho diário. Mas fico contente por perceber que tenho um elemento estabilizador que me ajuda, ainda que não saiba, a querer estar bem.

Amanhã será um dia bom. Apesar de ser dia de regressar aos transportes públicos de madrugada. Mas será um dia bom. Porque eu quero que o seja.

{#64.302.2022}

Sábado, aquele dia aborrecido da semana.

Começar o dia com uma mensagem matinal que chegou bem cedo. E que por chegar tão cedo me sabe sempre tão bem. Seja a que horas for que cheguem as mensagens, sabe sempre muito bem recebê-las. Mas gosto especialmente destas que chegam tão cedo.

A consulta da manhã que foi adiada para a tarde. E poder falar de tudo, de forma aberta e sem receio de julgamentos. Porque, relembra-me o terapeuta fofinho, é o meu tempo. E é importante. E terapêutico. E faz-me bem. Porque se não for com ele, é raro falar do que trago comigo, cá dentro, em mim. Falamos de tudo, sempre. Mas isto que sinto tem sido tema recorrente. E é-me importante que assim seja. Porque para ele eu sei que não é uma parvoíce. Ele sabe que é importante. E hoje chegámos ambos a uma conclusão: o outro lado tem um papel importante na minha vida por ser, também, um elemento estabilizador. Sei que não existe mais nada para além de uma amizade. Mas é uma amizade saudável. E fortemente estabilizadora. E isso é tão importante.

O resto da tarde foi dedicada, mais uma vez, a tratar de mim. Porque também é importante. Porque às vezes esqueço-me de mim mesma. E não posso.

Sábado, aquele dia aborrecido da semana, hoje não foi tão aborrecido como costuma ser. Mas começou cedo e já vai longo. Continuo cansada, claro. Amanhã dedico a manhã a tentar descansar. E hoje só uma pessoa ainda conseguia tirar-me de casa. Mas não vai acontecer. Por isso termino o dia por aqui. E, daqui a pouco, dedico-me ao ritual nocturno, que não é habitual ao sábado. Mas que, com os tempos que correm, de medo e incerteza, me fazem querer dizer abertamente o que trago comigo, cá dentro, em mim. Não o faço de uma forma aberta, directa, como já fiz antes. Mas digo tudo de outras formas. Que já são conhecidas e entendidas.

Sim. Estou cansada. Com medo. Mas sei que o que trago comigo, cá dentro, em mim, é bonito. E isso é tão bom. E importante. E por isso mantenho os rituais. Porque sei, sentindo, que para o outro lado também faz sentido.

{#63.303.2022}

Sexta feira, finalmente. Muito cansada de noites interrompidas e horários complicados. Ainda me vou habituar novamente aos horários, mas os primeiros dias são os mais difíceis.

Chegar a casa para ter notícias menos boas de Metade do Meu Tudo. Nem sempre o positivo é bom. E neste caso não é mesmo. Mas fico mais descansada por saber que ele está tranquilo e brinca com a situação. Vai correr bem…

E o retorno, sempre. Seja a que horas for, um bom dia é sempre um bom dia. E basta haver esse bom dia, mesmo que tardio, para me fazer sorrir.

Cansada. Muito. Mas amanhã é sábado, ainda que por momentos tenha pensado que hoje ainda era quinta feira. Vai ser um dia aborrecido? Provavelmente. A minha vontade, mais uma vez, é de fazer acontecer. Não sendo possível, vou tratar de mim novamente.

Um dia faço acontecer. Só não deve ser amanhã.

{#62.304.2022}

Quinta feira. E o dia começou cansado.

Termina tarde e ainda mais cansado.

Mas o retorno, sempre o retorno a fazer dos dias algo que vale a pena.

Falta muito para sábado?

{#61.305.2022}

Dia de regresso ao local de trabalho. Para perceber que somos poucos os que estão de regresso, sem perceber critérios. Sem perceber porquê se me perguntaram o que preferia. Saber que, da minha equipa de formação, só regressei eu e só a mim perguntaram.

Enfim. É o que tem que ser.

Custou, muito, acordar ainda de noite. Mas perceber que saio de casa ainda de dia ajudou um bocadinho a tornar a coisa mais leve.

O outro lado está de regresso também. E com esse regresso veio o retorno. Ligeiro, mas veio.

Agora é descansar depois de um dia muito longo e com muito trabalho e preparar-me para repetir o horário amanhã.

Ainda vou dedicar-me, claro, ao ritual nocturno. E, quem sabe, conversar um bocadinho. Se não adormecer entretanto…

Amanhã? Será melhor. Mesmo que chova, como está previsto. Será mais um dia a começar muito cedo. Mas se o trabalho abrandar já será melhor.

Vamos ver…

{#60.306.2022}

Terça feira com sabor a Domingo. Acordar cedo com o berbequim das obras do prédio ao lado, quando se queria aproveitar para dormir só mais um bocadinho. Não foi bom. Foi o que foi.

Sair de casa um bocadinho à tarde para aproveitar o Sol.

Dedicar-me ao compromisso semanal que não fiz no Domingo porque não fazia sentido.

E assim passou mais um dia. Sem História ou histórias. Amanhã regressa-se ao local de trabalho, sem grande vontade. O trabalho faz-se bem em casa também. Ou talvez até melhor.

O despertador vai tocar duas horas mais cedo. Vou voltar a perder três horas em deslocações, ida e volta. E vai ser bom rever os colegas de trabalho. Mas preferia, claro, manter-me em casa. Não confio nos transportes públicos. Nem me sinto confortável com a ideia de sermos muitos num espaço fechado. Mas é o que tem que ser.

Ainda sem retorno. Mas já de regresso do outro lado. É altura de voltar ao ritual nocturno. Já não falta muito.

Tenho que dormir cedo esta noite. Mas não tenho sono…

Amanhã vai ser duro acordar cedo. Mas vai ser um dia bom. Só porque sim.