Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#324.42.2021}

Há coisas que me fazem sentir, há coisas que me fazem sentido. E quando é assim, vou e estou lá.

E hoje fui. E foi bom, como é sempre, como já previa.

E a haver um regresso, é ali. Será. Seria. Não sei. Mas é ali que faz sentido para mim.

{#323.43.2021}

Sexta feira. E a certeza de que retorno já ninguém mo tira. Amanhã será mais um dia de retorno, de forma diferente mas boa na mesma. Se não mesmo melhor.

Dia de formação. Num estágio que está quase a chegar ao fim. E ainda sem certezas sobre o que vem depois. A ansiedade, claro, instala-se devagarinho. E algumas perguntas pairam no ar. Sem grande necessidade de resposta antes do tempo.

Cansada. Tão cansada. A semana foi longa. E os horários não ajudam, especialmente quando se mantêm as noites interrompidas.

Não há muito a dizer. Em formação não há tempo para pensar em muito mais do que a possibilidade do erro. E o possível erro assusta-me. Mas com a prática tudo se irá encaixar. E vai correr bem.

Quanto a amanhã, acredito que se possa concretizar o que tenho em mente. E, não sendo nada de especial ou extraordinário, será bom.

Por hoje desligo. Cedo para tentar descansar.

Amanhã será um dia bom.

{#322.44.2021}

Ainda o retorno, mas mais importante a partilha. Gosto de sentir esta confiança que vem desde o primeiro dia e que não se perdeu com o tempo. Gosto destas partilhas.

E agora mesmo, neste instante, o retorno que me deixa meio sem palavras.

Amanhã será bom dia também. E o retorno já ninguém mo tira.

{#321.45.2021}

Quarta feira. Dia do meio. Tranquilo. Frio. Mas nem por isso distante.

E o retorno que surge inesperado numa espécie de partilha. Que me deixa de algum modo preocupada. Não por mim mas pelo outro lado.

É curioso perceber que essa partilha existe desde o primeiro dia. Sem que eu o tenha pedido, a verdade é que sempre existiu esse à-vontade para partilhar. E agradeço por isso. Faz-me sentir bem assim. Quase diria que me faz sentir especial, mesmo tendo consciência de que não sou. Mas sabe bem saber que não há problema em partilhar.

Seja o que for que está a acontecer do outro lado, estou aqui no que puder fazer. Se poderei ajudar? Provavelmente só ouvindo o que essa partilha quiser revelar. Mas muitas vezes ouvir é a melhor forma de ajudar.

Aguardo. Se a partilhar continuar, estou aqui. Se não continuar, estou aqui também.

Amanhã será bom. E a semana perto do fim.

{#320.46.2021}

Terça feira. E começa a ser difícil saber em que dia estou. Por momentos hoje estive em modo quarta feira. Não sei porquê. Até que caiu a ficha.

De resto, nada de novo. A tentar fazer o meu melhor todos os dias. Sabendo que falho e tentando corrigir.

O retorno surge, de novo, devagarinho. Desde que continue a surgir……

Desligo cedo. Hoje não dá para muito mais.

Amanhã sim, será quarta feira.

{#319.47.2021}

Segunda feira. Cansada como se fosse sexta. Mais uma noite interrompida, mal dormida, para começar a semana.

E uma espécie de ansiedade que se vai formando devagarinho e se vai aninhar até ao fim do mês. Não quero pensar nisso. É deixar seguir.

E o retorno. Sempre o retorno. Que seja, do outro lado, uma semana mais tranquila. É o suficiente para acalmar os filmes da minha cabeça.

Nada do que escrevo hoje faz muito sentido. Mas não importa. É só uma espécie de lembrança do cansaço. E ainda agora a semana começou.

Amanhã será melhor. Hoje desligo mais cedo e a noite logo se vê como será.

Sim, amanhã será melhor.

{#318.48.2021}

Não fui feita para estar sozinha. E este fim de semana, sozinha em casa, recordou-me disso.

E o domingo, para não variar muito, foi dedicado a mantas, sofá e televisão. Tive vontade de sair, de ver gente, mas ainda não me senti a 100% e com coragem para enfrentar o frio na rua.

Estou melhor do que ontem, sem grande comparação possível. Mas precisei de mais este dia para que amanhã esteja tudo bem para ir trabalhar sem grande dificuldade.

Os filmes na minha cabeça parecem ter tirado o dia também para ficarem sossegados e não chatearam. Não se fizeram presentes. E isso é bom. Já eu, sem filmes e sem pensar demasiado, fiz a minha parte naquilo que ficou acordado há uns meses. Continuarei a fazê-lo até que me digam que não é para fazer mais, ou que já não querem a minha ajuda.

De resto, o fim de semana já terminou. Amanhã regressa-se à rotina. E não me chateia nada que assim seja. Custa sair da cama tão cedo, preferia o registo de teletrabalho só por causa da hora a que toca o despertador, mas não me queixo porque é para fazer algo que gosto.

Mas, de facto, estar sozinha não é para mim. E por isso este fim de semana pareceu nunca mais ter fim, mesmo tendo passado rápido.

Talvez seja melhor assim. Porque há alturas em que é preciso estar sozinha. Para pôr ideias em ordem.

Amanhã já não estarei sozinha. E ainda bem.

{#317.49.2021}

Dia de efeitos secundários da vacina da gripe. Por muito que tivesse pensado em fazer alguma coisa de diferente neste fim de semana em que estou sozinha, faltou a coragem e condições físicas para sequer me mexer.

Valeu-me a consulta semanal com o terapeuta fofinho de manhã para conversar um bocadinho e pôr as minhas dúvidas de ontem em perspectiva. Mas falta-me uma boa conversa de raparigas para sair do registo terapêutico e ter outros pontos de vista. Sei que há mil e um motivos que podem levar a uma breve alteração de comportamento e que podem não querer dizer nada, pode ser apenas uma breve indisponibilidade sem nada de mais. Mas a minha perturbação borderline faz filmes na minha cabeça em que a culpa é sempre minha.

Enfim. Vamos ver. Seja como for, não posso exigir aquilo que não têm para me dar. Nem posso esperar mais daquilo que não é o que eu gostaria.

Agora descanso. Recolho-me ao quentinho e vou ver se durmo para amanhã estar melhor. Não estava preparada para todos estes efeitos secundários que quase me derrubam. Mas amanhã será melhor.

{#316.50.2021}

Tenho que começar a pensar em desistir. E eu detesto desistir, seja do que for. Mas desta vez o meu gut feeling aponta noutra direcção e diz-me que está na hora.

Há muito tempo que não me sentia assim. E não tinha saudades. Desanimada. Desalentada. E sabendo que o que trago comigo, em mim, é tão bom e tão bonito por ser puro e desinteressado. E dói que seja desperdiçado. Mas é o que é. E isso é claro desde o início, reforçado desde aquela conversa naquela noite fria de início de Fevereiro. É o que é e mais nada do que isso.

Sinto-me triste. Sim, é isso. Triste. Como há muito tempo não me sentia. E não gosto desta tristeza. Deste desalento.

Está na hora de entregar os pontos? Acho que sim. E não quero. Mas, mais uma vez, é o que é. E é também hora de desligar os filmes que faço na minha cabeça. Que não me fazem bem nenhum mas que não me largam.

Enfim. Não me canso de repetir: é o que é. E não é nada daquilo que eu gostaria. Mas é o que é.

{#315.51.2021}

Há silêncios que me doem. E pesam. É a falta de retorno que, sei bem, não é obrigatório acontecer todos os dias. Mas esses silêncios, essa falta de retorno, doem e fazem disparar as inseguranças, a falta de auto-estima e os filmes na minha cabeça.

Sei que não há obrigação nenhuma quanto ao retorno. Sei que tanta coisa pode originar essa falta de retorno. Sei, também, que sou eu quem espera demasiado. E sei que tudo isso me faz mal. Porque me faz sofrer. Não gosto desta expressão, “faz sofrer”, mas a verdade é que faz. E quando uma pessoa se habitua a um certo nível de retorno, sofre quando há quebras.

Não quero pensar muito nisso. Vou deixando andar. Mantendo-me como sempre. Sem me querer impôr. Mas sempre presente porque sim. Porque me faz sentido. E só sei ser assim. Não devia, mas é só como sei ser e fazer.

O retorno voltará a acontecer. Não sei quando, sei apenas que desejo que aconteça rapidamente.

Porque há silêncios que me doem. E eu não gosto disso.

{#314.52.2021}

Quarta feira. Cansada de uma semana que ainda agora vai a meio. Uma vacina e respostas fugidias.

E filmes na minha cabeça, novamente. Não gosto disso, mas não consigo evitar. Especialmente quando há respostas que me fogem.

Desligo por hoje. É o melhor a fazer para não pensar. Amanhã será melhor.

Pode ser que cheguem as respostas que me fogem.

{#313.53.2021}

Terça feira. E hoje não me apetece escrever.

Por nada, apenas por estar cansada e não ter nada digno de registo.

Recolho-me, um bocadinho mais tarde do que o habitual. E já a fazer contas ao sono que tenho.

Falta muito para o fim de semana?

{#312.54.2021}

Dia de retorno. Desta vez, retorno de uma espécie de trabalho que me foi proposto e que aceitei sem pensar duas vezes. Seria (é) uma forma de ajudar. Não ocupa demasiado tempo, não tem horários a cumprir, não é exigido nada que não consiga cumprir. A minha parte é feita hoje com a mesma vontade do primeiro dia. E hoje foi dia de concretização de algo que já era real há uns tempos mas que só hoje se pode materializar.

Há potencial para mais. Não depende de mim a concretização, mas o potencial está lá. Se posso fazer mais? Não. E não me preocupo com isso. Sei que a minha parte é apreciada. Sei que faço o que me foi proposto. E sei que é uma espécie de parceria que traz vantagens para ambas as partes.

E depois, depois nada. É o que é. Mas também é uma forma de estar presente, de ser presente. E sei que também isso é valorizado.

Se tudo isto é completamente inocente? Não. Claro que ganho com isto. Mas há uma parte do que ganho que não pode ser contabilizado e que só eu sei o que é. É algo que me faz sentido. E me faz, também, sorrir.

Sim, hoje foi dia de retorno. Do trabalho realizado e do ritual de todos os dias. E dou por mim com um sorrisinho ao canto da boca e um brilhozinho nos olhos. Que já me acompanham há muito tempo, mas que hoje deixo transparecer mais.

Enfim, é uma espécie de parceria de trabalho que podia ser mais do que apenas isso, porque tem condições para tal. Cada vez tenho menos dúvidas disso. Basta querer o outro lado…

Mas é o que é! Não posso esquecer-me disso. E às vezes esqueço-me. E não posso mesmo. Para meu bem, não posso esquecer-me.

Termino o dia a olhar para cima, como sempre. E a encontrar a minha Lua em início de ciclo. E a acreditar que um dia o que hoje parece impossível vai ser possível.

{#311.55.2021}

Domingo que foi igual a sábado. Descansar e fugir ao frio. Manta, sofá, televisão e uma gata que se quis aquecer.

Amanhã, o regresso à rotina. Só custa o acordar tão cedo. Porque o resto do dia corre bem. E sabe bem.

Desligo por agora, mas antes ainda cumpro o ritual. Já não passo sem o fazer, todas as noites. E sabe-me bem. Mesmo que não tenha retorno imediato, é algo que me faz sentido e me faz sentir. E, enquanto assim for, continuarei a fazê-lo.

{#310.56.2021}

Sábado sem nada a registar ou declarar. Foi dia de descansar e fugir ao frio.

Amanhã não será muito diferente.

{#309.57.2021}

Sexta feira e voltou a haver retorno, como previsto. E é tão bom quando assim é. Sei que no fim de semana dificilmente haverá, mas também sei o motivo. E isso acalma a ansiedade que me é tão característica e estupidamente familiar. A mesma ansiedade que me leva a fazer filmes na minha cabeça que nada mais são do que reflexo de insegurança e baixa auto-estima.

Sexta feira e faz frio. A semana, mais curta, passou a correr tranquila. E o pensamento sempre naquele lanche de segunda feira. E a certeza que sim, é para repetir. E por minha vontade seria para repetir de forma mais assídua.

As coisas são como são, não há como negar. Mas também parecem ser outra coisa que na realidade não são. Mas só eu sei. Acho eu que só eu sei. E o retorno, sempre. Que quase me atrevo a chamar cúmplice. Porque o é. Só não sei se consciente. Mas que quero acreditar que sim. Que o é assim desde o primeiro dia há 4 anos.

É-me importante falar sobre isto e só o posso fazer com o terapeuta fofinho. Que me ouve, me responde e não critica, antes pelo contrário. Acaba até por apoiar, ou não fosse ele também responsável por esta história. Que o é. Se não fosse ele a incentivar a minha participação, não estaria hoje a escrever sobre o que trago comigo, cá dentro. Não sei como estaria, mas não duvido que não estaria melhor do que estou. Porque não estaria onde estou, como estou e com quem estou, mesmo não estando com ninguém.

É. As coisas são como são. E isto é o que é. E eu estou bem assim, mesmo sabendo que gostaria de mais.

Quem sabe um dia as borboletas na barriga e o gut feeling não confirmem aquilo que acredito ser possível?

{#308.58.2021}

Quinta feira e a semana a chegar ao fim. Tranquila e cheia de trabalho. E sono. Esse sempre presente.

E mais um dia sem retorno, até ver. Mas não me posso esquecer que não posso pedir o que não têm para me dar. Tranquila também com isso. Sei que faz parte e que esse retorno vai chegar. Quem sabe ainda hoje, depois do ritual de fecho de dia.

Enfim, nada de novo em mais uma quinta feira que termina. E mesmo sem retorno sei, porque o sinto, que o caminho é por ali. Onde me vai levar não sei, mas dizem que o importante é a viagem e não o destino.

Amanhã? Logo se vê como será, mas se for igual a hoje já é bom. Tirando o frio, para o qual não estou preparada ainda mas que já chegou.

Seja como for, continuo a olhar para cima. Sempre.

{#307.59.2021}

Agora que saio de casa de dia, gosto de observar as cores da manhã. Já não tenho cores de final de dia para acompanhar, fico-me pela manhã. E gosto mesmo muito. Custa sair de casa tão cedo, mas vale a pena.

Quarta feira e a semana, mais curta, corre tranquila. O fim de semana já não está longe e o sono vai-se gerindo até chegar sábado.

O ritual da manhã e da noite vai-se repetindo sem novidades. Mas sabe sempre melhor quando há retorno. E hoje (ainda) não houve. Não desanimo. Mas sinto-me desaconchegada. Como se me faltasse alguma coisa que me dá conforto. E na realidade falta.

Mas se não houver retorno hoje, sei que haverá amanhã. E o gut feeling de novo, depois de segunda feira, a sussurrar-me ao ouvido.

O melhor, ocorre-me agora, é ir dormir. O dia já vai longo e amanhã é dia de madrugar novamente. E não posso continuar a divagar em palavras que não dão em nada a noite toda. Vou (mesmo) dormir.

{#306.60.2021}

O horário de Inverno pode ser deprimente na hora de regressar a casa, significa sair do trabalho já de noite. Por outro lado, e durante algum tempo vai ser assim, permite-me sair de casa já de dia, ao contrário dos últimos dias em que saía de casa de noite.

E começar o dia com uma conversa matinal ainda bem cedo, sabe tão bem. É raro acontecer tão cedo, mas hoje aconteceu. E soube-me muito bem. Sim, foi mais um pequeno nada. Mas são esses pequenos nadas que me aconchegam, já se sabe.

Esta semana é mais curta. Ainda agora começou e já me sinto tão cansada. Começo a não gostar deste cansaço mas não vou pensar muito nele. É o que é, resultado de noites mal dormidas, acordar demasiado cedo e dormir mais tarde do que devia. Tenho saudades de trabalhar a partir de casa… Não me cansava tanto e resultava na mesma. Mas acredito que será possível (e provável) voltar ao teletrabalho.

Por hoje dou o dia por terminado. E termino o dia como comecei: uma pequena conversa, o ritual do habitual. Já não passo sem ele.

{#305.61.2021}

Um jantar que se antecipou para um lanche. Mas o importante é que aconteceu.

Com borboletas na barriga e uma tranquilidade que vem sempre dali. Uma espécie de segurança. Que cada vez me faz mais sentido e que desde o primeiro dia me deixa aconchegada.

Falou-se do que era suposto, tive resposta às minhas questões sobre um eventual regresso a algo que me faz sentido. Falou-se de tudo o que há vários meses não era falado porque o online não dá para tudo.

Foi bom conversar. Já tinha saudades disso. E novamente fica a ideia de que isto devia acontecer mais vezes. Só porque sim e porque sabe bem. E a mim faz-me bem.

E fica também a certeza de que eu devia sair de casa mais vezes. Estar com pessoas. As minhas pessoas.

Vamos ver o que o tempo nos traz. Ou me traz porque aqui sou só eu a pensar e a planear e a imaginar e, quase me atrevo a dizer, a sonhar acordada.

Quem sabe o que vai acontecer. É esperar para ver. Mas o que importa é que, o que aconteceu hoje, devia (podia?) acontecer mais vezes.