Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#344.22.2021}

Sexta feira. E a vontade de perguntar coisas que não são mais do que preocupação pura. “E tu? Onde ficas tu no meio de tudo?” É uma pergunta simples, mas a resposta será mais complexa, de certo. Mas tenho curiosidade em saber a resposta. Talvez um dia consiga fazer a pergunta, mas terá que ser ao vivo, só assim faz sentido.

O mote de ontem foi mais ou menos lançado. Se foi entendido, não sei. Não irei insistir para já. Irei manter-me como sempre: presente.

Amanhã será dia de consulta de manhã e a tarde, à falta de programa melhor, será para descansar: mantas, sofá e televisão. E muita ronha. Mas sempre com vontade de fazer acontecer mais.

Hoje foi mais um dia igual aos outros, mas agora não me queixo, porque por muito iguais que os dias sejam, há sempre algo diferente porque o trabalho assim o dita. E gosto muito do meu trabalho. A única coisa que me custa? As três horas que perco em deslocações. São uma perda de tempo. E eu não tenho tempo para perder Tempo.

Enfim…seja o que for que o dia de amanhã me reserva, estou cá. Presente por inteiro.

Agora desligo. Estou cansada. E amanhã também é dia.

{#343.23.2021}

Às vezes, perder o autocarro pode ser bom. Dá aquele tempo extra para fazer um telefonema e pôr a conversa em dia. E ir sabendo daquele local que já não é meu e que já não deixa saudades pelo caos que se revelou.

Estou bem onde estou agora. E ainda bem que estou ali e já não lá.

E hoje voltou a haver retorno. Está tudo bem e só isso importa. Mas faz-me falta, também aqui, pôr a conversa em dia. Irei lançar o mote. E depois logo se vê.

É o que é. E o que tiver que ser, será. Estou bem como estou. Mas claro que gostaria de mais. Não o peço e menos ainda exijo. Porque, lá está, é o que é.

E de repente lembro-me da minha Lua. Há muito tempo que não a via. E ter perdido o autocarro para casa hoje permitiu-me vê-la e recordar que ela está lá sempre para me ouvir e sentir. E sei que não está só para mim. Quem sabe se não está também disponível para enviar o que trago comigo e guardo cá dentro a quem eu gostava de entregar tudo isto.

Lance-se o mote. Veremos o que dá e quando dá. Porque dará alguma coisa, não interessa tanto o quê mas sim o quando.

Amanhã? É sexta feira. E só por isso vai ser bom. E por hoje já chega.

{#342.24.2021}

Acordar com uma mensagem de retorno. Sabe bem. Mas ainda ficou a faltar tanto…

Almoçar tarde e adormecer no sofá depois do almoço. E passar a tarde assim, debaixo das mantas. Não tinha nada previsto para este feriado, mas gostava de ter feito alguma coisa. Não fiz, mas se adormeci e assim fiquei tanto tempo é porque, de alguma forma, estava a precisar.

Amanhã regressa-se à rotina. E ainda hoje regresso ao ritual nocturno. Quem sabe agora consiga confirmar que está tudo bem.

{#341.25.2021}

O silêncio mói. E dói.

…e continua presente…

Sei que o retorno irá acontecer. Só não sei quando. Até lá, o silêncio. E eu não sei lidar com o silêncio.

Sei, também, que nem sempre há disponibilidade ou disposição. Tenho consciência disso. Sei que, do outro lado, os dias também podem ser difíceis. Tenho perfeita noção e acredito que estes dias possam estar a ser complexos.

…mas eu nem peço muito. Já só preciso de saber que está tudo bem…

{#340.26.2021}

Segunda feira com sabor a quinta. E o silêncio que me assusta sempre. Sei que o retorno não é obrigatório e acabará por acontecer. Mas enquanto não acontece, mil cenários formam-se na minha cabeça, cenários de filmes que só aí fazem sentido e só aí são possíveis.

Sim, eu sei que o retorno não é obrigatório e que voltará a acontecer. Mas sinto-lhe sempre a falta. E muita. E vai crescendo o medo de que algo possa estar errado. E se um dia acertar nesses receios?

{#339.27.2021}

Domingo que se queria de preguiça e começou cedo. Preguiçou-se um bocadinho depois de acordar cedo, mas a tarde foi preenchida. Estudar o manual que veio do trabalho e sentir que ficou tudo na mesma. Será a prática a grande mestre. Como em tudo, aliás.

Foi um domingo que passou rápido demais e que no final pouco se viu. Um bocadinho como todo o fim de semana no geral. Passou demasiado depressa. Não deixou nada para mostrar.

Amanhã é o regresso à rotina. Mais uma semana que será interrompida a meio por mais um feriado. Que, apesar de bem vindo, acaba por me baralhar.

Agora é hora de recolher e desligar enquanto ainda espero pelo retorno de hoje. Que já não deve vir. Mas não faz mal. Se estiver tudo bem, eu estou bem também. E amanhã também é dia.

{#338.28.2021}

Sábado. E ninguém merece acordar duas horas do despertador tocar. Mas aconteceu. Mais uma vez.

Manhã de consulta, tarde de assistência técnica e um jantar fora inesperado de última hora. Estudar, que é necessário, ainda não aconteceu. Vai ter que acontecer amanhã.

De resto, mais do mesmo. Mais um sábado desinteressante. Mas que, apesar de acordar demasiado cedo, deu para descansar.

Amanhã será desinteressante também. Mas será um dia bom. Como o de hoje também foi. Com retorno de manhã cedo e uma vontade grande de retorno a todas as horas. Como sempre.

Não acontecendo, fico-me pela vontade. Sabendo que o retorno acontece sempre, mesmo que por vezes possa demorar um pouco a acontecer. E estou bem assim.

Agora desligo. Esta noite não há ritual nocturno. Como acontece aos fins de semana, aliás. É raro haver ritual nocturno ao sábado. O que, por sinal, acaba por também ser uma espécie de ritual, o não haver ritual. Eu sei, eu sou estranha. Mas não seria eu se não fosse assim.

{#337.29.2021}

Semana, que foi mais curta, terminada. Apesar do feriado a meio da semana, sinto-me cansada. As noites continuam mal dormidas e interrompidas e o frio não ajuda na hora de recuperar. Mas não me queixo, porque tudo isto sabe bem no final do dia.

Tempo de pôr conversa em dia. E as memórias de um tempo que foi da fusão de cores. Esse tempo já lá vai, foi bom enquanto durou, fica a amizade, o carinho e o respeito, acima de tudo pelo que foi bom em tempo que era de ser tempo. Mas as memórias, todas elas positivas, sabem bem. É bom ter boas memórias.

Venha o fim de semana. Para descansar o que é de descansar e estudar o que é para estudar.

Desejosa de regressar ao teletrabalho, mesmo sabendo que perderia (perderei) as cores do dia que amanhece. Mas também sei que seriam (serão) menos 3 horas perdidas em deslocações. E 3 horas é muito tempo.

E eu não tenho tempo para perder Tempo.

E pensando em tempo que não tenho para perder Tempo, olho para os últimos quatro anos e confirmo que não tem sido tempo perdido. Tem sido tempo investido. E tenho saído sempre a ganhar. Que continue assim.

{#336.30.2021}

Frio. Muito.

Tanto…

{#335.31.2021}

Surpresa do dia: um encontro inesperado. Ainda na sequência do retorno habitual, hoje esse retorno traduziu-se em algo parecido com “estou aqui”. E eu, claro, fui. E ainda bem que fui.

Foi pouco tempo, foi em missão, mas foi como é sempre: bom. E novamente o meu gut feeling me diz que há algo mais ali. Porque podia não ter dito nada, sabendo que seria sempre pouco tempo. Mas disse. E ainda bem que disse.

Assim termina o feriado que tinha sido pensado para descansar e estudar. Descansei, mas o estudo vai ter que esperar pelo fim de semana. Seja como for, no trabalho há cábulas e apoios. Pode esperar mais um pouco.

Agora desligo. Amanhã é dia de regresso à rotina. Mas desligo aconchegada por aquele período de pouco mais de meia hora que veio de surpresa e me soube tão bem.

{#334.32.2021}

Terça feira com sabor a sexta. E ainda bem. Depois de mais uma noite interrompida e difícil, vai ser bom desligar o despertador amanhã quando tocar em vez de ter que sair da cama para o frio.

Se ontem tinha vontade de comemorar com a pessoa certa e não aconteceu, hoje a vontade é igual. Mas sei que não é possível. Não por falta de vontade (minha), mas porque do outro lado não é possível porque há prioridades que são inquestionáveis e que eu nunca poderia pôr em causa. Nem ponho. Aliás, são prioridades que eu defendo desde o primeiro dia. E que irei defender sempre.

Sei que haverá outras oportunidades. Não me entristece não poder realizar vontades quando o motivo é mais que válido. E o importante é que tudo fique bem.

De resto, foi mais um dia de muito frio. E o Inverno ainda não chegou oficialmente. Eu é que não estou preparada para o frio. Continuo a não estar. Mas aprendi nos últimos anos que sim, é possível sobreviver a este tempo.

E de repente páro para pensar e perceber que, neste momento, é tudo mais fácil de encarar graças ao que trago comigo e guardo cá dentro. É tão simples. E tão bom. E sabe tão bem.

Agora é manter o foco e continuar a olhar para cima. E saborear cada dia bom. Mesmo com frio.

{#333.33.2021}

Dia 333 com 33 dias até terminar o ano. Foi um dia bom, com coisas boas a acontecer e a deixar-me com vontade de comemorar com a pessoa certa. Não aconteceu hoje, nem vai acontecer. Mas partilhei e tive retorno. E isso já é tão bom. Claro que fica sempre a vontade de mais. Mas não acontecendo também não me deixa triste. Porque é o que é. E é como é, como pode ser. Também sei isso. E sei que é tão difícil ser de outra forma.

Seja como for, foi um bom dia. Frio. Mas bom. E sempre a olhar para cima, onde vou encontrando bocadinhos de céu azul.

{#332.34.2021}

Domingo que deu para descansar. E pouco mais.

Se estou preparada para a semana que aí vem com novos desafios no trabalho? Nem um pouco preparada, confesso. Vale o feriado a meio da semana para fazer o que não fiz no fim de semana: estudar.

Vamos ver como corre segunda feira. Vai correr bem, claro. Com mais ou menos pedidos de ajuda as vezes que forem necessárias, porque é normal não saber tudo. Não me vou preocupar por antecipação, não resolve nada.

Agora é hora de recolher e desligar. O fim de semana já passou. Amanhã é dia de madrugar e regressar à rotina.

Vai ser um bom dia. Vai ser uma boa semana. Vai ser bom. Mesmo com muito frio, vai ser bom.

{#331.35.2021}

Dia frio, dia de compras. Não foi um dia mau. Mas amanhã, dedicado ao descanso, será melhor.

{#330.36.2021}

Dia de retorno. Procurado e conseguido, mas retorno.

No trabalho, mais um dia de formação, mais um passo no crescimento.

Têm sido dias bons. Com mais ou menos retorno, mas bons. E a vontade de comemorar os dias bons é muita, mas o medo também. Medo dos outros dias, os menos bons. Porque estou sempre à espera que apareçam.

Não quero pensar nisso agora. Quero sentir estes dias bons, um dia de cada vez. E o retorno, esse, é meu e ninguém mo tira. Venha com a frequência que vier. É meu. E de uma forma que só eu entendo pela forma como o sinto e como me faz sentir. E me faz sentido.

Sexta feira. Amanhã é dia de consulta com o terapeuta fofinho. Dia de partilhar novidades e boas notícias. E receios também. Porque ali, já sei, posso falar de tudo sem rodeios e sem receios. E isso é tão importante.

Por agora chega. Sono e frio, muito de cada um. Cansada de uma semana intensa. Mas feliz. Continuo a olhar para cima. Continuarei sempre. Mas por agora descanso.

{#329.37.2021}

O dia lá fora hoje não esteve muito bonito. Mas trouxe boas notícias. Uma teleconsulta com avanços positivos e uma avaliação com bons resultados.

Tem valido a pena o esforço. Tanto no processo de cura que ainda não está fechado como no investimento em formação e estágio no local de trabalho.

Soube bem, tanto num campo como no outro, receber feedback positivo. Agora é continuar de cabeça erguida e seguir em frente. Sempre a olhar para cima.

Por outro lado, mais um dia sem retorno. Isso já não sabe tão bem. Mas não me posso esquecer: é o que é. Não há obrigação de nada. Porque não há nada de mais.

Siga! Tive boas notícias, isso é o mais importante. O retorno irá acontecer novamente, quando menos esperar.

{#328.38.2021}

Dia frio mas azul e com Sol. Dia do meio, aquele dia que não é sim me não, é nim.

Tranquilo. Sereno. Com trabalho. Só fica a faltar o retorno, que ainda não foi hoje que aconteceu. Mas irá acontecer novamente quando menos esperar. E será bom. Como é sempre.

De resto, nada a registar. Apenas e como sempre o sono. O cansaço. As noites interrompidas.

Amanhã será melhor. Vai continuar frio. Mas será um dia bom.

{#327.39.2021}

Dois dias sem retorno…

Não gosto quando isso acontece, mas sei que faz parte. Os dias do outro lado também não são fáceis, nem sempre correm ligeiros e o tempo não abunda.

Desta vez não recorro ao ritual nocturno, como não recorri ao ritual matinal. Também faz parte. É preciso deixar respirar. O retorno irá acontecer novamente.

Até lá, tenho a recordação de sábado. Porque os olhos, esses, não mentem. E no sábado disseram tanta coisa.

Sei esperar. Por isso espero mais um pouco. O retorno irá acontecer. Quando menos esperar por ele. Como sempre.

{#326.40.2021}

Dia frio lá fora. Aconchegado cá dentro. Tranquilo no trabalho, demasiado tranquilo para uma segunda feira.

Presa na memória. Na memória do último sábado. Porque os olhos, para lá da máscara, os olhos… Os olhos que marcam e me prendem numa memória que não quero largar. Onde me perco e me encontro.

Podemos voltar ao último sábado?

Não podemos, claro. Nem eu devo ficar presa a uma memória que não deve querer dizer nada. Mas é mais forte que eu. Porque me soube tão bem e me fez tanto sentido. E me fez sentir. E só por causa disso sorrio um sorrizinho ao canto da boca e saltarico por aí com um brilhozinho nos olhos.

Adolescente, sempre. Mais uma vez, adolescente mas de uma forma boa. Positiva. Porque isto que existe há quatro anos nunca foi outra coisa que não algo de positivo.

O que vai sair daqui? Provavelmente nada mais para além daquilo que é. Porque é o que é. E não é obrigatório ser muito mais.

Viajo na memória. Regresso àqueles olhos de sábado. E deixo-me ficar por aí. Porque é mais um pequeno nada a juntar a tantos outros e que fazem já um grande tudo.

Estou bem assim. E estou mesmo.

{#325.41.2021}

Domingo com sabor a Domingo. E a vontade de ainda ser o final do dia de ontem. Porque sabe sempre a pouco.

Mas esse pouco soube a tanto, como sabe sempre. Mas ontem especialmente. Porque aquele gut feeling bom voltou a soar. E voltou a sussurrar-me ao ouvido aquilo que não digo mas desejo. E ontem vi. Vi que sim, há ali alguma coisa. Sei que será difícil de concretizar porque a vida se mete pelo meio, mas sim, há ali alguma coisa. E ver isso soube-me muito bem. Tão bem. Tão tranquilamente bem.

Agora desligo mas não sem antes recorrer ao ritual de lo habitual. E sei, porque o sinto, que esse ritual nocturno de final de dia é bem recebido e acolhido.

O retorno, sempre o retorno. Sabe tão bem. O resto? O resto é o resto. Se estou bem assim? Estou. E é tão bom estar assim como estou. E também por isso queria que ainda fosse o final do dia de ontem. Para saborear mais um pouco o que vi e senti.

As máscaras não ajudam, mas os olhos…os olhos não mentem. E dizem tudo. E ontem disseram tanto.