Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#124.242.2021}

Sair um bocadinho. É preciso para manter a sanidade mental. Mesmo que esse sair um bocadinho seja sempre aqui no bairro, sem sair dos mesmos sítios de sempre.

Olhar para cima e ver o mesmo de sempre mas numa perspectiva diferente ajuda a ver tudo o resto de outra perspectiva.

Amanhã promete ser melhor.

{#123.243.2021}

Não posso ficar em casa o dia todo todos os dias. Não me faz bem.

Amanhã será melhor. Amanhã vou obrigar-me a sair de casa.

Ficar em casa o dia todo todos os dias é uma perda de tempo. E eu não tenho tempo para perder Tempo.

{#122.244.2021}

Dia da Mãe.

Hoje é o dia que já me fez chorar. Já não faz. É um dia que, de certa forma, também é um bocadinho meu. Mesmo que não se veja.

Aprendi a aceitar. E por isso já não choro. E isso é bom.

{#121.245.2021}

Não me posso esquecer de continuar a olhar para cima. Afinal, sou uma sortuda. Mas já me tenho esquecido disso.

Mas sou uma sortuda, sim. Posso não ter tudo o que quero, mas tenho o que preciso. E quem me ajude a alcançar o que preciso.

E por tudo isso, para além de sortuda, sou também grata. E também por isso continuo a olhar para cima.

{#120.246.2021}

Ainda não foi hoje que arrancou aquilo a que me propus colaborar, mas já falta pouco. Não sendo um emprego, é um trabalho que me vai manter ocupada e fazer-me sentir útil.

Do outro lado, a confiança, a partilha e a generosidade. Três factores que marcam a diferença.

Segunda feira, se não for antes, avanço. Até lá ainda vem o fim de semana que promete ser um pouco mais mexido do que o que tem sido. Vamos ver o que vou conseguir recuperar ao fim de tantos anos…

Tirando tudo isto, mais um dia igual aos outros, sem grande História ou estórias. Mas mais uma vez a confirmação de que sei exactamente o que quero…

{#119.247.2021}

Dia algo difícil, o de hoje, depois de mais uma noite interrompida.

Tirando isso, mais um dia igual aos outros, sem História e sem estórias. Mas cheia de vontade de fazer acontecer.

Está quase…

{#118.248.2021}

Novamente: confiança. E partilha.

Hoje foi um dia bom. Por ser diferente do habitual e porque tinha tudo para ser dessa forma.

Mesmo envolvendo transportes públicos.

{#117.249.2021}

De novo, confiança.

Eu confio. A outra parte, pelos vistos, também.

Amanhã será melhor, mais uma vez. Mas sempre com foco na confiança.

{#116.250.2021}

Tanto que haveria para dizer sobre a foto de hoje.

Mas não me apetece.

Tirando isso, foi só mais um dia igual aos outros. Amanhã promete ser diferente. Logo, melhor.

{#115.251.2021}

Entre luz e sombra. É onde ando, sempre. E se é na luz que me encontro, é com a sombra que me descubro.

Nem sempre numa, nem sempre noutra. Preciso de ambas. Neste momento, estou no meio com inclinação para a sombra. E se é na sombra que me descubro, também é verdade que não posso permanecer por aí muito tempo.

Preciso de equilíbrio. Que neste momento ameaça faltar-me. Por isso esforço-me para encontrar a luz.

Não é fácil andar sempre entre a luz e a sombra. Assim como também não é fácil permanecer sempre numa ou noutra.

Hoje volto a perceber que é da luz que preciso. E amanhã continuarei a procurar por ela.

{#114.252.2021}

Sou tão menina para ficar feliz pelos outros. E fico, realmente. Já lá vai o tempo em que pensava “e eu?”…

Agora é tempo de encolher os ombros a essa pergunta e responder “o tempo já passou. E o que foi não era para ser”…

{#113.253.2021}

“It takes all day to get nothing done”.

E há mais de um mês que é assim…

Correndo tudo bem, não será por muito tempo. Alguma coisa há-de aparecer. Para já parece que irá arrancar uma colaboração, que é só mesmo isso, uma colaboração, mas que me irá ocupar uma parte do tempo. E tempo, neste momento, é o que mais tenho para dar.

Venha daí essa colaboração. O resto, com tempo, há-de se compor.

{#112.254.2021}

Confiança. De parte a parte. É importante que exista. E é importante que não se desiluda quando existe um gesto de confiança.

Irei fazer o melhor para não desiludir. Sempre fico ocupada e vou dando uma ajuda a quem generosamente confiou em mim.

De resto, mantenho o que sempre disse: olhar para cima. Porque há sempre uma luz.

E há, ainda, aquele gut feeling de sempre. Hoje, outra vez presente.

{#111.255.2021}

Borboletas na barriga. Afinal ainda existem. E é tão bom.

Agora é só esperar mais um bocadinho. E aguentar as borboletas.

Amanhã será melhor. Será bom. E isso também é tão bom.

{#110.256.2021}

Estou cansada de estar cansada. E cansada de me repetir ao dizer que os dias passam iguais, sem História e sem estórias.

Mas não há muito que possa fazer para mudar o cenário actual. É aguentar e aprender a gerir.

Acredito que um dia as coisas vão mudar. Não sei é quando. E só peço que não demore muito tempo.

Até lá, vou vendo o tempo passar.

{#109.257.2021}

Cansada de me sentir sozinha. Mesmo sabendo que, na realidade, não estou completamente sozinha. Mas é assim que me sinto. E isso cansa.

Vai passar. Quando tudo melhorar, vai acabar por passar. Até lá vou gerindo.

{#108.258.2021}

Para além de olhar para cima, também é importante olhar para fora. Mesmo que o que esteja lá fora possa parecer assustador. E eu às vezes esqueço-me de olhar para fora, de tão focada que estou em não voltar a olhar para o chão.

Lá fora está o que pode vir. De bom ou mau, é lá fora que tenho que procurar o que aí vem. Não posso só olhar para cima ou para dentro. Olho para fora e aguardo o que vier.

Estou apreensiva, claro, porque não sei o que me espera nem o que pode vir aí. Nunca sabemos, na verdade. Mas quando se tem alguma estabilidade fica mais fácil lidar com o que chega. E neste momento não tenho essa estabilidade. Para além de apreensiva, também posso dizer que estou assustada. Claro que sim.

Fazem-me falta as rotinas impostas pelo trabalho e a estabilidade que isso me proporciona. E neste momento não há perspectivas de futuro. Não há perspectivas de melhoria. E essa falta de perspectivas e rotinas é o que me assusta neste momento.

Estou insegura. E preocupada. Apreensiva e assustada. Gostava de acreditar que de facto as coisas vão mudar e melhorar, mas cada dia que passa me é mais difícil acreditar. E ainda agora isto começou…

{#107.259.2021}

Depois de mais uma noite interrompida, sair de casa custa. Mas tenho que me obrigar a sair. Desentorpecer as pernas, mexer-me um bocadinho, apanhar Sol, apanhar ar.

E hoje soube-me sair, ainda que a custo, ao final da tarde. Voltei a olhar para cima e recordei o tempo em que dizia que queria ser árvore. Há muito tempo que não o dizia. Tenho andado esquecida.

Amanhã vou obrigar-me a sair novamente. Seja a noite interrompida ou não. Tenho que sair e fazer algo diferente para que não seja mais um dia igual aos outros.

{#106.260.2021}

Palavras sobre o dia de hoje para quê? Foi só mais um dia igual aos outros… E já cansa que seja assim.

Mas vai melhorar. Em breve, espero.

{#105.261.2021}

Ainda não percebi se o facto de eu esperar sempre, seja para o que for, é defeito ou feitio. Mas a verdade é que espero sempre. Desde o primeiro dia.

A espera nunca tem sido em vão, acaba sempre por chegar o que espero. Mas tenho que aprender a não esperar tanto. Como hoje. Esperei e só há-de chegar alguma coisa amanhã. Na melhor das hipóteses.

Mas sim, espero. Já faz parte. Não sei se é bom ou mau, mas já faz parte.

Amanhã logo se vê. E, chegando alguma coisa amanhã, vai resultar em nova espera. Como sempre.

Pelo menos enquanto espero estou entretida e esqueço por momentos o aborrecimento que têm sido os meus dias ultimamente. Hoje não foi excepção. Mais um dia igual aos outros, vazio, sem História e sem estórias.

Amanhã será melhor. Com espera ou sem ela, vai ter que ser melhor.