Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#64.302.2021}

Há dias em que sonho acordada mais do que noutros. Hoje foi um desses dias.

Não sei se me faz bem sonhar acordada, mas sei que o que me leva a sonhar não é motivo para cortar com nada. Nem com ninguém.

Amanhã é fim de semana. Vou ter bastante tempo livre para continuar a sonhar. Até que alguém me traga de volta à realidade.

Até voltar à realidade, continuo a sonhar. Não faço filmes na minha cabeça, isso é só para quando alguma coisa não está bem. Apenas sonho. E sabe bem.

Por hoje, mantenho o que digo: não há motivo para cortar com o que me faz bem. E por isso sonho. Só cortarei se algum dia me fizer realmente mal. E tenho algumas dúvidas que isso possa vir a acontecer.

Tenho tanta vontade de fazer acontecer o que vou sonhando… Mas não depende só de mim. Por isso guardo esses sonhos comigo. Como vou guardando tudo o resto.

Quem sabe um dia?

{#63.303.2021}

Tenho saudades. De muita coisa. Mas tuas principalmente. Mesmo falando contigo todos os dias.

Serão saudades de outro tempo, que nunca existiu? Não sei. Sei que para mim são saudades de algo que quero repetir contigo.

Levas-me a passear outra vez? Mais longe, como já fomos, ou até mais perto que também já aconteceu, não interessa. É contigo que quero ir. Estar. Ser.

Hoje a chuva voltou a fazer-se presente. Mas tu recebeste-me de manhã com Sol. Sempre com um sorriso. E o dia correu ligeiro. Longo, mas ligeiro. E os verdadeiros dias longos ainda não chegaram. E é desses dias que tenho medo. Mas sei que mesmo nesses dias me irás receber de manhã com um sorriso. E isso irá fazer toda a diferença.

Entretanto, vou continuando a sonhar acordada. Porque isso ainda posso ir fazendo. Não te conto os meus sonhos, claro, mas estás presente em todos eles. E é tão bom.

Agora recolho-me. Está quase na hora de enroscar e aninhar. E um dia, acredito, será em ti que vou enroscar. Não hoje, eu sei, mas um dia que já esteve mais longe. Hoje enrosco sozinha, mas ao mesmo tempo enrosco em ti, que estás sempre aqui presente, ao meu lado.

E tenho a certeza que, quando finalmente acontecer, vai ser tão bonito. Porque o que trago comigo é bonito.

Agora é hora de pensar e acreditar que amanhã será melhor. E vai ser porque, mais uma vez, tu vais estar presente.

{#62.304.2021}

Estou cansada da minha janela. Faz-me falta o mundo lá fora. Por outro lado, cada vez tenho menos vontade de sair daqui. Com os novos tempos que se aproximam, vou ter que sair de casa mais vezes. Mas a vontade é pouca.

Mas é o que é. Pode ser que tudo entretanto melhore para estes lados e não seja preciso sair tanto.

Vamos esperar para ver…

{#61.305.2021}

A Primavera está quase aí, já se vai mostrando nos dias mais longos e nas mimosas carregadas de amarelo. Afinal, sempre conseguimos sobreviver ao Inverno.

Mas resta-me saber se iremos sobreviver às ausências de proximidade. Tenho saudades de estar com algumas pessoas sem medos, sem receios, sem restrições. Tenho saudades de ir jantar fora. Tenho saudades de abraços. Tenho saudades da proximidade. Da presença.

E vou sonhando acordada por aí com o que virá depois. Que podia ser agora, não fosse o mundo estar como está, de pernas para o ar.

Resta-me isso mesmo, sonhar acordada. Para adormecer todas as noites em cenários que crio na minha cabeça como se fossem reais. Que podiam tanto ser. Que eu queria tanto que fossem.

Não alimento nada que para alguns não tem significado. Mas também não corto com o que me faz bem. Não posso. Porque cortar não me iria trazer nada de bom.

Vou sonhando acordada por aí. E a Primavera vai chegando. E as saudades aumentando.

Um dia tudo isto melhora e a Primavera fica de vez e os sonhos realizam-se e as saudades matam-se. Até lá, é como sempre foi: um dia atrás do outro atrás do um.

Mas a Primavera vai chegando. E eu continuo a sonhar acordada.

{#60.306.2021}

Gosto quando me perguntam “Como estás?”, mesmo que falemos todos os dias. Ou especialmente quando falamos todos os dias.

Aconchega-me. E rouba-me um sorriso, daqueles pequeninos que vêm bem cá de dentro.

Mas gosto ainda mais quando és tu a perguntar…

{#59.307.2021}

Fim de semana dedicado a nada. Ou melhor, dedicado à preguiça. Dormir até tarde como há muito tempo não dormia. Sofá, televisão e mantas. Televisão ligada, é um facto, mas nem por isso a olhar para ela.

Na realidade foi mais um domingo a ver o tempo passar, sem dar por isso. No sábado ainda percebi que o tempo passava, mas hoje nem por isso.

Resumindo, foi mais um fim de semana que passou sem nada a registar. Amanhã regresso à rotina. Para iniciar os últimos dias até um intervalo forçado que não sei quando irá terminar.

Enfim… Vai correr tudo bem. Tem que correr tudo bem. Não pode ser de outra forma. Depois logo se vê.

{#58.308.2021}

A hipocondríaca que há em mim não gosta de se sentir mal… Activa a ansiedade que tem andado calma e causa desconforto e algum sofrimento.

Não gosto disso. E gostava de dizer que é só uma mania que tenho, mas não consigo. Porque, lá está, hipocondríaca.

Amanhã será melhor.

{#57.309.2021}

Parabéns, Mãe.

{#56.310.2021}

Dia de nuvens de algodão. Já tinha saudades destas nuvens.

Continuo magoada com o descaso e desvalorização daquilo que sinto. Sou de sentir, tudo, o bom e o mau. E estas pequenas coisas magoam, especialmente vindo de uma amizade já com bastante tempo. Mas também irá passar. A mágoa, não a amizade.

De resto, continuo a sentir todos os dias um pouco mais aquela coisa bonita que trago cá dentro. E só isso importa.

Espero que as nuvens de algodão tenham chegado a quem quero bem. Também elas são bonitas e são das poucas coisas que posso partilhar por agora.

{#55.311.2021}

Fico triste quando desvalorizam o que sinto, como se fosse possível controlar o que vai cá dentro e que todos os dias cresce mais um bocadinho. Entristece-me porque o que trago comigo é algo bonito. E fico com a sensação de que não posso partilhar com ninguém. E não é justo. Porque se partilho é porque sinto necessidade de o fazer. Porque realmente preciso de o fazer.

Mas é o que é. Agora já sei onde não ir quando sentir necessidade de partilhar novamente.

Por outro lado, não sou só eu quem aparentemente “alimenta” alguma coisa. Parece-me a mim que é recíproco. E isso sabe-me bem. Muito bem mesmo.

Por isso já sei: não volto a partilhar com quem não dá valor ao que sinto. Quanto ao resto, não estou errada quando sinto reciprocidade. Porque ela de facto existe.

Guardo para mim. E sei que o meu gut feeling um dia vai ser um real feeling.

O que trago comigo é bonito. E é isso que importa.

{#54.312.2021}

Não tenho tempo para perder Tempo. E não me posso esquecer disso, ainda que às vezes pareça que me esqueci.

Não gosto de Tempo perdido. Mas gosto de Tempo investido. E nos últimos anos tenho investido algum Tempo em algo que, acredito, ainda vai ser muito bom.

É tudo uma questão de acreditar. E investir. E acredito que se não tivesse investido esse Tempo, hoje o meu tempo seria muito mais vazio.

Também por isso não desisto do bom dia e boa noite, todos os dias ou praticamente todos. Mesmo que entre um e outro não haja mais nada. Já sei que não faz mal ser esse assim. Vamos acompanhando o dia a dia de uma forma que ainda me faz sentido, e acima de tudo me faz sentir. E eu sou de sentir. E, neste caso concreto, gosto do que sinto.

Não tenho tempo para perder Tempo. E não o tenho perdido, de facto. E por isso mesmo vou continuar a investir a única coisa que realmente importa: o meu Tempo. E sei que não vou sair a perder.

{#53.313.2021}

E tu, lembras-te onde estavas há exactamente um ano? Quando ainda podíamos sair e reunirmos em jantares e festas de aniversário?

Eu lembro-me, ou não fosse a minha memória assustadora. E foi tão bom há um ano aquele jantar de aniversário e angariação. E tudo o que envolveu. Foi aí que comecei a confirmar o que me tinha sido dito poucos dias antes: nada iria mudar.

Um ano depois, de facto nada mudou. Acho até que melhorou, mesmo que o Mundo tenha sido obrigado a mudar e tanta coisa tenha piorado. Mas num plano mais pessoal, nada mudou, e ainda bem. E ter a sensação de que até melhorou é tão bom também.

O gut feeling mantém-se. Tal como há um ano. Ou ainda mais forte.

E tu? Ainda te lembras de onde estavas há exactamente um ano? Eu lembro-me. E neste caso posso dizer: ainda bem.

{#52.314.2021}

Dia de actualizar o currículo, 4 anos depois… Está feito. Agora é aguardar mais uns dias até começar a enviá-lo e esperar que haja resposta positiva.

Acordar com um bom dia que soube muito bem, que aconchegou numa manhã fria entre a chuva e o Sol que se quis fazer presente e que ficou o resto do dia.

De resto, nada de novo. Mais um dia igual aos outros.

Amanhã será melhor, novamente.

{#51.315.2021}

Chuva e frio. Muita chuva. Dia perfeito para o confinamento.

Tirando isso, mais um dia igual aos outros. Amanhã será melhor, com chuva ou sem ela. Também não faço tenções de sair de casa.

{#50.316.2021}

Estado de espírito dos últimos dias: um recorrente encolher de ombros. Isso e um bocadinho chateada, quase zangada.

Enfim… Amanhã vai ser melhor.

{#49.317.2021}

É rir para não chorar. Ou para não dizer muitas asneiras. Há dias que só assim se aguentam.

Vai correr tudo bem. Só pode correr bem. Não há outra forma.

Amanhã será melhor. Depois? Logo se vê.

{#48.318.2021}

Um dia de cada vez e o regresso à rotina. E cada vez mais chateada com o que aconteceu e sem grande vontade de me esforçar. Para quê? Pelos vistos não serviram de nada os últimos 4 anos, mas especialmente os últimos meses. Sempre disponível, para quê?

Amanhã será melhor. Um dia cai-me a ficha. Para já é esta fase de estar chateada. Hei-de estar frustrada, magoada, irritada, só não sei por que ordem, até estar finalmente resignada.

Até lá, um dia de cada vez. E amanhã será melhor. O que não é difícil, porque hoje não foi muito bom.

Até ao final, é manter o esforço e tentar manter-me calada nas reuniões que não servem de nada. Afinal, ninguém vai sentir a minha falta naquela equipa de gente vazia.

Enfim… Amanhã vai ser melhor. E vai correr tudo bem. Só me resta mesmo acreditar que sim.

{#47.319.2021}

Não gosto de dias perdidos. E hoje foi um desses dias. Amanhã regresso à rotina até chegar o dia de dizer adeus a mais de quatro anos. E já não falta tanto tempo como isso. Depois hão-de vir mais dias perdidos que vou ter de aprender a gerir.

Até lá, segue um dia de cada vez.

{#46.320.2021}

Um dia que devia ser de rotina mas não foi. Que podia ter sido igual aos outros mas que terminou com uma visita surpresa. Um grande pequeno nada. Que soube por tanto.

Só isso me fez acreditar que sim, as coisas agora podem não estar muito bem mas vão melhorar.

E as borboletas na barriga? Lá se fizeram sentir outra vez. Nunca desapareceram totalmente, mas há muito tempo que não as sentia como hoje. Costumo senti-las pela antecipação. Hoje senti-as pela surpresa. E continuo a sentir.

E foi tão bom. Tão simples mas tão bom.

E o meu gut feeling? Novamente a dar sinais, claro.

“Gostei de te ver…”

E eu a ti… Muito.

{#45.321.2021}

Sair um bocadinho, esticar as pernas, apanhar Sol. Também é necessário no meio deste tempo estranho.

De resto, mais um dia igual aos outros. A ver o tempo passar, novamente.

Amanhã? Não será muito diferente.