Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#84.282.2021}

Dia absolutamente sem História e sem estórias. Tirando as dores, as tonturas e as vertigens, foi só mais um dia igual aos outros. Sem sair de casa.

Amanhã será melhor. E espero que já sem vertigens e tonturas. As dores, essas, se voltarem rapidamente desaparecem. O resto nem por isso, portanto é melhor que não voltem.

De resto, mais um bocadinho de pequenos nadas que me aconchegam. Um bocadinho mesmo pequenino, mas que contabilizo sempre como um quê de reciprocidade.

Amanhã logo se vê o que o dia me reserva. Mas será melhor do que o dia de hoje.

{#83.283.2021}

Em contagem decrescente…e com mimos na caixa de correio deprimida.

{#82.284.2021}

Um novo dia de férias forçadas. Com bom tempo não é totalmente mau. Sempre dá para sair de casa depois de almoço e ir até à praia esticar as pernas e respirar o ar do mar. Aproveitar o Sol e fazer a fotossíntese e acumular um bocadinho de vitamina D e ainda activar a melanina.

Se preferia estar a trabalhar? Agora que não tenho trabalho, sim, preferia. Sempre podia ir até à praia depois do trabalho, como fiz no Verão passado.

Mas é o que é. São férias forçadas antes de entrar para as estatísticas. É de aproveitar agora que posso, novamente, gerir o meu tempo para fazer algo que gosto. E ir até à praia é sempre bom.

Amanhã? Será de repetir aquilo que quase me atrevo a chamar de nova rotina: ir até à praia. E, quem sabe, ir até ao Mar.

Vamos ver. Mas será um bom dia. Basta que haja Sol e um bocadinho de calor.

{#81.285.2021}

Mais um dia a acordar de madrugada, ainda noite. E assistir ao nascer do dia da minha janela. Sem conseguir ver o nascer do Sol, é verdade, mas a acompanhar a música matinal dos pássaros que acordam com o chegar da manhã.

Segunda feira. Seria, normalmente, dia de trabalho. Mas já não é. Já não foi. Foi, isso sim, um dia sem rumo.

Uma passagem pelo parque para ir até ao Mar e desentorpecer as pernas depois de um ano de trabalho em casa, quase sem sair, mesmo ao fim de semana. Tenho que manter estes passeios. Estas breves caminhadas. E ir aumentando a distância assim vá aumentando também a resistência.

É o objectivo principal dos próximos dias: manter o corpo activo. A cabeça, essa, ainda não está preparada para os novos tempos, para a minha nova realidade. Tenho que a manter saudável. Mas tenho medo…

Ainda me lembro do estado miserável em que estava quando comecei a trabalhar. Sei que muita coisa mudou em mim de lá para cá. Mas tenho medo de voltar a um estado parecido.

Estar sem rumo não é bom. E é isso que me deixa com medo. Mas é assim que estou neste momento: sem rumo.

Vai melhorar. Vai ter que melhorar. Porque vai ter que correr tudo bem. Não pode ser de outra forma.

{#80.286.2021}

Domingo com sabor a domingo, tendo começado ainda de madrugada por causa de mais uma noite interrompida.

Amanhã, apesar de ser segunda feira, não há lugar ao regresso à rotina. Começa, isso sim, uma nova rotina. Com necessidade de ganhar algum sentido nisto.

Logo se vê como corre esta experiência. Mas vai ter que correr tudo bem. Não pode ser de outra forma.

{#79.287.2021}

Finalmente a Primavera.

E a ansiedade de ontem terminou sabendo o mais importante: está tudo bem.

Agora que não tenho horário para acordar com despertador, o meu corpo decide por mim acordar a horas que ninguém merece para não conseguir dormir mais.

Tanta coisa solta que vai na minha cabeça neste momento que não consigo pegar em tudo. É melhor nem tentar parar para tentar perceber o que é isto tudo que vai aqui dentro.

É um dia de cada vez, é o que é. Mas agora com sabor a Primavera, dias maiores e promessa de mais calor. Estava cansada do Inverno.

E novamente vontade de fazer acontecer e não poder. Vontade de enroscar e aninhar e simplesmente ficar, estar, ser.

É melhor desistir por hoje. Estou cansada. Quase sem filtros. E pensamento muito pouco organizado.

Por hoje, fico-me por aqui.

{#78.288.2021}

Não gosto de silêncios que se prolongam no tempo. Só posso esperar que esteja tudo bem, sabendo que, não estando, não tenho como saber nem como ajudar.

Vamos acreditar que sim, que está tudo bem. Não pode ser de outra forma.

Entretanto, entre dúvidas, inseguranças e receios, despeço-me do Inverno, finalmente. Que a Primavera que amanhã começa traga boas notícias, para todos e a todos os níveis.

Tenho medo, não nego. Já aqui estive antes e não foi bom. Não pode ser de novo. Por isso vou continuar a acreditar que não se passa nada. Que está tudo bem. E no final vai ser isso mesmo, vai estar tudo bem.

Amanhã é um novo dia. É sábado. Chega a Primavera. E hão-de chegar boas notícias. É só o que peço.

Será melhor. Será um bom dia. E hoje, novamente, o Mar. Talvez amanhã o veja novamente, se a minha ansiedade assim o permitir.

{#77.289.2021}

Sair de casa. Não é recomendado, mas é necessário. Sair de casa e não me sentir muito bem com isso. Pode não ser nada, mas a hipocondríaca que há em mim está sempre atenta.

Preciso de sair mais. Para confirmar que está tudo bem, apenas preciso de me mexer um pouco mais depois de um ano inteiro sem actividade física relevante.

Hoje foi dia de matar saudades do Sol e do mar. Amanhã logo se vê.

{#76.290.2021}

O primeiro dia é sempre o mais difícil. É período de adaptação a uma nova realidade que se sabe quando começa mas não se sabe quando irá terminar.

Na prática, o primeiro dia é dia de lamber as feridas. Por não entender nem aceitar bem os motivos que levam a esta nova realidade. É dia de encaixar que foram mais de 4 anos deitados ao lixo. É dia de perceber que as perspectivas de regresso à rotina não são animadoras.

Por isso, este primeiro dia foi dedicado a nada. Absolutamente nada. Amanhã? Logo se vê a que irei dedicar. O que é certo é que vou ter que encontrar alguma coisa para fazer nos próximos tempos ou acabo por enlouquecer…

Mais uma vez repito para mim mesma: vai correr tudo bem, porque não pode ser de outra forma.

Amanhã logo se vê.

{#75.291.2021}

Dia de aniversário do regime de teletrabalho. Curiosamente, é também o último dia de trabalho. Entro agora em férias forçadas para depois enfrentar o desconhecido, o incerto. E isso assusta-me um bocadinho.

Não sei como vai ser. Não é por falta de procurar. É apenas por não haver oportunidades na minha área. E é isso que me está a assustar. Não digo que não a áreas novas, mas não me imaginava com esta idade a aprender algo novo.

Enfim. Volto a encolher os ombros. Não posso fazer muito mais neste momento. As coisas vão melhorar. E vai correr tudo bem. Porque não pode ser de outra forma.

{#74.292.2021}

Não, a ficha ainda não caiu. Nem deve cair amanhã, o último dia… Mas vai cair.

Não sei como será depois de amanhã. Acho que me tenho bloqueado sobre o assunto e não tenho pensado tanto nisso. Acho que acredito em milagres, mesmo sabendo que não existem.

Vai ter que correr tudo bem. Não posso desanimar, mesmo não vendo perspectivas em lado nenhum.

Entretanto, mantenho o encolher de ombros. E acho que ainda o vou fazer por algum tempo.

{#73.293.2021}

Dia bonito lá fora. E eu sem sair do sofá. É domingo. É dia de preguiça, de moleza, de sofá e mantas. Ainda é tempo de mantas porque a casa é fria mesmo quando está um dia bonito lá fora.

Amanhã regresso à rotina. Para me despedir logo depois.

Melhores dias virão. Até lá é um dia de cada vez.

{#72.294.2021}

Olhar para cima de vez em quando, para não me permitir olhar para o chão. Quando tudo o que me apetece é olhar para o chão por estar mais desanimada.

Mas vai melhorar. Só me resta acreditar que vai, de facto, melhorar.

{#71.295.2021}

A ficha começa a cair devagarinho. E é devagarinho que começo a gerir a ansiedade do incerto.

Ainda acredito que há volta a dar. Não sei quando, mas os sinais existem.

E é à procura de sinais que ando para continuar a acreditar que vai correr tudo bem.

Porque tem que correr tudo bem.

{#70.296.2021}

Mais um valente encolher de ombros para terminar o dia. Um dia isto ainda vai fazer sentido. Ou não…

Vai correr tudo bem. Tem que correr tudo bem. Entretanto vou encolhendo os ombros.

{#69.297.2021}

Tenho saudades de fotografar. Especialmente fotografar pessoas. Vou ter muito tempo livre em breve para o poder voltar a fazer. Mas não vou ter pessoas para fotografar.

Mas apetece-me pegar na máquina e registar momentos. Mas a vontade grande é mesmo registar momentos de pessoas. Momentos e pormenores. Com mais ou menos detalhes, mais ou menos contraste, tenho saudades de pegar na máquina para depois transferir tudo para o computador e fazer a edição do que vale a pena.

Vou ter tempo para isso. A ver se é desta que volto a algo que me deixa feliz.

{#68.298.2021}

Continuo a sonhar acordada. E cada vez mais aqueles sonhos impossíveis de realizar por vários motivos.

Dizem que sonhar faz bem. Talvez seja verdade. Mas também pode fazer o oposto, quando não controlamos aquilo que sonhamos acordados. E é por isso que, às vezes, gostava de não sonhar tanto.

{#67.299.2021}

Sair de casa para ir à mercearia começa a ser cada vez mais difícil. Sair de casa seja para o que for, na realidade. Praticamente há um ano a trabalhar de casa faz mal a quem já tinha tendência para ficar em casa. É demasiado confortável e às vezes é preciso sair dessa zona de conforto.

Hoje foi dia de voltar à rotina, depois de um fim de semana de preguiça. E a rotina, nos dias que correm, resume-se a esperar que o trabalho apareça. Não é fácil ter que esperar que o trabalho apareça…

Seja como for, é de aproveitar os últimos dias. A partir da próxima semana tudo vai mudar. Vai terminar a rotina, quatro anos depois. E não vai ser fácil…

Amanhã? Logo se vê. Será melhor. Não é difícil depois de um dia de muito sono por causa de uma noite pouco dormida. Agora é altura de descansar e recuperar as horas perdidas na última noite.

Amanhã será melhor. Não me posso esquecer de o repetir todos os dias. Porque só assim consigo acreditar que sim.

{#66.300.2021}

Como previsto, o dia de hoje foi igual ao de ontem: mantas, sofá, televisão e gata.

Amanhã, o regresso à rotina. Ou o começo do fim da rotina como a conheço nos últimos 4 anos e pouco. Última semana completa de rotina para depois mergulhar no desconhecido.

E a ficha ainda não caiu…

{#65.301.2021}

Sábado de moleza e preguiça. Sofá, mantas, televisão e gata.

Nada mais a declarar. Tirando aquele bom dia que chegou na hora certa para me aconchegar, como sempre o faz.

Amanhã? Será, muito provavelmente, igual. Mas nem por isso será mau.