Hoje dedico-me às palavras de outros.
Hoje não me apetecem as minhas.

Hoje dedico-me às palavras de outros.
Hoje não me apetecem as minhas.

It is what it is. E está tudo bem.
Mas o gut feeling………
É tempo de dar tempo ao Tempo. E eu não tenho tempo para perder Tempo. Mas invisto no Tempo que há-de ser.
Porque vai ser Tempo.

Perguntam-me como estou e eu só posso dizer que estou bem, que estou tranquila. Porque é verdade.
Mas dentro da minha cabeça anda um turbilhão de perguntas. Na verdade é só uma pergunta. Que não fiz e não faço por já não fazer sentido agora. Mas a pergunta está cá.
Talvez alguém me saiba explicar, me saiba definir o que me incomoda o pensamento neste momento.
It is what it is. E isso basta para me deixar tranquila. Mas depois há essa pergunta que não quer calar aliada a um forte gut feeling e à minha capacidade de overthinking sobre tudo e mais alguma coisa.
Mas mesmo assim estou bem. Mesmo que não perceba um ponto específico, que não é o mais importante mas cuja explicação gostava de conhecer. Estou bem. Porque, diz-me a intuição, o jogo ainda vai mudar. Vai demorar algum tempo. Mas vai mudar.

“Não tenho tempo para perder Tempo”, tenho repetido nos últimos anos.
E gosto de saber que esta frase é entendida e “divulgada” e que faz sentido a mais alguém.
Mas por vezes até eu me esqueço dela. Não posso. Por outro lado também não me posso esquecer que há tempo que não é perdido quando se ganha alguma coisa, nem que seja, esse ganho, um pouco mais de crescimento.
Há tempo que é investido e que traz algum conforto. Traz alguma paz. E esse tempo nunca é perdido.
E depois há um “gut feeling” que me diz que será o próprio Tempo a dar-me razão.
Estou tranquila. Estou bem. Estou em paz. E isso é o mais importante. Tudo o resto que vier é só mais um ganho no meio desta confusão de Tempos.
Mas não posso mesmo esquecer-me: não tenho tempo para perder Tempo.

Sair do trabalho e ainda ser de dia é tão bom. E ter a minha Lua a olhar por mim faz-me acreditar que vai correr tudo bem.
Agora é só esperar mais um bocadinho. Já não falta muito.

Um passo atrás do outro. Um passo de cada vez. Com calma. E com a segurança possível.
Mas nem por isso perco as borboletas na barriga.
E isso é bom.

Sinto-me mais leve. Mas nem por isso mais segura de mim.
Por outro lado, vejo do outro lado um cuidado e respeito como talvez nunca tenha encontrado. E isso é bom. Sabe bem.
Mas falta ainda esperar para ver. Só mais um bocadinho. Embora, claro, já se preveja o desfecho.
Mas está tudo bem. E isso faz-me bem.

O passo foi dado. Expus-me como há muito tempo não me expunha. Custou, não foi fácil. Nunca é. Mas foi necessário.
Saiu-me um peso de dentro. E a reacção foi mais suave do que a minha ansiedade e insegurança faziam prever.
Falta agora conversar. E está para breve. Depois? Depois logo se vê.
