{#196.170.2021}

Gosto muito deles. Mas sinto que não consigo acompanhá-los. Não tanto como gostaria, pelo menos.

…e isso faz-me pensar e questionar tanta coisa…

Amanhã será melhor. Amanhã tentarei estar à altura.

{#195.171.2021}

Só mais um dia igual aos outros. Nada de extraordinário aconteceu, para variar.

Uma pequena conversa que soube a pouco. Pois…sabe sempre quando se quer mais.

Enfim. Amanhã será um dia um bocadinho melhor. Tem que ser. E se não for, pelo menos que continue a ser azul.

{#194.172.2021}

Nada. Nada de nada. Foi de tal forma tão pouco que não chegou a ser nada.

E só posso concluir que o problema sou eu. É o único denominador comum…

Amanhã será melhor. E um dia desisto.

{#193.173.2021}

Perdida.

É como me sinto com o que trago comigo, o que guardo em mim e que todos os dias cresce e não devia.

Um dia desisto. Já esteve mais longe de acontecer. Porque não vale a pena insistir.

Mas tenho tanto a perder…tanto que ao mesmo tempo é tão pouco.

Sim. Um dia desisto. Só não é hoje porque…nem eu sei porquê.

Mas um dia. Um dia desisto. Parto para outra. Sigo em frente. Esses clichés todos.

Onde irei parar não sei. Nem sei se quero saber.

Um dia desisto. E a vontade é desistir já hoje. Mas não o faço hoje…mas um dia.

{#192.174.2021}

Final de dia na praia.

E sempre a fazer de conta que está tudo bem.

Sou perita em fazer de conta. E estou cansada disso. Um dia assumo o que não me faz bem e afasto-me. A muito custo. Mas um dia, quem sabe, assumo e sigo em frente. Sem saber onde esse em frente me levará.

Um dia. Mas ainda não é hoje.

{#191.175.2021}

Sábado. Que começou cedo, duas horas antes do despertador tocar. Porque sim, simplesmente.

Demasiado calor lá fora, faltou a coragem para levar os miúdos à praia. Iremos amanhã, sem falta.

De resto, nada. Apenas a ideia de abrir mão de vez do que trago cá dentro, que guardo comigo.

Quem sabe… Se calhar era o que me fazia melhor. Mas não sei se consigo. Prefiro ter pouco a não ter nada. Não sei ser de outra forma. Por isso vibro com os pequenos nadas. Mas até esses me estão a faltar.

Amanhã será melhor. Assim o espero. Por isso farei. Logo se vê como será. Por hoje já chega.

{#190.176.2021}

Custa-me ter dias sempre iguais.

Custa-me, também, guardar cá dentro o que carrego comigo e que, já tendo partilhado, não posso partilhar mais. Queria muito. Mas “é o que é”. E eu só tenho que aceitar isso e seguir em frente. Mas custa. Muito. Porque é algo bonito. E puro.

Um dia passa. Quem sabe quando os meus dias deixarem de ser sempre iguais. Sei que um dia passa. Sempre passou. Deixa uma espécie de vazio. Mas acaba por passar.

Penso muitas vezes como seria se não fosse como é. Dou por mim a sonhar acordada com o que não é possível. E sonho tantas vezes à noite também. E não pode ser. Nada disto pode ser. Porque não me faz bem.

Custa. Muito. Mas faço-me de forte. E volto a fazer de conta. Que não me afecta. Que não me toca. Que não dói.

Mas dói.

Um dia passa. Até lá vou encarando tudo como mais um obstáculo a ultrapassar. E se já ultrapassei tantos e alguns tão mais difíceis, também este será ultrapassado.

Um dia.

Mas não hoje.

Não ainda…

{#189.177.2021

Dizer o quê? Que foi mais um dia igual aos outros?

Claro. Porque foi isso mesmo.

Amanhã será melhor. Diferente será de certeza, porque esta noite acaba-se o sossego com a chegada dos meus Dois.

Portanto, vamos ver como vai ser.

{#188.178.2021}

Nada. Outra vez.

Mais um dia igual aos outros. Vazio. Sem História ou histórias. Nada.

Amanhã? Vamos ver como corre.

{#187.179.2021}

Estou cansada. De não trabalhar. E não vejo perspectivas de mudança tão cedo.

E todos os dias me apetece chorar…

Amanhã será melhor. E logo se vê o dia seguinte.

{#186.180.2021}

Como digo tantas vezes: sair de casa um bocadinho todos os dias. E depois de um fim de semana sem sair, hoje saí. Foi só um bocadinho, mas serviu para ver o azul do céu, que durou pouco.

Amanhã tentarei sair um pouco mais, embora a vontade seja cada vez menor.

Logo se vê como será o dia de amanhã. Hoje não chegaram boas notícias, antes pelo contrário, por isso volto a tentar encontrar algo de bom.

Amanhã será melhor. Dizem que vai chover. Eu digo que será melhor.

{#185.181.2021}

Domingo. Sem sair do registo sofá e televisão.

Amanhã começa uma nova semana. Pode ser que traga boas notícias.

Será melhor que hoje.

{#184.182.2021}

Dia cinzento que não deu vontade para nada. Sofá, televisão e manta. E um bocadinho de preguiça à mistura.

Dia vazio, portanto. Típico de domingo, mas ainda só é sábado. Amanhã deverá ser igual. Prevê-se novo dia cinzento, portanto volto ao sofá e televisão com manta.

Logo se vê como será amanhã. Por hoje foi o que foi.

{#183.183.2021}

Nem sempre, nem nunca. São duas palavras que prefiro não usar. Porque injustas nuns casos, incertas noutros. E não gosto que as usem comigo, precisamente pelos mesmos motivos.

Dia longo, o de hoje. Porque não aconteceu nada digno de registo. Ou simplesmente não aconteceu mesmo nada.

Ainda sem feedback da experiência de ontem, mesmo que já tenha tomado a minha decisão. Não é para mim, mesmo que venham a dizer que sim.

Amanhã, sábado, logo se vê o que acontece. Dizem que o tempo vai estar bom. Quem sabe ganho coragem para ir até à praia…ou não.

Logo se vê…

{#182.184.2021}

Como previsto, o dia foi melhor do que ontem e a entrevista correu bem. Mas não é a minha praia…

Entretanto a ansiedade passou. Claro que sim. É só normal que aconteça dessa forma. Uma vez passado o que provoca a ansiedade, ela esfuma-se. Portanto hoje estou muito melhor que ontem.

Mas cansada, muito. Porque para além de moer e doer, a ansiedade também cansa.

Amanhã terei o resultado do dia de hoje. Mas, seja qual for o resultado, já sei que não é para mim. Se é para fazer, é para fazer bem feito. E ali não o conseguiria fazer.

Agora, deitar a cabeça na almofada e acreditar que o que é para mim ainda virá e em breve. E sim, amanhã será melhor.

{#181.185.2021}

Dia cheio de ocupado, o de hoje. Começou cedo e foi duro…A somatização da ansiedade é tramada. E hoje esteve presente novamente.

Amanhã estará presente novamente, já o sei. Porque amanhã é um dia importante e por isso a ansiedade faz parte. Irá começar cedo também, mas não será tão duro como o dia de hoje, pelo menos não fisicamente. Tirando, obviamente, a somatização da ansiedade.

Não posso esquecer-me de continuar a olhar para cima. Ajuda-me a manter o foco, ainda que durante a ansiedade seja mais confortável olhar para o chão. Para ter a certeza que sei onde ponho os pés para dar passos firmes e um pouco mais seguros.

A ansiedade não mata.Mas mói e dói. Muito. Tanto.

Farei o possível para que amanhã seja melhor. E será, com certeza.

E o que se vai passar amanhã vai correr bem. Tem tudo para correr bem.

Sim, amanhã será melhor.

{#180.186.2021}

Obrigar-me a sair de casa todos os dias um bocadinho. A vontade é cada vez menor, mas é obrigatório sair. Com mais ou menos vontade, com mais ou menos ansiedade, é obrigatório sair.

Receber boas notícias que se podem vir a traduzir em notícias ainda melhores. Mesmo que não me sinta segura nem confortável. Há uma possibilidade de haver boas notícias no final desta semana.

Não quero entusiasmar-me demasiado. Nem a ansiedade recomenda que o faça nem a cautela.

Mas basicamente é isto: sair de casa todos os dias um bocadinho. Mesmo que o vento incomode e baralhe as ideias.

Amanhã será um dia passado, na sua maioria, fora de casa. Só por isso já será melhor que hoje. Depois? Logo se vê.

Um dia de cada vez.

{#179.187.2021}

Dizem que a ansiedade não mata. Mas mói e dói.

A médica diz que é tudo ansiedade, o que sinto. Não me sinto ansiosa no geral, mas fico um pouco com tudo o que vou sentindo. E hoje foi (está a ser…) particularmente difícil.

Vou acreditar que sim, é só ansiedade. Para tentar evitar que a ansiedade que se instalou escale para um nível que não consigo controlar.

É uma espécie de pescadinha de rabo na boca… Mas seja lá o que for isto que sinto hoje, não está a ser fácil de gerir……

Amanhã espero estar melhor. Para poder ter um dia mais tranquilo e seguro………

{#178.188.2021}

Domingo. E, como todos os domingos, sofá e televisão. Novamente sozinha em casa a tarde toda. Não gosto. E cada vez percebo mais que sozinha não me faz bem.

Enfim. Amanhã, segunda feira, será melhor. Porque sim e porque tem que ser.

{#177.189.2021}

Sábado. Manhã que começou demasiado cedo, como tem vindo a ser hábito, sem necessidade.

Dia demasiado logo para um dia sem nada a registar. Foi o que foi, mais um dia vazio, igual aos outros.

E com o avançar do tempo vem a noite e, novamente, a vontade de chorar.

Estou tão farta disto… Mas não há muito que possa fazer para mudar.

Amanhã? Logo se vê como corre o dia.