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Outono pela manhã em Julho. Mas, ao mesmo tempo, um bocadinho de Verão em pequenas coisas. Ou pequena coisa, no singular, de tão pequena que foi.

Se o dia foi melhor que ontem? Não sei. Sei só que não foi pior. Foi estranho. Foi curto. Passou demasiado depressa para um dia em que não se passou nada…

Segunda feira. Dia em que habitualmente se voltava à rotina de trabalho. Para mim hoje foi só mais um dia que até podia ser domingo que dificilmente daria pela diferença. Tenho saudades de poder refilar por ser segunda feira…

Enfim…amanhã tentarei ter um dia melhor. Ou, pelo menos, diferente. Entretanto, tentarei também não ir com o vento que me incomoda e baralha as ideias.

Volto a olhar para cima, mas a vontade, admito, é muitas vezes de voltar a pôr os olhos no chão e deixá-los ficar…mas não pode ser.

Julho está aí em pleno e as memórias também. Mas de forma mais tranquila que noutros anos. É bom sinal. É a confirmação de que realmente o tempo ajuda. Pode não curar, mas atenua tudo.

Só a minha costela borderline continua ao rubro. Mas não posso esperar, nem quero!, que seja quem for me trate com paninhos quentes por não saber o que fazer para lidar comigo. Por isso mantenho-me calada sobre o que me está a incomodar e a tornar os dias tão desconfortáveis.

Sim, amanhã farei com que o dia seja melhor. A manhã será diferente, isso já é garantido. O resto do dia vamos ver como vai ser.

Entretanto, forço o foco lá para cima. Olhar para cima, sempre.

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