Dia de regresso ao trabalho presencial. Dia que começou muito cedo e ainda não acabou. São 22h30m e ainda há tanto para fazer para amanhã…
Não me importo de ir para o local de trabalho. Importo-me, sim, com o facto de demorar duas horas e meia a chegar a casa. Depois de um dia puxado no trabalho, e com chuva lá fora, a vontade é chegar a casa rápido. Mas não acontece…
14 dias. Mas quem é que está a contar o silêncio que se traduz em indiferença…? É continuar no mesmo registo: encolher os ombros, sorrir e acenar. Quem perceber, percebe. Quem não perceber, nunca percebeu nada. E quem quer saber, pergunta.
Estou muito cansada. E com dores de cabeça. Depois de um dia como o de hoje, não podia ser de outra forma. Mas uma quebra do silêncio sabia bem…
Não vai acontecer.
Recolho-me. Amanhã será melhor.

