Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

#day281 out of 365plus1

As caixinhas de surpresas vêm em vários formatos. Não necessariamente em jeito de caixa. E há uma caixa específica que não pára de me surpreender. Quando espero silêncio, dá-me retorno. Quando espero ausência, dá-me presença. Também me dá exactamente o oposto, a ausência e o silêncio. 

Mas uma caixinha de surpresas é sempre uma caixinha de surpresas. E tanto com a presença e o retorno como na ausência e no silêncio dá-me cada vez mais certezas daquilo que sei, não sabendo, há tanto tempo. 

As dúvidas são cada vez menores. As certezas cada vez maiores. Mesmo correndo o risco de estar perfeitamente errada. 

Mas não estou. 

#day280 out of 365plus1

{………} 

#day279 out of 365plus1 

Almoços que duram mais de 6 horas. 300 km que se reduzem à distância de uma mesa. Porque, no fundo, os Amigos são as nossas âncoras, não importa há quanto tempo não nos víamos. Assim, ao vivo e a cores. E ao toque. E no calor dos abraços, vários, trocados ao longo das horas que foram tantas e que passaram a correr. 

Obrigada. Tanto. Por hoje. Por tudo. 

#day278 out of 365plus1 

………… 🙂 

{xiu…com calma. Respira. E lembra-te: o caminho ainda agora recomeçou. Mas sim, vai correr tudo bem. Acredita, confia e entrega. Afinal o Sol continua a nascer e a pôr-se todos os dias.} 

#day277 out of 365plus1 

Dar um passo atrás. “Para a frente é que é o caminho”, dizem. Dar um passo atrás.

Não é recuar. Não é voltar ao ponto de partida. É evitar descarrilar porque o caminho em frente não é transitável. Não neste momento. Poderá vir a ser mais tarde, com tempo, com Tempo. Mas não é Tempo agora de seguir por ali. Não ainda.

Dou um passo atrás. Dei um passo atrás. Não recuei, não voltei atrás. Segui a única alternativa que me deixa voltar a respirar mais tranquila. Porque, percebi hoje, fizeram-me perceber percebendo sozinha, que todos os ramos são necessários a uma árvore. Mesmo numa tempestade, num furacão de emoções ainda à flor da pele, todos os ramos são necessários ao crescimento saudável de uma árvore.

Por isso, um passo atrás. Que foi, no fundo, mais um passo em frente. Não em direcção ao abismo que tinha à minha frente. Um passo atrás, um passo em frente num novo caminho. Porque “o caminho faz-se caminhando”.

O medo, sempre o medo do desconhecido, o receio de dar um passo em falso, de me magoar uma e outra vez? Sempre lá. Claro. O caminho não é fácil. Mas é necessário. É necessário o risco. Arrisquei há 3 meses. Dei um passo necessário na altura. Em frente. Para o desconhecido. Doeu. Mas foi necessário ser como foi. E sabia que aquele seria o caminho mais difícil mesmo que necessário.

Fui mantendo o caminho e sufocando porque me faltava um ramo na árvore que sou. E só agora, só hoje, percebi a real importância e o real papel desse ramo. Não será essencial à sobrevivência, tantas árvores sobrevivem à ausência de tantos ramos vitais. Mas é-me essencial à estabilidade que procuro. Que preciso. Basta-me sabê-lo lá. Que sabia que estava por aí. Mas não sabia que, afinal, ainda estava lá. Ainda está lá!

Um passo atrás. Dei um passo atrás com medo de voltar a cair, com medo de um precipício atrás de mim. Com medo do vazio. Com medo…

…e, afinal, que surpresa saber que lá atrás não há vazio. Não há precipício. Há, sim, uma espécie de retorno.

Dar um passo atrás não é recuar, não é voltar ao ponto de partida. É procurar alternativas de caminho transitáveis. Mais estáveis. Mais seguras. Porque, afinal, o ramo que me faltava na árvore que sou está lá.

Continuemos em frente depois de um passo atrás.

#day276 out of 365plus1 

Não estou preparada para o Outono. Já o sabia. Não entendia o porquê. 

Hoje entendi. Mais uma vez não dei pelo Verão. Não o senti. Não o vivi. Tentei, mais uma vez, sobreviver-lhe. 

Para quem diz que não tem Tempo para perder Tempo, perdi 3 meses a tentar manter-me à tona de água. E estes 3 meses não voltam. Como os dois Verões anteriores a este. 

Não estou preparada para o Outono. Não me soltei, ainda, do Verão que não o foi de há dois anos. 

Não estou preparada para o Outono. 

Não estou preparada para não perder Tempo… 

#day275 out of 365plus1 

Não sou. Mas gostava. E tenho vontade. 

É longo o caminho. De crescimento e aprendizagem. Seja. Assim seja. 

“Mote it be.”

#day274 out of 365plus1 

My best wasn’t good enough“…{Anouk & Kane}

O meu melhor nunca é, nunca foi suficiente. E estou cansada de continuar a tentar melhor: fazer melhor, ser melhor, estar melhor. Nunca é o suficiente.

Estou cansada……

#day273 out of 365plus1 

“Natal é sempre que nós quisermos.. e normalmente, muito melhor quando fora do prazo oficial!” 

Como o café. 

{do éter} 

Do Trabalho Para Casa semanal: “tens que descobrir quem és e onde pertences”.

E hoje percebo: sou palavras no éter. Nada mais que palavras no éter… Ou seja, nada. 

E, percebo, só ao éter pertenço. Ou seja, não pertenço a lado nenhum. 

E como tudo o que é éter, que é do éter, não deixo vazios, marcas, saudades. Não deixo nada. Apenas palavras no éter. 

#day272 out of 365plus1 

Noites de Verão e gripes de Inverno. Fora de tempo, como eu. 

Café para um, sempre. Sempre, a mesa vazia. Para mim, apenas. Vazia. Sempre. Como sempre. 

E as palavras que agora guardo apenas comigo, apenas para mim. Porque já não faz sentido… 

#day271 out of 365plus1 

{………} 

#day270 out of 365plus1 

Trabalhos para casa, TPC. 

Escrever um livro. Ou “um livro”. Título, capa, resumo, epílogo, capítulos, contracapa. Resposta a duas perguntas para as quais não sei a resposta. Duas perguntas que implicam tantas outras de difícil resposta. 

Não sei. Não sei também se vou conseguir encontrar as respostas. E preocupa-me não saber. 

#day269 out of 365plus1 

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#day268 out of 365plus1 

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#day267 out of 365plus1 

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#day266 out of 365plus1 

Faltam 100 dias para terminar o ano. 

Faltam 100 horas para regressar a casa. 

Não quero estar aqui, de volta ao telhado que hoje, mais uma vez, me assusta. A vertigem… 

#day265 out of 365plus1 

Às vezes pergunto-me: como serão as pessoas da Terra Para Lá do Pôr-do-Sol? 

#day264 out of 365plus1 

Um dia atrás do outro atrás do um. Sempre. O tempo que precisar porque ainda preciso de tempo. 

Não fecho portas, mesmo quando faço por fechar capítulos. Deixo-as entreabertas, livres de se abrirem, com passagem disponível de um lado para o outro, do outro lado para o um. 

Mas de que servem portas entreabertas se do outro lado nada mais existe do que uma parede? Ou, pior, um muro? 

Esta porta, entreaberta, neste muro: um projecto de arquitectura sem viabilidade. A opção seria deitar o muro abaixo. Ou, mais simples, apenas encontrar o ponto de encaixe certo para a porta entreaberta. Até lá, se esse lá alguma vez chegar, será apenas isso mesmo: um projecto de arquitectura sem viabilidade. Um erro numa planta, num qualquer rascunho em papel ou numa camada de Autocad. 

A porta mantém-se entreaberta. Vai-se mantendo entreaberta. Talvez um dia o muro venha abaixo. Ou seja encontrado o ponto certo de encaixe. Talvez. Talvez um dia. 

Talvez tarde demais. 

#day263 out of 365plus1 

Esquecer o resto. O foco sou eu. 

Esquecer o resto. Mais fácil dizer do que fazer. 

O foco sou eu. Mais fácil dizer do que fazer. 

Mas é urgente consegui-lo: esquecer o resto. 

Mas é urgente consegui-lo: o foco sou eu.