Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

#day314

De hoje? Isto, sem dúvida.
O ‪#‎microsobrinho‬ louraço dos olhos grandes e tendencialmente esquerdino.

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#day313

Então, e como vais de amores?”

Quem, eu? Eu é mais amoras. Frescas, doces e chateiam menos.

#day311 {que na verdade é #day312}

Soft Kitty, warm Kitty,
Little ball of fur.
Happy Kitty, sleepy Kitty,
Purr, purr, purr…

{miss you already, kitty cat}

Reponha-se a verdade dos factos. Ou melhor, a contagem dos dias. Era suposto ser o dia 311, afinal já é o 312.
É, eu ando perdida nos dias…
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#day310 {que na verdade é #day311}

Às vezes apetece-me conversas de candeeiro. Sabem bem.1512298_10153129486143800_3191442786920357048_n

#day309 {que na verdade é #day310}

Old keys don’t open new doors.

{E todos os dias procuro novas portas para abrir, com ou sem chaves. E portas velhas para fechar. Como hoje.}1512433_10153126472238800_2762072985871789711_n

#day308 {que na verdade é #day309}

Bocadinhos de cor num dia que quis ser cinzento.

E ver pelo telescópio, pela primeira vez, a minha Lua… ♥ {tão linda, tão perto, tão minha!}11046497_10153125087668800_4095309828643125130_n

#day307 {que na verdade é #day308}

Vai fazer dois que chorei como nunca tinha chorado por uma dor que não era minha.
Hoje, da mesma forma que há dois anos, senti o que não é meu como se fosse. Mas hoje em jeito de vitória. Sim, doem-me as dores dos outros como se fossem minhas. Mas também vibro com as vitórias, conquistas e felicidade dos outros como se me pertencessem. Porque essa sou eu, assim.

Se há 2 anos não pude entregar o que tinha prometido à Nô, hoje entreguei ao mano Leonardo. Que é lindo, tal como a mana. Especial tal como a mana, embora de forma diferente.

Se há dois anos abracei a mãe Ana e o pai André com toda a força que tinha por causa da Nô, hoje vi-lhes no olhar o Amor que têm por ambos os filhos. Ambos lindos. Ambos especiais. Ambos únicos. Uma Fada. E um Príncipe.

E só por isso foi um happy day para mim. Com a certeza que estes pais e estes filhos vão contar muitos happy days também ♥

Ana e André, muito obrigada pela honra, pelo privilégio de vos conhecer e de vos ter acompanhado ao longo destes 2 anos.
Leonardo, continua assim: lindo. E feliz.
Nô, continua o teu trabalho como tens feito nestes 2 anos. E nunca te esqueças que, também desse lado, as Fadas brincam, cantam e dançam e saltaricam ♥1609739_10153121892368800_8048714333771164313_n

#day306 {que na verdade é #day307}

Domingo de ressaca depois daquele que foi, de certeza, o dia de feira mais longo de sempre. Em 9 anos e meio de vida de casa às costas, não me lembro de alguma vez ter começado a feira às 9h da manhã para terminar à 1h30 da madrugada…

Domingo preguiçoso para recuperar forças, repôr sonos em déficit, atenuar dores de costas (passear 20 kilos de cimento fazem tão bem às costas…só que não!).

Domingo lento mas sem paciência para trânsito lento conjugado com calor. Atravessar o rio no ferry que é para isso que {ainda} existe embora queiram acabar com ele.
Lisboa com aquela luz que é característica é linda seja qual for a porta ou forma de entrada.

Domingo de Solstício que não consegui saborear. Mas deliciei-me com a recepção do micro e do mini. E as maluquices próprias dos 5 anos de um Mini feliz. E as meiguices dos 2 anos de um Micro que não larga a tia de maneira nenhuma, para nada e que a vai buscar de mão dada esteja ela onde estiver para a levar para onde quiser. E ela, que sou eu, vai. E o Mini que diz do Micro “oh tia, já viste bem?! O mano nunca te larga! Para nada! Está sempre agarrado a ti!” e rimo-nos os 3.

Domingo que já vai longo, no telhado há pouco com uma Lua Crescente linda que já se pôs.

Domingo que soube a pouco nas horas. Que soube a tanto no resto.

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#day305 {que na verdade é #day306}

E porque Almada é sempre Almada e a Casa da Cerca é sempre a Casa da Cerca, 2h30 da manhã parece-me uma boa hora para dar por terminado um dia que acordou às 7h tendo adormecido às 6h.

Oh what a {really long} day…

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#day304 {que na verdade é #day305}

Tenho saudades de estrelas, de pirilampos, de Lua Cheia, Meia Lua, Lua apenas Lua.
De conversas sem rumo, sem horário e até sem nexo.

Tenho, sobretudo, saudades da Paz que tinha em mim até há uns dias, poucos dias. Não tenho saudades, nenhumas, da ansiedade que anda a querer fazer-se presente. Sem motivo. Ou apenas trazida pela memória.

E também não tenho saudades, nenhumas, de “gut feelings”. Daqueles menos bons. Mas tudo isto vai passar… ♥11141166_10153114285508800_5629148688100733051_n

#day303 {que na verdade é #day304}

365 dias constam no calendário.
Podemos saltar os próximos 103 e passar rapidamente para Outubro?

Não, não me apetecem os meses de Verão. Nem as memórias do último que não existiu.

{sim, estamos em dia menos bom. Outra vez…But this too shall pass.}10479710_10153111431363800_5228952699640166309_n

#day302 {que na verdade é #day303}

Às vezes tenho saudades dela. Da rebeldia, de não ter rédeas, de se deixar levar pelas experiências. Do grupo de teatro, da escola que olhava de lado porque viver a sério era lá fora.
De ser bruta em autodefesa, ainda que sem o saber. Da ingenuidade do final da adolescência quando aos 21 não era muito diferente de aos 16.

Às vezes tenho saudades dela. De ser gira e não saber, nem sequer pôr a hipótese. De ter “um belo par de pernas” como me disse uma vez o Miguel sem segundas intenções. E não acreditar na sua sinceridade. De tentar esconder as imperfeições mas que afinal eram perfeitas por isso mesmo, por imperfeitas.

Às vezes tenho saudades dela. Por isso é que, ao fim de 17 anos, sempre que me cruzo com ela em papel, me deixo ficar. A olhar. A recordar. Bons tempos, aqueles. Belo ano, aquele de 1997. Talvez o auge daquela época que começou uns anos antes e terminou no ano seguinte.

Às vezes tenho saudades dela. E, se pudesse, gostava de me sentar com ela e conversar. Trocar experiências. Nunca lhe iria ensinar nada, porque se bem a conheço sei que não deixaria que acontecesse. Mas de certeza que ela me iria ensinar algumas coisas.

Às vezes tenho saudades dela. Às vezes tenho saudades de mim.11401186_10153109205718800_2951877372893582323_n

#day301 {que na verdade é #day302}

“Cores no meu caminho? Pinto-as todas. Um dia vivo no arco-íris.”

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#day300 {que na verdade é #day301}

300.

Reflexões são reflexos muito grandes, não são? Se não são, deviam ser. Eu sei que sou o reflexo de muitas reflexões ♥

{olho para trás, para os últimos 300 dias, e posso dizer “oh boy…”. Quando acreditei, logo no início, que dificilmente chegaria ao dia 3, ao dia 10, ao dia 20. Nunca acreditei chegar ao dia 100. Cheguei. Avancei. A punho. A custo. Nunca sozinha. E dessa parte nunca me esqueço. Nem esquecerei. Porque sozinhos não somos nada. Sozinhos não somos ninguém. Sozinhos podemos até chegar a muitos sítios, mas nunca a porto seguro. Alcancei os 200. Quem diria? =) os 200 ali logo a seguir aos piores dos piores dos dias. Ali onde houve um poço sem fundo onde mergulhei e onde, confesso, quis deixar-me afogar. Porque era mais fácil. Tão mais fácil deixar-me afogar. Porque simplesmente doía menos se me deixasse afogar. Mas foi ali, nesses dias próximos dos 200, onde tudo era negro, que me puxaram. Um telefonema. O telefonema certo, com a mensagem certa. E saí do poço. Decidi que não queria, afinal, afogar-me. E voltei a celebrar o azul dos dias. E aos 200 dias ergui a cabeça para absorver o azul e todo o espectro de cores de todos os dias. A viagem dos 200 aos 300 foi tão mais tranquila do que a dos primeiros 200 dias. Com novos caminhos a percorrer, com descobertas “só por hoje” e com uma sensação que desconhecia: paz. Paz em mim. Paz comigo. Paz com os outros. Paz, apenas isso. E essa Paz que deixa ver o Amor, aquele do A maiúsculo, de outra forma e em coisas tão pequeninas que muitos não se atrevem a chamar de Amor.
Sigo em frente. Mantenho este percurso. Porque, afinal, estou cá quando cheguei a ponderar não estar. Hoje conto 300 dias. Amanhã quero contar 301. Como uma cruz no calendário. Daquelas que nos recordam que já chegámos tão longe mesmo que, algures pelo caminho, tenhamos ponderado não continuar.}
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#day299 {que na verdade é #day300}

Os dias de chuva foram feitos para serem dançados.
Mesmo que essa dança seja invisível, interior. Interna.

Os dias de chuva também pode ser azuis no intervalo do cinzento das nuvens.

Queria escrever tanta coisa. Sobre tanta coisa. Deitar cá para fora. Não o que me sufoca, como há um ano. Mas o que me preenche, no aqui e agora.

Um dia escrevo. Mesmo que essa escrita seja, eventualmente, como a dança nos dias de chuva: invisível, interior. Interna.

{como assim, 299 dias…?}1982198_10153102631953800_5811670421158451061_n

#day298 {que na verdade é #day299}

Hoje foi dia para recuperar. Uma espécie de convalescença.
O Mundo? Ficou lá fora, do outro lado da porta. E não me apeteceu sequer espreitá-lo para confirmar que ainda lá estava ou se se foi com a chuva.

A emissão segue assim que possível.10413433_10153100544328800_8978924624248005074_n

#day297 {que na verdade é #day298}

Ser florzinha de estufa é:

– adormecer com o ar condicionado ligado e acordar constipada;

– o termómetro marcar 37• e sentir-me com os pés para a cova.10446670_10153098803143800_567879249723209410_n

#day296 {que na verdade é #day297}

Patos que miam, gato que grasna. Qualquer dia é assim.

É delicioso observar os patos que se deslocam em bando para todo o lado. Quando um se lembra de ir comer, todos os outros vão comer também. Quando um se lembra que tem sede, todos os outros vão beber água também.
Dormem todos numa bola de penas amarelas e ao mínimo ruído é ver as cabecinhas a erguerem-se.

E depois vem o gato. Que é minúsculo e passa pela vedação. E tem medo dos patos, mas não tem vergonha nenhuma. E aproxima-se devagarinho. Em pose de felino predador. Os patos recuam, recua o gato também.

Tenho para mim que, qualquer dia, andam todos em bando, os patos e o gato.

E eu deixo-me ficar, deliciada a observar. E a rir das patarequices dos patos e das patacoadas do gato ♥

Ou melhor, deixei-me ficar. Um dia destes volto lá. Já os patos e o gato vão estar maiores. E, quase aposto, em amena cavaqueira.

Para já, recolho à minha casca. Trago comigo uma constipação e uma mão cheia de certezas e outra de perguntas que não faço por não querer fazer. Talvez quando lá voltar.

{nota: nenhum ser senciente foi maltratado na elaboração desta publicação}11216798_10153096878883800_6157883237437092099_n

#day295 {que na verdade é #day296}

Há um gato que quer ser pato quando for grande. Qualquer dia já não diz miau e sim quack… ♥10653559_10153094924373800_8285380238275343813_n

#day294 {que na verdade é #day295}

Há quem tenha uma facilidade grande em fazer amizade com arrumadores de carros. Ainda não percebi porquê, mas eu tenho. Não com todos, mas com a maioria. E gosto disso. Porque os trato bem, porque me tratam bem. Porque nos tratamos de igual para igual. E acho que o que me leva a fazer essas amizades são os sorrisos com que me recebem, mesmo que seja a primeira vez. Os outros, os que não me sorriem, dificilmente lhes aceito o lugar que me indicam, a menos que não haja mesmo alternativa. Mas ficamos por aí.

Não que com os outros haja cafés e convívios, não é amizade por aí. Mas há outras coisas. Eu dou-lhes sorrisos e simpatia (e por vezes algumas moedas) e em troca o Alexandre chamava-me à janela do escritório no Príncipe Real quando vinha a EMEL e levava a chave do carro para colocar o ticket. Ou, quando chegava atrasada, dizia-me “não se preocupe, Doutora, o patrão ainda não chegou”.

Já o Zé António carrega-me os sacos do supermercado, ou troca-me lâmpadas do carro, “mas venha comigo à loja que eles fazem mais barato por ser para mim”. Também troca filtros do ar, “venha comigo à loja”, muda-me o carro de sítio porque ficou em segunda fila e ele ficou com a chave. Ou simplesmente me diz “olá, já não a via há tanto tempo. Está tudo bem?” ou quando desaparece uns dias faz questão de dizer com um sorriso “olhe que o arrumador não morreu!”. E também me oferece garrafas de vinho “ofereceram-me, mas eu não quero beber. Acho que vai gostar”.

Ou o Lotzi, um ex-militar húngaro que pouco faltou para me pedir directamente em casamento mas que fez passar a mensagem, mesmo tendo idade para ser meu pai. E que me contou aventuras de quando estava no activo. E que me disse “nõ mete moeda, Pequenina, eu tomar conta. Eles de Emel todos da meu país. Nõ mete moeda, Pequenina”.

O Sr. Paulo, que na realidade se chama Amílcar, que faço questão de tratar por senhor, que nos recebe a horas impróprias no Jardim da Estrela. Que noutros tempos nos dizia “a vocês não peço moedas porque sei que estão aqui para ganhar a vida”. Hoje lá vai pedindo, mas só de vez em quando. Mas que ao domingo pergunta sempre como correu o sábado e dá-me o feedback do seu dia de arrumador. E tanto ao sábado como ao domingo remata com “então vá, boa feira para vocês!”

Há ainda aquele outro rapaz que ao fim de dois anos ainda não lhe descobri o nome. Mas que sempre que me vê o carro me sorri. E se há lugar prontamente o indica. Se não há encolhe os ombros e pede desculpa. Hoje havia, logo ali. E enquanto eu arrumava as coisas na mala, apressada para a consulta, vi-o de volta do carro. “Não se assuste, estava só a pôr-lhe as borrachas dos frisos do tejadilho para baixo. Tem que pôr ali um bocadinho de cola.” Ou simplesmente tirar as borrachas, não estão lá a fazer nada, respondi-lhe a rir. “Tem razão”, riu ele também.

Gosto de pessoas assim, como o Alexandre, o Zé António, o Lotzi, o Sr. Paulo que é Amílcar e o “rapaz sem nome”. Que me recebem bem, com ou sem moedas em troca. Porque tantas vezes não há moedas para troca. Mas quando há não me incomoda dar-lhes. Simplesmente porque sou bem recebida.

E, numa nota completamente diferente, há os patos. E a minha cada vez maior aproximação à bicharada. E hoje fui surpreendida por uma dúzia de patos que quero ver crescer. Mesmo sabendo que o destino lhes será acompanhado de arroz. Mas enquanto não chega a hora vou conhecendo e talvez lhes dê nome. Para já penso em algo tão básico quanto Patinhas, Donald, Gastão, Margarida, Huguinho, Zezinho, Luisinho, Peninha, Patacôncio, Donalda, Biquinho e falta-me um habitante de Patópolis para nomear os doze. Quem sabe o Smelly, o gato, se lembre de alguém ♥11427231_10153092608283800_5191945595856473786_n