Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#219.117.2023}

E, de novo, o calhau com olhos a virar-me do avesso… Não posso permitir que me afecte desta maneira. Mas a verdade é que afecta,

{#248.118.2023}

Terça feira e o peso do cansaço. E a dúvida sobre se realmente recuperei daquele estado que me levo a estar dois meses e meio de baixa em casa. Começo a achar que não. O cansaço físico acabo por ser ultrapassado, mas o cansaço mental, cuja presença se nota nas pequenas coisas, esse sinto-o cá. Hoje não foi fácil lidar com coisas tão simples como, no autocarro, sentir-me incomodada com alguém a ter uma conversa bao telefone e ser provavelmente americano

Seja como for, a música é importante e hoje, não foi excepção

Amd

{#247.119.2023}

Nunca as segundas feiras custaram tanto com as últimas. Não tanto as manhãs, o acordar cedo depois de dois dias com horários mais simpáticos. Mas o final do dia… Chegar ao fim do dia cansada como se fosse sexta feira. É isso que faz com que as segundas feiras agora custem tanto…

Independentemente do cansaço, faço o meu trabalho o melhor que sei, o melhor que posso. E os resultados estão aí, à vista. Há um ponto que, para os senhores engravatados, continua mau: o tempo que demoro com o cliente em linha. Mas, para mim, é esse tempo que dedico ao cliente que faz a diferença. É um atendimento com qualidade. E é isso, para mim, o que realmente interessa.

Passa das 10 da noite. Eu saí do trabalho às 6 da tarde. E ainda estou a pensar em trabalho… Não posso. Foi também por isso que fiquei dois meses e meio de baixa em casa. E não pode acontecer novamente. Se voltei demasiado cedo? Não sei. Há quem me diga que sim. Eu acho que voltei quando tinha que voltar. Mas depois sinto o cansaço como sinto à segunda feira… E pergunto-me até quando é que vou aguentar este desgaste e a resposta é simples: não sei…

{#246.120.2023}

Domingo é dia de descanso. Hoje foi também dia de regresso às consultas com o terapeuta fofinho, depois de Agosto ter tido todos os Domingos em branco. E hoje havia tanto para contar.

Depois da consulta, voltar para a cama. Não tem problema nenhum. Afinal, os Domingos são a preparação para a semana e é preciso recuperar da semana anterior. E na falta do que fazer…

Mas era escusado sonhar… Com alguém que se queria mais presente, ou se quis noutros tempos. Agora não… E, claro, o sonho tinha que envolver trabalho e o mal estar que isso me tem trazido. Já o disse antes, digo as vezes que forem necessárias: gosto muito do que faço, mas a forma como o trabalho é feito e, acima de tudo, gerido está a consumir-me demasiado…

Por hoje chega. Amanhã será melhor, será um dia activo, com deslocações e trabalho. Será, portanto, um dia cansativo. E eu, que já devia estar a dormir, ainda aqui estou. Ainda vou ali, a 200 km daqui, fechar o dia. Mas sem sair do lugar. Vantagem das comunicações actuais.

E sim, amanhã será melhor. Mesmo que seja segunda feira. O resto? O resto é só isso mesmo: o resto. E logo se vê.

{#245.121.2023}

Sábado e ainda muito cansada. Acordar cedo para ir ao Yoga. Voltar para casa para almoçar. E, logo depois do almoço, apagar completamente até perto da hora de jantar. Dormi o que precisava de dormir, mas continuo cansada. Gostava que a noite envolvesse uma qualquer saída, mas pouco passa das 22h30 e estou pronta para dormir. Nem os 4 cafés que bebi hoje, 3 dos quais antes do almoço, me tiram este peso de cima, este sono absurdo.

Amanhã regressam as consultas com o terapeuta fofinho. Já lhes sentia a falta. E, depois de um mês inteiro sem falar com ele, tenho muita coisa para falar.

Mas é sábado à noite e estou pronta para dormir. Com um sono sem explicação e a precisar de recuperar de uma semana de trabalho que me esgotou por completo.

Amanhã ainda vou poder descansar depois da consulta. Já sei que volto para a cama. E aí logo se vê. De resto, será mais um dia que vai passar.

{#244.122.2023}

Sexta feira é aquele dia que tarda a chegar. Mas a cá está, jantes passou. E agora que penso nisso acho que, tal como o conjunto da semana, passou depressa.

Há tanta coisa a acontecer cá dentro, daquelas coisas que não se vêem por serem apenas minhas. Mas uma mensagem de voz logo pela manhã faz toda a diferença e contribui tanto para que o dia seja bom.

Agora é hora de descansar depois de mais uma semana esgotante.

Amanhã é dia de começar ets cedo e regressar ao Yoga…e à tarde descansar e recuperar da semana.

{#243.123.2023}

Muito cansada…

{#242.124.2023}

Ontem foi dia de lamber as feridas. Hoje não há como não seguir em frente. Cabeça para cima, dar o meu melhor, fazer o melhor que sei, o melhor que posso.

Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim.

Muito cansada. Física e mentalmente. E sem muito mais para reflectir por hoje. Tinha tudo para dormir cedo. Não aconteceu. Depois de mais uma noite interrompida, acordar de manhã foi a custo. E, a julgar pelo sono e cansaço, amanhã não devem ser muito melhor.

Um dia de cada vez. E amanhã será melhor. São frases feitas? Seja! Fazem-me sentido e é isso que me importa. E por hoje dou o dia por terminado. Cansada, claro. Muito cansada.

{#241.125.2023}

Dos dias em que recordo o que é a frustração: hoje. Receber um não nunca é fácil. Menos ainda quando, no momento, não se procurava nada e algo veio ao nosso encontro. E veio com um entusiasmo tal que contagiou quem não procurava nada. Nem sabia que queria procurar.

Se há coisa que fiquei a saber é que, sim, mereço um sítio melhor para trabalhar. Onde possa ser valorizada. Onde possa crescer. Onde não seja tratada como uma máquina de trabalho, que não sou.

Foi um “não” quando tinha tudo para ser um “sim”. Mas fez-me começar a mexer. Devagarinho, é verdade. Mas fez-me perceber que, afinal, não estou bem onde estou. Preciso de mais e melhor. E, além de precisar, mereço mais e melhor. Vou continuar a procurar. E sei que irei encontrar o que procuro. Porque mereço!

Ainda é hora de lamber as feridas. Se em Abril foi o momento de massagem ao ego, Agosto é o momento de aceitar e seguir o caminho depois de lamber as feridas.

Amanhã volto a erguer-me. Hoje recolho-me. Mas amanhã volto a ser eu no meu todo. E no fim de semana, com mais tempo, começo a fazer o que tenho adiado: procurar contactos de email e enviar o resumo dos últimos anos de trabalho em formato de curriculum vitae. Que, na realidade, pouco diz sobre o meu trabalho, sobre o meu percurso, sobre o que sei, sobre o que sou e como sou.

Se dói? As feridas doem sempre. E esta não é excepção. Mas sei que vai passar. Amanhã será melhor. E eu continuarei a ser mais e melhor do que o sítio onde estou.

{da frustração…}

Adeus, Campo Pequeno, até amanhã. Hoje não me apetece fotografar-te. Hoje magoaste-me, mesmo sem saberes e talvez até sem intenção. Mas agora é momento de lamber as feridas.

Sei que sou mais e melhor do que me fazem querer acreditar. Sei que sou capaz de muito mais do que atender o telefone com um cronómetro ligado ao sistema. Sei que tenho tanto mais para dar. E sei que posso ser tudo o que quiserem desde que me valorizem e me dêem uma oportunidade.

Hoje fechou-se aquela porta que se entreabriu há meses. Que eu quis sempre acreditar, mesmo ao fim deste tempo todo, que seria para eu atravessar. Não é.

Um stand-by que todos sabemos que quer dizer um redondo não. E, apesar de estar habituada à frustração, a de hoje é maior porque não fui eu que fui à procura, mas fui eu que fui procurada com grande entusiasmo. Se calhar até demais. E deixei-me levar por esse entusiasmo e esse ânimo por não duvidar, nem por um momento, que tinha tudo para correr bem.

Não correu.

É hora de lamber as feridas. Por hoje é assim. Mas, já amanhã, volto à luta com tudo o que tenho e tudo o que sou.

Não, Campo Pequeno, hoje não me apetece dedicar-te atenção. Preciso de tempo para processar, digerir e só depois gerir a frustração. Mas amanhã, já sabes, hei-de passar aí novamente. E um dia volto a dedicar-te a minha atenção. Só não hoje. Não ainda. Não já.

{Ar condicionado}

Gosto de pensar que não tenho inimigos. Tenho, claro, pessoas que não gostam de mim. Já tive, noutros tempos, pessoas que não gostavam de mim nem pintada de ouro e que tinham por mim uma inveja doentia e durante algum tempo (muito tempo, demasiado tempo) tentaram fazer-me a vida negra com foco no meu trabalho. Tentaram, e algumas vezes com êxito, virar pessoas contra mim e que, de facto, deixaram de me falar. Hoje ao olhar para trás percebo que é para o lado que durmo melhor em relação a quem deixou de estar e preferiu dar ouvidos a quem não media o seu ódio e a sua inveja (que eu nunca entendi) por mim. E, lá está, o foco era o meu trabalho.

Hoje o meu trabalho é outro. E esse foco já não existe. E espero que o ódio e a inveja se mantenham bem longe! Porém, se por acaso se lembrarem de focar novamente no meu trabalho, lembrem-se disto: tenho um ar condicionado capaz de congelar pessoas mesmo por cima de mim! E não tenho medo de o utilizar em quem tem demasiado tempo livre nas mãos.

Obrigada e boa tarde!

{#240.126.2023}

Segunda feira não é, por norma, um dia fácil. Mas hoje não posso dizer que tenha sido complicado. A manhã passou a correr. A tarde também. E chegar a casa não foi dos dias mais demorados. Posso dizer que foi um dia tranquilo. E terminou o dia com um espectáculo de nuvens que pôs muita gente a olhar para cima. Mas o espectáculo começou bem cedo de manhã com nuvens cor de rosa que me disseram que ia ser um bom dia. E foi.

Amanhã não me parece que tenhamos novo espectáculo de nuvens ao fim do dia. Mas vai ser um dia bom na mesma. Porque não aceito os meus dias de outra forma. E cada vez mais vou pondo pontos nos ii em relação ao que quero mas, sobretudo, ao que não quero. E não me posso esquecer que, quando um não quer, dois não dançam. E desta vez sou eu a dizer que não quero. E imponho os meus limites. Simplesmente por respeito a mim mesma. Não quero o que é tão fácil de conseguir. Prefiro aquilo que tenho simplesmente porque sim, com as devidas limitações, com tudo o que envolve e significa. Mas que sabe bem por ser como é.

Sim, amanhã será um dia bom. Terça feira, a semana ainda no começo. Mas um dia que se quer tranquilo. Com nuvens cor de rosa ou sem elas.

{#239.127.2023}

Os fins de semana também servem para descansar. E este serviu o seu propósito. Mas, apesar disso, continuo a sentir-me muito cansada. E a dor de cabeça intensa resolveu voltar…

Não conto os dias até ter consulta no Hospital. Não vale a pena. Mas serão pelo menos 3 meses de espera. Lá para finais de Outubro ou princípios de Novembro, com sorte, terei uma consulta. E depois logo se vê… Há indicação clínica para um exame completo do sistema nervoso central. Depois logo se vê. Mas, em relação à dor de cabeça intensa e persistente, alguém vai ter que perceber o porquê de existir…

Para já, vai sendo o que sempre foi: um dia de cada vez. Sem pressa. E vivendo cada segundo por si mesmo, porque o segundo seguinte (já sabemos) pode ser o seu contrário.

São palavras que me encantam? São. Porque essas palavras também são gestos. De proximidade apesar da distância e de tudo o mais. Da proximidade que não se recusa, muito pelo contrário. Porque, com essa proximidade, há um carinho que se sente e é recíproco. E isso, nos dias de hoje, é tão difícil de acontecer…

Mas, acima de tudo, sinto-me demasiado cansada. Como se o fim de semana tivesse sido agitado. Que não foi. Como se há meses não tivesse férias. E tive-as há tão pouco tempo. Cansada. A todos os níveis cansada. Mas com coragem de fazer mexer alguma coisa. E hoje fiz o que tinha que começar a fazer. O resultado? Logo se vê se haverá algum. Mas, como digo tantas vezes, o “não” está sempre garantido. E se vier nem que seja um talvez já vai ser tão bom.

Hoje deito-me cedo. Hora de desligar e enroscar antes das 22h. Há muito tempo que não fazia uma destas. E não posso deixar de o fazer. Porque a hora a que saio de casa a isso obriga e eu faço por me esquecer disso por querer aproveitar só mais um bocadinho. Mas não posso. Por isso hoje recolho cedo. Amanhã? Será melhor. Porque eu quero que assim seja.

{#238.128.2023}

Sábado, aquele dia aborrecido da semana. Hoje deu para descansar e continuar com a dor de cabeça intensa que se instalou ontem…


Não houve planos para hoje à noite nem energia para concretizar se surgissem.


Há um CV para deixar bonitinho e um email para enviar. Mas até isso vai ter que ficar para amanhã. Hoje foi mesmo um dia para apenas descansar…

Amanhã vai ser um bom dia. Também ele dedicado a recuperar do cansaço físico. Porque sim, estou (novamente) demasiado cansada e não gosto de como me sinto… Mas sim, amanhã será um bom dia.

{#237.129.2023}

Desligar e vigiar. Não querem dizer o mesmo.

Quantidade e qualidade. Eu escolho sempre a segunda. E o meu trabalho fala por si.

Mas, claro, há quem me tire do sério e me vire do avesso. E não pode…

Vai ser um longo fim de semana e sei que não vou conseguir desligar. E não pode ser…

Amanhã? Logo se vê…

{#236.130.2023}

Há dias em que já não aguento a injustiça no trabalho. E não aguento porque é, de facto, injustiça. E depois há aqueles dias, como hoje, em que os resultados falam por si e por mim. Duas auditorias recebidas. 98,75% numa, 91,75% noutra. Porque a qualidade do meu trabalho eu garanto. E estes valores hoje souberam muito bem. Especialmente depois dos últimos dias.

A injustiça continua a existir. Porque há quem continue a deturpar resultados. Mas também é importante relembrar a qualidade. E, já o disse tantas vezes, eu prefiro a qualidade à quantidade. Seja no que for. Trabalho incluído.

Hoje termino o dia mais aconchegada. Continuo a dizer que mereço melhor. Mereço um local onde me valorizem. Porque, apesar destes resultados, continuo a não ser mais do que um número para a empresa quando, afinal, sou muito mais do que isso.

Amanhã volto a dar o meu melhor. Apostando sempre na qualidade e não na quantidade. Porque, se é para fazer, é para fazer bem feito. E um dia encontro uma porta aberta para mim.

Agora é tempo de deitar a cabeça na almofada e tentar desligar deste tema. A semana está quase no fim. Só falta amanhã no trabalho. E depois serão dois dias a tentar não pensar naquele poço de toxicidade. Vou pensar, claro. Mas não vou ter que me pôr na linha de atendimento. Vou poder descansar a cabeça e o corpo. Vou ter tempo para mim. E para quem se quiser juntar.

{#235.131.2023}

“Toxicidade num céu incerto”. Lembrei-me agora desta frase que me leva até uma canção dos GNR. Porque é isso que o meu trabalho me recorda. Cada vez mais tóxico, cada vez mais violento numa espécie de violência passiva, mas nem por isso menos agressiva. E vou fazendo o meu trabalho o melhor que sei, o melhor que posso, o melhor que consigo mesmo que inventem mil e uma ferramentas que, em vez de ajudar, só atrapalham e dificultam o que, na realidade, é simples de fazer.

Já o disse antes, já o repeti também, mas estou cansada. Demasiado cansada. E sei que este cansaço é daquele que só vai desaparecer no dia em que sair dali. Mas não há como…e sair dali para outro lado nos mesmos moldes não quero. Nem posso. Porque, se é para estar mal, fico onde estou. Sair dali só para um sítio melhor. E sei tão bem para onde queria ir… Entreabriram-me uma porta que, até ver, não é para mim. Mas, na verdade, também nunca a fecharam. Mantém-se ali, meio aberta, meio fechada. E sei que tenho tudo o que é necessário para poder atravessar essa porta. Mas só o poderei fazer quando ou se me dizerem para ir. Sei que já passou muito tempo. Quatro meses. Mas não perco a esperança.

…mas não sei até quando é que consigo aguentar o que tenho neste momento…não sei, mesmo. O que sei é que está, de novo, a consumir-me. A desgastar-me. A fazer-me (muito) mal. E eu não o posso permitir.

………amanhã será melhor………só me resta, neste momento, acreditar nisso. E no fim de semana começar a mexer-me. O “não” está sempre garantido. E pior do que estou é difícil. Resta-me acreditar que amanhã será melhor e que, também a isto, vou sobreviver. Dizem-me que sou mais forte do que penso. Mas também é verdade que já verguei uma vez e quase quebrei, nem há tanto tempo assim.

Cansada. E a somatizar o que me consome. E não posso permitir que isto se instale novamente.

Neste momento preciso tanto de perceber se aquela porta se fechou ou se é para eu atravessar. E, seja qual for a resposta, consigo orientar os próximos passos. Também preciso disso. Mas por hoje preciso de desligar a cabeça. E descansar o corpo. Amanhã é dia de voltar àquele lugar profundamente tóxico. E dar, mais uma vez, o meu melhor…

{#234.132.2023}

Cansada, tanto. Já o disse antes, estou cansada física e psicologicamente. E o que mais me preocupa nem é o cansaço físico, é o mental e psicológico. Porque o físico vai-se recuperando com uma ou outra noite bem dormida. Mas o resto…

Não estou bem onde estou, a verdade é essa. E está mais do que na hora de deixar de esperar pelo que não vem e procurar o que há aí para mim. Onde sou valorizada. Onde os resultados são verdadeiros e não deturpados. Porque eu sei o trabalho que faço e sei que aqueles resultados que apresentam não correspondem à verdade. E é disso que eu estou cansada…tão cansada…

Chegar ao fim do dia sempre com vontade de chorar diz muito sobre o que se tem passado. Sabia que o regresso ao trabalho não seria fácil, mas não quis acreditar que seria o que está a ser: difícil de suportar por ver que os resultados que me apresentam não correspondem à realidade do meu trabalho.

Só me apetece chorar…essa é que é a realidade. Não o faço porque, por algum motivo que desconheço, simplesmente não consigo. Como se existisse um qualquer bloqueio em mim que me impede de deita cá para fora tudo o que restou a acumular para dentro…

E, para variar, ao chegar a casa tenho, como resposta à minha vontade expressa de chorar, o silêncio…que me faz sentir como se não tivesse apoio.

Um dia isto melhora. Tem que melhorar. Até lá vou vivendo um dia de cada vez tendo como objectivo apenas aguentar até chegar ao fim de semana. Altura que me permite recuperar o corpo. Mas…e o resto…? Só descansar o corpo não é suficiente quando vai aumentando a ansiedade por saber que na semana seguinte vai ser tudo igual…

Estou cansada…não me canso de o repetir. E já não sei como e o que fazer para continuar a ser o que sempre fui: resiliente. Noto que todos os dias quebro mais um bocadinho e não posso. Não posso. Não posso. Não posso!

Amanhã logo se vê como será. Mas vou ter que, mais uma vez, lidar com o que não é real. E isso custa tanto..,

{#233.133.2023}

Não posso dizer que o problema seja a segunda feira. Também não quero, nem posso…ou não devo!, dizer que o problema sou eu. A verdade é que o dia não foi dos melhores…

Impaciente, quase intolerante, à beira do intolerável. Um mau humor como há muito tempo não tinha. Cansada, física e psicologicamente. E ainda agora a semana começou.

17 graus. É essa a temperatura que me tira do sério, especialmente num ar condicionado virado para mim. 17 graus é um dia de Inverno menos mau. É péssimo para trabalhar. E tira-me do sério. Como hoje, mais-valia uma vez, tirou.

Outra coisa que me tira do sério é o silêncio como resposta. Porque a vontade que tenho é de baixar os braços e chorar. Não consigo fazê-lo, para variar, mas partilho cá em casa este estado de desânimo. E a resposta que recebo é o silêncio. Sempre. Como sempre. E eu só preciso de falar sobre o que me deixa assim e porque é que me deixa assim. Mas, já devia saber, quando um não quer dois não dançam. E por isso é silêncio, sempre, que recebo. Quando o que preciso é de ajuda para exteriorizar o que não está bem em mim, comigo.

Passa, e muito!, pelo trabalho. Pela pressão. Pela toxicidade de tudo aquilo. E eu sei que posso fazer mais e melhor. E não só posso como sei e mereço. Tenho mesmo que começar a disparar em várias direcções, porque não aguento muito mais…

E chegar ao fim de um dia como o de hoje e saber que amanhã não será muito diferente não é fácil…a vontade, para além de baixar os braços e chorar, é de enroscar e aninhar e esperar que passe enquanto me mexem no cabelo até adormecer. Não sendo possível, resta-me recorrer a mim mesma para me acalmar e aconchegar. E dormir como resultado da exaustão e não porque são mais do que horas de dormir…

Quero, muito!, acreditar que amanhã será melhor. Se não puder ser, que seja igual, nunca pior. Por agora chega. Estou cansada. E só peço uma noite tranquila, na a mãos do que isso para agora. Quanto a amanhã? Logo se vê.

{#232.134.2023}

Domingo e véspera de regresso ao trabalho. Não estou preparada para isso… O já ter regressado depois de 2 meses e meio de baixa pode ter acontecido mais cedo do que o recomendado. Nem sei, nada verdade, se havia ou não um tempo recomendado. Se há um tempo recomendado para recuperar de um processo de Burnout ou se, tratando-se de um problema de saúde mental, cada caso é um caso e a recuperação, não sendo um processo linear, pode ocorrer mais rapidamente nuns casos ou maus lentamente noutros. Não sei, mesmo. O que sei é que não me sinto em condições de lá estar.

Na semana passada, estive três dias de baixa porque estava, de facto, fisicamente doente. Mas e a parte da saúde mental…? Não me sinto preparada para voltar, mas neste momento não há como não ir. E isso assusta-me. Porque eu sei como estava no final… E como demorei a reagir e a recuperar.

Não sei se posso já dizer que já passou ou se estou apenas a tapar o Sol com a peneira. Sei, sim, que estou longe de estar completamente bem.

E a prova disso é a vontade de chorar sempre que me lembro que amanhã tenho que estar onde não quero…

Não vou chorar. E vou tentar que não seja um mau dia. Hoje não foi mau. Amanhã? Logo se vê…