Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#237.129.2022}

Tratar de mim. É importante e necessário.

Cansada. Muito. À espera do fim de semana. Para quê? Para não fazer nada, já sei. Mas, pelo menos, vai servir para descansar. Também é tratar de mim.

Mas tenho, mesmo, que procurar algo para fazer ao fim de semana. Que me faça bem. Que me faça sentir útil. Não quero recordar que já me propus a algo que, percebi meses depois, não foi muito bem acolhido. Enfim…

Agora não me apetece pensar em nada. Menos ainda no silêncio que voltou. E que deverá ser para ficar… Espero apenas que esteja tudo bem. Não peço mais nada, apenas que esteja, de facto, tudo bem.

Amanhã, sexta feira. Só por isso já será um dia bom. E depois logo se vê. Mais uma vez: encolher os ombros, sorrir e acenar.

{#236.130.2022}

Quarta feira e uma espécie de retorno. Que chegou ainda na noite passada, em reacção a uma fotografia que era, na verdade, uma mensagem não endereçada mas que chegou ao destino. E eu, claro, não sei ficar quieta e calada no meu canto por muito tempo.

Foi um dia longo de trabalho, mas que ao mesmo tempo passou a correr. E chegar ao fim do dia sem saber que dia é começa a tornar-se um hábito. Mas a verdade é que, por algum motivo, apaguei a segunda feira da minha memória. Só me lembro daquela mensagem ao fim do dia, depois de mais de uma semana de silêncio e ausência.

Mas é quarta feira. Já é quarta feira. À noite. Já não falta muito para o fim de semana. Que, mais uma vez, será um conjunto de dois dias vazios. Sem rumo. Sem nada para fazer. Tenho mesmo que encontrar alguma coisa para fazer e preencher esses dias e dar-lhes algum sentido, algum significado. Algum objectivo.

Sei que Agosto não é o melhor mês para procurar alguma coisa. Por isso, vou esperar mais uns dias. Depois? Logo se vê se consigo encontrar o que fazer. Sei bem o que gostava de fazer, mas sei, também, que não foi uma ideia muito bem recebida. Por isso, não vou insistir…

Muito cansada. Para variar. Hoje recolho um pouco mais cedo. O acordar tem sido muito complicado. E tenho arriscado os horários sem necessidade. Por isso hoje tento desligar mais cedo. E vou tentar, também, não dar muito seguimento ao retorno que hoje parece querer fazer-se presente. Sabe-se lá porquê.

Enfim… Amanhã será melhor. E continuarei quieta e calada no meu canto. Não irei tomar iniciativa como sempre fiz. Já chega de me fazer presente para, tantas vezes, ficar a falar sozinha…

Encolher os ombros, sorrir e acenar. Adoptei este mote e é nele que me concentro. O resto? É soltar e deixar ir. Não é fugir, é não pôr pressão.

O que tiver que ser, será. E o que for melhor para mim, será bem vindo. Agradeço e deixo ir. Amanhã? Logo se vê…

{#235.131.2022}

Terça feira e o regresso do silêncio depois do retorno fugaz de ontem. Um dia vai perceber… Eu? Quieta e calada no meu canto. Custa-me horrores? Custa. Mas estou à espera do final da semana. Antes disso não me vou fazer presente se não procurarem por mim.

Tenho que me lembrar constantemente de que eu estou em primeiro lugar. Pelo menos para mim. Pelo menos por mim.

Amanhã? Acredito que continuará o silêncio e a ausência. E do meu lado será igual…

Mas será um dia bom. Porque não há razões para não ser.

{#234.132.2022}

Segunda feira e o retorno. Até ver, muito rápido. Demasiado rápido. Quase um picar de ponto. Porquê? Ainda não sei.

Mas mantenho-me sossegada, quieta e quase calada. Nem fria nem quente. Meio distante, apenas. Porque, ao fim de mais de uma semana de ausência, o retorno esperava-se mais presente. Sei, também, que a agenda é complicada e hoje, pelo que me foi mostrado, não é excepção. Mas ainda assim…

É esperar para ver. Hoje já não espero por muito mais. Amanhã? Logo se vê.

Agora termino o dia com vontade de recomeçar esta história. Sei que não é possível. E sei, também, que, mesmo que fosse possível, não seria muito diferente do que tem sido. Porque eu seria a mesma totó de sempre e o resultado seria o mesmo.

Encolho os ombros. Assim como encolhi há mais de uma semana, como encolhi nestes últimos dias, como encolhi esta tarde, ao princípio da noite. Como encolho sempre. Mas até esse encolher de ombros cansa.

Amanhã logo se vê se há retorno novamente. Não serei eu a tomar a iniciativa. É esperar para ver…

{#233.133.2022}

Domingo e ainda o silêncio e ausência.

De quem me disse que a relação não tinha que mudar, nem a dinâmica da mesma. E mudou. Mas não fui só eu que mudei. Mudei quando me doeu porque doía demais. Apontaram-me a mudança. Voltei ao que era. Para, cada vez mais, dar por mim a falar sozinha. E eu não gosto de falar sozinha.

E, precisamente, por esse motivo resolvi afastar-me. Serviu para perceber que a minha ausência não é percebida. Ou, pelo menos, sentida. E vou repetindo para mim mesma que não faz mal. É o melhor para mim.

Agradeço os últimos quase cinco anos. Solto e deixo ir. Não me faz bem permanecer no limbo. E, não me posso esquecer, estou eu em primeiro lugar. E procuro o que me faz bem. Só.

Amanhã? Será mais um dia de silêncio, quieta e calada no meu canto. O resto? Logo se vê. Por hoje chega. É encolher os ombros, sorrir e acenar.

{#232.134.2022}

Sábado. Dia mais aborrecido da semana. Mas que não teve oportunidade para ser demasiado aborrecido. Passou-se alguma coisa? Nada. Mas passou o tempo.

De manhã a confirmação de que estou no caminho certo. Ainda a dar os primeiros passos, mas a querer seguir este caminho de auto-conhecimento e descoberta de mim mesma. E a confirmação de que sim, estar quieta e calada no meu canto, sossegada, é o caminho certo. Porquê? Porque mereço mais. Porque mereço melhor. E, como tal, solto e deixo ir. Porque não é fugir, é não pôr pressão.

Pôr pressão tem, muitas vezes, um resultado negativo. Por isso afasto-me. E foco-me em mim. Para me conhecer. Para me reconhecer. E para me valorizar. Por mim, para mim. Não para os outros. Eu, acima de tudo, antes de tudo.

Porque me tenho esquecido demasiado de mim. E, para chegar aos outros, tenho primeiro que chegar a mim mesma.

O tempo dirá o resultado de soltar e deixar ir e de me dedicar primeiro a mim mesma. É um caminho que custa assumir. Mas que (me) é necessário.

Amanhã? Logo se vê como corre o dia. Mas ainda vai ser dia de descanso antes de regressar ao ritmo de trabalho. Por agora esqueço os rituais diários, seja o da manhã ou o nocturno. Se não há retorno nem iniciativa face à (minha) ausência, é porque não há interesse. E a isso resta-me encolher os ombros, sorrir e acenar. E procurar o melhor para mim: eu mesma.

{#231.135.2022}

Há 8 anos a escrever todos os dias, sem excepção. O desafio inicial era para apenas 100 dias. 2922 dias depois, continuo o ritual de fim de dia para exorcizar o que passou. Escrevo até quando não tenho nada para dizer.
E irei continuar a fazê-lo porque já não sei terminar o dia de outro modo.
Se escrevo alguma coisa de jeito? Nem por isso. Também não procuro leitores. Escrevo acima de tudo de mim para mim.
Se já escrevi melhor? Nos momentos muito maus foi quando escrevi melhor. Nos momentos mais ou menos maus ainda vou escrevendo alguma coisa de jeito. Nos outros momentos? São só palavras soltas cuspidas para o éter.

Já muita coisa ficou escrita nestes últimos 8 anos. Para não me esquecer de nada, especialmente para não me esquecer que sim, é possível haver dias bons depois de momentos maus.

São 8 anos de reflexões diárias. Sem excepção. Todos os dias. Um hábito que se entranhou e que ficou até um dia. Mas esse dia ainda está longe.

Nessa escrita, que é de mim para mim, sobre mim, aparecem várias personagens com quem me fui cruzando. Algumas que já deixaram de fazer parte da minha História. Outras que quero que permaneçam. E outras que ainda irão chegar.

São 8 anos. Mas só custaram os primeiros dias. Agora? É tão natural como fechar o dia.
E é a escrever que me sinto melhor. Porque gosto de palavras, gosto de jogar e brincar com palavras. E por isso mesmo irei continuar a fazê-lo. Até um dia. Seja lá esse dia quando for.

{#230.136.2022}

Há 6 anos fiquei a conhecer o poder do abraço. Durante algum tempo, tinha abraços todas as semanas. Depois veio a distância. E depois da distância veio a pandemia. Mas, mesmo em pandemia e com as respectivas máscaras, houve abraços. Hoje, dois anos depois, repetimos. E havemos de repetir sempre que a distância se encurte. Porque um abraço, acreditem ou não, põe tudo no sítio.

Falta muito para Janeiro para repetir os abraços?

E, para além dos abraços, houve também colinho bom à princesa mais castiça dos últimos tempos. E soube tão bem. E foi tão bom.

Sim, o final do dia foi melhor do que esperava. Porque só contava com os abraços. Mas o colinho veio mesmo a calhar.

E vocês? Há quanto tempo não abraçam alguém?

{#229.137.2022}

Quarta feira e mais um dia quieta e calada no meu canto. Soltar para deixar ir. Não é fugir. É não pôr pressão. Não me posso esquecer. Mas cada vez mais sinto que a minha ausência não faz diferença. Se fizesse, já tinha havido iniciativa do outro lado. Mas não há…

Não me posso esquecer: tudo tem o seu tempo. Tudo acontece quando e se tiver que acontecer. Especialmente se tiver que acontecer. E cada vez mais acho que o meu gut feeling pode, afinal, estar errado.

Sei que há caminhos para abrir, seja lá isso o que for. Como for. A mim resta soltar e deixar ir. E, o que tiver que ser, será.

Não, não foi um dia fácil. Porque sinto falta do que, na verdade, não está. Nem é. Amanhã? O final do dia será bom pela presença do terapeuta fofinho que não vejo, ao vivo, há dois anos. E já sei que vai haver abraços apertados. Mas vai haver ausência também. De quem eu queria mais próximo. Mas para quem a minha ausência é indiferente. Porque não há iniciativa. Se não fosse indiferente, a esta altura já teria havido nem que fosse um “bom dia”. Não há. Teima em não haver. E eu já devia saber melhor.

Se custa? Muito. Mas se calhar é o melhor para mim. E, por isso mesmo, fico quieta e calada no meu canto. Doa o que doer. Custe o que custar.

Por hoje chega. Amanhã? Logo se vê. Mas continuarei quieta e calada. Um dia deixo de ser parva.

{#228.138.2022}

Terça feira com sabor a Segunda. Entrar mais cedo para sair mais tarde. Outra vez.

E, novamente, a certeza de que sou excluída por quem, em 45 anos, nunca me incluiu. Porque, afinal, em cinco só quatro fazem o todo.

Há-de ser assim a vida toda. E, se há alguém que tem que mudar, já não sou eu. Tentei fazê-lo durante muito tempo, demasiado tempo. Para nada. E, sei, não sou eu que estou mal. Estou apenas cansada. De ser excluída, desrespeitada, ignorada.

Mais um dia, menos um dia. Um dia há-de ser igual, nunca melhor. Pior? Já foi. Melhor nunca será…

Amanhã? Logo se vê.

{#227.139.2022}

Segunda feira. Mas feriado. Continuo a achar que foi domingo. Já sei que vou andar baralhada o resto da semana.

Sei que não foi feriado para todos. Mas mantive-me quieta no meu lugar. E assim continuarei. Até quando? Não sei. Mas gostava que houvesse iniciativa do outro lado… Dificilmente haverá. Sei o meu lugar na lista de prioridades e por isso sei que a minha ausência não será notada. Não fará diferença…

Também por isso, solto e deixo ir. Se for para acontecer alguma coisa, nem que seja uma iniciativa do outro lado, acontecerá.

De resto, mais um dia igual aos outros. E continuo a querer fazer algo de diferente. Mas não sei o quê… Sei, sim, que preciso de ocupar a cabeça e o tempo que tenho livre. Que, não parecendo muito durante a semana, é imenso ao fim de semana. E o fim de semana desocupado não me faz bem.

Enfim… Um dia as coisas mudam. Nem que seja só a ocupação do fim de semana. Mas já é um passo para me sentir bem. E eu preciso e quero muito sentir-me bem. E estar bem. E neste momento não estou.

Amanhã? Dia de trabalho, entrar mais cedo para sair mais tarde outra vez. Mas pelo menos estou ocupada. Hoje? Não vai haver, novamente, ritual nocturno. E só eu sei o que isso me custa. Mas tem que ser. Soltar e deixar ir… Não é fugir. É não pôr pressão. E o caminho abre-se…

{#226.140.2022}

“Solta e deixa ir” porque “soltar não é fugir”.

Há muito tempo que penso em soltar e deixar ir. Está na hora de o fazer… Não sei até quando o vou conseguir mas “é não pôr pressão”.

É isso tudo. É soltar, é deixar ir, é não pôr pressão. Sei que, se for para acontecer, vai acontecer. E, desde o primeiro dia, o meu gut feeling insiste que sim, que vai acontecer.

Mas este é o momento para soltar e deixar ir. Se me vai custar ficar quieta no meu canto? Sem os rituais diários da manhã e da noite? Sim, vai custar muito. Mas é preciso “abrir caminho”. E o que for melhor para mim irá acontecer.

Agora é esperar…

Amanhã? Feriado mas não para todos. Mas vai ser um bom dia. E algures durante a semana talvez alguém note a minha ausência. Afinal, não gosto de ficar a falar sozinha. E isso já devia ter sido percebido.

{#225.141.2022}

Pessoas que chegam de forma inesperada e desaparecem à mesma velocidade. É para o lado que durmo melhor, mesmo depois de ideias, planos e promessas maiores do que é (era) possível concretizar. São tempestades perfeitas. Têm alto potencial de destruição por onde passam. Mas, como tempestades que são, também se dissipam e, assim como chegam, desaparecem.

Dar uma oportunidade à vida. E eu dei. Ou julguei que estava a dar. Mas já percebi que não foi mais do que uma perda de tempo. Foi, durante um curto período de tempo, uma espécie de massagem ao ego. Soube bem, essa massagem, claro que sim. Mas, vejo agora, não deve ter sido mais do que uma brincadeira de quem ainda não cresceu.

Não me incomoda por aí além. Chateia-me um bocadinho a atitude imatura, mas não me tira o sono. Agradeço a oportunidade para crescer mais um bocadinho e reconfirmar o que já sabia: o que quero é, acima de tudo, o que não quero.

Provavelmente mais um erro de casting para juntar à lista. Especialmente por ter tocado em pontos sensíveis sem qualquer pudor e ter avançado com ideias, planos e promessas que nunca quis cumprir. Mesmo afirmando ser uma pessoa séria, de confiança, que estaria . Seja esse onde for.

Encolho os ombros. Não me resta muito mais. É sorrir e acenar. Sempre.

Também por isto continuo a preferir o meu porto de abrigo. Sei que não me leva a lado nenhum, mas é de confiança. Dá-me segurança. E não mexe propositadamente com pontos sensíveis.

Enfim…dar uma oportunidade à vida. Continuarei a dar. Mas já estou cansada de tempestades perfeitas. Mereço mais e melhor do que isso.

Amanhã? Será um novo dia. E será bom. Hoje não vou perder o sono com algo que não merece sequer o tempo que lhe foi dedicado. E eu não tenho tempo para perder Tempo. E, desta vez, perdi. Não perco mais.

{#224.142.2022}

E a semana chega ao fim. Não dei por ela, olho para trás e sinto que me falta algum dia. Mas hoje é sexta feira, já confirmei.

Uma sexta feira sem História ou histórias, nada a declarar. Apenas a confirmação de que vou continuar a trabalhar de casa mais umas semanas, pelo menos até ao final do mês. Depois disso, não há volta a dar, tenho que voltar ao local de trabalho. Seja. Também já lhe sinto a falta…

Também sinto a falta de uma presença física muito específica, mas vou continuar a senti-la. Não há nada que possa fazer para colmatar essa falta. Um dia voltamos a beber um café. Não sei quando, mas um dia. Mas tenho tanta vontade de estar presente…e de ter por perto quem me faz sentir bem.

Enfim…mais um dia igual aos outros. Mais uma semana de trabalho. Nada de novo, portanto.

Amanhã, sábado, dia de fazer alguma coisa de diferente. Nem que seja sozinha.

Hoje? Termino o dia com vontade de continuar a conversar, mas sei que não acontece, não pode acontecer, não vai acontecer. Amanhã? Logo se vê como será.

{#223.143.2022}

Quinta feira depois de mais uma noite interrompida. Não posso continuar a ter noites mal dormidas, interrompidas pelas mais diversas razões, já não é só a gata que me acorda. Como sempre, desde sempre, qualquer ruído por mínimo que seja me acorda. E a noite passada não foi excepção.

Não posso continuar com noites destas. Mas, para ajudar, as próximas quatro noites prometem ser agitadas com um festival à porta de casa. Amanhã ainda é dia de trabalho e esta noite já há música a entrar-me pela janela. Sei que depois vem o fim de semana e vou poder acordar mais tarde e descansar um pouco durante o dia. Mas as noites…

Amanhã é dia de Festival. E, daquela equação em que um mais um podia dar quatro, vinte e cinco por cento vão estar muito perto… É pena que o um não esteja por perto também. Mas estarei disponível para qualquer eventualidade. Como sempre estou, como sempre estive. Como sempre estarei.

Não vou dizer novamente que o que queria mesmo não era só estar disponível. Era, sim, fazer parte de. Do quê? De algo mais do que é na realidade.

Cansada. Da semana. Do trabalho. Do vazio… Da eterna espera por retorno que nem sempre acontece. E que, tantas vezes, é quase fugaz. Mas, e detesto esta frase, é o que é.

Por hoje chega. Amanhã? Só por ser sexta feira vai ser um bom dia. Depois, logo se vê…

{#222.144.2022}

Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Dia difícil de trabalho depois de mais uma noite interrompida, desta vez pela dor de cabeça.

Trabalhar em casa com os meus sobrinhos por perto não é impossível, mas não é fácil. E com o volume dos últimos dias só tende a piorar. Gosto muito de os ter por perto, mas mexem com a minha ansiedade de uma forma que não sei explicar…

Tirando isso, mais um dia com retorno matinal, é certo, mas silêncio absoluto ao fim do dia depois de mais uma tentativa, minha, claro, de manter um contacto normal que não se reduza a “bom dia” e “boa noite“. É tempo que dedico, tempo que não é possível reaver, que me é precioso. Tempo que sempre vi como um investimento. E que começo a ver como desperdiçado… E eu, como o outro lado sabe, não tenho tempo para perder Tempo. E sinto que estou a perder…

Um dia deixo de perder tempo. E no dia em que decidir que não quero mais perder tempo, acabam-se as mensagens e os rituais. E, tenho medo, é possível que acabe algo mais…e isso não quero.

Enfim…por hoje chega. A dor de cabeça está a instalar-se e o relógio avança. Felizmente amanhã o dia de trabalho retoma no horário normal, já não é dia de entrar mais cedo para sair mais tarde, como já não foi hoje.

Ainda me vou dedicar ao ritual nocturno. Mas não o irei fazer por muito mais tempo. Porque tempo é tudo o que tenho de mais precioso. E não dura para sempre. Por isso, tenho que dedicá-lo a quem lhe der o devido valor. Vamos ver…

Amanhã? Logo se vê como será…

{#221.145.2022}

Novamente aquele dia em que não sei a quantas ando… É terça feira, mas todo o dia o senti como quarta. Não é bom andar assim. Mas é cada vez mais frequente.

E hoje dei por mim a pensar sobre o que será feito daquela tempestade perfeita que, tão depressa como apareceu, desapareceu. Tenho alguma curiosidade. Não que vá mexer-me para saber alguma coisa, acho que já dei demasiado para esse peditório, mas tenho curiosidade, claro. Tantas ideias, tantos planos, tantas promessas. Cumpriu zero, claro. No fundo, não muito longe do que eu esperava desde início. Mas sim, tenho curiosidade.

Foi pena essa tempestade perfeita se ter dissipado tão depressa. Porque me faria bem ter algo em que me focar para além de um porto de abrigo que não me leva a lado nenhum. Sei o poder de destruição de uma tempestade perfeita. Mas também sei o poder de transformação. E é de uma transformação que eu preciso…

Enfim…não vou correr atrás. Não fui eu que avancei nas ideias, nos planos, nas promessas sem ter intenções de cumprir. Se voltar, voltou. E logo se vê.

Terça feira! E mais uma vez ia dizer quarta. E hoje não queria falar do retorno, do porto de abrigo, da presença quase fugaz. Mas já estou a falar…e sinto saudades de outros tempos, de outras fases daquilo a que o outro lado também chama de relação. De amizade, é certo. Mas eu sempre tive cuidado para não lhe chamar de relação porque sei o peso que isso tem. Mas o outro lado usou esse termo para descrever o (pouco) que temos. E que, disse-me, quer manter. Mas parece não haver um grande esforço nesse sentido. Se não for eu a avançar, a tomar a iniciativa, não é ele a fazê-lo. E isso entristece-me e custa-me.

Mas já chega! Por hoje já chega! Não vou falar mais disso. Porque não quero pensar nisso.

Amanhã, quarta feira. Amanhã, sim, será quarta feira. E o trabalho será em horário normal. E só por isso já será um bom dia. O resto? Logo se vê como será.

{#220.146.2022}

Segunda feira. Mas sinto como se já fosse quinta. Começo a semana cansada. Já começa a ser hábito. E o que também já começa a ser hábito é entrar mais cedo para sair mais tarde.

Mais uma noite interrompida, muito mal dormida, muito calor e, claro, uma grande dificuldade em acordar.

Sobrinhos de férias. E rapidamente volto a sentir-me a mais. Como sempre, quando toda a família se junta, sinto-me a mais, como se não pertencesse aqui. Todos os anos, no Verão, sabe bem tê-los por perto. Mas não sabe bem sentir que estou a mais em toda a dinâmica. Numa dinâmica de cinco, onde apenas quatro contam…

Tento manter a cabeça ocupada. Distrair-me. Não pensar. Mas fica difícil não o fazer…

Assim como também tento não pensar no porto de abrigo, no retorno, no que podia perfeitamente ser e não é. Mas em cada segundo livre que tenho o pensamento foge para aí. E um dia tenho que deixar de pensar nisso tudo. Não me faz bem.

Um dia. Um dia dou razão ao meu gut feeling. Ou então um dia deixo de pensar no que, já sei, não me faz bem.

Hoje ainda não é o dia. E mais uma vez vou ao ritual nocturno que, já sei, não terá resposta. Masoquista, portanto. Mas sei que, se um dia parar de o fazer, mais ninguém o fará e termina uma relação de amizade…e isso não quero. Quero manter a proximidade. Quero manter o pouco que ainda resta.

Ainda não é hoje que deixo de dizer “boa noite”. Não tenho retorno, eu sei. Mas não é hoje que deixo de estar presente no final de mais um dia…

Amanhã? Logo se vê como será. E, querendo que seja um bom dia, será um bom dia…

{#219.147.2022}

Domingo. Manhã de consulta com o terapeuta fofinho e um bocadinho de conversa matinal. Nada mau para começar o dia. Pena não ter havido mais durante o dia…

E a certeza que tenho que mudar alguma coisa. Os meus dias não podem reduzir-se só a trabalho e fins de semana vazios. Preciso, com urgência, de encontrar qualquer coisa que me ocupe. Que envolva pessoas. Que envolva fazer acontecer.

Cada vez mais preciso de me sentir útil. E não sinto…

Vou pedir sugestões nesse campo. Já tinha falado nisso em tempos. Deu em nada porque a minha sugestão não parece ter sido bem acolhida. E agora percebo porquê. Mas desta vez serei eu a pedir sugestões. Alguma coisa irá surgir.

Preciso rapidamente de novas experiências. E, consequentemente, novas memórias.

Vamos ver como corre. Agora concentro-me na próxima semana. Veremos também como vai correr, sabendo desde já que será, mais uma vez, de muito trabalho. Mas não pode resumir-se a isso…

{#218.148.2022}

Sábado e o trabalho espiritual que é necessário e que eu ando a boicotar…

Não me apetece mexer no que ainda dói. Mas sei que é necessário fazê-lo se quero estar bem. Mas mexer nisso sozinha…não sou capaz. Ainda não…

Retorno matinal. E perceber que o outro lado está muito bem como está. Mixed feelings sobre isso. Se por um lado fico contente que esteja bem, por outro lado também sei o motivo, ou um dos motivos, e isso deixa-me muito apreensiva porque sei o que pode acontecer. Não o verbalizo, mas sim, tenho muito medo que as coisas aconteçam. Porque podem, de facto, acontecer.

Sábado. Dia mais aborrecido da semana. Uma saída à tarde para ver o mar à distância. Porque não me apeteceu estar mais perto dele hoje. Mesmo sabendo que me fazia bem estender a toalha na praia e, até, dar um mergulho. Mas não, hoje não. Para variar, muito cansada. E, na verdade, sem desculpa para não aproveitar melhor o que tenho tão perto.

E a cabeça que se perde e vai sempre, a todo o momento, até lá… Até onde queria estar, com quem queria estar. Mesmo sabendo que ainda não é tempo. Se é que algum dia vai ser.

Desisto por hoje. Mais uma vez digo: não quero pensar. Porque já me basta (e custa) sentir.

Amanhã? Dia de consulta com o terapeuta fofinho antes das férias dele. Dia de pedir ajuda para me aguentar até Setembro sem consulta. Não vai ser fácil. Especialmente por me sentir tão perdida como me sinto agora.

Mas vai correr bem. Vai ter que correr bem. E, se não correr, mesmo de férias sei que se precisar de ajuda basta gritar.

Como vai ser amanhã? Logo se vê. Por hoje chega.