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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#316.50.2022}

Sábado pode ser o dia mais aborrecido da semana. Mas, de há uns meses para cá, tem sido também sinónimo de descoberta. Ou redescoberta, porque na verdade é reencontrar um caminho que já se tinha cruzado comigo e que, já não sei muito bem porquê, acabei por colocar de parte. Ou até sei: não estava em condições para trilhar este caminho que é exigente e pede serenidade.

É muito curioso quando pessoas que não se conhecem me dizem exactamente o mesmo. Na semana passada era sobre a zona de conforto. Esta semana é sobre o caminho a seguir. E, quando o que me apontam vem de alguém que vê para além do que é palpável, é só mais uma confirmação do que eu sempre soube.

Dizem-me que existem dois caminhos possíveis: o caminho da dor e o caminho do amor. Ainda não estou no caminho certo, eu sei, que escolho todos os dias, o caminho do amor. Há ainda muito trabalho para fazer. E sou eu que tenho que o fazer. Trabalhar o perdão e o desapego. Soltar e deixar ir. Este é o trabalho mais simples, não necessariamente fácil. Já o perdão vai exigir bastante de mim. Mas cada vez entendo melhor a necessidade de aprender a perdoar mesmo aqueles que aparentemente não têm perdão. Não é por eles que tenho que o fazer. É por mim. E se quero mesmo pensar em mim em primeiro lugar, se quero trilhar o caminho do amor, tenho que aprender a perdoar. Por muito que doa. E sei que vai doer. Mas vai-me permitir crescer. Vai-me permitir trilhar o caminho que, para mim, é certo.

Tudo são opções. Posso, claro, optar por não perdoar. Mas, se o fizer, nada vai mudar. Eu não vou mudar. E o cenário vai ser sempre o mesmo: o caminho da dor. Não é isso que eu quero. Mas, claro, estou a boicotar-me a mim mesma. Porque, lá está, permaneço na zona de conforto. Não posso.

Sei qual o caminho que quero seguir. Sei o trabalho que tenho que fazer. Sei o que trago em mim que, de certa forma, é perceptível a quem vê mais além. Tenho tudo. Só falta encher o peito de ar, ganhar coragem e dar o primeiro passo. O segundo passo ainda vai demorar, o terceiro ainda pode vir a medo, mas com o tempo vai-se tornar mais fácil. E, acredito, a mudança vai ser boa. E positiva.

Aceitar que tenho que perdoar. Que preciso de o fazer. E começar a trabalhar para o fazer. Sei que o trabalho será exclusivamente meu. Mas também sei que não estou sozinha e posso recorrer a quem me mostrou o caminho para me assegurar que vai correr tudo bem.

De resto, tudo igual. A ausência. E o silêncio. Não por falta de tentativas de contacto. Mas por falta de retorno e, muito provavelmente, de vontade do outro lado. Mas há uma data marcada que está cada vez mais próxima. E não me vou esquecer dela nem abrir mão do que ficou combinado e até acertado.

Mais uma vez: existem dois caminhos, o caminho da dor e o caminho do amor. E eu estou cansada do caminho da dor. Por isso, agora procuro o conhecimento que me vai ajudar a trilhar um caminho que, de certa forma, iniciei ou tentei iniciar quando não era o tempo certo. Mas hoje dizem-me que estou pronta. Por isso, sem pressa, é por ali que vou.

Eu em primeiro lugar, com retorno ou silêncio e ausência, mas eu em primeiro lugar. E trabalhar o perdão. E depois tudo se irá encaixar no que for o melhor para mim e para todos.

É, o sábado foi diferente. E, por mim, podem continuar a ser sábados de redescoberta. Que, no fundo, são de descoberta de mim mesma. E isso é bom.

Amanhã? Logo se vê. Mas será um dia bom. Porque eu quero que assim seja.

{#315.51.2022}

Sexta feira e a semana que chega ao fim. Não foi uma semana fácil mas, apesar da inquietação causada pelo silêncio e pela ausência, foi estranhamente tranquila. Não sei se faz sentido ter sido, em simultâneo, duas coisas tão distintas. Mas foi isso que foi…

Ontem à noite nova tentativa de contacto. Sem retorno até esta tarde, quando eu não podia responder. Ontem atirei o barro à parede sobre a data que está marcada, hoje nem uma palavra sobre isso. Ainda vou tentar novamente esta noite. Quando é que vou ter resposta? Não sei…

Não quero, novamente, pensar demais. Porque eu sou mais do que uma simples presença online e tenho pena que não me vejam como tal. Mas não quero, nem posso!, pensar demasiado. Já sei onde o meu pensamento me leva e não é a nenhum lugar agradável.

Mas esta sou eu. Muito mais do que o pouco que muitos vêem. E, apesar de tudo, nem tão complicada assim. Nem tão difícil como posso parecer. Mas poucos são os que arriscam ver mais além.

Sim, vou tentar novamente ainda hoje. Depois? É esperar um retorno que, já sei, vai tardar a chegar. E amanhã, sábado, logo se vê. Mas não pode ser pior do que hoje, do que os últimos dias. Logo se vê…

{#314.52.2022}

Quinta feira e o barro atirado à parede que deu em nada. Ou deu apenas numa grande neura, a minha.

Um simples bom dia. Ignorado desde as 8h da manhã até agora que são 23h05. E que continuará a ser ignorado. Até quando? E porquê…? Não entendo. Seis dias de uma contagem que não queria. Irei, claro, voltar a tentar um retorno. Porque há uma data marcada que se aproxima. E eu quero saber com que linhas me coso para essa data marcada há quase um mês. Mas para isso preciso que me respondam. Que me dêem retorno. Não que me ignorem como estão a fazer…

Dizem-me que não devia overthink. Mas eu, borderline, sou overthinker por natureza. Penso, penso, penso e penso. E acabo sempre por pensar o que não devo: que o problema sou eu. Porque não vejo alternativa. Por muito que entenda que o outro lado esteja a precisar de espaço e tempo, não entendo o acto de ignorar alguém. A menos, claro, que esse alguém seja o problema.

Mais uma vez o denominador comum, eu. Mais uma vez me culpo a mim mesma pelas atitudes dos outros para comigo. Porque sou eu…não consigo ver as coisas de outra forma.

Nunca gostei de me sentir ignorada. Faz-me sentir insegura e até indesejada.

Dizem-me que devia praticar o desapego. Soltar e deixar ir. Já tentei convencer-me que não é fugir, é não pôr pressão. Devia conseguir praticar esse desapego e não ficar tão abalada pelo simples acto de soltar e deixar ir. Mas não consigo. Porque me sinto ignorada. Porque tenho medo do abandono. Porque não quero perder uma amizade. Porque não quero o afastamento. Porque, porque, porque, porque!

Não é fácil ser eu. Nunca foi. E ao contrário do que era suposto, que é ficar mais fácil com o tempo e a experiência, a verdade é que parece ser cada vez mais difícil. E eu não sei até quando é que vou conseguir aguentar isto de ser eu sem me magoar. Porque sei que é o que vai acontecer…

Não. Não gosto de ser ignorada. Não é fácil ser eu. E o único denominador comum sou eu. E hoje está a ser particularmente difícil esta junção de factores. Mas vai ter que melhorar. Não posso esquecer-me de mim. Não posso permitir-me ficar menos bem só porque alguém escolhe ignorar-me. Por isso é bom que amanhã, ignorada ou não, o dia seja menos pesado.

Hoje não foi um dia bom. Ao ponto de eu própria perceber o meu mau humor e me sentir incomodada com isso. Há muito tempo que não acontecia. E não pode continuar a acontecer. Mas para isso é preciso que eu mesma aprenda a dar a volta e a sair por cima. Não é fácil…mas volto ao registo de um dia de cada vez. Sem pressa.

Amanhã será melhor. Vai ter que ser. Com ou sem retorno, vai ter que ser melhor. Mas, continuando a ser ignorada, será outro dia difícil…

{#313.53.2022}

Quarta feira, dia do meio. Dia nim, nem não nem sim. E hoje definitivamente nim. Sem poder trabalhar de manhã por problemas de sistema que cortaram a possibilidade de comunicação da empresa, demasiado tempo livre para pensar demais no que não devo.

Continuo à espera de uma iniciativa que não existe, de uma resposta que não vou ter embora o silêncio seja uma resposta, à espera não sei muito bem do quê. Sei, sim, que esta ausência de resposta me está a condicionar mais do que gostaria. E não estou a gostar do efeito que já se faz sentir.

Sim, tenho que lutar contra isto e não permitir que me consuma como consumiu há uns meses. Por muito que entenda o outro lado quando precisa de tempo e espaço, não entendo a ausência e o silêncio. Não entendo mesmo. Serei eu, mais uma vez, a interromper a contagem. Cinco dias por agora. Mas será uma contagem sem fim se não for eu a interromper. E não entendo o porquê. Não entendo…

Sim, está a mexer demasiado comigo. Não quero, mas também não sei como mudar o que sinto. E, como sempre, eu sou de sentir tudo, seja o bom ou, como agora, o menos bom. Sinto tudo. Mas ainda não sei como lidar com o que sinto…

Um dia. Um dia deixo de ser parva. Mas não é hoje. Por hoje apenas sinto que começo a ficar menos bem. E não quero. Nem posso. Mas é o que está a acontecer…

Amanhã será melhor. E amanhã interrompo a contagem dos dias. Porque há uma data marcada que se aproxima. E nessa data quero fazer aquilo a que me propus há quase um mês e que ficou conversado. E, atrevo-me a dizer, combinado. Só preciso de confirmar que sim, se mantém como falado. E, claro, aproveito para saber como está tudo do outro lado. Ou “tudo”.

Enfim. Irei continuar a sentir tudo. Essa é que é essa. E, neste momento, o que sinto dói. E não gosto do que sinto. Mas, lá está, eu sou de sentir. Tudo. Eu, borderline, sinto tudo demasiado. Desde sempre. Mas nem por isso sei lidar com o que sinto da melhor forma.

Vamos ver como correm os próximos dias. Amanhã? Logo se vê como corre também… Por hoje não devo dizer nada, já é tarde. Mas amanhã sim. E depois logo se vê…

Nove. Nove anos.

9 anos desde aquela manhã em que aprendi que, às vezes, os outros somos nós.

Não, não acontece só aos outros. Um dia percebemos que, de facto, às vezes não há depois, não há dia seguinte.

Sabes, Alexandre, o tempo passa, mas a ausência fica. Como assim, nove anos já desde que te roubaram de nós?

Nove anos e nunca mais nenhum de nós foi o mesmo. Crescemos à força da brutalidade, transformámo-nos, mas nenhum voltou a ser quem era.

Por vezes esqueço-me daquela coisa de não ter tempo para perder Tempo. Mas a verdade é que nenhum de nós tem tempo para perder Tempo. Porque, um dia, do nada esse tempo acaba. O único tempo que não acaba é o tempo da ausência. Porque essa fica para sempre.

9 anos, Alexandre. E foi como se fosse ontem. Não me esqueço, nenhum de nós se esquece. Mas nem por isso deixas de fazer falta.

{#312.54.2022}

Um dia. Um dia deixo de ser parva. Cansada de atirar o barro à parede e não ter uma simples resposta. Por muito que possa entender a necessidade de tempo e espaço, não entendo a ausência de resposta. Prefiro que me digam não a simplesmente não me dizerem nada.

Mas é o que é, né?

A verdade é que eu sou muito mais do que uma simples presença online. Só preciso que mo permitam ser. Que me permitam dar-me a conhecer. Porque não é no online que se pode conhecer realmente alguém. Eu sei que dá para os dois lados. Mas, se calhar, eu levo mais tempo a dar-me a conhecer mesmo pessoalmente. E por isso mesmo preciso de ser mais do que uma simples presença online…

Mas, lá está, é o que é. E hoje sinto-me chateada com essa ausência de resposta. Quase zangada, até. Porque mereço mais do que silêncio.

Mais uma vez: é o que é. E aprendi a detestar esta frase. Mas é o que é. Já o devia ter interiorizado. Mas ainda não consegui.

Um dia. Um dia deixo de ser parva. Se é silêncio que me dão, será silêncio que darei também. Não volto a atirar o barro à parede. Mas não me esqueço que há uma data marcada. E irei fazer questão de recordar essa data dentro de alguns dias.

Sim, hoje estou mais azeda. Porque chateada. Quase zangada. Pode ser que amanhã seja melhor. Já estive aqui antes. E não gostei. Não foi bom. Para mim. E é em mim que tenho que pensar. E só depois nos outros. Por muito que me preocupe. Por muito que me custe. E custa. Mas primeiro eu…

Um dia. Um dia deixo de ser parva.

Hoje ainda não é o dia…

{#311.55.2022}

Dia de regressar ao trabalho depois de uma semana de férias. Não foi fácil. O começo foi difícil, depois de desligar o despertador várias vezes e quase não conseguir acordar a horas. Felizmente ainda estou a trabalhar em casa. Mas não foi um começo de dia fácil.

Assim como não foi um dia de trabalho fácil. Mas, devagar, vou voltar ao ritmo. Só não me posso esquecer que tenho que melhorar os resultados. Vou na direcção certa, mas ainda há pontos a melhorar. E não posso esquecer-me disso.

Desliguei do trabalho por hoje. Fui à rua para um café rápido numa esplanada que ainda não percebi se gosto ou não, com chuva que me obrigou a estar na zona coberta acompanhada com mais gente do que gostaria. Cada vez me sinto menos à vontade com gente à minha volta em espaços fechados…

O dia passou e eu mantive-me sossegada, quieta e calada no meu canto. Não o queria fazer. Mas acho que tenho que o fazer. A verdade é que continua a não haver iniciativa do outro lado. E eu vou continuar a preocupar-me. Como sempre me preocupei. Mas agora mais. Não devia, eu sei. Devia pensar em mim em primeiro lugar e preocupar-me com os outros depois. Mas não sou capaz. Porque, para além de me preocupar genuinamente com o outro lado, também me preocupa que eu afastando-me acabe por haver também um afastamento do outro lado. E tenho medo de perder o que tenho.

Não dou nada por garantido. Não posso. E também por isso sinto que não posso afastar-me demasiado. Porque posso perder. E, se perco, não vou ficar bem. Já não fiquei bem há seis meses quando levei aquele murro no estômago. Por isso, se perder o que tenho, também não ficarei bem. E isso não pode acontecer.

Sei que é tempo de dar tempo a quem precisa. De dar espaço a quem se está a encontrar agora. Mas custa-me não saber como está. Saber realmente, falado de viva voz, numa conversa a acompanhar um café. A verdade é que isso não acontece. Vou, mais uma vez, atirar o barro à parede. A resposta já a sei. Mas vou tentar. Também é uma forma de dizer que estou aqui. E quero, tanto, dar-me a conhecer para além do pouco que dei nestes cinco anos. Porque cada vez mais acho que não me dei a conhecer totalmente. Ou não me deram essa oportunidade. Porque só a presença online não é suficiente. E eu sou tanto mais do que uma simples presença online…

Vamos ver. O não está garantido. Mesmo que, como há um ano, receba uma nega sem ouvir um não. Mas sim, irei atirar o barro à parede mais uma vez. Tenho que deixar de ser parva e deixar as coisas andarem sem me mexer. Tenho que ir atrás do que quero. E se o que quero é, no mínimo, manter a amizade, também tenho que fazer por isso. Mesmo que do outro lado não haja uma tomada de iniciativa.

Sim, ir atrás do que quero. Depois? Logo se vê. Amanhã será melhor do que hoje. Todos os dias um bocadinho melhor que o dia anterior. É esse o objectivo. E assim será. Porque eu quero que assim seja.

Depois? Já o disse antes: logo se vê.

{#310.56.2022}

Um longo Domingo que começou cedo e agora, já tarde, teima em não terminar. Acordar antes da hora, consulta com o terapeuta fofinho, voltar para o quentinho da cama e conseguir aquecer e descansar, mesmo com tanta coisa para fazer.

Tratar da loja online também é tratar de mim. Porque há tanto de mim ali. Posso dizer agora que está praticamente tudo disponível. Ainda faltam alguns artigos, mas a grande maioria já lá está.

E dou por mim a pensar que ainda há quem me conheça pouco, mesmo passados cinco anos… E eu gostava, muito, de me dar a conhecer mais. Só falta a oportunidade para que isso aconteça. E não depende de mim.

Dizem-me, duas pessoas que não se conhecem e trabalham em áreas tão distintas, que eu tenho que sair da zona de conforto. Só assim as coisas começam a acontecer. Como, por exemplo, conhecer novas pessoas. Que me iria fazer bem, dizem ambos. Talvez tenham razão. Mas a verdade é que, para além de estar confortável onde e como estou, eu não sei dar o passo seguinte. Não sei mesmo o que fazer para fazer diferente. E também por isso continuo confortável onde e como estou.

Não quero pensar em nada. Já o disse antes, quanto mais penso menos entendo e menos gosto. Por isso, não quero pensar. Vou continuar a tratar de mim, apenas. A pensar em mim. Um dia pode ser que descubra o caminho para sair da zona de conforto.

Agora é hora de desligar. Já é muito tarde e amanhã é dia de regresso ao trabalho. Ainda em casa, mas a começar mais cedo. Uma semana de férias sabe sempre a pouco…

Amanhã? Logo se vê. Mas não será um dia mau. Será mais um dia a pensar em mim em primeiro lugar. O resto depois se vê.

{#309.57.2022}

Sábado, aquele dia aborrecido da semana. E o que fazer para ultrapassar isso? Dedicar-me à loja online.

Aproveitar também para não pensar muito, porque quanto mais penso menos entendo e menos gosto do que penso.

Já é tarde. Mas ainda trato de publicar coisas na loja. Porque, se não o fizer, a cabeça dispara e não é em boa direcção.

Amanhã? Será para continuar a publicar artigos na loja. E fazer por permanecer quieta e calada, sossegada no meu canto. Um dia acerto…

{#308.58.2022}

Sexta feira, último dia de férias. Retorno de manhã que me deixou apreensiva mas tranquila ao mesmo tempo. Pelo menos sei que está tudo bem…mesmo oito dias depois.

A contagem foi interrompida, por mim, por achar que já não fazia sentido esta ausência. Hoje já não sei se faz ou não. Sei que não gosto dessa falta de retorno. E, se não gosto de me impôr, também não gosto de faltar.

Falámos ao final da tarde. Coisa que nunca aconteceu muitas vezes, mas que continuo a achar que devia repetir-se mais vezes. Fiquei confusa, o ânimo da tarde não correspondia ao ânimo da manhã. Comunicados de formas diferentes, o que dá azo a diferentes percepções.

Já não sei o que pensar. Menos sei o que sentir. E cada vez sei menos o que quero. É dar tempo ao tempo, dizem. É o que tenho feito ao longo dos últimos cinco anos. Mas não sei mais o que esperar do tempo.

Estou confusa. Muito confusa. E cansada. Sobretudo de esperar sem saber muito bem o quê.

Não. É tempo de pensar em mim. O resto logo se vê. O que vier é bem vindo. O que vier é porque tem que vir. Por agora, para além de pensar em mim, dou tempo e espaço a quem precisa. E torço para que nada se perca nesse espaço, nesse tempo…

{#307.59.2022}

Quinta feira longa. Sem grande coisa a acontecer para além do jantar de raparigas. Ainda de férias e a tentar organizar o que tenho ainda para fazer na loja online.

Mas não foi um mau dia.

A contagem continua. Mas ao sétimo dia, hoje, fui em busca de notícias. Até ver, a contagem mantém-se. Não há notícias…

Veremos amanhã. Hoje já não haverá retorno.

Uma das coisas boas do jantar de raparigas é poder falar sobre tudo. Sem julgamentos. Sem críticas. Apenas apoio. Apenas? Apoio é tão importante. É tão mais do que somente “apenas”. E é tão importante poder falar sobre isto e ser ouvida. Poder falar com alguém que não me diz que é uma parvoíce. Ser ouvida, compreendida e apoiada. Venha o que vier, há ali apoio. E sabe tão bem saber que há.

Amanhã será mais um dia de contagem de certeza. Não espero ter resposta tão cedo. Mas não vou deixar que essa ausência de resposta me condicione o dia. Vai ser um bom dia. Porque eu quero que assim seja.

{#306.60.2022}

Dia seis. Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Mas dia seis. Daquela contagem que não sei quando irá terminar…

Não foi um dia mau. Foi dia de retomar um estatuto que há muito tempo não tinha e recuperar a loja online que há anos estava parada.

E foi dia, também, de mais uma vez me mostrarem que desvalorizam o meu trabalho, desvalorizando-me a mim. Já há uns meses me tinham dito que a relação que criei há 5 anos é uma parvoíce. Agora dizem-me que devia baixar o valor do meu trabalho. São duas formas de desvalorização. Mas vêm ambas de uma pessoa só…

Estas coisas magoam. Fazem mossa. E hoje não foi diferente. Um dia talvez entenda esta atitude. Ou talvez não haja, ali, nada para entender.

Enfim…

O dia passou ligeiro, tranquilo. Mas nem por isso deixei de me lembrar que é o sexto dia sem notícias. E quero muito tê-las rapidamente. Voltar ao normal. Voltar aos meus rituais. Que, se calhar, não fazem sentido para o outro lado. Mas para mim fazem. E fazem-me falta também. Afinal, são cinco anos de rituais diários. É normal sentir falta de algo que se repete durante tanto tempo.

Dia seis. E a minha vontade é forçar a paragem da contagem dos dias. E talvez o faça mais cedo do que programei…mas não devia.

Amanhã, dia de jantar de raparigas se tudo correr bem, irei tentar perceber o caminho a seguir. Porque preciso que me orientem. Não que me digam exactamente o que fazer, mas que me mostrem opções.

Destes seis dias posso dizer que tenho medo do resultado. Muito. Mas não posso fazer nada para mudar o que quer que aconteça. Só posso esperar…depois, logo se vê.

Amanhã, dia sete. Logo se vê se será contabilizado ou não. Mas, tirando isso, será mais um dia bom. Porque eu quero que assim seja. Mesmo que tentem, mais uma vez, desvalorizar-me.

{#305.61.2022}

Cinco dias de uma contagem que, um dia, terá fim. Oito anos e três meses de uma contagem que não terá fim nunca.

São duas ausências. Uma permanente. A outra que se espera temporária. Tão distintas, tão diferentes. Mas ambas me deixam desconfortável.

Sei que tem que ser um dia de cada vez. E sei que o desconforto melhora. Mas eu sou de sentir tudo. Por isso sinto o sinto, o que tenho que sentir, como tenho que sentir, quando tenho que sentir.

Agora é tempo de férias. É ter tempo para mim. Para tratar de mim. Olhar por mim. Seria mais fácil passar por esta onda de saudade se estivesse a trabalhar. Estar ocupada ajuda. Muito. Não estando ocupada com trabalho nos próximos dias, vou tratar de mim como puder. E, se for para sentir tudo, seja.

Os oito anos vão continuar a acumular. Aí não tenho como escapar e a ausência nunca terá fim. A saudade virá sempre, todos os dias um bocadinho, de uma forma ou de outra. Já vou sabendo lidar com ela. É só o que resta do que foi não sendo, do que não foi, sendo. É o que tenho. Não tendo.

Os cinco dias? Ainda estou a aprender a lidar com essa contagem. Que espero não seja prolongada. Porque essa ausência também dói…

Enfim…amanhã ainda é dia de férias. Dia de tratar de mim. Será melhor. E as saudades vão atenuar mais um bocadinho.

{#304.62.2022}

São saudades. Tão só saudades. E essas saudades deixam-me assim, melancólica. Mesmo com um dia cheio, sem nada de especial a acontecer mas em trânsito de um lado para o outro, essa melancolia esteve sempre presente. E a cabeça cheia de barulho e muita confusão. Não, não foi um dia mau. Mas também não foi bom. Foi confuso. Foi estranho. Foi o que foi, como há muito tempo não era.

Não, não quero (nem posso!) voltar àquele sítio escuro e desconfortável onde já estive. Conheço-o demasiado bem para saber que, mesmo sendo escuro e desconfortável, é fácil deixar-me ficar por lá. Afinal, já não me é desconhecido. Já lhe conheço todos os truques para me prender. Já lhe conheço todas as manhas. E é tão fácil voltar para lá. E voltar a cair. E voltar a deixar-me ficar.

Não quero (nem posso!) voltar lá. Mas não é fácil silenciar a minha cabeça quando tenho que guardar tudo para mim. Quando não falo com ninguém para além do terapeuta fofinho que agora percebe a importância de outra forma. Falo com ele, mas sei que, por muito que ele se esforce para entender o que sinto, nem toda a gente o entende verdadeiramente. E só há uma pessoa à minha volta que o entende verdadeiramente. Felizmente é alguém com quem posso desabafar facilmente…mas não é suficiente.

Sim, são saudades. Do que não tive. Do que não tenho. Do que não terei.

E são, também, já 4 dias de contagem. De algo que também me deixa com saudades. E que também não me está a ajudar neste momento. Mas aqui irei ter que esperar e aguentar. Não vou (nem quero!) impôr a minha presença. Se me quiserem presente, é presente que estarei. Se me quiserem por perto, sabem como me encontrar. Mas não espero que me procurem. Não para já. Não ainda. Vou dar espaço e tempo. Se tiver que voltar a ser o que era, será.

Sim, são saudades. Tanto num caso como no outro, são saudades. E nem sempre é bom ter saudades. Ou, pelo menos, senti-las da forma que sinto. E ouvir novamente aquele ruído confuso na minha cabeça não me ajuda a lidar com ambas as situações em simultâneo.

É. Não foi um dia mau. Mas também não foi bom. Foi o que foi. Confuso. Acima de tudo confuso. E absolutamente melancólico.

Amanhã? Logo se vê. Mas espera-se que seja melhor. Pelo menos mais tranquilo. As saudades? Hão-de amenizar. Tanto num caso como no outro. E depois logo se vê…

{#303.63.2022}

Domingo. Um dia diferente. Sair da zona habitual e aproveitar o dia bonito.

Mas, mais uma vez, uma situação em que sinto que não pertenço e onde, mais uma vez, podia (devia…) estar o meu filho, aquele que não chegou a ser, mesmo tendo sido por 42 dias. Sim, ainda penso nele todos os dias e sinto-lhe a falta.

Ainda sinto falta daquele colo que não dei, daquele abraço que nunca apertei, daquele sorriso que não conheci.

Há muito tempo que não falo dele, mas nem por isso significa que me esqueci. Há momentos e situações, como hoje, em que lhe sinto demasiado a falta porque o lugar dele seria ali. Uma festa de anos. Uma simples festa de anos. Onde também ele estaria a brincar, a correr, a rir. Mas não está. E nunca estará.

Sim, sinto-lhe muito a falta. E também por isso costumo dizer a quem tem filhos para os aproveitar ao máximo. Com, admito, uma pontinha de inveja. Que me deixa tão desconfortável… Também por esse desconforto ser real e presente não falo dele. Do meu filho e do meu desconforto.

Mas é assim, não posso fazer nada para mudar essa ausência, só posso tentar minimizar o desconforto. A saudade, essa, vai-se moldando. Ao fim de oito anos já aprendi a lidar melhor com ela. Mas depois há dias, momentos e situações como hoje que me levam sempre para aquele lugar escuro e desconfortável onde digo, apenas para mim, que não pertenço ali.

Há dias em que custa menos a ausência. Hoje não foi um desses dias.

Sinto tanto a falta do que não tive…seja um colo, um abraço ou um sorriso. Uma simples presença. E sim, essa ausência ainda dói e pesa.

Mas amanhã será melhor…

{#302.64.2022}

Sábado, aquele dia que, já se sabe, é o dia mais aborrecido da semana. Começou cedo, com uma tempestade intensa lá fora. Mas, e apesar de tudo, serena cá dentro.

Esforço-me por continuar sossegada, quieta e calada no meu canto. Volto a contar os dias, são agora 2. Mas se longe que me querem, será longe que me têm.

Se é fácil? Para mim, borderline, estas coisas nunca são fáceis. É, outra vez, a sensação de perda, o medo do abandono.

A contagem vai continuar, não sei até quando. Mas não quero chegar outra vez aos 21 dias. Não quero…mas não posso, nem quero!, impôr a minha presença. Especialmente quando sei que não é desejada.

É o que é. Odeio esta frase. Mas é o que é. E não posso mudar nada. Solto e deixo ir. Não é fugir. É não pôr pressão. Repito isto todos os dias para não me esquecer de que, por vezes, é necessário soltar e deixar ir o que não nos pertence.

Um dia a contagem é interrompida. Não sei quando. Não sei por quem. Mas um dia acontece. Até lá tento aguentar tranquila com aquilo que me corrói cá dentro: o medo.

Dois dias. Amanhã? Logo se vê…

{#301.65.2022}

Sexta feira e decisões difíceis. Tomadas ainda ontem, mas com repercussões já hoje.

Decidi dar espaço. Afasto-me. Não sei até quando, sei apenas que não foi uma decisão fácil. Mas foi, é, necessária. Não só por quem precisa desse espaço, mas também por mim. Sei que a minha presença não é desejada neste momento, se é que alguma vez foi. Mas especialmente agora sei que não é. Vou voltar à contagem dos dias de ausência e silêncio. No Verão foram 21 dias. Agora não faço ideia quantos serão.

Afasto-me, solto e deixo ir. Não é fugir. É não pôr pressão. E pressão é tudo o que não é preciso agora. É dar espaço a quem precisa. É dar tempo a tudo, até a mim. Quando a contagem parar, logo se vê. Para já ainda só vai no dia 1. Mas não me admiro se ultrapassar os 21 do Verão.

Medo. Claro que tenho medo. De tanta coisa que esse afastar-me possa trazer. Mas tenho que aceitar que é o melhor a fazer neste momento. A mensagem que tinha a passar foi passada ontem. Se foi entendida? Não faço ideia. Não houve reacção, claro, porque haveria?, e retorno também não existiu.

É altura de aceitar o meu lugar: longe. Aceitar e seguir o meu caminho. Sem rituais habituais, matinais ou nocturnos. Sem notícias. Sem nada, no fundo. E esse nada custa tanto…

Mas, e aprendi a detestar esta frase, é o que é. Se um dia voltar ao que era, estou cá. Se não voltar, hei-de aprender a dar um passo de cada vez novamente.

Agora dou espaço. E dou tempo. Porque é só o que me é permitido dar. Amanhã, um amanhã lá mais para a frente? Logo se vê…

{#300.66.2022}

Dia 300 do ano. E, depois de ter atirado o barro à parede ontem, hoje tive a resposta. Não a que queria, claro, mas a que adivinhava desde o primeiro momento. E, mesmo sabendo o que sei, nada me tira da cabeça o que insisto em pensar e que ninguém valoriza: o denominador comum. Que sou eu…

Nada me tira da cabeça que sou eu o motivo para a resposta que já adivinhava. Sei que existem outros factores de peso. E entendo-os porque os conheço na primeira pessoa. Sei o peso que têm. E podem, sem dúvida, ter pesado na resposta. Mas depois há o tal denominador comum, que sou eu. E ao fim de cinco anos já devia saber qual o meu lugar neste jogo…

Cinco anos hoje desde aquele momento em que dei por mim a pensar “já foste…”…e fui mesmo. Lembro-me do momento exacto naquela esplanada em mesa para dois, depois de um dia de trabalho, ainda antes do jantar, das risadinhas nervosas, do jeito de mãos que se procuravam ocupar sem sucesso, das primeiras partilhas. E foi aí, nesse momento, que “já foste” se tornou num ponto sem retorno.

Estava calor nessa noite. Nada como hoje, em que já choveu e está frio. Calor para t-shirt no fim de Outubro e para, depois de um bom jantar, terminar a noite à beira da praia. E boa conversa desde o primeiro momento. Como ainda hoje acontece.

Cinco anos hoje em que “já foste” não me sai da cabeça. E, ao contrário do que eu gostaria, foi só mais um dia igual aos outros. Em situações normais teria desafiado para um novo jantar ou um simples café. Provavelmente não iria acontecer à mesma. Mas este momento não é de uma situação normal. E isso preocupa-me. Claro que preocupa. E muito.

Não sei se o alvo da minha preocupação tem noção do que me preocupa. Não tem, de certeza. Até porque neste momento tem mais em que pensar. Tem que pensar em si. Antes dos outros. E não o sabe fazer. Mas está a querer aprender. Está a receber orientação nesse sentido. E espero que não deixe de receber o que precisa.

E eu, querendo puxar para cima, talvez não esteja a ajudar. E por isso acho que está na altura de voltar a soltar e deixar ir. Não é fugir. É não pôr pressão. E pressão é a última coisa que é precisa aqui. Vai-me custar horrores. Mas vou ter que soltar e deixar ir. Dar tempo. Dar espaço. É só o que posso fazer. Mas, claro, tenho medo. Muito. De perder alguém pela distância imposta.

Cinco anos. E hoje vou conhecendo o lado vulnerável de alguém que sempre conheci de sorriso fácil. Não é fácil conhecer esse lado porque não sei como agir. Mas não é mais difícil para mim do que para quem se está a conhecer também.

São dias conturbados. E se a minha presença não ajuda, talvez a minha ausência o faça. Por isso decido afastar-me. Vai custar horrores. Mas tem que ser.

Amanhã? Logo se vê. Por hoje já foi o que tinha que ser. E nem posso dizer que tenha sido bom ou mau. Foi só o que foi: mais um dia igual aos outros.

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Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Trabalho e pouco mais, ou mesmo nada mais. Para variar…

Estou um bocadinho cansada deste “pouco mais, ou mesmo nada” de sempre. Isto não é nada. É viver para trabalhar. E não pode ser. Tem que haver mais do que apenas isto. Seja lá isto o que for…

Gostava, muito, de ter uma agenda mais preenchida. Nem tinha que ser todos os dias. Mas algo que me fizesse sentido e me ajudasse a valorizar o fim de semana, que é sempre algo que me incomoda. O fim de semana é o culminar de tempo livre que, percebo agora, tenho em demasia. Quando devia ser o tempo de descanso depois de uma semana preenchida. Mas não é o que acontece. E começo a ficar um bocadinho farta de dias vazios e tempos mortos.

Quarta feira. E o dia em que voltei a atirar o barro à parede. Lancei um desafio para o ar, reforcei em jeito de desafio novamente, não obtive resposta. Então hoje decidi que não é um desafio, é uma pergunta que carece de resposta. Que ainda não chegou. E, desconfio, está a ser evitada…

Vou aguardar mais um bocadinho. Mais uns dias, mas não muitos. E vou pedir resposta, como pedi hoje. Mas vou querer resposta. É um desafio? Pode ser encarado como tal. É uma tentativa de quebra de rotina? Sim. É algo que faria bem a cada um de nós? Sem dúvida. Mas percebo que não haja muita vontade…por vários motivos, mas, como sinto sempre, acima de tudo por ser comigo.

É a minha insegurança também a falar? Claro que sim. Mas desconfio que sei a resposta. Não será a que queria. Mas, mais uma vez, é o que é. E sou eu.

Quarta feira. Dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Mais um dia, vazio, igual aos outros. E o silêncio. A falta de retorno. A ausência de resposta. Já devia estar habituada a isto. Mas, por muito tempo que passe, não consigo habituar-me. E acho que nunca conseguirei. Entendo a necessidade de tempo e espaço, aceito por conhecer demasiado bem essa necessidade. Mas, ao mesmo tempo, custa…

Enfim. É o que é. E sou eu. Sempre o denominador comum, eu. Embora, desta vez, o problema principal não seja eu. Mas sou eu que estou a ser evitada. E isso custa.

Mas, amanhã, pode ser que haja uma resposta. E, não havendo livremente, vai ser pedida. É o mínimo. Depois? Logo se vê.

Por hoje dou por terminado mais um dia igual aos outros, vazio e sem qualquer sentido. Amanhã será igual, de certeza. Mas será um dia mais perto das férias. Depois logo se vê.

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Terça feira, que não duvido que o seja!, e novamente perdida no calendário com a sensação de que amanhã é sexta. Não entendo este desnorte, mas é cada vez mais frequente…

Com vontade de voltar a atirar o barro à parede. Prometi a mim mesma que só o faria quarta feira. Mas a vontade é de fazê-lo já hoje. Acredito que sei qual será a resposta. Mas ainda tenho esperança de estar enganada. Quem sabe? Amanhã terei a resposta. E, seja ela qual for, está tudo bem na mesma.

Desejosa por que chegue sexta feira (que não é amanhã!) às 18h para entrar de férias. Mesmo sem planos, vai ser bom. É só uma semana? É. Mas é uma espécie de estágio para a segunda metade de Novembro.

Entretanto, o silêncio. A falta de retorno. Nunca gostei disso, mas agora gosto ainda menos… Eu sei, dar espaço, dar tempo, isso tudo. Mas nem por isso me preocupo menos…

Enfim…ainda haverá o ritual nocturno de aconchego. Espero que continue a ser bem recebido. Mesmo sem retorno. Mas fica a mensagem que se repete há 5 anos. E vale o que vale. Mesmo que seja nada…

É o que é. E aprendi a detestar esta frase. Mas é o que é. Amanhã atiro o barro à parede e depois logo se vê. Mas hoje ainda deixo o meu aconchego. Porque, parecendo que é pouco, se bem recebido é muito. E é o pouco que posso dar quando queria dar tanto mais.

Siga! Amanhã será melhor. E depois logo se vê. Entretanto, é encolher os ombros, sorrir e acenar. Amanhã logo se vê.